PAUL SUTERMEISTER

Mestrando em Geografia Humana na Universidade de São Paulo. Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade de Genebra (Suíça)

 

 

 

O paradigma como metageografia: argumentos em favor da ciência geográfica nos cursos de relações internacionais

Paul Sutermeister*

 

Introdução

A exclusão da ciência geográfica em muitos cursos universitários de relações internacionais (“R.I.”) no mundo justifica um novo posicionamento. Nossa hipótese é que cada paradigma das relações internacionais se distingue/destaca por uma metageografia própria. A motivação para este atrevimento vem de um dilema que surgiu durante nossa graduação em Genebra. Para muitos de nossos colegas, estudar as relações internacionais serviu simplesmente para achar um bom emprego em uma das organizações e empresas multi- e internacionais presentes naquela cidade. Tal atividade profissional promove, conscientemente ou não, a interdependência entre os países. Ora, veremos, um dos paradigmas da disciplina das relações internacionais se chama interdependência; há uma contradição: como é possível estudar outros paradigmas nesse contexto? Qual a probabilidade de um aluno de relações internacionais considerar uma pesquisa objetiva sobre o paradigma da dependência, quando os melhores empregos oferecidos são da Organização Mundial do Comércio, das Nações Unidas ou de empresas multinacionais? Abordar metageografias em vez de paradigmas pode tornar as relações internacionais mais inteligíveis.

A ciência geográfica e as relações internacionais

Antes da metageografia, falamos brevemente da geografia.

Com o termo relações internacionais, nos referimos tanto à disciplina acadêmica que surgiu no começo do século XX como às próprias articulações histórico-geográficas. A disciplina acadêmica é geralmente trans e interdisciplinar, e como tal sustenta-se “inicialmente de conhecimentos oriundos dos enfoques disciplinares 'tradicionais'” (MORAES 2000:6). O comportamento complexo dos elementos que compõem esse campo de conhecimento é evidenciado no panorama do ensino mundial e brasileiro, onde aparece de forma heterogênea porque ainda não se conseguiu “chegar a um denominador comum acerca do objeto”, do estatuto teórico ou do estatuto institucional da disciplina (MARTIN 2007:6).

Entre os enfoques disciplinares tradicionais que sustentam o estudo das relações internacionais se situa a geografia. Enquanto ciência, essa faz parte do ensino em muitas instituições universitárias no mundo, paralelamente a outras disciplinas como as ciências políticas, o direito internacional, a economia e a história. Mas existem também muitas instituições universitárias relevantes nas quais a geografia não está contida, por exemplo, na Universidade de São Paulo, na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, e tampouco na Universidade de Genebra, na Universidade Estadual de São Petersburgo (Rússia)[1], na Universidade de Seul (Coréia do Sul)[2] e em outros tantos membros da representativa associação de escolas profissionais das relações internacionais APSIA[3].

Uma análise curricular dos cursos de relações internacionais cadastrados no Ministério da Educação do Brasil[4] mostra que quase todas as ementas curriculares atreladas à geografia abordam aspectos geopolíticos ou ambientais. Consideram-se, então, essenciais para esses cursos os campos de estudos de geopolítica e meio ambiente, por sua vez trans e interdisciplinares.

No que diz respeito à geopolítica, considera-se que a sua essência é a análise das relações internacionais (VESENTINI 2003:44). A geopolítica “foi responsável pela elaboração de teorias sobre o poder do espaço, e no espaço, que se revelaram extremamente úteis para a condução das ‘relações internacionais’” (MARTIN 2007:10). Trata-se de um campo de estudo que surgiu ligado ao estudo da geopolítica.

Considera-se a geopolítica como um campo de estudos interdisciplinar em que se avaliam os diversos atores e as inúmeras facetas das relações de poder dentro das relações internacionais na sua dimensão espacial; não existe uma lista exaustiva de atores, porque são muitos: OIGs (organizações internacionais governamentais como a ONU), ONGs (organizações não-governamentais como a Cruz Vermelha ou o Fórum Econômico Mundial), mídia, indivíduos (por exemplo, “terroristas”),  empresas multi ou transnacionais, blocos ou mercados regionais, civilizações, nações e Estados (VESENTINI 2003:178); também as facetas das relações de poder (sobre o espaço) são inumeráveis.

O campo de estudo do meio ambiente, por sua vez, é essencial para o estudo das relações internacionais. Concebe-se a relação entre sociedade e ambiente “como a relação entre a sociedade e o espaço, que num enunciado de corte fortemente empirista apareceria como a relação entre a humanidade e a superfície terrestre, o qual numa ótica mais naturalizante poderia ser a espécie humana e o planeta Terra” (MORAES 2000:5).

