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Questões teóricas expressam riqueza e pobreza
no debate epistemológico do fenômeno turístico
Uma ciência em construção
Parte II
João dos Santos Filho
Surgimento do fenômeno turístico
inicia-se com o capitalismo
O primeiro pressuposto que aparece na
grande maioria dos livros de turismo, é aquele consagrado que
afirma; “o fenômeno do turismo inicia-se com o capitalismo” de forte
influência intelectual européia e norte-americana. Na qual o
intelectual brasileiro se vê impossibilitado de fazer qualquer
reflexão crítica.
Com certeza essa afirmação não se
sustenta cientificamente, quando indagamos? Quando surgiu o
capitalismo? Com o nascimento da luta de classes! Com o processo de
assalariamento do servo! Qual o período histórico? O sistema
capitalista ocorreu no mesmo período em todo planeta? Os habitantes
nativos da América, antes da chegada dos exploradores espanhóis e
portugueses não tinham atividades ou práticas que sinalizam para o
turismo e para a hospitalidade?
Os processos históricos que formatam a
atividade turística e da hospitalidade na América Latina, são
desconhecidos, pouco se investigou enquanto linha de pesquisa dentro
dos centros de estudos. Pois, existe uma hegemonia histórica de raiz
de submissão colonialista regendo as bases da historia
Latino-Americana.
É cômodo para certos setores de a
academia utilizar os pressupostos fornecidos pela historiografia
européia ou norte-americana, em vez de estudar as raízes históricas
desse fenômeno no continente latino-americano.
A relação de dominação de um país
hegemônico sobre os demais, não se efetiva somente em nível
material, mas simbólico também, como bem, explicou o sociólogo
Octavio Ianni:
Em geral, as relações com os centros de
ensino e pesquisa das nações dominantes provocaram a transferência
de teorias interpretativas, metodologias de pesquisa e temas de
investigação empírica. Nos três níveis, os cientistas sociais
latino-americanos tenderam e ainda tendem a adotar, integral ou
parcialmente, as sugestões e os “modelos” formulados nas obras, e
nas pesquisas dos cientistas sociais europeus e norte-americanos. (IANNI,
1976: 44)
Esse processo de domínio no plano
intelectual por parte dos grandes centros do saber sofistica as
formas de controle sobre os demais, fazendo o discurso de que a luta
revolucionária não tem mais sentido, o que vale
É nas
ideologias pós-modernas, cujo núcleo comum é a negação da luta de
classes, como sujeito revolucionário que se encontra dissolvido nas
individualidades de gênero. Que a perspectiva de mudança
revolucionária perde seu papel e só consegue dar conta de, explicar
o aparecimento do turismo como uma prática social após o
aparecimento do capitalismo. Em que as massas adquirem capacidade de
mobilização geográfica, pois, como uma mercadoria resultante de uma
relação social mediada por coisas facilita imensamente o processo de
alienação da mercadoria, vender o lúdico, fetiche e o irreal.
O aparecimento do turismo inicia-se
com as grandes peregrinações
Essa afirmação é mais complicada ainda,
para a compreensão da realidade histórica do aparecimento do
turismo. Pois, se analisarmos, as peregrinações as mesmas apresentam
uma existência quem sabe antes do surgimento do capitalismo.
O pior é que a maioria dos livros de turismo afirma que o
mesmo começa com o capitalismo e logo em seguida afirma que começou
com as peregrinações. Na verdade há uma confusão de compreensão
teórica e histórica grave entre a maioria dos livros didáticos que
trabalham com o fenômeno turístico.
Desconhecimento da historia,
econômica, política e social da América Latina
Faz com que a história do turismo sofra
o processo conhecido de incorporação da visão etnocêntrica sobre o
seu surgimento. Os livros didáticos repetem de forma tão
persistente e descolada de qualquer base crítica a historia as
façanhas de Thomas Cook e do Gran turismo. Duvidarmos de verdades
absolutas principalmente aquelas que embarcam no mundo pela visão
positivista, por isso há necessidade de buscarmos o entendimento dos
fazeres da humanidade como resultado da ação dos homens, produto de
sua práxis histórica e social, recolocando Thomas Cook em seu devido
lugar na historiografia mundial.
