De: José de Souza Martins

Assunto: Demônio e almas penadas na indústria moderna

 

Oportuno o interesse pelo demônio no número 52 de sua revista eletrônica. Há alguns anos publiquei na revista Tempo Social um estudo sobre o assunto ["A aparição do demônio na fábrica, no meio da produção", in Tempo Social (Revista de Sociologia da USP), Volume 5, Nº 1-2, Departamento de Sociologia, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, Novembro 1994, p. 1-29].

Quando era adolescente, aí por 1955, e trabalhava numa das grandes e mais modernas indústrias do ABC, testemunhei os desdobramentos do aparecimento do demônio numa das secções da fábrica, em sucessivos dias, para diversas operárias. Mantive uma memória detalhada da ocorrência e há alguns anos resolvi produzir um documento a respeito, com minuciosa reconstituição do que lembrava. Acabei me convencendo de que devia fazer uma análise sociológica do material, ampliando a pesquisa, procurando outras testemunhas dos fatos. Era o modo de verificar a exatidão de minhas lembranças e agregar informações sobre aspectos da questão que me escaparam. Pouco mais do que uma criança, em razão do meu trabalho, eu era uma das poucas pessoas, dentre as milhares que ali trabalhavam, com liberdade para circular por todos os recantos da imensa fábrica. Foi o que me permitiu presenciar e testemunhar fatos e até ouvir, involuntariamente, informações fragmentárias sobre o que estava acontecendo. Consegui localizar várias pessoas que protagonizaram as providências para exorcizar o diabo e livrar a fábrica de sua presença, inclusive o padre chamado para benzer os proprietários (suspeitos de pressa e avidez de riqueza na inauguração apressada de um novo e imenso setor de produção, o que atraíra o maligno), os operários e a própria secção onde o tinhoso tinha se dado a ver várias vezes.

Apresentei esse trabalho num seminário sobre Antropologia Industrial no Congresso de Americanistas realizado no México há alguns anos. Depois fiquei sabendo de episódios de aparecimento de almas penadas em outras grandes fábricas da região do ABC. Fenômenos normalmente atribuídos a camponeses tradicionalistas e a comunidades atrasadas, não consegui convencer muita gente de que o mundo moderno não é tão moderno e o mundo tradicional tampouco é apenas tradicional. Conversando com líderes sindicais e operários de várias fábricas do ABC, em anos recentes, sobre o fenômeno, um deles, conhecido líder operário e comunista do ABC, disse-me que sabia de casos similares, do âmbito do sobrenatural, ocorridos em outras fábricas. Numa delas, em que trabalhara, em Santo André, a alma penada de um operário morto lá dentro, num acidente, costumava manifestar-se para os trabalhadores do turno da noite, arrastando metais e puxando correntes dos guindastes.

Volto ao assunto da aparição do demônio em livro inédito, o livro de memórias de minha infância e adolescência. Nele trato também do que foi o terror, sobretudo de crianças, na vizinhança operária em que nasci e cresci, no meio de fábricas. Na janela da casa do diretor que ficava dentro do terreno de uma das indústrias, próxima de casa, a cabeça degolada e viva de um homem costumava aparecer aos passantes que transitavam pela rua silenciosa e sem residências, que tinha apenas fábricas e na frente a ferrovia.

From: Juliana Navarro Costa
To: Eva Paulino Bueno
Sent: 15.09.05

Sou estudante de Psicologia do 5° ano da Universidade de Santo Amaro - UNISA. Li seu artigo e fiquei impressionada com a sua experiência.

Eu gostaria de saber sua opinião sobre ser professor. Eu quero muito ser professora  de faculdade e lecionar na minha área. Tenho 27 anos e por dificuldades financeiras não consegui me formar antes.

Tenho para mim que preciso me preparar para um mestrado, que é o que vou fazer no ano que vem. Já tenho bons conhecimentos em inglês, mas sei que ainda não é suficiente.  

Você acha que é esse mesmo o caminho? O que devo fazer para ser uma professora?

Um abraço e parabéns pelo seu trabalho. Fiquei admirada!

