|
LEANDRO
CARVALHO DAMACENA NETO
Graduado em História
pela Universidade Estadual de Goiás, UnUCSEH- Anápolis – GO.
Especializando no curso Formação Docente em História e Cultura
Africanas e Afro-Americanas pela mesma Instituição e pelo CieAA
- Centro Integrado de Estudos África -América
 |
|
Diálogos entre História e Medicina: a
discussão médico-científica sobre a epidemia de gripe espanhola de
1918
Leandro Carvalho Damacena Neto
“O vírus mutante da gripe assumiu características tão singulares em
1918, que a chamada influenza espanhola, até hoje, apavora quem
procura entender o que aconteceu naquele ano”.
(Bertucci,
2003: p.106).
A epidemia de Influenza espanhola de
1918 se constitui um dos maiores enigmas para a medicina científica
do século XX. Enfocaremos algumas indagações do saber médico do
período acerca desta epidemia. Para iniciarmos será necessário
esclarecer que ocorreram no mundo várias epidemias de gripe e, não
somente a pandemia de 1918, sendo que esta última marcou a história
mundial por sua alta virulência – o porquê dessa letalidade será
explicado no decorrer do texto.
Existem no decorrer da história da
humanidade alguns registros de epidemias gripais – é necessário
esclarecer que os contemporâneos dessas epidemias não tinham
consciência que o mal que os assolavam era proveniente da doença de
gripe, somente a posteriori através de pesquisas relacionada
à doença que o mal foi parcialmente esclarecido. Epidemias e
pandemias gripais têm sido constante na história, a Influenza pode
ser considerada como uma das enfermidades que mais tragicamente
marcou o passado humano.
Várias epidemias ocorridas durante a
Idade Média foram denominadas genericamente como “peste”, mas
algumas destas podem ter sido crises gripais ocasionadas por
mutações genéticas. Somente a partir do século XVI é que se tem
certeza da presença da influenza sob a forma epidêmica,
posteriormente, a partir da Idade Moderna, constantes pandemias
gripais foram registradas em todo o mundo.
Entretanto, nenhuma destas pandemias e
epidemias chegou a alcançar o grau de virulência da gripe espanhola
de 1918. (BERTOLLI FILHO, 1986: p. 89)
Nas discussões da comunidade médica
acerca desta epidemia, a gripe espanhola foi constantemente
confundida com outras doenças como a cólera, dengue e tifo, e apenas
no final do mês de junho de 1918 que informações vindas de Londres
esclareciam que se tratava de gripe ou influenza. (GOULART, 2005: p.
102) Antes deste esclarecimento os médicos relutaram em considerá-la
como sendo uma gripe, classificando-a como catarro epidêmico,
enquanto outros diziam ser uma doença já conhecida, ou uma outra
doença não-identificada. (CAMPBELL apud SILVEIRA, 2004: p.
91-105) Os médicos que a chamavam de “gripe” utilizavam aspas na
palavra, devido às informações desencontradas. (KOLATA, 2002: p. 17)
A gripe era um mal cuja etiologia era
então pouco conhecida doença patogênica de cunho epidêmica menos
estudada pela ciência médica do início do século XX, era considerada
doença aguda de evolução rápida e geralmente benigna – este caráter
benigno sempre familiar da gripe presente no dia-a-dia das pessoas,
no ano de 1918 tornou-se um dos motivos pelo qual médicos,
administradores públicos e a sociedade não se preocuparam com
medidas preventivas. A epidemia de gripe assumiu características
graves e fatais que até hoje não são suficientemente conhecidas. (KOLATA,
op cit.: p. 88)
A gripe espanhola de 1918 flagelou o
mundo por três vezes naquele ano e, em diferentes espaços de tempo:
A primeira onda mundial epidêmica de
gripe espanhola, sem gravidade e de pouca duração, ocorreu entre
março e julho, no Brasil, provavelmente, foi confundida, com a
gripe de todos os anos. O segundo e, terrível ciclo mundial da
gripe espanhola começou em agosto e, só terminaria em janeiro de
1919. Uma terceira vaga mundial da epidemia, menos letal que a
anterior, iniciou-se em finais de fevereiro e durou até maio de
1919. (BERTUCCI, 2003: p. 115)
A primeira vaga mundial de gripe como a
terceira levou as pessoas a pensar que a moléstia não passava de um
resfriado corriqueiro não tão letal. Já a segunda vaga mundial da
epidemia de gripe teve como características altas taxas de
infectividade e óbitos, patogeneidade e virulência. Normalmente a
mortalidade da doença de gripe era de um único óbito em cada 10.000
infectados, durante a segunda vaga da epidemia de 1918 o número de
óbitos elevou-se a 300 óbitos por 10.000 infectados. (BERTOLLI
FILHO, op. cit.: p. 94) A segunda vaga de influenza no ano de
1918 mostrou-se 25 vezes mais letal do que as gripes comuns,
chegando a matar 2,5% de suas vítimas, quando a taxa era de apenas
um décimo de 1% das pessoas que gripavam. (KOLATA, op cit.:
p. 18)
A mortalidade da epidemia de gripe
espanhola de 1918 se tornou uma incógnita, o vírus da gripe naquele
ano teria passado por uma mutação genética, mas os fatores que o
tornaram demasiadamente patogênico em fins de 1918 permanecem até
nos dias atuais desconhecidos pela medicina.
