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DALLAN
MARCELO GREGÓRIO
Bacharel em Economia
pela Fundação Municipal Faculdade da Cidade de União da Vitória
– FACE
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Reflexões acerca da influência humana no
futuro da humanidade
Dallan Marcelo Gregório
“As relações entre as
diferentes nações dependem do estágio de desenvolvimento em que cada
uma delas se encontra, no que concerne às forças produtivas, à
divisão do trabalho e às relações internas.”
Karl Marx e Friedrich
Engels
A
vida humana decorre na Terra há 125.000 anos. A escrita data de
aproximadamente 5.000 anos. A invenção da imprensa creditada ao
alemão Gutenberg,
data de 1450. Sendo este invento responsável pela criação de um
divisor de águas na história da humanidade, uma vez que através da
imprensa houve uma explosão intelectual, através da difusão de
literaturas em larga escala. Nas palavras de Vitor Hugo em
Nossa Senhora de Paris no ano de 1831:
"A invenção da imprensa é o maior
acontecimento da história. É a revolução mãe (...) é o pensamento
humano que larga uma forma e veste outra... é a completa e
definitiva mudança de pele dessa serpente diabólica, que, desde
Adão, representa a inteligência".
E assim, dia após dia, o homem promoveu
transformações sociais, culturais e intelectuais, que acabaram por
originar outras revoluções. Como a revolução industrial, datada de
1750, com a invenção da máquina a vapor, por James Watt.
Contemporaneamente no findo século XX, a humanidade vivenciou uma
grande transformação em seu modo de vida, dadas às inúmeras
inovações tecnológicas e revoluções ocorridas. Neste período, a
humanidade passou por duas grandes guerras mundiais (1914-1917 e
1939-1945), uma grande depressão (1929), duas grandes crises de
petróleo (1974 e 1979), período de guerra fria (no pós-guerra),
corrida espacial, corrida armamentista, utilização de armas e
energia atômica, a invenção de equipamentos eletrônicos
sofisticadíssimos (computadores, celulares, pagers, internet,
mp3, mp4, mp5, CD, DVD, etc.), substituição de homens por máquinas
em parques fabris, ataques terroristas, descoberta de
biocombustíveis. Entre outros inúmeros acontecimentos não menos
importantes, no entanto, desnecessários citá-los.
Sumariamente, pode-se afirmar que a
humanidade analisando-a, historicamente, apresentou inúmeros ciclos
ou fases em seu processo evolutivo, sendo este, determinado ou
influenciado por muitas variáveis (geografia, tecnologia, clima,
meios de produção, conhecimento, etc.), no entanto, a principal
delas poderia ser descrita como a ação do homem em relação ao meio
em que habita.
Considerando-se o último parágrafo,
julga-se que a forma como o homem vive ou deixa de viver influencia
de forma simples e direta em tudo que o cerca. Meios de produção,
qualidade de vida, etc. Assim, a decisão de um homem e uma mulher em
terem um filho influenciará toda uma sociedade.
As discussões sobre população permeiam
várias áreas da ciência humana, geografia, economia, sociologia,
antropologia, no entanto, há na evolução cultural e intelectual
humana algumas teorias a serem discutidas e rediscutidas, dadas às
novas características da sociedade moderna. Mesmo passados 210 anos
após a sua primeira teorização, econômica e geograficamente, a
Teoria da População fundamentada pelo inglês Thomas Robert Malthus,
em 1798, é tida como umas das principais abordagens para se
questionar o avanço populacional e seus reflexos nas condições da
sociedade.
Malthus, em sua teoria, fundamentou que
o crescimento exacerbado da população e a escassez dos meios de
subsistência, se apresentariam como uma das principais causas da
pobreza no mundo. Analisou que a população crescia seguindo o
comportamento de uma progressão geométrica (2 < 4 < 8 < 16 < 32 < 64
< 128 ...) e que a produção de alimentos – necessários a
subsistência humana – crescia acompanhando uma progressão aritmética
(2 < 4 < 6 < 8 < 10 < 12 ...) e desta forma a sociedade, mais cedo
ou mais tarde, estaria fadada a miséria. Traz em seus escritos que o
poder da população é tão superior ao poder do planeta de fornecer
subsistência ao homem que, de uma maneira ou de outra, a morte
prematura acaba visitando a raça humana.
