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MÁRCIA MARIA TAIT LIMA
Mestranda em Política Científica e
Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP);
pesquisadora do Grupo de Análise de Política de Inovação (GAPI);
e bolsista da Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São
Paulo (FAPESP)

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Reflexões sobre o desenvolvimento tecnológico
na América Latina: desafio da adequação
Márcia
Maria Tait Lima
Resumo
O artigo tem como proposta
central a discussão da necessidade e limites do
desenvolvimento tecnológico endógeno na América Latina.
Partiremos de uma breve incursão no referencial teórico
da Cepal – Comissão Econômica para América Latina e
Caribe, Teoria da Dependência (vertente marxista) e em
algumas obras de Celso Furtado, com intuito de obter um
panorama crítico geral. Num segundo momento, traremos
para um nível mais concreto a discussão sobre as
alternativas tecnológicas. Para tanto, buscamos algumas
idéias e propostas trazidas pelo movimento de Tecnologia
Apropriada (TA), por partirem de uma concepção de que a
tecnologia deve ser localmente produzida e visar o bem
estar ou desenvolvimento local. Por fim, discutimos as
contribuições da Teoria Crítica da Tecnologia de
Feenberg para pensar na construção de artefatos
tecnológicos a partir uma nova racionalidade e valores.
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1. Contexto e entraves para
incorporação do progresso técnico na América Latina
O pensamento da Cepal e a Teoria da
Dependência (vertente marxista) surgem num momento histórico marcado
pela busca de formulação de um pensamento regional
(latino-americano) sobre o desenvolvimento. O pensamento cepalino
desponta no pós-guerra (1948) e a Teoria da Dependência na década de
60, fazendo uma crítica ao pensamento desenvolvimentista que, na
opinião de seus teóricos, desconsiderava as dificuldades para as
economias periféricas se desenvolverem num contexto capitalista
internacional baseado na relação de dependência. Mas, o que buscamos
nesse trabalho não são as diferenças e, sim, os pontos convergência
dessas duas correntes de pensamento sobre a América Latina, mais
especificamente, suas contribuições para discussão sobre o
desenvolvimento tecnológico endógeno. A escolha de privilegiar a
obra de Celso Furtado busca auxiliar essa conciliação. Furtado
desenvolveu estudos que se inserem no contexto desenvolvimentista
cepalino, mas também, promoveu uma análise aguda sobre o
subdesenvolvimento e desenvolvimento como fenômenos qualitativamente
diferentes e não como etapas de um mesmo processo.
A análise dos cepalinos esteve
fortemente vinculada ao entendimento da industrialização dos países
periféricos, sua forma de incorporar o progresso técnico e como esse
processo poderia impulsionar o desenvolvimento. A inserção dos
países latino-americanos na economia mundial como periferia -
produtores de bens e serviços pouco dinâmicos e importadores de bens
e serviços intensivos em capital - influenciou na forma como esses
países incorporaram o progresso técnico. Seu papel foi basicamente o
de “absorvedores de tecnologias adequadas ao centro, mas
frequentemente inadequadas à disponibilidade de recursos e ao nível
de renda da periferia” (BIELSCHOWSKY, 2000, p. 22).
Em O Mito
do Desenvolvimento Econômico (FURTADO,
1972), o autor faz uma crítica sobre a visão dos economistas sobre o
progresso técnico. Segundo Furtado, o desenvolvimento econômico,
tal qual vem sendo praticado nos países que lideraram a Revolução
Industrial, nunca poderia ser universalizado, conforme apregoava a
imensa maioria dos economistas entre 1950 e 1970. De maneira
complementar a essa crítica, o autor desenvolve também nos livros
Raízes do Subdesenvolvimento e Desenvolvimento e
subdesenvolvimento, uma análise histórico- econômica sobre a
formação das sociedades de base industrial e a incorporação do
progresso técnico.
Desenvolvimento e subdesenvolvimento
devem ser considerados como dois aspectos de um mesmo processo
histórico, ligado à criação e a forma de difusão da tecnologia
moderna. (FURTADO, 2003, p. 88).
Essa idéia de desenvolvimento e
subdesenvolvimento como parte do mesmo processo histórico
capitalista é o cerne também da Teoria da Dependência. São dois
momentos de um mesmo processo, marcados por antagonismos e
complementaridades, que estão ligadas diretamente à relação de
dependência (BONENTE e CORRÊA, 2007). Para a vertente marxista da
Teoria da Dependência, a inserção das economias dependentes no
capitalismo global, é fundamental para entender, tanto a inserção
latino-americana na divisão internacional do trabalho, quanto às
formas assumidas pelas relações de produção internas nas economias
dependentes (BONENTE e CORRÊA, 2007). A inserção internacional das
economias periféricas, baseada na especialização em produtos
primários, e a conseqüente deteriorização dos termos de troca foi
amplamente analisada pela Cepal. A baixa capacidade de incorporar
tecnologia estaria vinculada, principalmente, a uma estrutura de
produção e emprego que impede reter o fruto do progresso técnico e a
um modelo de industrialização reativa (modelo de substituição de
importação).