A medicina científica contemporânea da
moléstia de gripe de 1918 não possuía o conhecimento do agente
infeccioso, muito menos de como era a forma de sua transmissão e a
terapêutica adequada a ser utilizada na população enferma, ou seja,
a comunidade médica não conhecia a etiologia da influenza espanhola.
No período epidêmico eram freqüentes os discursos imprecisos e
contraditórios dos médicos em relação à doença de gripe, alguns
apresentavam a moléstia como simples e corriqueiro resfriado, ora
como uma entidade patológica nova, outros informavam que era
proveniente de um microorganismo/ bactéria desconhecida e alguns
defendiam que a influenza era originária de um “vírus filtrável”,
conforme nos relata Silveira:
A proposição da existência dos
vírus filtráveis baseava-se na observação de que certas culturas
consideradas “estéreis” – isto é, que haviam sido submetidas a
sucessivas filtragens, capazes de reter todas as bactérias –
ainda continuava mantendo a capacidade de provocar reações
similares às moléstias estudadas nos organismos inoculados.
Assim, durante os primeiros trinta anos do século XX, as viroses
só podiam ser estudadas através de seus efeitos patogênicos nos
organismos infectados. (Cf.
Lyons e
Petrucelli
apud SILVEIRA, op cit.: p. 100)
Somente com a invenção do microscópio
eletrônico na década de 1930 a medicina pôde estudar as estruturas
dos vírus isoladamente, antes disto ninguém compreendia o que era um
vírus, uma vez que o material genético do vírus ainda não havia sido
descobertos. Cientistas ingleses acabariam identificando o vírus de
influenza em 1933, pertencente ao grupo Myxovirus sendo acompanhada
sua mutação e testada: vacinas experimentais. (BERTOLLI FILHO, op
cit.: p. 97)
O bacteriologista alemão Richard Johann
Pfeiffer, chegou a propagar a descoberta de uma bactéria patogênica
causadora da Influenza em 1892, a partir do estudo efetuado em
doentes da pandemia gripal de 1889-1890.
Com a ocorrência da epidemia de gripe
espanhola de 1918 o bacilo de Pfeiffer foi descartado como agente
causador uma vez que os estudos destinados a encontrar a bactéria
nos corpos das vítimas levaram sempre ao mesmo resultado, a
porcentagem baixa do bacilo referido ser encontrado também em
doentes com sarampo, bronquite crônica entre outras. (BERTOLLI
FILHO, op cit.: p. 97; SILVEIRA, op cit.: p. 97)
Em 1892 Pfeiffer tinha certeza de ter
encontrado a chave para o problema da doença de gripe, então o
mistério da doença tinha sido decifrado pensavam quase todos os
bacteriologistas. A epidemia de gripe espanhola de 1918 estava com
os dias contados, seu agente causador já era conhecida sua forma de
transmissão e, sua terapêutica também, ledo engano, a moléstia de
influenza ainda era uma incógnita para a medicina nas primeiras
décadas do século XX tanto no Brasil como na Europa, sérias
contradições predominavam nos meios científicos: desconhecimento do
agente causador e na forma de contágio prevalecendo medidas
profiláticas individual e sintomática e uma heterogeneidade de
terapêuticas.