Nesse caso, a história deve ser vista
como possível de constantes questionamentos, por parte dos
pesquisadores que necessitam exercer a prontidão histórica do novo:
A exigência de rigor científico,
indispensável para proteger-se de mitos e fabulações, deve visar a
“liberá-los” de tudo aquilo que os deforma e oculta: tornam-se mais
precisos os conhecimentos, dá-se a eles uma substância sempre mais
rica e objetiva. Tudo isso, longe de reclamar qualquer
”objetividade” da parte do historiador, só pode se realizar através
das exigências da luta política. È preciso denunciar em suas raízes
políticas as interpretações errôneas e as lacunas voluntárias: elas
estão ligadas a práticas de opressão e alienação em benefício do
poder e das classes dirigentes. (CHESNEAUX, 1995: 67)
Cabe a nós estudiosos e pesquisadores do
fenômeno turístico ousar a questionar as visões positivistas de base
linear, subvertendo a lógica da historiografia fenomenológica
existente, buscando recontar a verdadeira história do turismo. E de
Thomas Cook que aparece como preso a uma literatura funcional e
sempre descritiva com transcrições parecidas das existentes em toda
literatura de língua portuguesa sobre turismo.
Os esforços são imensos, pois há setores
da academia com dificuldades de fazer questionamentos substanciais
às bases históricas existentes do fenômeno turístico, sugerindo que
impera um sentimento conformista de um relativismo universalista em
que a hegemonia do discurso busca resguardar a essencialidade
positivista.
A historiografia inglesa, quando há
interesse sinaliza a criação de um herói, mesmo que esse personagem
tenha sido historicamente, objeto de chacota, desconfiança,
preconceito, concorrência ou ameaça às facções no interior da classe
dominante e das próprias empresas transportadoras em determinado
período da história. Além do que, o papel desempenhado por esse
personagem, parece ter sido diminuído por sua atitude de querer
popularizar o lazer para as classes de menor renda, pois essa era
uma atividade exclusiva das classes abastadas.
Posteriormente recuperado pelo Estado
inglês por interesses estratégicos da ideologia imperialista
capitalista, nesse ponto nós parece que a contribuição do geógrafo e
historiador Ycarim Melgaço Barbosa, aponta para essas questões:
Para Cook, o trem permitiria a
realização de viagens para milhares de pessoas, acrescentando
ainda que fosse uma forma de influenciar a convivência de
diferentes tipos de classes sociais, pois podia transportar todo
tipo de gente. Cook talvez tivesse sido o único a defender
vantagens para a classe trabalhadora.
[...]
As viagens massificadas de Cook
começaram a perder sua autenticidade, com grupos numerosos de
pessoas – os turistas – visitando sempre os mesmos lugares,
aglomerando-se por onde passavam, sendo muitas vezes alvo de
críticas por parte das populações autóctones. Um cônsul
britânico na Itália publicou um artigo na Blackwood Magazine,
em 1865, no qual atacava virulentamente o turismo de grupo:
Esse mal novo e crescente que consiste em conduzir 40 ou 50
pessoas, sem distinção de idade ou de sexo, de Londres a Nápoles
ida e volta por empreitada (Urbain, 1993: 33)
É evidente
que a idéia de Estados hegemônicos seja uma realidade muito bem
estudada pela “Ciência Política” e pode ser percebida na
determinação do poder material e simbólico que as relações de
produção mais desenvolvidas estão assentadas. Mantendo sobre as
nações menos desenvolvidas um processo de subordinação, na qual
surge a pressão concreta, de uma classe sobre a outra, para impor
sua ideologia dominante como padrão do pensamento para a humanidade.