O que poder-se-ia denominar sistema global está marcado por “uma crescente interdependência dos sistemas produtivos, do saber, dos regimes políticos e da problemática ambiental” (VESENTINI 2003:36). Segundo VESENTINI, desenvolveu-se uma ‘consciência ecológica planetária’, uma “idéia holística da biosfera como território comum da humanidade em contraposição aos territórios nacionais autônomos”. Seguindo esta argumentação, e tendo em vista esta perspectiva planetária sugerida, o estudo das relações internacionais torna-se essencialmente geográfico.

Qual é então o problema da inserção da ciência geográfica no ensino de relações internacionais? Seria sua especificidade, sua limitação teórica a dois campos de estudos, à geopolítica e ao meio ambiente respectivamente? Teriam as outras disciplinas (história, direito etc.) abordagens teórico-metodológicas mais importantes? Queremos mostrar brevemente que a importância da ciência geográfica para a disciplina das relações internacionais vai muito além da geopolítica e do meio ambiente.

Em MARTINS encontramos algumas respostas implícitas à pergunta por que se deveria incluir a ciência geográfica em cada curso de relações internacionais. Essa ciência teria, no nosso contexto, “como objeto a investigação da geograficidade” (MARTINS 2007:39) das relações internacionais. Essas últimas emergem da co-existência e alteridade das “nações” (admitimos que o termo “nação” pode ser problemático; trata-se de um problema ontológico das “relações internacionais”) na superfície terrestre (idem:39). A geograficidade estaria dada pelo fato de que a compreensão das relações internacionais demanda uma “descrição” (observe-se “aí o fundamento etimológico da palavra” γεω-γραφία; idem:39) dessa superfície, ou seja, “um procedimento cognitivo em que ... as [nações] necessitam ser percebidas em sua localização e, por conseguinte, em sua distribuição” (idem:39).

A localização, de seu lado, não deve ser entendida estritamente a partir das coordenadas geográficas, mas ela remete à situação das nações “dentro de uma estrutura relacional, dentro de uma estrutura de co-habitações, na qual a distância não é tomada em termos métrico-quantitativos, mas sim em termos da intensidade qualitativa da relação” (idem:48) que uma nação tem com outras “nações”. Num passo mais adiante, MARTINS (2007:48) conclui que “ter consciência geográfica é ter compreensão do Sentido de Localização”; como temos identificado essa localização como pré-requisito para entender as relações internacionais, não ter consciência geográfica significaria então não entender as relações internacionais?

O conceito de metageografia

Para localizar entidades na Terra, precisa-se de um sistema esférico de coordenadas: paralelos e meridianos. A rotação do planeta causa que um equador divide o corpo em dois hemisférios, e a obliqüidade da eclíptica causa as zonas térmicas: tropical, temperada e polar. Até aqui não faz sentido falar de geografias imaginárias. Mas quanto mais detalhada a descrição geográfica, tanto (mais) é subjetiva, reflete as atividades humanas, até que, como diz MARTINS (2007:38), obtemos determinadas representações, “em pensamento, da realidade objetiva que nos cerca. Trata-se de um processo de subjetivação que percorre procedimentos metodológicos. Uma representação subjetiva estabelecida mediante uma sistematização lógica, expressa em uma ou mais linguagens.”

Aí entra o conceito de metageografia: uma representação do espaço mundial essencialmente subjetiva. Consideramos esse termo como análogo à meta-história que propõe Hayden WHITE (1995). O sentido que WHITE dá à meta-história é o sentido reflexivo de um “estudo referente à história enquanto historiografia; por exemplo, o estudo da linguagem, ou linguagens, da historiografia.”[5] O termo surgiu como uma crítica pós-moderna à historiografia. Consideramos metageografia, por sua vez, as discursividades geográficas, a produção de concepções do espaço mundial.

Uma obra importante para nós, neste contexto, é The myth of continents: a critique of metageography de Martin W. LEWIS e Kären E. WIGEN (1997). Segundo eles (1997:ix), a metageografia é

o imaginário de estruturas espaciais mediante o qual as pessoas constroem seu conhecimento do mundo: as estruturas, os sistemas aplicados muitas vezes inconscientes que organizam os estudos de história, sociologia, antropologia, economia, ciência política, ou, ainda mais, história natural.[6]

Em outras palavras, consideramos metageográficas as estruturas, os padrões ou os modelos do espaço mundial que pretendem facilitar o entendimento deste espaço, mas que em si mesmos não são absolutos ou universalmente válidos, e podem ser cientificamente questionáveis.