Juliana

From: "Ivan" < ilcarruda@uem.br >
To: "Antonio Ozaí da Silva" < ozai@click21.com.br >
Sent: Monday, September 12, 2005 11:06 AM
Subject: Comentário ao artigo do Prof Raimundo

Judas foi o traidor de Cristo e não o seu delator. Entendo mas não acho correta essa tentativa de buscar o mote para dar suporte ao ataque a um dos protagonistas que participou e desvendou parte da sujeira nacional. Coisa que o Judiciário não fez. O ministério público não tinha feito. A contadoria Geral da União e todos os tribunais de contas não fizeram.Nem os intelectuais das academias e professores ou profissionais da imprensa não percebiam. A exceção dos intelectuais de galinheiros que, mais preocupados com os seus títulos do que com a conscientização da realidade e que somam tanto quanto os nossos parlamentares honestos que nada percebem também. Estudamos e fazemos reflexões para não percebermos nada e continuarmos tapados. Sendo roubados aqui dentro e lá fora. Me perdoe o atrevimento, mas, o mote mais adequado seria TRAIDOR. Sei que nesse caso, os personagens a serem abordados seriam outros. Não saberia, também, qualificar se traição leninista, trotskista ou fascista pois, traídos foram milhares e, delatados, uma meia dúzia, inclusive professores. Professores Luizinho e Delúbio sem se falar nos outros, cuja crediblidade, infelizmente, está associada à figura do PT. No modo de agir e de escrever. Não é sem motivo que as Universidades estão como estão e contribuindo para que as nossas instituições funcionem com práticas semelhantes.

O seu artigo me fez lembrar de um episódio que assisti na TV, em que, o padrasto fora assassinado pelo enteado de 17 anos. Indagado pelo repórter o porquê de ter ele feito aquilo com alguém que o pegara abandonado ainda bebê, respondeu: Cagoetou né meu. Seu pai, não conseguindo educá-lo e fazê-lo obedecer o teria denunciado à polícia pelo uso e tráfico de drogas...

Alcagoetar ladrões, traficantes, assassinos e empulhadores deve ser uma coisa muito feia que eu, por mais que me esforce, não consigo - talvez por não ser um dos asseclas - assim achar.

Mas, o que mais me preocupa é a apologia à mentira que alguns intelectuais fazem quando condenam a atitude do Roberto Jefferson. Sem querer é claro. Ou seria como diz o Chaves? Será que as academias estão perdendo o interesse pela busca da verdade ou achando que é preferível se viver na ilusão? Ou seria enganação? Talvez empulhação... Quem lida com a burocracia sente dificuldades em usar os termos mais adequados...

Ivan

De: Luzia Hermann

Para: Raymundo de Lima

Data: Sab, 10 Set 2005 18:39:32

Assunto: a delação premiada

 

Prezado Raymundo,

Seu artigo apresenta argumentos bons e fortes, o que me fez sentir vontade de escrever para lhe dar minha posição a respeito do problema.

A meu ver está ocorrendo uma confusão sobre essa história de "delação premiada". A primeira situação não se trata de "delação premiada". Jefferson, assim como Pedro Collor, Sra. Pita, etc., etc,. etc., delataram por problemas pessoais de ódio. Isso acontece todos os dias, e embora tenha sido indiretamente bom para a República brasileira, somente os fascistas e stalinistas poderiam estimular esse tipo de atitude. A facilidade com que as pessoas fazem isso no Brasil apenas mostra como são frágeis nossos princípios morais.

O segundo problema é o da regulamentação da "delação premiada" propriamente dita, que garante aos criminosos a redução da pena se entregam os autores maiores do crime. Nesse caso o argumento dos defensores da medida é que a delação está sendo estimulada para que se quebre a lealdade das máfias (crime organizado e corrupção do patrimônio público, principalmente). Trata-se de uma legislação condenável do ponto de vista moral, mas com finalidade política de preservar o bem público. Ninguém está imaginando colocar a delação como norma de currículos escolares, ou de manuais de educação. Não se trata disso, mas de perceber que transformar-se em delatores será o menor dos crimes que essas pessoas estarão cometendo. As máfias são extremamente perniciosas, devendo ser desmontadas. Enfim, creio que o debate tomaria outro rumo se de início fosse distinguida a moral individual da ética pública.

Bom, desculpe-me pelo email longo.Parabéns pelo artigo e um grande abraço, Luzia Herrmann.

De: Paulo Denisar Fraga

Para: Antonio Ozaí da Silva

Data: 19.08.05

Artigo: A morte em dias de céu azul e triste: um testemunho pessoal

Autor: Jun Iwata

 

Caro prof. Ozaí,

Permita-me cumprimentar-lhe pela excelente divulgação alcançada pela REA, contribuição indelével para o ambiente crítico da nossa cultura.