Desenvolver uma historiografia do
turismo latino-americana
O importante é demonstrar que o turismo
segundo o desenvolvimento das relações de produção vai sendo
sinalizado de formas diferentes, porem associativas no decorrer do
processo histórico, como fato para um argumento poderoso podemos
citar o livro “Popol Vuh” do povo Maya-quiché da Guatemala
encontrado pelo Frei dominicano Francisco Ximénez em 1701. O Popol
Vuh foi escrito entre 1545 a 1555 segundo o historiador Paulo Suess
que organizou o livro A Conquista Espiritual da América Espanhola
afirma que. ”POPOL VUH, cujo autor é desconhecido, já leva em
conta os estragos da conquista” (Suess: 1992. p. 36).
Apesar de o livro mencionar as alegrias
e o modo de vida Quiché mostra também o contato como os espanhóis,
quando em um discurso de lamentação afirma:
Así hablaban
los reyes mientras ayunaban. Y los pueblos grandes y pequeños
les llevaban piedras preciosas, metales, la miel más dulce,
pulseras, esmeraldas y plumas azules.
Hubo
muchas generaciones de hombres y reyes antes de que vinieran los
españoles a nuestra tierra […]. (PROGRAMA EDUCATIVO SOBRE
CULTURA DEMOCRÁTICA Y DERECHOS HUMANOS. Ministério de
Gobernacion. Popol Vuh. Administración Serrano Elias.
Org. Franco Sandoval. 2. edição s/d, p. 113)
Esta obra por sua riqueza histórica,
apesar de já expressar traços marcantes da dominação espanhola,
apresenta um lado magnífico da sociedade Maya-quiché plenamente
estratificada voltada para a prática do lazer / cerimonial e do
esporte. Perante a história da humanidade o Popol Voh é um dos
tesouros mais valiosos que foi salvo dos Autos de Fé que os
espanhóis fizeram contra as chamadas idolatrias da civilização Maya.
A queima de bibliotecas e de objetos sagrados foi imensa e
decorrente dos processos inquisitoriais que os acusavam de coisas
pertencentes ao diabo.
O testemunho que esse livro representa
para o resgate da história Quiche abre caminhos pra entender os
povos pré-colombianos de centro América, em que aparece uma
civilização onde o gosto pelo rito, atos cerimoniais religiosos e
mágicos começa pelo nascimento do ser, passa pela adolescência
prepara a iniciação sexual, a união conjugal e a própria morte.
Todas as relações sociais, portanto passam por um processo de
leitura de um real montado por atividades lúdicas e de um lazer que
vão sinalizar uma forma especifica de turismo naquele período
histórico.
Em uma das muitas passagens do livro
Popol Voh fica explicito que a sociedade Maya cultua de forma
intensa a integração do homem com a natureza no sentido da vida e da
morte, desenvolvendo uma harmonia com os animais, no divertimento
lúdico, ritual e na prática do deslocamento (viagens) por isso o
império Maya se expandiu pelo continente. É esse ponto que queremos
mostrar a sensibilidade de uma nação em que a sua existência
funde-se num sincretismo natureza, homem e animal:
Como sentián
que el final de sus días estaba próximo, Balam-Quitzé,
Balam-Acab y Mahucutah empezaron a despedirse de sus hijos.
Iqui-balam no tuvo ningún hijo. Cantaron el Camucú,
un canto de mucha triteza, porque tristeza sentiían en sus
corazones cuando se despidieron de sus hijos en la cima del
cerro Hacavitz.
-
Hijos,
nosotros nos vamos y no volveremos; ya se acaban nuestros días,
ya hemos cumplido nuestra misión; cuiden sus casas y su pueblo;
planten la tierra y recuerden el lugar del que hemos venido. En
memoria de nosotros les dejamos este presente. Así les dijeron
mientras les entregaban un envoltorio cerrado y cosido. No
supieron qué contenía adentro porque nunca abrieron el
envoltorio; solamente lo guardaron con mucho cuidado.