Antes de 1918 quando o mundo científico
e a sociedade estavam “maravilhados” com as descobertas da era
bacteriológica o isolamento dos microorganismos como o da varíola,
da peste, do tétano, entre tantas outras, que acometem a humanidade
a intermináveis doenças, estava presente no imaginário das pessoas
do período, com os avanços da medicina bacteriológica o fim dessas
doenças:
(...) os milagres da medicina eram
encarados quase como religião, pelos avanços proporcionados pela
teoria microbiana, que, durante os cinqüenta anos que precederam
a gripe de 1918, possibilitaram a descoberta de diversos
patógenos em intervalos quase regulares, e que quase fizeram com
que a morte perdesse o seu significado, a ‘espanhola’ veio
zombar do otimismo reinante. (KOLATA apud GOULART, 2005)
No contexto histórico do ano de 1918,
tanto a população como a medicina científica “não acreditava” mais
na mortalidade das doenças, pensavam que os males que assolavam a
humanidade haviam sido extintos, a epidemia de gripe espanhola
daquele ano veio, portanto colocar em “xeque” o discurso hegemônico
“salvador da humanidade” propalado pela bacteriologia, mas temos que
ressaltar mesmo com seu fracasso, em 1918, a bacteriologia também
exerceu fator determinante no processo de estabelecimento conceitual
da moléstia de gripe. (SILVEIRA, op. cit. : p. 95)
Com o descrédito da bacteriologia frente
à gripe espanhola de 1918 não conseguindo esta encontrar a etiologia
da doença para especificar uma terapêutica adequada e eficiente para
a população assolada pela epidemia. A medicina laboratorial cedeu
espaço para as práticas mais vinculadas a teoria miasmática que
andava em descrédito. A teoria do miasma influenciou quase todas as
medidas dos Serviços Sanitários Estaduais, pautadas nas desinfecções
de ruas, casas, destruição de cortiços e casebres, utilizada para as
práticas de higienização das cidades no início do século XX. (McGREW
apud HOCHMAN, 1998: p. 51)
Essa teoria higienista serviu para os
administradores públicos legitimar seu discurso modernizante, estava
mais presente entre os médicos clínicos que desenvolveram
terapêuticas heterogêneas e sintomáticas baseadas na pesquisa
empírica de observação dos enfermos de gripe. Estipulavam
tratamentos para os enfermos, na maioria das vezes os medicamentos
receitados não passavam de paliativos – que possuem eficácia
momentânea.
Esse ressurgimento da teoria miasmática
não significa uma sobreposição sobre a teoria bacteriana o
contrário, ambas acabaram coexistindo, ocorrendo naquele momento uma
renovada ascensão da teoria miasmática juntamente com as concepções
da bacteriologia. Paradoxalmente duas teorias eram aceitas no
período, uma complementando a outra.
Umas das únicas medidas profiláticas
realizadas no período da epidemia de gripe espanhola por influência
destas teorias foram a dos isolamentos e quarentenas – mesmos alguns
médicos dizendo que eram irrealizáveis -, foi uma das principais
medidas empregadas pela comunidade médica na tentativa de amenizar o
sofrimento da população – essas serviram para aliviar o medo da
população, mas na verdade não surtiram efeito prático sobre a
epidemia gripal.
A medicina bacteriológica junto com a
medicina clínica no período epidêmico de 1918 desenvolveu
heterogêneas terapêuticas contra a influenza espanhola baseadas na
sintomatologia da doença, como assinala Goulart:
Na falta de mecanismos que
viabilizassem um diagnóstico preciso, a comunidade médica se
concentrou na definição de seus sintomas. A sintomatologia da
doença ditava as substâncias a serem empregadas no seu combate.