Grosso modo dizendo, há em sua teoria
dois postulados fundamentais para sua perfeita compreensão: – o
alimento é necessário e fundamental para a subsistência do homem; –
a paixão entre os sexos é necessária e permanecerá em seu presente
estado. Desta forma, a capacidade de crescimento da população é
indefinidamente maior que a capacidade da terra de produzir meios
para a subsistência do homem.
Como solução ao impasse, Malthus previa
dois possíveis obstáculos ao crescimento da população: – obstáculos
positivos, relacionados aos aspectos como fome, desnutrição,
epidemias, doenças, pragas, guerras, etc. permeando no sentido de
elevar a taxa de mortalidade; e os obstáculos preventivos, que
mencionam o controle das taxas de natalidade através de práticas
anticoncepcionais voluntárias;
Não significa afirmar que Malthus era
favorável à eliminação daqueles que estivessem passando por
necessidades, e sim que deveria a sociedade substituir os obstáculos
positivos pela restrição moral (moral
restraint),
que é peculiar ao homem e resulta das suas faculdades superiores de
raciocínio, que lhe permite calcular as conseqüências. Para o
Estado, este atribuía a necessidade de intervenções no sentido de
minimizar taxas de desemprego através de obras públicas.
Por outro lado, era totalmente contra a
intervenção governamental
(Poor
Laws)
principalmente na forma de auxílio material prestado aqueles inaptos
a ganhar o suficiente para a manutenção da família, argumentava que
desta forma as pessoas se acomodariam e aumentariam ainda mais a
população, pois as condições mínimas de subsistência lhe eram
fornecidas pelo Estado, incrementando desta forma as classes mais
pobres e empobrecer de certa forma as demais classes.
Variadas críticas surgiram ao trabalho
malthusiano. A principal delas foi de que Malthus desprezou as
inovações tecnológicas, as novas técnicas de cultivo, novas
variedades, mecanização agrícola. No entanto, o que se presencia
neste momento oportuno da humanidade? Nota-se escassez de alimentos,
crises, guerras por fatores de produção, e isto ocorre não
especificamente por ser ou não pobre, pelo simples fato de
sobrevivência. Considere as seguintes premissas:
– Fronteira agrícola mundial: tem-se
que os solos agricultáveis encontram-se praticamente todos
utilizados, para se promover a ampliação das áreas plantadas com
alimentos, há duas possibilidades apenas, que são: acabar com as
poucas florestas naturais que ainda sustentam parte do processo
de fotossíntese e purificação do ar para os seres humanos; ou
então, acelerar o processo de aquecimento global, e descongelar
o Pólo Ártico, que pode de certo modo representar a única
fronteira agrícola não explorada pela humanidade;
– Utilização de combustíveis
fósseis: sabe-se que a utilização de combustíveis fósseis como o
petróleo e o carvão contribuem de forma significativa para
incrementar o processo de aquecimento global, fato este tido
tempos atrás como meramente especulatório e que passou a
integrar de forma real e viva os noticiários da existência
humana, tomando-se como Norte as inúmeras e seguidas catástrofes
naturais vivenciados em meados do Século XXI;
– Biocombustíveis: precedendo que o
aquecimento global é fato, alternativas foram buscadas para
minimizar os elementos causadores do efeito estufa (sendo o
principal deles a utilização de combustíveis derivados de
petróleo), como solução inicial, as nações sugeriram ser a
alternativa viável econômica e ecologicamente a utilização dos
chamados biocombustíveis, no entanto, cabe ressaltar que para
sua produção se faz necessário, a transformação de milho
(alimento) em álcool combustível, ou então a substituição de uma
área agricultável (destinada ao plantio de alimentos) para o
cultivo de cana-de-açúcar, por exemplo. Isto repercute na
redução da proporção kg/ha/pessoa, uma vez que estes não se
destinarão mais a alimentação e sim
ao plantio de variedades destinadas a geração de biocombustíveis;
outro aspecto a ser considerado são os incentivos do governo
americano aos produtores de etanol de milho o que fez aumentar a
cotação do grão e estimulou agricultores de soja e trigo a
migrar para a produção de milho;
– Escassez de alimentos: amparado
nos escritos acima, é passível de compreensão alguns dos motivos
que levam a escassez de alimentos do mundo, como o trigo, o
feijão, entre outros. É justo e certo que não somente as
variáveis apresentadas aqui contribuem para o volume produzido,
mas há de se considerar outras variáveis exógenas ao cultivo de
alimentos as quais, o homem não detém o controle como: mudanças
climáticas, períodos de estiagem prolongados, chuvas em excesso,
entre outras intempéries relacionadas ao meio natural. Dentre as
variáveis endógenas a produção de alimentos, é preciso afirmar a
discrepância existente entre o custo
de produção e o valor de venda obtido pelos produtores em geral.
