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| 08 de janeiro de 2008 | |||||||
*Considerações sobre o artigo: Religião e Política:
Memória e História da Renovação Carismática Católica em Maringá (PR) (parte
II)
Essa tendência de fusão com a Teologia da Libertação, em que se pensava as
questões espiritual e temporal como duas facetas da mesma realidade, sem
hierarquizá-las, é questionada com a disputa de poder no interior do
movimento por parte do Padre Eduardo Dougherty, essa disputa chega ao
próprio boletim oficial da RCC em 1975 (o Boletim, evidentemente, citou o Assim, penso que seria mais adequado pensar em um distanciamento da RCC com as eleições em seu começo e não com a política. 2.
O Sr. afirma que "O tema da política e, por conseguinte, do compromisso
político dos carismáticos, passou a se fazer mais presente. É interessante
observar que, mesmo neste momento, a política é concebida como uma forma de
caridade e enquanto exigência moral da ação humana no mundo." Eu diria
que a política não é vista como caridade, mas o contrário, há A
Política é vista como um compromisso moral ambíguo que, por um lado deve se
efetivar como uma ação política pelo bem estar social e por outro no
resguardo da que consideram como justa moral católica. Assim, há uma ação
cuja plataforma se funda na neocristandade, que pretende institucionalizar
mecanismos de resguardo da moral católica no estado brasileiro, como a luta
contra a legalização do aborto, pela censura do filme "O Código Da'Vinci",
entre outros. Desta forma, o compromisso moral se transmuta, a partir da
concepção do primado do espiritual sobre o temporal, de um compromisso com o
bem estar social para o de um bem estar espiritual. |
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| 11 de dezembro de 2007 | |||||||
Caro Ozaí, O artigo escrito pelo psicólogo Raymundo de Lima, As " Chávez" do protofascismo, tem provocado ricas reflexões. O texto, na minha humilde opinião, apresenta uma análise muito profunda e bem fundamentada sobre o fenômeno social e psicológico denominado de "protofascismo". Debatemos as contribuições do autor em sala de aula, os estudantes gostaram bastante e fizeram muitas perguntas. Pelo que pudemos entender, para o autor, o Presidente Hugo Chávez apresenta um comportamento típico protofascista. Seu perfil enquadra-se na tipologia descrita pelo professor Raymundo de Lima. Surgiram várias perguntas na sala de aula: Hugo Chávez é, realmente, para o autor, um protofascista? Ou é um fascista? Evo Morales também é um protofascista? Ou um fascista? Se possível, gostaria muito que estas questões fossem enviadas para o autor e para o espaço dos leitores. Creio que o debate público poderá ser muito rico e esclarecedor Na sala de aula os estudantes procuraram enquadrar muitos outros políticos e intelectuais na descrição típica do protofascista. Saudações acadêmicas, Felipe Luiz Gomes e Silva |
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| 07 de dezembro de 2007 | |||||||
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| 02 de outubro de 2007 | |||||||
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From: Humberto
Calloni
To: aosilva@uem.br
Sent: Tuesday, October 02, 2007 10:29 AM
Subject: {Spam?} Parabéns à REA
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03 de setembro de 2007 |
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From: Valter
Pomar
Sent: Monday, September 03, 2007 12:25 PM
Subject: O Socialismo e
o 3º Congresso do PT
Grande Ozaí Primeiro, obrigado pela consideração em comentar nosso texto. Sugiro ler o texto que fiz (Socialismo em debate) que está na www.pt.org.br. Se puder divulgar na Espaço Acadêmico, agradeço. Sem dúvida, como você diz, "o partido real sobre o qual falamos e escrevemos, parece muito distante da retórica presente nas teses; distante mesmo do que representou a social-democracia clássica". A questão é que você poderia dizer, também, que "a classe trabalhadora real sobre a qual falamos e escrevemos, parece muito distante da retórica presente nas teses; distante mesmo do que era a classe trabalhadora na época da social-democracia clássica". Neste sentido mais amplo, realmente estamos fazendo uma operação "herética". Mas nossa "crença" no potencial estratégico do PT deriva de nossa "crença" no potencial estratégico da classe trabalhadora. Tanto num como noutro caso, nossa "crença" pode causar uma sensação de déjà vú. Mas veja bem: o déjà vú é aquela sensação estranha de sentir agora, no presente, algo que já se viveu no passado. Esta sensação, longe de ser nostalgia e passadismo anacrônicos, longe de ser apenas eco de um passado glorioso, pode ser um indício de que estamos vivendo de novo uma época de grandes possibilidades. Um abraço Valter Pomar |
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30 de agosto de 2007 |
