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EDIJANE
DA SILVA COSTA
Pedagoga pela
Universidade do Estado do Pará, Psicopedagoga e pós-graduada em
Gestão e Supervisão Pedagógica pela Faculdades Integradas de
Amparo/SP – Coordenadora Pedagógica do Ensino Fundamental na
Escola Itakyra (Sistema de Expansão Educacional Sophos) em Canaã
dos Carajás/PA e mestranda em
Ciências da Educação da Universidade do Porto em Portugal.

ÉRIKA FABIANA GUIMARÃES FARIAS
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Formação de professores profissionais:
perspectivas e vicissitudes da formação em
serviço
Edijane da Silva Costa
&
Érika Fabiana Guimarães Farias
Resumo:
O presente
artigo tem como finalidade a análise de referências bibliográficas
do âmbito educacional no que concerne ao contexto de formação de
professores, principalmente as perspectivas e vicissitudes da
formação em serviço.
Considerando que tendo em vista a
precariedade do processo de formação de professores é possível
vislumbrar a necessidade de uma formação em serviço.
É importante ressaltar
que o que se defende no estudo realizado neste artigo é uma formação
em serviço que possibilite a constituição do professor como um
docente intelectual crítico transformador, através de um exercício
sistematizado de reflexividade sobre a sua práxis pedagógica,
orientado pela unidade teoria-prática, contribuindo, assim, para a
autonomia docente. O que possibilitará a este professor tornar-se o
sujeito-autor do seu processo de formação continuada, a tornar-se um
profissional da educação.
Palavras-chave:
Formação em serviço – Profissionais – Professores - Educação
1 - Introdução
Falar sobre a formação de professores no
Brasil é remeter-se a um cenário com vicissitudes históricas e
discussões recentes. Para compreendê-las faz-se necessário a
conhecer a realidade concernentes à formação de professores no
Brasil, analisando as referências bibliográficas de pesquisadores da
área que servirá, sobretudo, para clarificar a compreensão em torno
das problemáticas vivenciadas hoje, bem como nortear as discussões
em torno da busca de soluções possíveis ao cenário brasileiro que
encontra-se submergido em um sistema educacional com muitas mazelas,
a maioria provocadas pela má formação inicial de seus docentes que
encontram-se, entre outras, desprovida de uma concreta e reflexiva
relação teórica-prática, pois apenas os estágios oferecidos no final
dos cursos não é condição suficiente para uma atuação competente,
levando futuros professores a saírem das universidades despreparados
para atuarem na realidade que lhes espera, restando apenas a
possibilidade de encontrar nas instituições que forem atuar a oferta
de uma formação em serviço que lhes possibilite apoio e orientação
às angústias e desafios da profissão, isto aos que a perceberem,
pois é mais comum encontrar professores que de uma formação inicial
tão deficiente não conseguem reconhecer e refletir sobre suas
próprias deficiências, limitando assim, a sua busca por uma atuação
mais eficaz.
Nestes termos, o presente artigo
objetiva o estudo de levantamento de dados bibliográficos analisando
as contribuições de diversos pesquisadores e educadores que estudam,
sob diversas perspectivas, a formação de professores em serviço como
condição, não única, mas necessária, para a constituição de um
docente profissional capaz de atuar de maneira competente em
diversas situações desafiadoras da profissão, bem como tornar-se o
sujeito-autor da sua formação continuada, refletindo constantemente
sobre o seu saber-fazer pedagógico, um professor que se proponha a
pesquisar, a perceber nesta prática a primícia capaz de levá-lo a
produzir o seu próprio conhecimento, partindo da afirmativa de Pedro
Demo (2004, 144):
“O mínimo que se exige é que cada
professor elabore com mão própria a matéria que ministra, tal
elaboração propende a ser uma síntese que poderá ser barata, se
for reprodutiva, mas poderá ser criativa, se acolher tonalidade
própria reconstrutiva.”
Para tanto, faz-se mister conhecer e
analisar como os cursos de formação inicial e, sobretudo, continuada
vêm contribuindo, ou prejudicando, para a constituição do
profissional detentor dos elementos necessários ao educador que a
sociedade tecnológica vem exigindo, apontando perspectivas e
possibilidades de mudança através da formação em serviço que deverá
possibilitar um intercâmbio contínuo e significativo entre a teoria
e a prática, além de uma reflexão constante sobre o seu fazer
pedagógico. Pois como propõe Pimenta (2005, 19) ao sintetizar Donald
Shön que:
“A formação não mais se dê nos
moldes de um currículo normativo que primeiro apresenta a
ciência, depois a sua aplicação e por último um estágio que
supõe a aplicação pelos alunos dos conhecimentos técnicos
profissionais. O professor assim formado, conforme a análise de
Shön, não consegue dar respostas às situações que emergem no
dia-a-dia profissional, porque estas ultrapassam os
conhecimentos elaborados pela ciência e as respostas técnicas
que poderiam oferecer ainda não estão formuladas.”