Aproveito para lhe manifestar, bem como, e especialmente, ao Sr. Jun Iwata, que o texto dele sobre as bombas atômicas me causou tal impressão que não soube o que dizer quando intencionei, naquele momento imediato, encaminhá-lo à leitura de outras pessoas.

Gostaria de dizer ao Sr. Iwata que o seu relato é, provavelmente, o texto curto mais impactante que já li em toda a minha vida. Pois nele deparei-me com a barbárie vista por uma criança que, de tão marcante que lhe foi, sessenta anos depois ainda narra aqueles fatos com os ares da inocência daquela mesma criança.

Enquanto lia o texto vinham-me à mente cenas de O império do sol, onde a inocência de um garoto corre os campos de guerra atrás dos aviões bombardeiros, com uma cena chocante ao final, quando uma criança que desejava com ele brincar é morta à sua frente. Aos ouvidos, o título do texto e essa inesquecível imagem me traziam, como se não estivesse em absorto silêncio, a profunda e meditativa música Deep blue day, que Brian Eno fez para o filme Trainspotting: sem limites. Ao ler o texto do Sr. Iwata, parece que essa música adquiriu um conteúdo frente ao seu enigmático tom que sempre me intrigou. É como se me respondesse à pergunta: por que sugere tristeza uma música sobre um dia profundamente azul?

Com infinito respeito à humanidade do Sr. Iwata e de tantos outros, que não puderam traduzir em letras o seu sofrimento,

Paulo Denisar Fraga, Unijuí - RS.

De: Alberto J. Sosa

Para: Antonio Ozaí da Silva

Data: 13.08.05

 

Estimado Antonio: muchas gracias por su mensaje y también por haber sido registrado. En el No. 51 de vuestra publicación he leido varios artículos interesantes. por ejemplo: 1) "A questao do terrorismo e suas raizes históricas" de Lejeune Mato Grosso, que me sorprendió entre otras cosas, por "um terrorista bíblico", por la cita de Los Juizes, versículos 23 a 31; 2) "Fukuyama e a Crise do Estado..." de Lauro, porque revela el grado de oportunismo y ubicuidad del pensamiento de los poderosos; y 3) la nota del amigo Luiz Alberto Moniz Bandeira "Os Estados Unidos e a arte da tortura". Este último trabajo lo he circularizado a gente que trabaja conmigo en la Secretaría de Derechos Humanos de la República Argentina, donde colaboro como asesor del Subsecretario Rodolfo Mattarollo, área que tiene a su cargo la implementación de la Convención contra la Tortura y también su Protocolo Facultativo en mi país. Por otra parte, le comento que formo parte de una ONG especializada en América del Sur, llamada Amersur y cuyo sitio es www.amersur.org.ar Nuevamente muchas gracias por vuestra respuesta y por supuesto remitiré vuestra publicación a mis conocidos y amistades. Un abrazo y buen fin de semana. Alberto.
Sent: Wednesday, August 17, 2005 10:47 AM
Subject: Re: Aos (ainda) petistas.

Olá. Li seu novo texto da REA. Acho que é uma boa crítica. Você colocou uma questão fundamental: como tudo isso pôde acontecer? Como a militância permitiu? Penso, talvez por ingenuidade, que é necessária uma pesquisa profunda. Certamente poderemos tirar uma grande lição. Abraço. Dálcio

Sent: Friday, August 12, 2005 7:31 PM
 
Olá Ozaí,
 
Seu email chegou ontem,  eu o li agora e bem hoje eclodem as notícias sobre as denúncias do Duda Mendonça na CPI de ontem. O cerco se fecha, o Lula fala à Nação, mas diz o quê? Sua situação está cada vez mais delicada e é lamentável ver pessoas na rua ou próximas de nós, achincalharem O PT e todos com ele envolvidos; envolvendo mesmo aqueles que nada têm do que acusar, mas (e como você bem diz em seu artigo) carregam o fardo de serem petistas, de pertencerem a um partido maculado pela sua cúpula traidora dos princípios éticos e morais e de toda a história que representou o partido desde sua fundação.  Mas a maré ainda não baixou e muito ainda virá , mas que venha toda a verdade, e que separe-se o joio do trigo para que a "sobra" possa levantar-se em seus próprios pés e de cabeça erguida possa refazer a sua história.
É isso.
 