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From: Ronan
Gomes Gonçalves
Sent: Thursday, August 30, 2007 5:41 PM
Subject: Denúncia
DENÚNCIA Abandonados (Sobre os Exonerados na Greve de 2000)
por Ronan Gomes Gonçalves É já sabido de todos que sindicatos, partidos e grupos políticos em geral costumam enxertar a sua própria história e suas pretensas vitórias de lutas para as quais pouco contribuíram ou que sequer participaram. Há uma excessiva tendência a embriagar-se e envaidecer-se com as vitórias do passado ao lado de uma quase completa prática de desvencilhar-se das derrotas e dos ônus. Tal comportamento merece ampla reflexão e é causa de muitas coisas. Por hora, é importante recordar que, sendo as lutas feitas por homens, o esquecer-se das batalhas perdidas muitas vezes vem embutido do abandono de mortos e feridos, outros tantos seqüestrados, postos em mazelas ou psicologicamente arruinados. Eu, que não vivi nenhuma guerra de cunho militar, só tenho na memória o relatado em filmes, livros e literatura, mas, mesmo sem o conhecimento corpo a corpo, nunca deixei de achar horrenda aquelas situações em que soldados e milicianos feridos são deixados à própria sorte, sangrando, gemendo, rastejando no chão, pois, debilitados fisicamente, são agora um fardo a carregar. Fardo esse que convém desvencilhar-se para o bem da milícia, coluna ou esquadrão. Tal comportamento revela um grande paradoxo: costuma-se ser coletivista nos momentos de criticar e enfrentar as desigualdades e tiranias estabelecidas e profundamente individualista quando se trata de equacionar as derrotas. Para as lutas, faz-se apologia a uma tal de sociedade, à participação conjunta, à mobilização coletiva, afirmando a necessária solidariedade e a responsabilidade de todos contra o estabelecido. No entanto, entende-se que é dever de cada um precaver-se com os tempos sombrios e nublados. A greve de 2000, dos professores da rede estadual de ensino do estado de São Paulo, constituiu a ultima grande mobilização conjunta e forte da categoria. Foi depois dessa greve que o governo do PSDB criou o bônus para os professores, no qual se chegou a pagar uma gratificação de até 6 mil para os professores com boa assiduidade. Tal bônus constituiu uma forma eficaz do governo evitar outras mobilizações, tamanho o susto que a categoria lhe pregou. Ante a impossibilidade de frear o espírito de luta da categoria, resolveu-se o problema pagando aos professores que não faltassem, o que quer dizer, aos professores que não fizessem greve. A categoria acomodou-se, mirando toda, como nas loterias, para a possibilidade de ganhar um bom bônus no começo de cada ano. Um fator decisivo para ter colocado a greve de 2000 como uma ameaça séria ao governo não foi a paralisação maciça dos professores – fato a que o governo estava já acostumado, e a população também – mas o inovador acampamento que uma ala mais radical dos professores construiu junto à Secretaria de Estado da Educação, em sua área externa, cercando-a paralelamente aos portões. Essa ocupação consistiu de uma série de barracas montadas ao lado da instituição central e que foi se ampliando com a chegada de mais professores e outros apoiadores que permaneciam 24 horas, dia e noite, no local. A ocupação estabeleceu para o governador a temerosa possibilidade de uma crescente consolidação que resultasse numa tomada decisiva da secretaria. Ante isso, o governo maculou-se chamando a tropa de choque para por termo ao movimento. Passados sete anos, a greve de 2000 permanece viva na memória da categoria. E como não lembrá-la se é a origem do desejado bônus antigreve que os professores, coordenadores, diretores, funcionários e supervisores recebem anualmente? O sindicato da categoria, a APEOESP, não deixa de listar como suas as poucas vitórias adquiridas por tal mobilização e as variadas correntes políticas existentes remetem-se ao ano de 2000 como símbolo e exemplo de mobilização. Desde então, ao menos num patamar teórico, o sindicato incorporou o acampamento como uma forma de luta, que, aliás, nunca mais foi utilizado. Ocorre que, em 2000, os professores Antônio Geraldo Justino, Cláudio Augusto da Rocha (Claudinho), Cleosmire Gonçalves dos Santos (mil), e Marcos Roberto Menin (cpp) foram demitidos (exonerados) por sua atuação política. Eram todos eles membros ativos do acampamento junto à Secretaria de Educação. Um dos professores contava já 33 anos de serviço junto ao estado e teve seu direito de se aposentar barrado. Um dos quatro professores exonerados, acometido de forte depressão, ocasionada pelas circunstâncias descritas, veio a falecer. Houve abertura de processos criminais contra 35 professores que deram testemunhos em favor dos professores exonerados. Esses professores foram abandonados à sua própria sorte. Estão impossibilitados de dar aulas até 