2 – As perspectivas e vicissitudes da
formação em serviço na constituição do profissional da educação
As críticas dirigidas às mazelas que
assolam o sistema educacional, estão em sua maioria, destinadas à
ineficiência da atuação dos docentes. Assim, a formação dos
profissionais da educação passou a ser considerada dispositivo
central à implementação das reformas de melhoria na educação, sendo
que neste panorama a profissionalização dos docentes torna-se objeto
de discurso de diversos teóricos da área. Apontando a formação em
serviço como forma acentuada de “corrigir” a ineficácia dos cursos
de formação inicial.
O presente artigo não se aprofundará na
questão dos cursos de formação inicial, sem, logicamente,
ignorá-los, já que o panorama atual de necessidade de uma formação
em serviço mais eficaz constitui-se, sobremaneira, mas não
unicamente, em virtude das deficiências apresentadas no início da
formação dos docentes, considerando que uma formação inicial
dificilmente conseguirá antecipar todos os problemas que o futuro
professor irá enfrentar, muito menos dotá-lo de todo o conhecimento
e competência que irá precisar ativar em algum momento de sua
prática docente.
Desse modo, a formação em serviço
torna-se cada vez mais uma condição necessária, não única, para a
preparação do profissional docente capaz de refletir criticamente
sobre a sua prática, tornando-se um intelectual crítico
transformador, o que somente será possível se as concepções teóricas
trabalhadas nestes cursos de formação em serviço servirem para
nortear a práxis docente, pois é comum encontrar um
aprofundamento a questão técnico-instrumental nesta formação, em
detrimento das concepções teóricas, dentre outros, já que o dualismo
teoria e prática vêm sendo trabalhados e até mesmo discutidos como
ambivalentes “na prática a teoria é outra” e não covalentes, como o
são. No fundo o que deve haver é uma indissociabilidade entre teoria
e prática e não uma supervalorização de uma em detrimento da outra,
pois será a atividade teórica que irá possibilitar de maneira
indissociável o estudo, conhecimento e intervenção da realidade,
além da constituição de objetivos para sua transformação. Sendo que
esta transformação somente irá se constituir na prática. Assim,
Se teoria não muda o mundo, só pode
contribuir para transformá-lo. Ou seja, a condição de
possibilidade - necessária, embora não suficiente – para
transitar conscientemente da teoria a prática e, portanto, para
que a primeira (teoria) cumpra uma função prática, é que seja
propriamente uma atividade teórica, na qual os ingredientes
cognoscitivos e teleológicos sejam intimamente, mutuamente
considerados (Vasquez, 1968, 207)
Cabendo aqui a análise de como a unidade
teoria e prática vêm ocorrendo nos cursos de formação em serviço.
Sendo comum encontrar dois modelos de formação em serviço destinada
aos docentes representados pelos cursos de curta duração e aqueles
de médio e longo prazo, em comum os dois modelos têm a reclamação
dos professores de que surgem a partir de decisões de gabinete de
seus gestores e não das necessidades reais vivenciadas por eles. Por
outro lado os gestores reclamam de que apesar de participar de tais
cursos a prática dos professores não muda.
Se realizadas nestes moldes, tal
formação só trará vicissitudes, apesar de que para o professor
levantar críticas construtivas e relevantes sobre o curso que
participou é necessário um exercício de reflexão sistematizado e
objetivo sobre suas reais necessidades, pois é mais comum os
professores participarem destes cursos passivamente, desacreditando
dos seus resultados, mas aceitando seus moldes por estar neles
internalizados a idéia de que é assim mesmo que funciona, tornando
este docente apenas um consumidor passivo de cursos.
Este panorama justifica o que vem
ocorrendo atualmente no cenário brasileiro de formação de
professores, pois aos docentes e às instituições fica o que Bottega
(2000) chama de “ilusão de formação”, uma vez que estando os
processos de formação atrelada à questão política, esta constitui-se
mais por sua validade quantitativa do que pelos resultados obtidos.
Considerando que as concepções advindas da formação em serviço, em
grande parte, não chegam a ser consolidadas, já que os professores
participam destes cursos buscando respostas práticas, rápidas e
prontas. Exigem do formador um “saber-fazer”, estando para eles
neste quesito todo o sucesso do curso, cabendo aqui a análise da
questão de que se o objetivo de tais cursos for apenas a prática,
então estes estarão mais caracterizados por um treinamento,
como afirma Bottega (2000) do que por uma formação.
Isso porque aos professores é mais fácil
assimilar as teorias que resolvem o seu problema prático e imediato
de sala de aula. Libâneo (2005, 67) destaca que: “Muitos professores
aderem às teorias que conferem sentido ao seu modo usual de agir na
sala de aula, não as teorias que lhe são trazidas de fora”.