Quanto aos custos de produção convém ressaltar que grande
parcela dos insumos são originários do petróleo e o preço do
barril de petróleo aumentou 110% desde o início de 2007, o que
elevou o preço dos transportes e dos insumos, como fertilizantes
e adubos;
– Aumento populacional: o
crescimento desordenado ocorrido em alguns países e a construção
de uma nova sociedade, com novos valores, liberdade, direitos de
ir e vir permite aos seres humanos a seguinte indagação: “Seria
o momento apropriado para se discutir uma política pública
mundial de controle de natalidade?”.
Eis aqui indubitavelmente uma questão
complexa de ser respondida por qualquer pessoa por maior que seja
seu conhecimento. Sob uma ótica muito pessimista e drástica,
poder-se-ia afirmar que o homem quando comparado a outras espécies
não deveria ser classificado como mamífero, e sim como um vírus
(praga). Observa-se que biologicamente um vírus (ou uma praga) é
definido por ser um elemento cuja taxa de natalidade é superior à
taxa de sua mortalidade, fazendo com que os indivíduos crescem em
progressão geométrica de forma anormal em seu habitat.
Desta forma a superpopulação fica sem
controle até que surjam predadores ou elementos capazes de reduzir
esta discrepância entre taxas de natalidade e mortalidade, este
elemento não existindo, o descontrole populacional continuará até
que o alimento disponível não satisfaça a todos, construindo um meio
onde a competição (guerra) pelo alimento fará com que retorne para
níveis populacionais aceitáveis, ou seja, controle populacional pela
fome.
Considerando
dados levantados pela Organização das Nações Unidas – ONU, no ano
corrente a população urbana do planeta está se igualando à população
rural. Aproxima-se de 6,8 bilhões de habitantes no planeta; em 70
anos, do ano de 1950 a 2020, mais que triplicaremos; possivelmente
em quatro décadas chegar-se-á a 9,2 bilhões de indivíduos. Será
incrementado na população mundial 50% em relação a existente no
início do século XXI, significa afirmar em números que no ano de
2050, o planeta terá 6,4 bilhões de pessoas a mais – o equivalente à
população atual, que estará vivendo em cidades verticalizadas (muito
provavelmente) e cada vez mais necessitadas de alimentos. Desta
forma, conclui-se que em quatro décadas (2010-2050), a população
urbana, duplicará.
Desta forma
os campos ou lavouras não serão nem duplicados, nem quadruplicados,
uma vez que existe uma estagnação dos “meios produtivos” e da
própria tecnologia para se obter alimentos, voltando aqui um quadro
pessimista previsto por Malthus numa situação preocupante. Para se
ter uma exata noção do fato ora apresentado, a tabela a seguir
representa de forma simplista a evolução da população mundial até os
dias atuais.
Tabela 1 – Evolução do crescimento da
população mundial em milhares
|
Ano |
Mundo |
África |
Ásia |
Europa |
America Latina |
América do Norte* |
Oceania |
|
1
a.C |
300.000 |
ND |
ND |
ND |
ND |
ND |
ND |
|
1000 |
310.000 |
ND |
ND |
ND |
ND |
ND |
ND |
|
1750 |
791.000 |
106.000 |
502.000 |
163.000 |
16.000 |
2.000 |
2.000 |
|
1800 |
978.000 |
107.000 |
635.000 |
203.000 |
24.000 |
7.000 |
2.000 |
|
1850 |
1.262.000 |
111.000 |
809.000 |
276.000 |
38.000 |
26.000 |
2.000 |
|
1900 |
1.650.000 |
133.000 |
947.000 |
408.000 |
74.000 |
82.000 |
6.000 |
|
1950 |
2.518.629 |
221.214 |
1.398.488 |
547.403 |
167.097 |
171.616 |
12.812 |
|
1955 |
2.755.823 |
246.746 |
1.541.947 |
575.184 |
190.797 |
186.884 |
14.265 |
|
1960 |
3.021.475 |
277.398 |
1.701.336 |
604.401 |
218.300 |
204.152 |
15.888 |
|
1965 |
3.334.874 |
313.744 |
1.899.424 |
634.026 |
250.452 |
219.570 |
17.657 |
|
1970 |
3.692.492 |
357.283 |
2.143.118 |
655.855 |
284.856 |
231.937 |
19.443 |
|
1975 |
4.068.109 |
408.160 |
2.397.512 |
675.542 |
321.906 |
243.425 |
21.564 |
|
1980 |
4.434.682 |
469.160 |
2.632.335 |
692.431 |
361.401 |
256.068 |
22.828 |
|
1985 |
4.830.979 |
541.814 |
2.887.552 |
706.009 |
401.469 |
269.456 |
24.678 |
|
1990 |
5.263.593 |
622.443 |
3.167.807 |
721.582 |
441.525 |
283.549 |
26.687 |
|
1995 |
5.674.380 |
707.462 |
3.430.052 |
727.405 |
481.099 |
299.438 |
28.924 |
|
2000 |
6.070.581 |
795.671 |
3.679.737 |
727.986 |
520.229 |
315.915 |
31.043 |
|
2005 |
6.453.628 |
887.964 |
3.917.508 |
724.722 |
558.281 |
332.156 |
32.998 |
*América do Norte = apenas Estados Unidos da América
e Canadá.