2010, isso se o governo golpista do PSDB não arranjar meios de mantê-los afastados. Nenhum dos partidos políticos atuantes na categoria dos professores preocupou-se em angariar apoio ao citados professores, nem sequer buscam manter na categoria a memória de tal acontecimento e a consciência de haver colegas profundamente vitimados. Jogados à própria sorte, vivem não se sabe com o quê; não sabe-se como. Parece mesmo que tais professores se tornaram um incômodo para a categoria, para os militantes aí existentes, para o sindicato... de forma que eles procuram fazer de conta que não sabem, que não houve, que não existiu e que não há pessoas em tais situações: o problema não é meu, deles, nosso. Talvez seja digno de compreensão, mas apenas talvez, que colegas de combate abandonem parceiros feridos e estropiados, pois o peso de seus corpos pode ser impeditivo e levar a novas baixas. Pode ser compreensivo, mas é horrendo - dizem que o tal fotógrafo, que clicou um abutre comendo o corpo de uma criança famélica ainda viva, enlouqueceu, tamanho o pesar de sua consciência. Mas não é compreensivo que uma categoria, que possui mais de 200 mil professores e com um sindicato cujo orçamento anual suplanta os R$ 40 milhões, tenha deixado companheiros tão dedicados e dados à luta no mais puro limbo, ostracismo e abandono. Seria necessário menos que 5 centavos de cada professor, menos que 5 centavos, para que se refizesse o salário de cada um dos exonerados e, provavelmente, a vida do professor acometido de forte depressão. Menos que cinco centavos! É quanto pesa nossos mortos! É impreterível que, por todos os meios, se construa uma corrente de opinião suficientemente forte para garantir o retorno desses professores ao trabalho em 2010; que pressione o sindicato a garantir, gestor do dinheiro dos professores, o salário dos exonerados; que se denuncie tamanho autoritarismo do PSDB e mantenha viva a memória de tal acontecimento - medidas paliativas e emergenciais até a anulação jurídica da exoneração. Não há moralidade no sindicato, nem em nenhuma das correntes políticas internas, se elas permanecem construindo sua história sobre o silêncio de professores mortos social e literalmente. |
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18 de agosto de 2007 |
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From: Perla
Larsen
To: aosilva@uem.br
Sent: Saturday, August 18, 2007 5:40 PM
Subject: Patrimônio
Histórico de Maringá
Muito boa a reportagem de Eva Paulino Bueno sobre o Descaso ao Patrimônio Histórico da cidade de Maringá Passei minha infância e adolescência em férias em Maringá, onde moraram meus avós e ainda vivem alguns familiares. No começo deste ano, voltando de uma viagem a Santa Catarina, fiz questão de convencer um grupo de 19 amigos a passar por Maringá pra conhecerem a "Bela" cidade. Fico muito triste ao saber que nos dias de hoje, que estamos na era da Preservação do Patrimônio Histórico, para um país ainda criança, onde temos todas as chances de promover nossa história... Maringá caia nessa enrascada...os político não conhecem nossas Leis de Incentivo à Preservação?? Não se pode esquecer o vivido, não adianta lastimar o impensado! O que Preserva um Patrimônio histórico é o bom uso dele... Perla Larsen Arquiteta Restauradora Campo Grande MS |
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17 de agosto de 2007 |
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From: S.
Martins
To: aosilva@uem.br
Sent: Friday, August 17, 2007 6:04 PM
Subject: "A sua
revista tem Qualis?"
Caro professor Antonio,
satisfação em ler, na Revista
Espaço Acadêmico, sua crítica aos formalismos
existentes nos controles classificatórios criados pelo meio acadêmico,
pois este debate é rotineiro por aqui, porém, participam dele uma
minoria de professores e acadêmicos. Nossa provocação tem por base à
critica ao formalismo-positivista presente no ensino jurídico
brasileiro, germe do senso comum teórico.
Assim, não resisti, e anexei-o em todos os nosso murais.
Cordialmente,
Simone Martins Acadêmica 9° semestre - Direito Coord. discente do "Projeto Tolerância 100% - Homofobia" e "Estórias & Direito" NAPEJ
- Núcleo Avançado de Prática e Estudos Jurídicos
FAPLAN
- www.faplan.edu.br
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16 de junho de 2007 |
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From: luciano.f.s
To: aosilva
Sent: Saturday, June 16, 2007 12:18 PM
Subject: opinião- espaço dos leitores
Boa Tarde, Estou enviando um texto acerca da minha opinião sobre o caso envolvendo o presidente venezuelano Hugo Chaves e a não renovação da concessão pública para a emissora RCTV, amplamente anunciado na mídia como um ato arbitrário e contrario a liberdade de imprensa, o que acredito ser uma grande mentira, veiculada constantemente pelos meios de comunicação no Brasil.