Pois de acordo com Contreras (2002) os
professores tendem a limitar o seu universo profissional imediato à
sala de aula e tudo que a ela se condiciona. Desse modo as
concepções técnico-instrumentais sobre o seu fazer pedagógico acabam
ganhando mais sentido. Já que para Demo (2004, 39) o professor:
“Induz a inclausurar-se em atividades pequenas e apequenantes como
simplesmente dar aulas. Agarra-se, por isso, à aula, que é na
prática seu palco e sua chance”.
Não que a prática, a priori, não
seja importante nos cursos de formação em serviço, mas esta deverá
estar atrelada à análise das teorias, a fim de capacitar este
docente de subsídios para encontrar respostas necessárias aos
desafios que enfrentará, pois a teoria levará a uma prática
reflexiva, contudo pouco ajudará dotá-lo de concepções
técnico-instrumentais se o mesmo não possui as concepções teóricas
que irão nortear, fundamentar e sistematizar a sua reflexão sobre a
sua práxis pedagógica.
Advinda de tal concepção encontra-se a
afirmação de Paulo Freire (2006, 39):
“Por isso é que, na formação
permanente dos professores, o momento fundamental é o da
reflexão crítica sobre a prática. É pensando criticamente a
prática de hoje ou de ontem que se pode melhorar a próxima
prática. O próprio discurso teórico, necessário à reflexão
crítica, tem de ser de tal modo concreto que quase se confunda
com a prática. O seu “distanciamento” epistemológico da prática
enquanto objeto de sua análise, deve dela “aproximá-lo” ao
máximo.”
A formação em serviço além da
responsabilidade de possibilitar “corrigir” as deficiências
recorrentes dos cursos de formação inicial, ainda deve propiciar a
constante atualização dos docentes, já que são duas
questões cruciais que aqui se apresentam como elementos explícitos
nessa discussão: a má formação dos professores e a necessidade de
estar em uma constante variabilidade de inserção de competências
para um melhor reconhecimento do público discente, tendo em vista a
heterogeneidade inserida no contexto educacional, inviabilizando
qualquer forma de conservação e inércia dos atores envolvidos no
processo. Já que de acordo com Demo (2004, 63): “Talvez se deva
reconhecer que a profissão de professor é a que mais sofre com o
risco de desatualização, o que ocorre, por exemplo, com os
professores que vivem só dando aula.”
A formação de
professores em serviço deve, sobretudo, possibilitar a formação de
um profissional da educação que reúna as competências de um docente
que, entre outros, elabore seus conceitos e execute-os, que
identifica um problema e solucione-o. Tal profissional não conhece
todas as soluções pois irá construí-las à medida que os problemas
forem surgindo. Este docente deverá trazer em seu bojo alguns
elementos constituidores do profissional da sociedade tecnológica
que são principalmente:
1. Dominar as
teorias subjacentes à sua práxis, conseguindo realizar a unidade
teoria e prática, compreendendo que uma fundamenta e orienta a
outra. Pois só o profissional que compreende a epistemologia da
prática e transforma conhecimento em competência, conferindo à
reflexão de sua práxis uma construção teórico-prática, será capaz de
tornar-se um intelectual crítico que elabora e executa os seus
próprios recursos práticos e teóricos embasados pela reflexividade.
Neste sentindo cita-se Pimenta (2005, 24):
“O saber
docente não é formado apenas da prática, sendo também nutrido pelas
teorias da educação. Dessa forma, a teoria tem importância
fundamental na formação dos docentes, pois dota os sujeitos de
variados pontos de vista para uma ação contextualizada, oferecendo
perspectiva de análise para que os professores compreendam os
contextos históricos, sociais, culturais, organizacionais e de si
próprios como profissionais.”
2. Tornar-se
um profissional crítico reflexivo, que tenha as teorias embasando o
seu refletir pedagógico, concordando com a afirmativa de Giroux
(1990) de que somente a simples reflexão sobre o trabalho docente de
sala de aula não é o bastante para uma compreensão teórica dos
elementos que constituem a prática profissional, neste sentido para
além de uma reflexividade cognitiva, se faz necessário também uma
reflexividade hermenêutica da experiência docente, já que saber
pensar não é uma tarefa simples, pois exige, além de outros, uma
apropriação teórica da realidade levando a uma reflexão crítica
sobre o seu saber-fazer, o que resulta em saber pensar sobre o
próprio pensar Giroux (2005). Como afirma Perrenoud (2002, 13):
“Todos nós refletimos na ação e sobre a ação, e nem por isso nos
tornamos profissionais reflexivos. É preciso estabelecer a distinção
entre a postura reflexiva do profissional e a reflexão episódica de
todos nós sobre o que fazemos.”