Desconhecidos seu agente causador e a forma de contágio, a
solução encontrada foi à utilização de uma profilaxia individual
e sintomática, dando margem a uma terapêutica extremamente
heterogênea, assim como a uma diversidade de interpretações
sobre as causas da doença. Isso acabou por desencadear o
aparecimento de uma série de remédios nunca vistos, ou que,
durante a epidemia, excepcionalmente, ganharam atribuições
curativas para a influenza. Tal conjunto de fatores demonstrou
que a população, diante das limitações da medicina oficial em
dar uma resposta à doença, passou a utilizar ainda mais tudo o
que chegava ao seu conhecimento. (GOULART, op cit.: p.
113)
A população cada vez mais enferma
recorreu à medicina popular representados por raízeiros e
curandeiros. Outra prática recorrente era o consumo de remédios
utilizados para outra finalidade, e que foram receitados como
específicos para o tratamento da influenza. O que percebemos por
parte dos fabricantes de remédios não era a preocupação em tratar os
enfermos, mas sim obter lucros frente ao flagelo que assolava a
todos:
É importante notar que poucos foram
às drogas e outros produtos anunciados durante o flagelo que se
constituíam em mercadorias inexistentes no mercado antes da
declaração do estado epidêmico. O que geralmente ocorria era a
adaptação de antigos anúncios às necessidades surgidas com a
gripe espanhola, procedendo-se à atualização do discurso
propagandístico e a conseqüente redefinição ou extensão das
propriedades terapêuticas dos produtos anunciados. (BERTOLLI
FILHO, op cit.: p. 163)
Com a crescente impotência do saber
médico frente à epidemia de gripe espanhola a população ficou
propícia às especulações em torno de tratamentos, terapêuticas que
iriam preservar suas vidas. Alguns clínicos tentaram especificar os
sintomas da moléstia de gripe nos enfermos para uma possível medida
profilática ineficaz, na maioria dos casos, conforme relata Kolata:
(...) o indivíduo começava sentindo
uma forte dor de cabeça, seus olhos começavam a arder, vinham os
calafrios e o indivíduo ia para a cama, enrolado em cobertores,
mas sem efeito, sem aquecê-lo, o indivíduo dormia sem repousar,
delirando e tendo pesadelos à medida que a febre aumentava,
quando despertava, seus músculos e sua cabeça latejava, o
indivíduo caminhava para a morte, isso durava alguns dias, ou
algumas horas, mas nada podia deter o progresso da doença. (KOLATA,
op cit.: p. 14)
Além dos sintomas da moléstia de gripe
alguns médicos e enfermeiras aprenderam a reconhecer os sinais das
pessoas que ficavam enfermas com a moléstia, mas as terapêuticas e
tratamentos continuavam ineficazes para debelar o mal:
O rosto assumia um tom castanho
arroxeado escuro, começava uma tosse de sangue, os pés ficavam
pretos e por último sentia-se uma terrível falta de ar, uma
saliva tingida de sangue saía da boca, a pessoa morria. (Idem,
p. 14)
Bertolli Filho assinala uma série de
outros sintomas graves registrados pelos clínicos que tentavam
tratar dos doentes acometido de influenza; assinalando inclusive a
gravidade e virulência com o qual se manifesta à gripe em alguns
enfermos:
Calafrios, sensação de frio, febre,
dores de cabeça, prostração intensa e dores musculares,
principalmente nas costas, ombros e pernas, a temperatura do
enfermo pode chegar até a 40º centígrados e persistir alta de um
a seis dias... São notadas alterações no aparelho respiratório,
tais como dores de garganta, catarro nasal e tosse, existia a
forma benigna da doença não colocando a vida do enfermo em
perigo e as infecções secundárias, colocando-se em risco a vida
do enfermo, principalmente quando ocorrem complicações por
pneumonia bacteriana, fato que pode levar o gripado a óbito
dentro de um período geralmente não superior a 48 horas.
(BERTOLLI FILHO, op cit.: p. 88)
Temos que perceber, que durante o
flagelo epidêmico, nos períodos iniciais da epidemia tanto a
sociedade como a comunidade médica, quanto às autoridades
administrativas, achavam que a epidemia de gripe não passava de um
simples vírus de gripe, um resfriado comum e corriqueiro, e sempre
presente, no dia-a-dia da sociedade caracterizando a moléstia com a
gripe benigna, o que não sabiam, e que o vírus de gripe de 1918
tinha sofrido uma mutação em suas proteínas virais nunca vistas
antes, vitimando milhares de pessoas por onde grassou.