Chaves
e a liberdade de imprensa Muito
se comenta sobre a recente decisão do presidente venezuelano Hugo
Chaves de não renovar a concessão da Rádio
Caracas de Televisión mais conhecida entre nós pela sigla RCTV após
seus mais de 50 anos de transmissão, fato utilizado pela grande mídia
brasileira para acusá-lo de ditador. O que muitas vezes não é apresentado pela imprensa nacional é que, a decisão de Chaves não foi adotada como simples forma de punição em resposta a oposição feita pelo canal ao seu governo, como faz parecer às reportagens publicadas. Primeiramente deve-se ter claro que a RCTV era uma empresa concessionária, sendo direito do Estado à renovação ou não da concessão pública ao término do prazo, respeitando sempre o interesse público e não o privado. Em segundo lugar, a emissora é acusada de contribuir no golpe de Estado promovido contra Hugo Chaves em 2002, para maiores informações sobre o fato recomendo o documentário A revolução não será televisionada, filmado e dirigido pelos irlandeses Kim Bartley e Donnacha O’Briain. O documentário consegue mostrar a permanente campanha de mentiras promovida pelos meios de comunicação contra o governo de Hugo Chavez, as relações da grande mídia com a elite econômica, militares dissidentes e a articulação dos EUA na manipulação dos fatos. Não
devemos nos esquecer que os meios de comunicação em geral,
principalmente a TV, devido ao seu expressivo grau de penetração,
atingindo diariamente milhões de brasileiros, exerce grande influência
em nossas decisões, algumas simples como comprar ou não um produto,
outras interferem na maneira de toda uma nação projetar e construir
sua história. Para ilustrar o que quero dizer, apresento dois exemplos de nossa história recente a cerca da influência da grande mídia em nossas decisões. O
primeiro faz referência à eleição presidências em Naquele momento, as pesquisas apontavam Lula como o provável vencedor das eleições presidências. No entanto este quadro foi drasticamente alterado por conta da divulgação no Jornal Nacional, da rede Globo, do um resumo do ultimo debate feito entre os dois candidatos. A versão do resumo divulgada foi manipulada para favorecer o candidato Collor, interferindo decisivamente para os rumos da eleição. Esta
não foi a primeira vez que a TV GLOBO interferiu em uma eleição.
Anos antes, nas eleições para o governo estadual do Rio de Janeiro
em Então,
antes de acusar Chaves de ditador e contrário às liberdades de
imprensa, devemos refletir sobre essas questões para evitar o risco
de repetir um discurso que não é nosso, defendendo interesses
alheios. Luciano Furtunato de Souza Uberlândia, MG |
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07 de junho de 2007 |
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From: Regina Machado Sent: Thursday, June 07, 2007 10:56 AM Ola, Ozai, por favor transmita ao autor do artigo O dialeto caipira, Walter Praxedes, meus cumprimentos pelo artigo. Gostaria de acentuar apenas que a rejeição do riquíssimo vocabulário caipira, da musica de uma linguagem que guarda os sons trazidos por navegantes de outras eras, e que só se conservou fora dos centros urbanos, lindamente mestiçada com termos e acentos indígenas e africanos, é um empobrecimento e uma banalização da nossa língua. Se não, leia Valdomiro Silveira. Veja os glossários que ele incluía no final de todos os seus livros. Veja os falares dos personagens - da a impressão de uma viagem fantástica pela memória da língua, numa espécie de terceira dimensão sonora, espacial e temporal. E lindo, sonoro e bem mais rico do que se imagina nos círculos das elites citadinas. Um abraço, Regina |
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08 de maio de 2007 |
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To: "'andrioli@espacoacademico.com.br'" From:
MSantos3@conbr.jnj.com Artigo: Refletindo sobre a prática de ensino de Filosofia no Ensino Médio
Prezado
Professor Antonio, Parabéns
pelo seu artigo na Revista Espaço Acadêmico. Observei que sua experiência
de ensinar os alunos do ensino médio a pensar deu bons resultados.
Gostaria de compartilhar que acho tudo isso muitíssimo válido e de
ressaltar o ponto que achei mais interessante quando menciona sobre
"a inibição da maioria com a comunicação foi um problema sério a
ser enfrentado". Após vinte e cinco anos afastada do meio acadêmico,
voltei a cursar uma faculdade (Direito) e pessoalmente percebo que este é
um dos meus maiores entraves: debater sentada da minha própria carteira
é fácil; levantar, olhar o público de frente e reproduzir a mesma opinião,
é complicadíssimo. Então, por experiência própria concordo que,
culturalmente, a comunicação é um problema muito sério a ser
enfrentando em nosso país. No
entanto, hoje, na posição de aluna não sou favorável à avaliação
participativa como uma maneira daqueles que sabem mais se solidarizarem e
ajudarem os que sabem menos. Neste aspecto, existe uma variante
interessante. Aquele aluno interessado que busca informações além da
sala de aula sempre terá esta postura e aquele aluno que nunca se
interessa por nada ficará confortavelmente acobertado e acomodado porque
alguém estará atuando por ele. No ano passado, a maioria de nossas
atividades da faculdade foram desenvolvidas em grupo de até 6 alunos.