Fonte:
HAUB, 2008.
Adaptado pelo autor.
Partindo-se
deste pressuposto um novo questionamento referente à fome e a
população se faz necessário: existirá em 2050, 50% a mais de
alimentos no planeta em relação à produção já insuficiente em 2000?
Mesmo empiricamente é possível responder com convicção a esta
inquirição, uma vez que a revolução verde
já atingiu seu ápice. E este se deu por intermédio da utilização de
energia fóssil,
como fertilizantes petroquímicos e defensivos agrícolas, abundantes
em dado espaço de tempo, mas que na atualidade já não o são. Sendo
assim, esta é a fórmula utilizada pela agricultura mundial para a
produção de grãos em larga escala. Por outro lado, sabe-se que
dificilmente serão encontradas novas e grandes jazidas de petróleo
no mesmo ritmo de seu consumo, e os existentes possuem estão se
exaurindo. Refletindo diretamente na lei da oferta e procura
deste bem que por sua força acarreta em sucessivos aumentos dos
preços do barril de petróleo e do custo dos alimentos.
Tais
considerações se tornam alarmantes à medida que se toma ciência dos
dados sócio-econômicos dos povos divulgados pela ONU. Apresentam
estimativas que dos quase 7 bilhões de habitantes do planeta,
mais de 75% vivem em
países
subdesenvolvidos e com menos de dois
dólares
por dia (U$60,00/mês aproximadamente R$100,00/mês),
22% são
analfabetos,
metade nunca utilizou um
telefone
e apenas 0,24% têm acesso à
internet.
Pode-se cincluir desta forma, que ¾ da população mundial atual
possui dificuldades financeiras em adquirir os meios mais básicos de
subsistência.
A
idéia do mundo faminto não é recente, permeia a humanidade a muitos
anos, em voga novamente na atualidade, organismos internacionais
renomados e respeitados tem alertado para o tema. A
ONU, o Banco Mundial (BIRD) e o Fundo
Monetário Internacional (FMI) – tem se manifestado para a gravidade
dos reflexos decorrentes da alta dos alimentos. Na média no último
ano, os preços subiram aproximadamente 57%. Para julgo desta
informação considere a célebre frase do Ex-ministro Pedro Malan, que
a média é uma variável que mostra o tanto quanto esconde.
Exemplificando, três pessoas trabalham em uma mesma empresa, cujo
salário médio é de R$ 10.000,00 (dez mil reais), no entanto, a
pessoa “A” recebe R$ 15.000,00 (quinze mil reais), a pessoa “B”
percebe uma remuneração de R$ 14.000,00 (quatorze mil reais) e a
pessoa “C” recebe apenas R$ 1.000,00 (mil reais). Fica claro desta
forma, que ao mesmo tempo em que a média permite-nos ter uma visão
perfeita do cenário se a divisão se efetivasse de modo eqüitativa,
por outro lado ela esconde as imperfeições do modelo apresentado.
Aplicando no caso dos alimentos a média das elevações dos preços
mundiais perfazem 57%, no entanto, somente o trigo, por exemplo,
subiu 130%, mais que o dobro da média. Econômica e socialmente
significa dizer que para aqueles que vivem no limiar da miséria,
isto representa a fome. Previsões do BIRD enunciam que
aproximadamente 100 milhões de pessoas deixarão de integrar a
pobreza, e unir-se-ão àquelas que integram a miséria absoluta devido
aos incrementos nos preços da comida.