A influenza espanhola ocasionava na
maioria das pessoas que morreram pela doença de gripe complicações
graves como a pneumonia bacteriana, ampliando o grau de
infectividade e virulência da cepa viral.
Alguns cientistas, cientes dessas
complicações que ocorreram ao longo da evolução da pandemia
propuseram que a moléstia seria uma doença multifatorial, isto é,
que não existia uma única causa, tanto o vírus como também a
bactéria tinha que estar presentes agindo em sinergia para provocar
a doença, ou seja, com o vírus as pessoas geralmente contraíam gripe
normal, fraca, e somente com a bactéria também não adoeciam, era
necessárias as combinações do vírus com a bactéria, sendo que o
vírus causava a gripe deixando o sistema imunológico fraco e a
bactéria atacava os pulmões com a pneumonia – essa concepção
multifatorial da doença de gripe espanhola não é completamente
provada, mas constitui-se em uma hipótese provável sobre a
mortalidade desta epidemia. (KOLATA, op cit.: p. 93)
Neste período, de 1918 com o flagelo de
gripe espanhola grassando em todo o mundo vimos à impotência do
saber médico frente à moléstia de gripe. Devido ao próprio
desconhecimento sobre a etiologia e tratamento, caracterizando uma
crise mundial. Sabe-se hoje que a epidemia de gripe espanhola é
originária da gripe aviária. Como a transmissão para os seres
humanos ocorreu continua sendo uma incógnita, mas existem algumas
hipóteses de que houve uma mutação, que as proteínas virais teriam
sofrido alterações que permitiram a transmissão do vírus de porcos
para os seres humanos, conforme Kolata:
A gripe espanhola de 1918 foi a pior
de todas as pandemias gripais ocorridas, esta começou com uma
gripe de aves, mas antes de infectar uma pessoa ela tem de ser
humanizada, isto é, mudar para uma forma que permita manter as
características similares às das aves, que a tornam tão
infecciosa, e adquirir as características similares ás da gripe
humana, que permitam que se desenvolva nas células pulmonares de
um ser humano, esse passo crucial, ocorre em geral em porcos. Os
porcos fazem a ponte entre as aves e seres humanos, tanto cepas
humanas de gripe como cepas de aves podem se desenvolver em
porcos, o vírus de 1918 começou provavelmente em uma ave, foi
transmitida a um porco e infectou pessoas... (Idem: p.
265-266)
A gripe espanhola de 1918 originou-se de
uma gripe aviária, as formas letais, virulentas atingidas naquele
ano continua sendo um mistério para toda a sociedade.
Referências
BERTOLLI
FILHO, Cláudio. Epidemia e Sociedade: a gripe espanhola no
município de São Paulo. SP, 1986, 482p. Dissertação (Mestrado em
História Social) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas, Universidade de São Paulo.
BERTUCCI,
Liane Maria. “Conselhos ao Povo”: Educação contra a Influenza de
1918. Cad. Cedes, Campinas, v. 23, n. 59, p. 103-117, abril 2003
(Disponível em
http://www.cedes.unicamp.br)
CHALHOUB,
Sidney. Cidade Febril: cortiços e epidemias na Corte Imperial.
SP: Companhia das letras, 1996.
GOULART,
Adriana da C. Revisitando a espanhola: a gripe pandêmica de 1918
no Rio de Janeiro. Hist., ciênc., saúde. Manguinhos, vol. 12, n.
1, p. 101-42, jan.-abr. 2005.
HOCHMAN,
Gilberto. A era do Saneamento: As bases da política de saúde
pública no Brasil. SP: HUCITEC/ANPOCS, 1998.
KOLATA,
Gina Bari. Gripe: a história da pandemia de 1918. Trad.,
Carlos Humberto Pimentel Duarte da Fosenca.Rio de Janeiro: Record,
2002.
SILVEIRA, Anny Jackeline Torres. A
medicina e a influenza espanhola de 1918. In: Revista Tempo, Rio
de Janeiro, n. 19, pp. 91-105.
|
|
versão para imprimir (arquivo em pdf)
|