Reunir-se fora da escola era um verdadeiro transtorno. Das raras vezes que
todo grupo se reuniu o aproveitamento dos interessados foi mínimo, porque
a maioria chegava sem ao menos ter lido o que seria debatido! Outras vezes
não aparecia quase ninguém e os poucos que faziam o trabalho se sentiam
desconfortáveis em não colocar o nome dos não participantes, que tinham
desculpas industrializadas pelo não comparecimento. Atenciosamente, |
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22 de abril de 2007 |
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From: Roberto
Vital Anau
To: aosilva@uem.br
Sent: Sunday, April 22, 2007 10:00 PM
Caro Antônio Ozaí, há muito tempo conheci seu trabalho, História das Tendências no Brasil, e apreciei muito. Há menos tempo li seu artigo sobre OT na REA de junho/2001. Embora com um atraso monumental, sinto-me impelido a lhe escrever sobre uma expressão infeliz que utilizei e foi citada por você no artigo referido. Trata-se de minha caracterização do SU da Quarta Internacional (corrrente mandelista, à qual a DS é filiada) como "agentes do stalinismo travestidos de trotskystas". Essa expressão está errada e não corresponde à minha opinião, nem na época, nem muito menos agora. Faz muito tempo que abandonei minha militância política e não tenho procuração para falar pela Corrente OT. Mas recebi críticas internas, na época. Jamais OT ou a QI-CIR, à qual estávamos ligados então, consideraram o SU como um bando de agentes do stalinismo disfarçados. Se o fossem, sua política ao menos seria coerente com seus propósitos (e, talvez, estivessem então recebendo por isso). Eles estavam simplesmente equivocados. Um equívoco grave, que comprometia o trotsquismo – do qual se reivindicavam, e era assim que eram vistos - com políticas que reforçavam o stalinismo. Sempre dissemos que os "pablistas" – nome que atribuíamos ao SU em função de Michel Pablo, de quem decorrera aquela política – eram fascinados com o stalinismo e não demonstravam capacidade para romper com ele e combatê-lo. Assemelhavam-se (um exemplo meu) às vítimas das serpentes, que se deixam hipnotizar antes de serem devoradas. A explicação, na literatura da corrente mundial dirigida por Lambert, da qual OT faz parte, é complexa e não cabe nos limites desta carta; em todo caso, relaciona-se com o curso da luta de classes desde a morte de Trotsky. Sem dúvida, isso é bem diferente de ser um agente disfarçado, caso em que só resta desmascará-los. Fui vítima de meu próprio sectarismo ao fazer aquela afirmação. Alguns anos depois, um dirigente da DS, João Machado – hoje no PSOL – me cobrou num encontro do PT em Uberlândia e eu fiz autocrítica. Deixei claro que o conteúdo da crítica estava mantido, mas a expressão – que não correspondia ao conteúdo e constituía uma calúnia – estava retirada, não por diplomacia, mas por estar equivocada. Infelizmente, não externei essa opinião de forma mais ampla. Pouco depois, afastei-me de toda militância política. Lendo seu artigo, percebo que deveria, mesmo afastado, ter publicado aquela autocrítica de forma a anular a expressão. O tempo passou, seu trabalho circulou bastante, talvez outros tenham citado a mesma expressão. Mesmo com muito atraso – um atraso histórico, na verdade – peço que considere esta retificação. Não sei se terá a oportunidade e acredito que o impacto será reduzido, os efeitos já foram produzidos. A expressão passou como sendo parte da argumentação de OT, o que não era. Mas, se tiver alguma possibilidade, eu ficaria um pouco aliviado sabendo que buscou retificar um erro pelo qual você não tem a menor responsabilidade. Obrigado e um abraço. Roberto Vital
Anau |
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11 de abril de 2007 |
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Sent: Wednesday, April 11, 2007 5:35 PM
Comentario Lo que se ha dado en llamar "Revolucion Cubana" - las mayusculas son intencionadas: es un proceso que ha marcado, positiva y negativamente, de manera significativa, a los componentes de la nacion incluso fuera de las fronteras de la Isla, durante mas de 50 anos -, tiende en muchas ocasiones a la confusion. Que es??? Que realidad contempla??? Que no es??? Que es lo contrario??? Son apenas algunas de la interrogantes que suscita. Simplificando - es preciso en un comentario, pero es siempre riesgoso -, diria que no todos hablan exactamente de lo mismo: para unos la "RC" es un proceso iniciado el 10 de marzo de 1952, con el golpe de Estado militar, encabezado por el general Fulgencio Batista, que interrumpio el desarrollo del ritmo constitucional de la Republica y que seriviria a su contrapartida en el desarrollo del movimiento revolucionario - en realidad, compuesto por diferentes movimientos, de distintos signos - que apelaria a la lucha armada para derrocarlo; para otros es el proceso iniciado en 1953, con el fallido asalto al Cuartel Moncada que organizo y encabezo Fidel Castro; muchos consideran que es la lucha de guerrillas rurales y escaramuzas urbanas que se desato desde el arribo a aguas cubanas del yate Granma, en el que venian un poco mas de ochenta hombres y, al frente, el organizador y lider, Fidel Castro; estan los que interpretan a la "RC" como el gobierno iniciado en 1959 que rapidamente tuvo legalmente a Fidel Castro en su cima y extienden hasta la epoca actual el fenomeno, de manera que para esos, la Isla continua viviendo en Revolucion; pero otros dan por concluido el proceso