Esses modelos não necessariamente estão desenvolvidos por geógrafos, mas podem ser elaborados por qualquer entidade, pessoa ou instituição. LEWIS e WIGEN mencionam como exemplos de concepções metageográficas, os “continentes”, o “Estado-nação”, a “divisão Leste-Oeste” e a “divisão Norte-Sul” do mundo (1997:1), conceitos que, segundo eles, devem ser examinados a fundo.

LEWIS e WIGEN polarizam sobre essas idéias geográficas hipostasiadas do senso comum. O que é um “continente”? Existem “Estados-nações”? A “divisão Norte-Sul” não é uma simples construção ideológica, tanto como a “divisão Leste-Oeste”? A forma de nosso planeta e a complexidade na sua superfície não proíbem simplificações tão grosseiras?

Mas os autores reconhecem ser impossível estudar a humanidade sem se servir de metageografias (1997:15).  Observa-se que

não existem, propriamente, concepções erradas de espaço ... pois ... elas são coerentes com o que se quer ver sobre o mundo. Se existe algo de “errado”, esse limite está sim na qualidade da compreensão que temos do mundo. Visões ahistóricas, carregadas de conteúdos ideológicos, situações desse tipo, cada uma delas é sustentada com uma perspectiva equivalente de espaço ... Uma situação perfeita para ilustrarmos o que por último aqui afirmamos, é o caso da geopolítica, nas suas formulações clássicas de “destino manifesto” e coisas dessa natureza. (MARTINS 2007:37)

Ressaltamos que essa problemática foi estudada implicitamente por vários autores, como: Benedict ANDERSON (1993), para quem a “nação” tem, de fato, um caráter metageográfico; Walter Mignolo, o qual desenvolveu pesquisas em torno da “construção” da “América Latina” (LEWIS e WIGEN 1997:25); e Edward SAID (2001), que escreveu sobre o “Oriente” considerado como unidade imaginada - para citar só alguns da extensa bibliografia da obra de LEWIS e WIGEN.

Os paradigmas das relações internacionais como metageografias

Retomamos a idéia de LEWIS e WIGEN de que toda consideração global de assuntos humanos  implementa uma metageografia, seja admitida ou não.[7] Os paradigmas de relações internacionais, segundo nossa opinião, correspondem a tais considerações globais. Para facilitar, utilizamos a classificação de BEDIN et al. (2000:10), segundo quais os paradigmas mais importantes são o idealismo, o realismo, a dependência, e a interdependência; admitimos que existem classificações alternativas dos quadros teóricos gerais.[8]

Observamos que a definição do termo paradigma que o politólogo John A. Vasquez nos oferece é muito parecida à definição da metageografia  de LEWIS e WIGEN anteriormente apresentada: o conceito de paradigma pode ser definido como

as suposições fundamentais que fazem os especialistas sobre o mundo que estão estudando. Estas suposições proporcionam respostas às perguntas que devem ser apresentadas antes de que comece a teorização ... . Ao responder à estas questões, as suposições fundamentais formam uma representação do mundo[.] (ARENAL 2005:26)

Veremos, no conseguinte, que cada paradigma das relações internacionais se diferencia dos outros por uma representação específica do espaço mundial:

1) O idealismo / liberalismo “otimista” (JACKSON e SØRENSEN 2003:106) dos “ideais liberal-democratas universalistas”, se baseia na imaginação de uma divisão entre “Oeste” e “resto” do mundo, na qual o “resto” se vai converter em “Oeste”, graças à universalização de desenvolvimento econômico e humano e da democracia: uma homogeneização do espaço mundial.  LEWIS e WIGEN dedicam um capítulo inteiro à esta simplificação, criticando tanto o eurocentrismo hegeliano como o discurso mais recente do “fim da história” do politólogo Francis Fukuyama. Numa esfera rotativa como nosso planeta, falar de “Oeste” não faz sentido.[9]

2) O realismo tradicional se baseia no conceito metageográfico do “parcelamento do espaço mundial em Estado-nações” num mundo anárquico onde só importam relações de poder (JACKSON e SØRENSEN 2003:68). O “Estado-nação” foi utilizado como tal pelos primeiros realistas (LEWIS e WIGEN 1997:7), enquanto que teorias realistas mais recentes fazem parcelamentos alternativos do espaço mundial: as “civilizações” de Samuel Huntington (idem:134), o “eixo do mal” do governo Bush tanto como o “eixo do bem” de Hugo Chávez são empregados da mesma maneira, ou seja, para sugerir uma superficie terrestre constituida por entidades espaciais (mais ou menos) independentes que têm relações conflitivas entre elas mesmas.