Sob outro
enfoque, consta na Bíblia, que Deus deixou a Terra inacabada,
a fim de que o homem concluísse a obra da criação. E o que as
civilizações fizeram? A resposta encontra-se diariamente nos mais
variados meios de comunicação: guerras, fome, doenças, poluição do
ar, rios, mares e oceanos, alimentos envenenados, erosão da terra,
pobres cada vez mais pobres e poucos ricos cada vez mais ricos
(poder concentrador do capitalismo). A civilização que conhecemos se
ergueu sob a égide de muitas transformações, desmatamos as
florestas, queimamos a relva, mudamos o meio, como reflexo
diminuiu-se a água dos rios, a chuva escasseou e o deserto foi
tomando conta do solo antes produtivo.
O quadro
epigrafado caracteriza duas situações distintas: – o descontrole do
incremento populacional no mundo é fato, e a cada dia que passa a
tendência é que este quadro se agrave mais e mais; – a escassez de
alimentos se tornará mais evidente à medida que o incremento
populacional for acontecendo e a fronteira agrícola exaurindo nos
próximos anos. Cabe aqui uma questão central que se vincula de forma
natural ao exposto: O que as nações, através de seus representantes,
entidades e atores sociais podem ou devem fazer para minimizar os
efeitos dos acontecimentos, uma vez que o seu acontecimento já é
realidade?
A resposta é
uma incógnita. De forma que todas as possíveis ações no sentido de
conter o incremento populacional e o modus vivendi dos atores
sociais são algumas das soluções. O modelo capitalista privilegia,
grosso modo, os sucessivos incrementos de capital aplicado,
apostando suas fichas na descoberta de uma solução posterior aos
problemas econômicos, sociais e ambientais gerados na atualidade em
decorrência de suas atividades. Neste sentido, se faz mister
políticas públicas voltadas à construção de uma sociedade
igualitária e equilibrada quanto a utilização de seus recursos
naturais, bem como a consecução de programas que visem a orientação
e efetivação do planejamento familiar.
Tornar-se-ia
necessário tomar-se por base modelos de planejamento familiar como o
adotado em alguns países europeus. Onde as taxas de natalidade
permitem apenas a reposição de cada unidade familiar. Não existindo
assim o incremento populacional. Esta seria com certeza se efetivada
uma das possíveis soluções a médio e longo prazo, uma vez que no
curto prazo muito pouco pode ser feito.
Não se
objetiva com este a elaboração de previsões apocalípticas, mas sim
incutir no(s) leitor(es) a faculdade de refletir acerca da situação
que, a priori, nos parece tão distante, mas que na realidade
está muito próxima.
O mesmo não
se finda e não se conclui, pelo contrário, ascende a possibilidade
de novas discussões teóricas e práticas voltadas à contextualização
e construção do conhecimento humano nas áreas sociais, econômicas e
ambientais.
Referências
ALVES, J.
E.D. A polêmica Malthus versus Condorcet reavaliada à luz da
transição demográfica. Texto para discussão da
Escola
Nacional de Ciências Estatísticas, ENCE/IBGE, nº4, Rio de Janeiro,
2002.
FOLHA
Online. População mundial superará 9,2 bilhões em 2050, estima
ONU. 13/03/2007. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u373836.shtml.
Acesso em: 03/06/2008.
FRANÇA, Ronaldo.
O fantasma de Malthus:
A alta do preço dos alimentos assusta, mas não condena o mundo à
fome.
Revista Veja - 23/04/2008
HAUB, Carl. A população mundial:
uma das principais questões no novo milênio. Disponível em: http://usinfo.state.gov/journals/itgic/0998/ijgp/gj-05.htm.
Acesso em: 26/05/2008.
MANNING, Richard. The oil we eat.
O petróleo que comemos.
Apud MARQUES, Luiz.
Disponível em: http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/o_retorno_de_malthus.html.
Acesso em: 26/05/2008.
“As
plantações de Iowa [EUA] requerem a energia de 4 mil bombas
de Nagasaki por ano”.
(MANNING, Richard. The oil we eat, O petróleo
que comemos. Apud MARQUES, Luiz.
Disponível em: http://www2.uol.com.br/historiaviva/artigos/o_retorno_de_malthus.html.
Acesso em: 26/05/2008.
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