a finales de los ´60, con la creacion del nuevo Partido Comunista cubano; estan quienes situan su fin en los ´70, con la afiliacion de Cuba al campo socialista de Europa del Este; para algunos su fin esta en los ´80, con el gran exodo de muchos nacidos tras el ´59; otros la dan por concluida con la causa legal al general Ochoa y otros oficiales de confianza y con poder, acusados de narcotrafico a finales de esa decada. Existen muchos probables "inicios" y "finales" para el fenomeno "RC"; en dependencia del lugar que se ha ocupado o no en esta, de la ideologia del analista o desde la cual situa su analisis, del grupo social (generacional, economico, profesional, partidista...) al que pertenezca o en el cual pretenda incertarse, de las coyunturas internas y externas... seran las periodizaciones y los analisis, de un proceso que ha sido controversial desde sus inicios y del cual no siempre se cuenta con elementos suficientes - aqui, hasta la salud del presidente es decretada "secreto de Estado" - para poder ofrecer a la reflexion mayor profundidad alcanzado tambien la mayor cantidad de sus aristas. Un proceso que ha tendido a despertar pasiones, para bien y para mal, desde los extremos ideologicos y que, por tanto, en demasiadas ocasiones es objeto de analisis parcializados, pretendiendose percibir en este el producto de una voluntad personal - desconociendose asi la historia del pais, y del contexto continental y mundial en que se produjo, arribo y se establecio en el poder; lo que no significa que tambien, entre los padecimientos de la "RC", no esten el voluntarismo y el personalismo -, satanizandola delirantemente e, igualmente delirante, divinizandola, descuidando los necesarios equilibrios que, en las Ciencias Sociales como en la politica, deben existir, y que nos permiten comprender que no existen en la Tierra ni el Paraiso ni el Infierno - he ahi, entre otras razones, el porque de las religiones -, aunque determinadas coyunturas circunstanciales puedan hacernos creer que si y que, incluso, en nuestro microespacios somos los habitantes de uno u otro. Me alegra por eso saber que Florestan busca el equilibrio analitico, pues parte de la izquierda ha hecho/hace muy poco favor a la "RC" pretendiendo defenderla desde la negacion de sus errores, defectos, debilidades, limitaciones, desequilibrios, y, aun mas y peor, pretendiendo justificarlos desde el ataque a las presiones externas, presiones que han sido/son reales, pero que 47 anos despues de iniciado el proceso de institucionalizacion de la "RC" no deberian seguir siendo motivos para la inercia, las exclusiones, el autoritarismo, la negacion de la pluralidad de los cubanos, incluso a aquellos que apuestan por el proyecto politico de nacion triunfante en el ´59 pero que pretenden hacer uso del derecho al ejercicio de la critica y plantean la necesidad de que el proyecto se regenere haciendose efectivamente participativo e incluyente, liberandose del anquilosamiento y de la tendencia tan lamentablemente generalizada a regir desde ciertos dogmatismos, obligando a la disconformidad y por que no, tampoco forzando a la disidencia -que disentir es un derecho valido, aunque no reconocido en Cuba, donde se juzga legalmente la disidencia como una actividad en contra de la nacion y al servicio del enemigo - a transformarse en oposicion, permitiendo a la intelectualidad hacer su trabajo aunque los resultados - no fabricados en laboratorio, sino arrojados por la realidad vivida en la cotidianidad - no resulten agradables de escuchar por quienen tienen a su cargo las decisiones politicas, por quienes ejercen el poder, con lo cual nos evitariamos la existencia masiva y perjudicial de una intelectualidad complaciente con el poder y mas preocupada por obtener de este prebendas que por el presente de la nacion, que es la unica manera de cuidar del destino de esta. De manera que, si bien es cierto - aunque yo no preferiria no ser tan categorica, quizas, porque soy cubana de Cuba y dispongo de elementos (de esos que no quedan en los libros porque a quienes tienen el poder de recoger la Historia no les parece prudente), asi que yo diria que es parcialmente cierto - que, en los inicios de la triunfante "RC" se cumple aquello que segun la cita de Ud. dice Florestan, de que: “O fascínio da Revolução Cubana está em que ela desmente todos os dogmatismos possíveis", luego, en sus diferentes etapas - factores externos e internos muchas veces mixturados lo han provocado - esta ha creado sus propios dogmatismos - ej. apertura al tratamiento de ciertos temas para el exterior, pero no internamente - a la par de apropiarse de otros - ej. el ateismo y, lo verdaderamente negativo y perjudicial, la politica ateizante, que excluyo de pertenecer al unico partido, y casi les excluyo del proceso revolucionario, incluso no se les permitio estudiar carreras de Ciencias Sociales ni acceder a cargos de importancia a los religiosos, politica rectificada (parcialmente) en el IV Congreso de Partido -, lo cual no necesariamente le ha beneficiado y, en ciertos espacios, le ha dejado realmente debil. Como Ud. no cita textualmente al autor cuando se refiere al caraceter "democratico-popular" de la "RC" institucionalizada, entre otros elementos, prefiero no ofrecer mis criterios al respecto, solo transmitirle que, si algo es considerado por los intelectuales aficialistas cubanos que estudian la "RC" y que gozan de toda la confianza del gobierno - siendo