Geraldo

From: "Ivan" <ilcarruda@uem.br>
To: "Antonio Ozaí da Silva" <ozai@click21.com.br>
Sent: Wednesday, August 10, 2005 10:51 AM
Subject: Seu artigo Aos (ainda) petistas

 

Recentemente li que, - e creio ter sido você em artigo recente novamente citou um pensador que não lembro o nome - todo poder corrompe e que o poder absoluto corrompe absolutamente. Portanto, isso vem se repetindo e se comprovando a todo momento e sob diversas facetas ou circunstâncias. Você, como militante, se refere ao PT especificamente. Mas e como professor como vê tudo isso que a imprensa não percebeu? Será? Os tribunais de contas não perceberam. Sabemos o porquê. Os contadores e seus conselhos que tem o dever de zelar pelas feitura e auditoria das contas não perceberam. Será? O poder judiciário como já se sabe desde há muito, lhe convém não perceber. E as Universidades com os seus doutos e práticas incorporadas da esquerdalha, consciências, reflexões, ilações não gosta mais de fazer. Claro, quem está sendo remunerado é o diploma e este, por impossível, não pode fazer nada disso. Como no congresso onde temos os corruptos e os honestos. Mas, esses honestos e puros nada percebiam. E, pelos intelectuais não foram alertados. Também não percebiam. Estavam muito ocupados em ranquear academias com mais diplomas e preparar o futuro dos nossos jovens. E quanto mais ranqueadas, mais passaportes para esses qualificados jovens se auto-exilarem em outros países. Mas não é só semelhante ao PT que eu  vejo a Universidade. Semelhante ao Exército também. Não quanto a hierarquia mas pela forma de se comportar e externar onde, outrora, ostentava um Jarbas Passarinho por exemplo, e hoje, Bolsonaros. Quanta diferença.

Que bom seria se somente as bananeiras produzissem bananas... Mesmo assim, podemos fazer algumas reflexões sobre uma figura remanescente do que restou do governo petista em quem votamos, que vem atravessando incólume esses escândalos. Trata-se, justamente do coordenador financeiro da campanha do Lula que assumiu no lugar do Celso Daniel, após o seu assassinato. Bom moço esse rapaz. Entendido em contas e dinheiro.  Ligado com o  Banco Central...  e demais bancos. Não é  surpreendente uma coisa dessas? Mas, o que mais surpreende mesmo é a arrogância e cinismo do príncipe. O PHD poliglota que está babando de vontade se candidatar novamente. Quanto seria o montante dos desvios durante o seu governo com a especulação do dólar e entrega a preço vil do patrimônio das nossas estatais? Mas ele foi muito eficiente. Abafou todas as CPIs e deixou a bomba armada para estourar no colo dos panacas.

Ozaí, cada vez mais me convenço de que o professor - pela importância que deve resgatar - não deve se filiar a partido algum.

Um forte abraço.
Ivan

Date: Fri, 5 Aug 2005 21:33:36 -0300 (ART)
From: Andrea Marzo <avmarzo@yahoo.com.ar>
Subject: parabéns! e muito obrigada
To: evapbueno@yahoo.com

Prezada Eva,

Meu nome é Andrea Marzo, sou argentina e moro em Paraná, capital do Estado de Entre Rios no mesmo país.

Há uns anos fui pro Japão fazer um curso de promoção e mkt turístico a través da JICA e adorei não só Tókio mas outras cidades e ilhas do país junto à sua cultura, pessoas, e demais características inigualáveis (sobretudo se morar na Argentina!.

Atualmente tenho me apresentado para uma nova bolsa: Sustainable Tourism Development II, prestes a se realizar na histórica cidade de Hiroshima durante dois meses. Ainda não sei -segunda próxima terei a ansiada notícia!- se serei escolhida, mesmo assim estive procurando na  rede dados sobre a cidade e demais...foi num desses dias de procura que achei um artigo publicado na "Revista Espaço Acadêmico" redigido por você em 2003. É justo por esse motivo que decidi lhe escrever para parabenizá-la pela lição de história e atualidade que deixou ver nesse texto. Adorei o seu relato e queria lhe agradecer por ter me dado a oportunidade de conhecer muitos aspectos da cultura japonesa que não conhecia, mesmo porque não gosto muito de ler esse tipo de relatos nem do meu próprio país.

Bom, era só isso. Muito obrigada mesmo! Valeu....e tomara que eu possa estar nesse museu e nessa cidade para poder escrever a minha própria história...