3) As teorias da dependência e do sistema-mundo se baseiam nas concepções  metageográficas da “divisão entre Norte e Sul” e da divisão do espaço mundial entre “centro”, “semiperiferia” e “periferia” (idem:135). Os pensadores que são analisados / criticados neste contexto são Fernand Braudel, Immanuel Wallerstein e André Gunder Frank. Trata-se de uma metageografia que sugere um parcelamento da superfície terrestre em função de uma hierarquia sócio-econômica. A própria concepção do mundo como um “sistema” segue essa mesma lógica (idem:137).

4) O paradigma da interdependência, por sua vez, sugere que a mobilidade crescente de pessoas, bens, informações e capital financeiro causa um “fortalecimento de interconexões globais que não obedecem à lógica restritiva das fronteiras nacionais” (BEDIN et al. 2000:245). Também sugere que todas as nações do mundo compartiriam profundos interesses comuns (BRAILLARD 1990:104). Para dar conta da complexidade deste mundo dominado por fenômenos intra ou transnacionais, surgiram, por exemplo, as metageografias da dinâmica espacial de violações dos direitos humanos, ou das supostas conseqüências de um (possível) aquecimento global.

Um pequeno exercício metageográfico

Um exemplo: O conceito de “Estado fracassado” representa uma metageografia da distribuição no espaço mundial de Estados cujos governos centrais são muito débeis de modo que não cumprem às funções constitutivas/essenciais de um Estado. Trata-se de uma concepção do mundo, que possui uma certa credibilidade no governo estadunidense, influenciando a política exterior desse país: uma metageografia que se impõe como paradigma. O desenvolvimento do conceito de “Estado fracassado” tem implicações “sobre o corpo teórico da disciplina de Relações Internacionais, com ênfase no Liberalismo, no Realismo e no Pós-Positivismo” (MONTEIRO, 2006:vii).

Figura: O mapa-múndi segundo o índice de “Estados fracassados”: Ranking dos 177 países analisados pela ONG Fundo pela Paz, publicado em 2007.[10] Na escala de cores: 1. Estado mais “fracassado” (Sudão); 177. Estado menos “fracassado” (Noruega).

Organização: P. Sutermeister, 2008

 

Algumas observações: A maior parte da América Latina está bem posicionada (com exceção de alguns países, particularmente Haiti, Colômbia, Bolívia e Guatemala); um fato interessante é a posição do Chile frente a outros países como a Alemanha, a França e a Inglaterra (e no ano 2006, melhor que os Estados Unidos). A reação negativa mais efervescente veio do governo de Paquistão, considerado como “fracassado”, já que o mesmo considerava apresentar uma organização interna relativamente consolidada, e assim, teria sido “mal-julgado”. A parte tropical da “África subsaariana”, por sua vez, está representada graficamente quase como “região fracassada”.

Ressaltamos que esta concepção do mundo é bem diferente da concepção ideológica “Norte-Sul” do espaço mundial, pois seria possível inverter o Sul e o Norte, pôr a figura às avessas: o verde continuaria nas margens e o vermelho no centro. Nota bene: mais de perto é observável que temos manipulado a escala das cores segundo nosso próprio gosto, amplificando o verde às expensas do vermelho para ressaltar os “Estados mais fracassados”. Se tivéssemos ampliado o vermelho, restariam alguns poucos Estados “verdes”, e o Brasil apareceria alaranjado. Seria possível utilizar uma escala de cores menos sugestiva, por exemplo, substituindo vermelho por azul. É este o ofício dos atores nas relações internacionais, sejam eurocentristas, meridionalistas, globalistas, nacionalistas: a metageografia.

Conclusão

Neste artigo pretendeu-se colocar em foco o conhecimento geográfico para o estudo de relações internacionais. A nossa hipótese foi que os paradigmas inerentes a esse campo de estudo correspondem ao que LEWIS e WIGEN (1997) chamariam metageografias. Retomamos a esse termo não tanto para desconstruir os paradigmas, mas para mostrar a importância da geografia. Parece problemático que em alguns cursos de graduação ou pós-graduação de relações internacionais a geografia não esteja incluída explicitamente.

 

Referências

ANDERSON, Benedict (1993): Comunidades imaginadas: reflexiones sobre el origen y la difusión del nacionalismo, Mexico: Fondo de Cultura Economica.

ARENAL, Celestino del (2005): Introducción a las relaciones internacionales, Madrid: Editorial Tecnos.

BEDIN, Gilmar Antonio, MIYAMOTO Shiguenoli, OLIVEIRA, Odete Maria de, SANTOS JUNIOR, Raimundo Batista dos (2000): Paradigmas das relações internacionais: idealismo – realismo – dependência – interdependência, Ijuí RS: Editora UNIJUÍ.