estos los, digamos, "autorizados" a efectuar analisis criticos sobre esta e incluso publicarlos, por supuesto, casi siempre en el exterior -, como uno de los actuales grandes retos de la "RC" es la necesidad ya no mas dilatable en el tiempo de tornarse verdaderamente democratica, pues los mecanismos con los que se establecio el Poder Popular han sido de tal manera, en la realidad, adulterados, que esa instancia carece de credibilidad ante la sociedad en general. Muchos se cuestionan -tambien internamente y no solo desde la disidencia ni desde la oposicion- la existencia de un solo Partido, que mantiene una disciplina tan rigida que no permite la posibilidad de debates internos de denoten pluralidad en sus filas, ni permite la posibilidad de que fuera de esa instancia partidista, en todos los otros campos de la sociedad, se establezcan debates amplios y verdaderamente plurales. Habria que agregar el control absoluto que establece el Partido sobre todos los organos de prensa y todos los canales de transmision de conocimiento e ideas, incluido el acceso a internet y la conexion a televisoras extranjeras. Precisamente en este momento se desarrolla en todo el pais una campana contra las conexiones ilegales. Prefiero detenerme, para no convertir mi comentario en ensayo. Pero por supuesto que estoy a su disposicion para continuar el intercambio sobre este tema, de importancia maxima en el actual momento historico que vive el pais. |
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08 de fevereiro de 2007 |
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Gostaria de lhe parabenizar sobre o artigo "Prioridade: construir o capital social", publicado na revista Espaço Acadêmico, Ano II, Nº 21, edição de fevereiro/2003, pela clareza de idéias, a objetividade e a linguagem e vocabulário acessíveis. Informo-lhe que acrescentou muito ao meu entendimento de capital social, cujo conceito e abrangência são extremamente importantes para o MBA-DRS que estou cursando na Universidade Federal de lavras - UFLA. Mais uma vez, Obrigada. Ana Ilza da Rocha Garcia |
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08 de fevereiro de 2007 |
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Senhor Ozaí, manifesto-me contrário à formulação que consta na página inicial da Revista, em relação ao texto "ISRAEL & PALESTINA: DOIS ESTADOS PARA DOIS POVOS", pois, a esquerda, tradicionalmente, defende o fim do Estado de Israel e o retorno à Palestina laica e democrática, inclusive com o retorno dos milhões de refugiados palestinos expulsos na ocasião da criação do Estado de Israel. Solicito pautar este assunto no Comitê Eleitoral. saudações, Cristóvão |
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06 de fevereiro de 2007 |
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From: Vinício
Sent: Tuesday, February 06, 2007 12:43 PM
Subject: Re: REA 69
Bom dia, Ozaí. Em primeiro lugar, queria parabenizar pelo trabalho que vem fazendo. Minha sugestão é para que flexibilize um pouco mais a questão das normas, sem seguir ao pé da letra a ABNT - até porque isso muda todo ano. Eu mesmo já deixei de enviar artigos e textos por causa disso. O próprio tamanho dos artigos, por exemplo, não precisa ter um máximo, um número máximo de páginas - porque é publicação virtual e não impressa. Enfim, minhas sugestões, abraço, Vinício |
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06 de fevereiro de 2007 |
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From: Gerhard
Erich Boehme
Sent: Tuesday, February 06, 2007 5:00 PM
Subject: Qual a razão?
Caro Sr. Ozaí, qual a razão da revista REA - Revista Espaço Acadêmico somente vincular artigos que defendem a ideologia de esquerda e não a defesa da liberdade? Creio que uma das razões é a de que a maioria de seus autores e autoras estarem vinculados a organizações vinculadas ao Estado, e sentem "medo" da liberdade, por ela cobrar a competência e esforço, talento e criatividade, usw. Felizmente não vivemos mais a velha dicotomia entre a esquerda e a direita. Muitos dividem as políticas-econômicas entre a esquerda e a direita, outros, de forma mais correta, vão mais além, as definem em função de dois vetores, considerando as liberdades pessoais e econômicas, onde teríamos os totalitários, onde ambas as liberdades tendem a zero, a esquerda onde a liberdade econômica tende a zero, a direita onde as liberdades pessoais tendem a zero e finalmente os liberais, onde tanto a liberdade econômica como a liberdade pessoal tendem a ser máximas, porém limitadas pelo Estado Democrático de Direito. Tanto a direita, quanto a esquerda, quando se colocam em prática, tendem ao totalitarismo, pois não se sustentam. “Não se conhece nação que tenha prosperado na ausência de regras claras de garantias ao direito de propriedade, do estado de direito e da economia de mercado.” (Prof. Ubiratan Iorio de Souza) "Educação serve pouco se as pessoas não forem livres. É só lembrar o que aconteceu nos países comunistas, onde a educação era considerada de qualidade. (Odemiro Fonseca em "Benefícios da liberdade" - O Globo de 04/01/2007, página7) "As universidades públicas entraram em colapso, supostamente por falta de recursos, mas vítimas do corporativismo retrógrado que sonha com tempos passados de dinheiro farto. Produzir conhecimento e vendê-lo seria um dos caminhos. Mas isso custa trabalho. Melhor queixar-se do governo, ou fazer greves". (Onofre Ribeiro em Percepções sobre 2006 e 2007) "A qualidade do ensino público só melhora na Universidade porque nela estão os formadores de opinião pública e um seleto público votante". (Gerhard Erich Boehme) Abraços, Gerhard Erich