ANDREA V. MARZO
Prof. de Português
Téc. Sup. em Turismo

From: "Michel Rodrigo Soares" michelwm94@hotmail.com>
To: <evapbueno@yahoo.com>
Subject: A carga da brigada mais ou menos ligeira, via México
Date: Fri, 5 Aug 2005 17:20:06 -0300

Olá professora Eva Paulino,

Apreciei muito seu último artigo sobre os imigrantes e gostaria de comentar. Namoro uma garota a mais ou menos 8 meses e ela é brasileira mas foi com a família para os EUA com 10 anos de idade (voltou para o Brasil e logo nos conhecemos).

O que está retratado em seu artigo confere, em muitos aspectos, exatamente com o que ocorreu com essa família de brasileiros, a família da Juliana.

Viveram lá 8 anos de forma ilegal, juntaram dinheiro, realizaram o "sonho da casa própria" aqui no Brasil com o dinheiro economizado, mas e agora, sabe o que acontece?

Querem voltar para os EUA e não podem...

Mas por quê voltar aos EUA? Eles dizem que, apesar da situação ilegal, eles viviam bem lá... disseram também que o sonho de muitos (não sei se todos) os brasileiros que eles conhecem é voltar ao Brasil, mas o que acontece, se chegam aqui no Brasil e ficam descontentes, frustrados, sem rumo, exatamente como estão hoje a Juliana e seus pais?

E sabe o que eu não entendo? A Juliana idolatra o país que a discrimina. Eu, um "marxista chato", ao envelhecer, passei ter grande aversão e desconfiança de tudo que vem da "América". Digo "ao envelhecer" porque quando criança adorava ver os "heróis" americanos como Rambo, Rocky, etc... Pois bem, "ao envelhecer" pude constatar que aquele herói truculento que matava todos que tinham "olhos puxados", não era o "herói" e sim o "vilão", quando vi aprendi o que foi a Guerra do Vietnã e pude conhecer o outro lado da moeda...

Em suma, essa garota, fica louca de brava comigo quando falo da responsabilidade norte americana por terem manchado de sangue o solo de muitas nações por todo o planeta. (eu até tenho evitado de fazer críticas aos EUA na frente dela).

Como pode, professora, sabendo de tudo isso que está no seu artigo, (por que a Juliana viveu na carne o que é ser um imigrante ilegal), como pode ela, ainda "idolatrar" este país tão racista?

Li também a respeito do nazismo e seus fundamentos. Aumentei ainda mais meu desprezo por este pedaço do mundo, digo a "América". Me refiro a eugenia (iniciada nos EUA e copiada pela Alemanha), da esterilização forçada, e da perseguição aos de "raças inferiores".

E uma coincidência que se não fosse "tão trágica, seria cômica": Eles perseguiam pessoas portadoras de epilepsia e eu tenho epilepsia! Já pensou, se eu tivesse vivido a mais ou menos 50/60 anos atrás e morasse aí, como seria? Eu apenas seria mais um "castrado"...

Sei que por todos os cantos do mundo existem pessoas boas, mas nos EUA, só enxergo algumas: os imigrantes que vão oferecer sua força honesta de trabalho!

Um abraço
Michel Rodrigo Soares - estudante universitário
Curitiba-PR

Sent: Monday, July 11, 2005 11:22 AM

Subject: Comentário

 

Caro Antônio,

A PT ao qual dedico alguma simpatia é, em ideologia, o projeto viável para o Brasil.  Entretanto todos os envolvimentos com corrupção são historicamente construídos balizados pela impunidade que se perpetuou especialmente no Legislativo.  As alianças necessárias à eleição tinha vistas a garantir a governabilidade do Presidente Lula.  Ainda assim, acredito no Partido que haverá de se recuperar eliminando a contaminação cruzada que acontece em todas as esferas: municipal, estadual e federal.

De qualquer forma, seu artigo é muito pertinente.

Paz e bem!

Lourdinha

From: <carlapt@ibest.com.br>
To: "Antonio Ozaí da Silva"
Sent: Monday, July 11, 2005 12:17 PM
Artigo: Adeus PT


Oi Ozaí,

Recebi a revista sim. Aliás gostei muito do seu artigo "Adeus PT" é perfeito para a ocasião, enviei a todos os militantes que está na minha lista e espero que façamos uma séria reflexão sobre esta crise horrorosa do partido.