Y simplemente
desaparecieron nuestros padres y abuelos. No estaban enfermos;
no sentían dolor ni agonía. Como sólo desaparecieron, no fueron
enterrados por sus mujeres y sus hijos; sólo quemaron copal ante
el envoltorio. Así fue el fin de Balam-Quitzé, Balam- Acab,
Mahucutah e Iqui- Balam, nuestros primeros padres.
Los hijos no
olvidaron los sabios consejos de sus padres. Decidieron un día
ir a visitar en el oriente el lugar de dónde habían venido.
Tres fueron los que hicieron el viaje: Cocaib, Coacutec y
Coajau. Se pusieron en camino; pero antes se despidieron de
sus hermanos y parientes:
Volveremos; no
moriremos.
Seguramente pasaron sobre el mar antes de llegar donde el señor
Nacxit, monarca del oriente. Nacxit los recibió y
les dío las insignias del poder y de la majestad. De allá vienen
los insignias del Ahpop Y del Ahpop- Camhá. Les
entregaron polvos de diferentes colores, perfumes, flautas, la
señal del tigre, del venado, del pájaro, el caracol, plumas de
diferentes colores. Todo vino de Tulán, del oriente.
(PROGRAMA EDUCATIVO SOBRE CULTURA DEMOCRÁTICA Y DERECHOS
HUMANOS. Ministério de Gobernacion.
Popol Vuh. Administración Serrano Elias. Org. Franco
Sandoval. 2. Edição s/d(. P.106-7).
Esta referência contida no interior do
livro dos Maya demonstra uma sociedade em que o culto aos deuses é o
motor de sua história, segundo o escritor colombiano César Valencia
Solanilla em um texto na internet comenta:
Los mayas, al
igual que los aztecas, tenían un gusto particular por los ritos
y las ceremonias, las fiestas, los carnavales y todas estas
formas ceremoniales colectivas en que se combinaban la danza, la
música y el canto. Periódicamente se representaban piezas de
índole religiosa, épica, histórica y burlesca, que sirvieron
para mantener viva la memoria cultural de su pasado. La mayoría
de estas obras tenían carácter didáctico, pero fueron duramente
perseguidas por los españoles, que veían en estas formas
artísticas la expresión de la idolatría y la resistencia al
poder de la corona. Al parecer existieron muchas pequeñas obras
dramáticas, vinculadas con la celebración de las cosechas y la
agricultura, como el llamado Festival de los Elotes, que
es un canto a la tierra para solicitarle sus favores, o los
festivales de celebración del maíz. (VALENCIA SOLANILLA,
2000)
Compreensão dos métodos sociológicos
para apreensão da sociedade
Em primeiro lugar devemos esclarecer o
que entendemos por turismo, esta é uma atividade que surgiu com o
desenvolvimento da humanidade atrelado ao conjunto das necessidades
básicas, que vão cristalizando-se em conjunto com a evolução das
relações de produção. Seu aparecimento é sinalizado pela necessidade
básica de movimento que cada sociedade segundo seus preceitos
culturais e históricos processam por meio da sociabilidade.
Inicia como uma necessidade básica e vai
se transformando historicamente e adquire inúmeras variações
conceituais, mas sempre mantendo sua espinha dorsal de significação,
passando por tempo liberado; tempo de não trabalho; tempo livre;
ócio; lazer e na forma contemporânea como atividade turística.
Configurando-se como uma mercadoria em que o valor de uso e de troca
permite a maximização no processo acumulação de capital.
Em segundo lugar, o fenômeno turístico
já apresenta um conjunto de interpretações científicas sobre seu
objeto de apreciável referencia acadêmica produzida nos grandes
centros de investigação. O que permite distinguir diferentes
abordagens teóricas que acabam pressionando o embate entre elas,
fazendo do turismo um elemento plenamente discutível no interior das
outras ciências.
Assim, partimos do pressuposto, que
qualquer objeto que for delimitado por processos e instrumentais
cientifico para ser estudado de forma sistemática perante diferentes
enfoques teóricos. Reforça seu aporte como ciência em si e perante
as outras áreas do conhecimento humano, com isso, o se tornar
ciência depende de como a racionalidade dos homens e os
interesses econômicos tratam os desafios para conhecer realidade.