BRAILLARD, Philippe (1990): Teoria das Relações Internacionais, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

BURCHILL, Scott, LINKLATER, Andrew, DEVETAK, Richard, DONNELLY, Jack, PATERSON, Matthew, REUS-SMIT, Christian, TRUE, Jacqui (2005): Theories of International Relations, New York: Palgrave Macmillan.

JACKSON, Robert e SØRENSEN, Georg (2003): Introduction to International Relations: Theories and approaches, New York: Oxford University Press.

LEWIS, Martin W. e WIGEN, Kären E. (1997): The myth of continents: a critique of metageography, University of California Press.

MARTIN, André Roberto (2007): Brasil, Geopolítica e Poder Mundial: o anti-Golbery; tese de Livre-docência, Universidade de São Paulo.

MARTINS, Élvio Rodrigues (2007): “Geografia e Ontologia: o fundamento geográfico do ser”, GEOUSP, São Paulo, Nº 21, pp. 33 – 51: http://www.geografia.fflch.usp.br/publicacoes/Geousp/Geousp21/Artigo_Elvio.pdf [Acesso: 15 de julho de 2008.]

MONTEIRO, Leandro Nogueira (2006): O Conceito de Estado Fracassado nas Relações Internacionais; dissertação de Mestrado, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo: http://www.santiagodantassp.locaweb.com.br/br/arquivos/defesas/Leandro%20Nogueira%20Monteiro.pdf  . [Acesso: 15 de julho de 2008]

MORAES, Antonio Carlos Robert (2000): Capitalismo, Geografia e Meio Ambiente, tese de Livre-docência, Universidade de São Paulo.

SAID, Edward (2001): Orientalismo: o oriente como invenção do ocidente, São Paulo: Companhia das Letras.

VESENTINI, José William (2003): Geografia política e nova ordem mundial: uma interpretação, tese de Livre-docência, Universidade de São Paulo.

WHITE, Hayden (1995): Meta-história: A imaginação Histórica do Século XIX, São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo.

 

* Mestrando em Geografia Humana na Universidade de São Paulo. Licenciado em Relações Internacionais pela Universidade de Genebra (Suíça).

[1] Ver ementas: School of International Relations, St. Petersburg State University: http://www.sir.edu/english/lecture/ [Acesso: 15 de julho de 2008].

[2] Ver ementas: Graduate School of International Studies, Seoul National University: http://gsis.snu.ac.kr/Faculty/FullTimeProfessors/index.jsp [Acesso: 15 de julho de 2008]

[3] A página web da APSIA: http://www.apsia.org/apsia/index.php [Acesso: 15 de julho de 2008].

[4] Banco de dados do Ministério de Educação: http://www.educacaosuperior.inep.gov.br/funcional/busca_curso.stm [Acesso: 15 de julho de 2008].

[5] FERRATER MORA, José (2001): Dicionário de Filosofia, tomo III (K-P), São Paulo: Edições Loyola, p.1956. Ressaltamos que metageografia pode ter outro sentido se for formado por analogia com metafísica; então designaria toda investigação do que se encontra “para além da Geografia”, dos fundamentos últimos da Geografia, do sentido ou destino da Geografia etc. Menciona-se que o termo metageografia aparece num tal contexto no artigo “O direito à cidade e a construção da metageografia” de CARLOS, Ana Fani Alessandri (2005): Revista Cidades, v.2, n.4, p.221-247.

[6] Em inglês: “the set of spatial structures through which people order their knowledge of the world:  the often unconscious frameworks that organize studies of history, sociology, anthropology, economics, political science, or even natural history.”(LEWIS et al. 1997:ix)

[7] LEWIS e WIGEN 1997:ix: “Every global consideration of human affairs deploys a metageography, whether acknowledged or not.”

[8] ARENAL (2005), por exemplo, considera o liberalismo como parte da tradição teórica do realismo. BURCHILL et al. (2005), em vez de falar de paradigmas, considera nove teorias: Realismo, Liberalismo, Escola Inglesa, Marxismo, Teoria Crítica, Pós-Modernismo, Construtivismo, Feminismo e Políticas Verdes.

[9] Since “the world is round, what can this word [the West] mean?” LEWIS e WIGEN (1997:48) desenvolvem esta idéia de uma maneira radical.

[10] Índice anual de “Estados Fracassados” de 2007, publicado pela ONG Fundo pela Paz: http://www.fundforpeace.org/web/index.php?option=com_content&task=view&id=229&Itemid=366 [Acesso: 15 de julho de 2008].

 

 

 

 

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