Está difícil encontrar forças para remar contra esta maré de lama que está arrastando até aqueles que lutavam internamente contra estas figuras que sempre defenderam a absoluta abertura do PT. O que eles queriam mesmo é que
tudo ficasse igual e é o que conseguiram construir no imaginário popular.

È lamentável mas sobretudo é muito triste. Me emocionei com seu artigo!

De: Geraldo Alaécio Galo   

Para: Antonio Ozaí da Silva

Data: 10.07.05

Artigo: Adeus PT

Caso Sr. Antônio, respeito muito sua opinião, mas acho que o PT nunca passou de um bando de oportunistas (alias sempre foi e vejo que continua sendo) que se aproveitou e continua aproveitando da falta de informação e alienação do povo brasileiro.

Esse povo, que nunca teve o suporte que precisa da classe política, acaba sendo levado por qualquer conversa mole e principalmente promessas de coisas fáceis. Está aí (ou esteve) o fome zero que não nos deixa mentir. Alias, o fome zero até agora só matou a fome (e a sede) do bando no pudê!.

Geraldo Alaécio Galo        (aposentado)  

De: pechtoll@terra.com.br

Para: Antonio Ozaí da Silva

Data: 10.07.05

Artigo: Adeus PT

 

Bom dia...Ozaí

Li o seu artigo... e como petista, de base e militante, também fico preocupado com as conseqüências, nem tanto para o PT, dessa crise toda. Fico me perguntando se tudo isso for verdade, como continuaremos lutando por democracia, pelo socialismo e por tantos direitos que ainda hoje são negados à nossa gente.

Acho que alguns petistas morreram com essa crise e, sinceramente acho até positivo, mas muitos ainda continuaram com a esperança teimosa e conseguiram sobreviver à avalanche oportunista da direita.

O PT não morreu, podemos até diminuir de tamanho, mas as conseqüências de nossas lutas e nossas bandeiras ainda precisaram ser carregadas por muitos anos.

Como dizia São Francisco, ainda nada fizemos.

Um abraço.

De: Jonas Jorge da Silva

Para: Antonio Ozaí da Silva

Data: 09.07.05

Artigo: Adeus PT

 

O pré-socrático Heráclito já dizia que a água nunca corre duas vezes num mesmo rio. Penso que o processo ao qual o PT passa não seja mais do que a expressão do cansaço histórico de seus principais expoentes. 

Não dá para dizer que estes caras que hoje se envolvem com a corrupção nunca acreditaram na perspectiva de transformação, no entanto, é inegável que hoje não se sustenta mais ser a base destes mesmos. Talvez algo que deveríamos analisar
também, é se depois desta crise continuará o símbolo da estrela petista sendo referência no país para a população. O tempo dirá. 

Algo me irrita entre os filiados petistas, é que agora que o caldo entornou aumentou e muito o numero de "pilatos", ou seja, lavam as mãos como se nunca tivessem tido qualquer contato com os dogmas democráticos do PT. (...) não quero me envergonhar em assumir que já coloquei a estrela no peito.

De: Cláudio Amarante da Silva

Para: Antonio Ozaí da Silva

Data: 09.07.05

Artigo: Adeus PT

 

Olá Ozaí

Acabei de ler ser artigo e de fato expressou-se bem, adeus PT. No entanto, noto que você faz questão de excluir os militantes de toda essa podridão. Concordo, os militantes deram suas vidas pelo partido, acreditaram de fato que um dia o Brasil mudaria nas mãos do PT, no entanto os militantes muitas vezes tem sido usado como massa de manobra e agora como bem disse perde o chão diante da atual situação do partido. Outros, os mais engajados acabaram abandonando o partido e ficaram desamparados.

Eu, particularmente, tenho feito a seguinte leitura: O governo LULA tem adotado uma política econômica favorável as classes dominantes e por isso tem se mantido no poder. Usa o discurso de "Brasil um pais para todos"  mas na prática sabemos que isso fica só no discurso. A Revolução Francesa dizia liberdade, igualdade e fraternidade, mas as conquistas foram burguesas.

Quanto aos nossos dirigentes, confesso que sempre observei com desconfiança, mas jamais imaginaria que estivessem mergulhado de cabeça nessa podridão em nome da governabilidade.

É meu amigo, você mais que eu consegue compreender toda essa situação. Cabe aqui uma pergunta: O Collor desagradou a burguesia com sua política econômica e diante das denuncias de corrupção foi cassado.