O desenvolvimento das Ciências Sociais
traz avanços no campo da racionalidade permitindo que o conhecimento
humano galgue saltos de refinamento do conhecer científico. Para
isso, a contribuição de seu arcabouço terminológico permitiu
descrever com maior precisão os conceitos científicos e estes por
sua vez refletem a essência dos fatos e fenômenos sociais.
Nesse caso, começamos pelos três
pensadores mais conhecidos e que dão os fundamentos para o
pensamento sociológico e constituem o método de interpretação
funcionalista, estruturalista e marxista, respectivamente Émile
Durkheim, Max Weber e Karl Marx. Procurando entender como cada qual
contribuiu para a leitura e entendimento do fenômeno turístico.
Turismo é uma ciência, com arcabouço
teórico próprio
A capacidade que o ser humano tem de
projetar em seu cérebro antecipadamente tudo que irá fazer lhe dá a
característica de homo sapiens, na busca de satisfazer suas
necessidades, afastando-o de sua natureza biológica e aproximando-o
cada vez mais da esfera social. Essa busca de reproduzir sua
existência se explica pelo domínio que ele tem da ação teleológica
que a razão humana desenvolve durante toda a sua existência.
É homem porque pensa, produzindo e
reproduzindo sua forma de existência e conseguindo colocar a
natureza a seu serviço, para benefício da humanidade, tornando assim
o trabalho, elemento explicativo da vida humana. Esse processo
vitaliza-se em um desenvolvimento que sempre buscou caminhos novos
na ânsia de sinalizar o reino da liberdade; a isto chamamos de a
eterna luta para subjugar a natureza a serviço do homem que vai se
materializando pela ciência.
Sempre acompanhado da busca do novo para
que a humanidade caminhe em direção à maior racionalidade do saber
que ela possui, temos um processo a que denominamos de ciência, pois
os homens estão sempre procurando suplantar seus conhecimentos.
Podemos afirmar que o turismo, entendido com a complexidade definida
anteriormente, pode ser visto como ciência pelos motivos expostos a
seguir.
-
Busca a multidisciplinaridade no
estudo do seu objeto e trabalha na construção de uma explicação
capaz de resistir a procedimentos de prova reconhecidos, podendo
sustentar-se, dando conta dos fatos da vida real, buscando
apreender a racionalidade da realidade humana.
-
Esse objeto constitui uma formação
econômico-social determinada, específica e particular, que
possui determinações próprias, somente possíveis de serem
explicadas na relação de sua multidisciplinaridade, pois o
turismo é resultado do amálgama do lazer, dó ócio, do tempo
livre.
-
O fenômeno turístico se constitui em
um fenômeno social e, portanto, passível de ser visto dentro das
determinações econômicas, políticas, culturais e sociais, como
totalidade concreta que está no plano das evidências e no uso da
razão e pensamento sistemático já elaborado.
-
Nesse caso, a teoria se constitui em
um instrumento para a leitura do real, que passa a ter uma
importância singular para entendimento do fenômeno turístico,
que pode ser explicado com o auxílio das várias ciências que
buscam explicar essa realidade.
Referências
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Paulo: Ática, 199
COHN Gabriel. O ecletismo bem temperado. In: O saber militante
(ensaios sobre Florestan Fernandes). (Org.) Maria Ângela D´Incao.
Rio de Janeiro: Paz e Terra: UNESP, 1987.
FERNANDES, Florestan. O renascimento da universidade. In: O saber
militante (ensaios sobre Florestan Fernandes). (Org.) Maria
Ângela D´Incao. Rio de Janeiro: Paz e Terra: UNESP, 1987.
LUKÁCS, Georg. As Bases Ontológicas do Pensamento e da Atividade
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SANTOS FILHO, João dos. Ontologia do Turismo: estudos de suas
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__________. O Turismo em nossa latinidade: uma nova forma de
colonização. In BAHL et al. Turismo: enfoques teóricos
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