Boehme
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01 de fevereiro de 2007 |
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From: olgaetoni@brturbo.com.br
To: antoniozai
Sent: Thursday, February 01, 2007 10:34 PM
Subject: Re: Revista Espaço
Acadêmico
Oi,
Antônio Ozaí! Obrigada
pelo envio da revista Espaço Acadêmico. Gostei
muito do seu artigo. Sou
formada em pedagogia pela UEM, com especialização em literatura
brasileira. Infelizmente não pude continuar estudando. Sou membro e
fundadora da Academia de Letras de Maringá, mas trabalho, hoje em dia,
com agricultura: soja, milho, trigo, mandioca, aveia etc. Com
certeza a literatura contribui – e muito – para a formação
intelectual no campus... ou no campo... ou em qualquer lugar! Também
concordo com a sua afirmação: “a obra literária possui significado
político-pedagógico e contribui para elucidar a realidade social na
qual tanto educadores quanto educando se encontram inseridos. (...) Um
significado educativo pode estar presente em uma obra de arte como uma
pintura, uma poesia, uma música, uma peça teatral ou um romance.” Aprendi
muito de história, filosofia, sociologia, teologia, geografia,
antropologia, psicologia, amizade, a arte de amar, a arte de sonhar,
entre muitas outras coisas, lendo Dostoiévski,
Balzac, Stendhal, Edgar Allan Poe, Ligia Fagundes Telles (minha patrona
na ALM), Alvarez de Azevedo, João Cabral de Melo Neto, Manuel bandeira,
Cecília Meirelles, Castro Alves, Gonçalves Dias, Nelson Rodrigues,
Rubem Fonseca, Dias Gomes, Oswald de Andrade, Fernando Pessoa, Mário
Quintana, Drummond, Paulo Leminski, Vinícius de Moraes, João Guimarães
Rosa, Jorge Amado, Luís Fernando Veríssimo, Millôr Fernandes, Marina
Colasanti... Também
nunca deixei de trabalhar com arte, principalmente com a literatura, em
sala de aula, desde a educação infantil. Porém,
acredito que a arte, em todas as suas manifestações, não pode estar
atrelada ou estar a serviço da educação. Não pode ser criada com
objetivos pedagógicos. Quando isso acontece, o resultado não é dos
melhores; a qualidade fica prejudicada. É
o educador, o educando, a sociedade, cada um de acordo com sua
“bagagem”, que tem que vivenciar a arte, a obra já criada, e tirar
dela os ensinamentos disponíveis, possíveis, reais ou imaginários. A
partir daí, “os indivíduos são influenciados pelas obras que
lêem e influenciam a sociedade a partir das leituras e interpretações
que fazem”. Verdade. Olga
Agulhon |
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24 de janeiro de 2007 |
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From: "Rai
Junior" <junior_poa32@hotmail.com> Agradeço desde já e espero que seja feita o acerto. Um grande abraço |
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18 de janeiro de 2007 |
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From:
"Hamilton Garcia" <hamilton@ism.com.br> Creio que a exigência de qualidade é irretocável, mas o sistema em vigor beneficia a assepsia intelectual ao forçar uma corrida pelo Lattes exclusivamente pelo viés quantitativo-competitivo. Melhor seria se pudéssemos pesar mais o impacto científico e social da produção universitário-profissional, recrutando dentro de critérios mais amplos que levassem em conta positivamente a "impureza acadêmica" como forma de enriquecimento teórico-intelectual, inclusive para a produção de "tecnologias sociais" - que requerem profissionais com vivências mais amplas do que as exclusivamente acadêmicas. Sabendo de concursos em Ciência Política e História, e de brechas nas particulares aqui da região serrana do Rio (inclusive Juiz de Fora) e do próprio Rio, me avise; estou precisando para superar nossa "cláusula de barreira" profissional. Hamilton Garcia (Sociólogo, Cientista Político e Historiador) |
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23 de dezembro de 2006 |
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From: Fernando Bandeira To: aosilva@uem.br Sent: Saturday, December 23, 2006 4:46 PM Subject: Reeleição de Lula Caro escritor, Acabei de ler o seu artigo "Educação, opção política e preconceito acadêmico" e gostei. Também acho simplista e preconceituoso atribuir grau de escolaridade/renda à reeleição de Lula. Entretanto, assusta-me saber que a corrupção generalizada do governo Lula não influenciou no resultado das eleições. Estive conversando com pessoas e me escandalizo cada vez que alguém se justifica dizendo que "os outros governos também foram corruptos". Da mesma forma, não compreendo o porque da eleição do Maluf e do Clodovil. Será que estamos perdendo o senso do que é moral, justo e correto? Para mim, o voto nestas pessoas é perigoso porque diz aos candidatos que ser corrupto ou não não faz a menor diferença. Enquanto que para mim a corrupção é o limite: se caiu no lado da corrupção, perdeu completamente o seu valor, virou lixo. Não votei no Lula e não acredito no que diz ele e sua equipe. Venho de família humilde e me formei em engenharia química pela UFRJ, tenho mestrado em petroquímica e uma outra pós-graduação. Tudo conseguido com muito esforço pessoal meu e de minha mãe. Quero um país melhor, onde a corrupção e desonestidade sejam veemente rechaçadas. Cordialmente, |
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