O Lula agrada a burguesia com sua política econômica e diante dessa política  poderá ser perdoado?

Eu arriscaria um palpite dizendo que sim, se a política econômica se mantiver favorável. Não sei como fica o PT, mas o Lula poderia ser preservado assim como estão querendo preservar.

Qual sua análise?

Um grande abraço

De: Ana Quaiato

Para: Antonio Ozaí da Silva

Data: 09.07.05

Artigo: Adeus PT

 

Ozaí,

Alguns pensam o PT, como mais um partido, sempre pensaram.

O que será, o que será?

Afinal, ele (o PT), tem a gente que enche o saco, que não entende as intencionalidades, nós os trabalhadores!

Não dá prá responder tudo o que buscamos saber, mas, o que sabemos é que nunca fomos, muito assim um soldado, e por isso mesmo a direção, o campo majoritário, teve que ter muito trabalho com a gente (ligaram o trator), somos essencialmente guerreiros, mas no nosso ritmo, não sabemos ainda responder, mas com certeza ainda não somos o velho, provaremos que somos o novo!

Bijux,

Ana Quaiato

From: Ana Valim

Sent: Friday, July 08, 2005 5:39 PM

Artigo: Adeus PT

 

E aí Toninho, tudo bem? Recebi e li seu artigo "Adeus, PT". É certo que tudo tem seu tempo na história, mas também é triste ver um sonho se desmoronar. Um sonho, porque, com certeza, o sonho, o nosso sonho, esse ninguém derruba ou detém, porque como sangue ele corre em nossas veias e nos faz vivos a cada novo dia.

Sent: Thursday, July 07, 2005 2:11 PM

Subject: Re Adeus PT

 

Ao Antonio Ozaí da Silva.

Parabéns e obrigado pela lúcida analise do PT, de sua Historia e de sua crise do momento, que inquieta os cidadãos anônimos, mas honestos, que investiram suas vidas nos ideais do PT. Tudo bem que se diga: Adeus PT. Mas para os jovens de hoje e para nos os militantes de uma vida inteira, o autor fica devendo novo artigo: E agora qual o rumo a dar a nossas opções político-partidárias?

Saudações ex-petistas

Alberto Abib Andery

De: 

Adri < adrienebrito@yahoo.com.br >

Enviado: 

quinta-feira, 30 de junho de 2005 18:45:24

Para: 

andrioli13@hotmail.com 

Assunto: 

Mito da competitividade

Artigo: O Mito da competitividade

 

Olá como vai?

Parabéns pelo texto mito da competitividade. É muito bom saber que ainda existem pessoas que conseguem ter essa visão de mundo, na sociedade capitalista em que vivemos, onde as pessoas só se preocupam em sobressair às outras.

Felicidades.

Adriene Brito

From: Dinovaldo Gilioli < dinogilioli@yahoo.com.br >

To: andrioli13@hotmail.com

Subject: artigo O Mito da competitividade

 

Olá Andrioli

Acabo de ler seu artigo "O mito da competitividade" e gostei muito. Vou sugerir sua publicação no jornal do Sindicato dos Eletricitários de Florianópolis, cuja diretoria integro. O que achas?

Por hora é isto.

Sonho e rebeldia!

abraços, dino.

From: "E.Schwinden" <eshu@uol.com.br>
To: <sbadoue@hotmail.com>
Subject: Fundação Ford
Date: Wed, 29 Jun 2005 16:53:13 -0300
Artigo: Sobre a “neutralidade ética” nas Ciências Sociais e a Fundação Ford, com pequena fábula de caráter ilustrativo ou talvez elucidativo

 

Cara Professora:

Diante de seu questionamento sobre a balela da "neutralidade ética" e outras crenças no altruísmo do grande capital. Gostaria de saber a sua opinião sobre o patrocínio sistemático do Fórum Social Mundial pela Fundação Ford. Na última edição em Porto Alegre, na lista de contribuintes, a FF aparece com US$ 350 mil.

Chama a atenção também, o interesse desta Fundação com a mídia alternativa. Carta Maior, uma publicação que abriga
a opinião de dezenas de intelectuais, jornalistas, escritores, ditos de esquerda, quase todos, muito próximos do governo,
passou a receber o patrocínio da Fundação Ford, ao lado do Banco do Brasil.

Observatório da Imprensa, um meio que expressa uma visão crítica da mídia nacional,  também foi agraciado com este patrocínio.

Gostaria de saber sua opinião sobre o tema.