Nestes termos
o saber analisar (Altet, 2001) é uma condição necessária da prática
reflexiva, que exige de seu interlocutor uma postura específica.
Pois uma prática reflexiva não é apenas uma competência, mas é,
sobretudo, uma expressão da consciência profissional do docente,
pois além do exercício de refletir sobre sua prática, o mesmo deverá
agir sobre ela gerindo as transformações necessárias mediante as
concepções advindas do seu refletir, sendo que só a postura
reflexiva sem ação não garante nada, logo a prática reflexiva não é
suficiente, mas é acima de tudo necessária para as complexidades e
os desafios que os profissionais da educação enfrentarão.
3. Tornar-se
um intelectual crítico transformador ao buscar produzir seu
conhecimento, tendo a pesquisa como primícia à construção de seu
próprio saber. Somente um profissional dotado de competências
voltadas para a pesquisa e leitura será capaz de torna-se o
produtor, reprodutor ou co-produtor e autor dos conhecimentos que
ensina. Concordando com Demo (2004, 131) ao afirma que “Professor
sem produção própria não tem condições de superar a mediocridade
imitativa, repassando, pois esta mesma”.
Para tanto,
se faz necessário um profissional que pesquise mais como atitude
sistematizada do que por uma casualidade, já que segundo Demo (2004)
os docentes exigem dos alunos algo que eles próprios não dominam, a
pesquisa. Sendo a este profissional “sempre mais cômodo ensinar a
copiar, como é cômodo copiar. Demo (2004, 159).
4. Apresentar
autonomia profissional para buscar os elementos que lhe faltam,
pois, provavelmente, somente o profissional que domina os
conhecimentos teóricos em unidade com a sua prática conseguirá
realizar uma reflexão sistematizada e objetiva sobre ela, levando-o
a produzir os saberes necessários para torna-se o sujeito-autor do
seu fazer-saber pedagógico. A autonomia não é competência que se
ensina, ela é adquirida em consonância com outras competências do
docente.
A autonomia profissional não pode ser
somente interpretada como uma exigência aos professores para obterem
maiores níveis de independência nas suas decisões e menor controle
burocrático por parte das administrações públicas. Ou também, para
reclamar uma menor intervenção das famílias e da sociedade em geral
num assunto que deve ser resolvido exclusivamente por profissionais,
havendo uma transferência para os docentes de responsabilidades
burocráticas e pedagógicas que não são totalmente suas,
demonstrando, entre outras, as deformações ideológicas na, tão
propalada, autonomia profissional. Por outro lado, valendo-se desta
mesma expressão, esta deve ser considerada como condição adjacente
ao profissional da educação frente à sociedade tecnológica que
através de sua competência autônoma consegue busca os subsídios
necessários a sua profissionalização e atuação competente.
Assim,
compreender as causas de insucessos na formação em serviço ofertada
aos docentes servirá para a busca de superação dessas vicissitudes,
visto que se a formação continuada é apontada, entre outras, como a
principal solução para tantas mazelas que assolam a práxis docente,
já não cabe mais aceitar a “ilusão de formação”. Mas sim recorrer a
uma formação em serviço que de fato e de direito ajude os
professores a constituírem-se como profissionais da educação.
3 –
Considerações Finais
O modelo
educacional de formação de professores vigente no país tem se
mostrado, na prática, ainda bastante deficitário. Dessa forma,
cresce a preocupação, estudo e pesquisas voltados para minimizar tal
situação. Sendo que a questão dos professores, no âmbito de sua
formação e qualificação profissional é bastante complexa e está
profundamente ligado a contextos sociais e culturais, necessitando
do rompimento de antigos paradigmas neste âmbito.
Posto que, é
lícito afirmar que a necessária formação em serviço se deve, em uma
parte, à ineficiência dos cursos de formação inicial e em outra a
uma necessidade de constante atualização deste docente que tem como
primícia a preparação para acompanhar os constantes avanços da
sociedade tecnológica. Sendo notório que dificilmente os professores
sairão dos cursos de formação inicial preparados para todas as
situações que a profissão irá exigir. Este deve sim estar preparado
para buscar subsídios e respostas às situações problemas que vierem
surgir no decorrer de seu trabalho.
Mais do que
fornecer todos os subsídios necessários aos docentes para uma práxis
competente a formação em serviço deverá estar orientada para uma
prática reflexiva e autônoma que multiplique as oportunidades dos
professores de elaborarem os esquemas gerais de reflexão e ajustes
para a sua atuação e transformação da mesma. Já que os conhecimentos
teóricos dos docentes deverão transformar-se na prática em um fazer
docente crítico e reflexivo, e este saber-fazer pedagógico crítico é
competência essencial ao professor intelectual crítico
transformador, ao profissional da educação.
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