E agradeço.

Eurico Schwinden

Resposta da autora:

Estimado Eurico Schwinden,

Não tinha a informação que você me fornece, mas não me surpreenderia que a Fundação Ford fizesse isso e muito mais. Durante muitos anos, a Fundação Ford era suspeitada de fazer uma escolha dos seus patrocinados pelas
posições políticas conservadoras destes. Essa era uma crítica superficial e ingênua. A aposta da Fundação Ford era a longo prazo e isso é o que Sérgio Miceli, no texto citado no meu artigo, intenta demonstrar. Uma aposta pela formação de uma camada intelectual que, pela sua capacidade de ação dirigida ao movimento social, fosse capaz de amortizar o conflito. Essa aposta não teve êxito em cada bolsista. Alguns deles, aproveitaram as bolsas para fazer as suas pesquisas e não por esse motivo mantiveram a "lealdade" para com a entidade patrocinadora.

Por outro lado, havia uma intenção da Fundação Ford de "mapear" os domínios para além das fronteiras da USA (as relações entre saber e poder foram longamente estudadas por Foucault) e os critérios de atribuição de bolsas estavam associadas à produção desse saber.

Então, temos duas intenções: produção de conhecimento sobre o objeto para melhor dominá-lo, formação de uma elite intelectual que servisse como mediadora nos conflitos. Os dois objetivos foram alcançados em grande medida dos anos 60 para cá. Mas isso não faz de cada bolsista necessariamente um cúmplice. Digo isto com a maior tranqüilidade e distância: não sou, nunca fui e não quero ser bolsista da Fundação Ford e nem de outras entidades de
fomento, quaisquer que sejam.

A questão interessante é que a Fundação Ford continua investindo, e não necessariamente naqueles que já estão do seu lado. Se há intenção em cooptar, não é essa uma condição prévia para o investimento a fundo perdido.

Agradeço a sua carta,

Silvia Beatriz Adoue

From: "Elton" <paulinobueno@brturbo.com.br>
To: "EVA" <evapbueno@yahoo.com>
Date: Sat, 23 Jul 2005 11:03:11 -0300

Artigo: A carga da brigada mais ou menos ligeira, via México

Na minha idade não dá muito pra entender o porque desta loucura arriscar a vida indo pra outros países, mas é que eles são jovens, cheios de espírito de aventura e procurando o seu destino. Tenho um casal de amigo que esteve por 3 anos na Inglaterra e me contam o sofrimento que tiveram lá. Não pretendem mais voltar. Mas não sei não na hora que acabar o dinheiro que arrecadaram. Gozado que lá eles trabalham bastante, 12, 14 horas diárias, e às vezes sem final de semana e não gastam, economizando. Chegam aqui torram tudo com porcarias, festas, e não querem saber de trabalhar. Parece que estão a passeio.

Elton

De:  Instituto Degraf
Enviado:  quarta-feira, 22 de junho de 2005 08:29:40
Para:  <andrioli13@hotmail.com >
Assunto:  cumprimentos

 

Prezado

Sou educadora social e tenho lido seus artigos , os quais muito tem contribuído para meu exercício profissional.

Estarei ministrando na Conferencia Municipal de Educação de Uberaba-Mg umas oficina sobre Educação e as Políticas de Inclusão Social no dia 8 de julho de 2005.

Gostaria de receber sua opinião a respeito do assunto.

Alles Gute

Grata

Geise Alvina Degraf Terra

Sent: Thursday, May 19, 2005 2:29 PM

 

Sr. Rattner,

Sou estudante do 2º semestre do curso de Relações Internacionais em uma faculdade de Brasília. Devido ao meu interesse futuro em uma especialização em Direitos Humanos , estive fazendo algumas pesquisas na internet para desenvolvimento de um projeto sobre o tema e, felizmente, me deparei com um artigo, de sua autoria, na revista Espaço Acadêmico (no ano de 2002), sobre exclusão social e políticas de inclusão. Não posso, deste modo, ignorar o genitor de tais idéias e deixar de parabenizá-lo, motivo ao qual estou te enviando este e-mail, enfatizando também que o artigo não só me emocionou, mas também me deixou ainda mais motivado para os meus planos de, senão criar um mundo diferente, fazer a diferença dentro deste mundo tão desigual.

Parabéns, mais uma vez!!

Abraço de aço de quem, a partir de agora, tornara-se seu grande admirador.

Sérgio.  

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