1.2. Heterogeneidade tecnológica,
rigidez tecnológica e tecnologias inadequadas
A modernização dos países periféricos
ocorreu de forma diferente dos países centrais/desenvolvidos. Houve
uma primeira fase de industrialização pouco intensa, marcada por
“indústrias ligeiras” que produziam produtos como tecidos e
alimentos elaborados voltados a demandas internas. Em alguns países
latino-americanos, como o Brasil, o processo de industrialização foi
impulsionado pela chamada substituição de importações. A produção
foi pautada no atendimento de demandas das classes altas, o que
provocou uma “modernização de fachada”, na qual a produção de
produtos diversificados e sofisticados não foi acompanhada por um
processo de acumulação e progresso técnico (FURTADO, 1974).
Assim, a tecnologia incorporada nos bens
de capital não se relacionava com nosso nível de acumulação da
sociedade, mas com um perfil de uma minoria modernizada, formando um
contexto típico de uma situação de heterogeneidade tecnológica. Esse
processo ocasiona uma redução das opções de escolha entre formas de
produzir com coeficientes de capital por trabalhador diferente.
Consolida-se, então, um padrão de utilização de processos intensivos
em capital, caracterizando um cenário de rigidez tecnológica
(FURTADO, 2003), que dificulta a adoção de tecnologias mais
adequadas ao contexto latino-americano.
Nos próximos itens abordaremos algumas
proposições sobre o desenvolvimento de tecnologias que podem ajudar
a reverter essa relação fixa entre capital-trabalho (rigidez
tecnológica), com a incorporação de valores e características mais
adequadas ao contexto latino-americano. Buscaremos mostrar que a
definição de Tecnologia Apropriada e os conceitos de racionalização
subversiva ou democrática propostas por Feenberg fornecem elementos
para pensar numa maneira diferente de produzir tecnologia, por
princípio, endógena e contextual e incorporando valores e
características que favoreçam um desenvolvimento mais equânime.
2. A Tecnologia Apropriada como um
caminho possível para o desenvolvimento endógeno e adequado a AL
O desenvolvimento tecnológico (progresso
técnico) endógeno é apontado como um fator central para impulsionar
ou travar o desenvolvimento dos países latino-americanos segundo
duas das principais correntes que se dedicaram ao estudo sobre o
desenvolvimento na região – cepalina e dependentista (como abordado
na seção anterior).
A geração endógena de tecnologias
(produzidas a partir e para a realidade periférica)
reduziria os entraves para o desenvolvimento causados pela rigidez e
inadequação tecnológica. Não é prudente ignorar que a maioria do
desenvolvimento tecnológico, desde a Revolução Industrial, ocorreu
nos países desenvolvidos, o que torna o conjunto de tecnologias
disponíveis, limitado e inadequado aos países periféricos (STEWART,
1978).
Nessa seção, focaremos nossa análise em
possíveis alternativas tecnológicas para o contexto específico dos
países periféricos. Em nosso estudo, privilegiaremos a opção pelo
desenvolvimento de tecnologias apropriadas (TA, por entendermos que
esse tipo de tecnologia têm como pressuposto a adequação ao contexto
social, econômico e cultural no qual é produzida.
A palavra tecnologia pode ser definida
sumariamente como as técnicas, sendo métodos ou máquinas, que podem
ser desenvolvidas introduzidas e modificadas em determinados
ambientes. O seu desenvolvimento é essencialmente um processo
histórico, o que significa que o tempo e circunstancias de seu
desenvolvimento influenciam fortemente suas características (STEWART,
1978). Assim, de certa forma, toda tecnologia é apropriada, ou seja,
é incorporada por determinado grupo social e significada. Porém, a
questão da TA leva a discussão para um passo além. “Toda, tecnologia
é apropriada: a questão é para que” (HERRERA, 1981, p. 23).
A origem da idéia de tecnologia
apropriada remonta o início do século XX quando Gandhi desenvolve
uma abordagem para manutenção e disseminação das tecnologias
tradicionais das vilas indianas, incentivando a produção para
atendimento as necessidades dos habitantes dessas vilas por meio de
cooperativas familiares. Gandhi concebeu um tipo de tecnologia que
deveria ser desenvolvida a partir de uma abordagem integrada de
desenvolvimento sócio-econômico e cultural para atender demandas
locais. Essa abordagem foi esquecida até a década de 60, quando
ocorre sua re-emergência por meio do conceito de tecnologia
apropriada ou intermediária (HERRERA, 1981).
Atualmente, a literatura define a TA a
partir de uma elaboração conceitual e\ou por suas aplicações.
Stewart (1987) propõe que uma primeira forma para definir as
tecnologias apropriadas é relacionando esta à economia de bem estar
social. Assim, as TAs seriam àquelas que maximizam o bem estar
social e promovem um uso ótimo dos recursos disponíveis para o
desenvolvimento. Uma segunda possibilidade de definição é feita,
associando a TA, a um conjunto de características, algumas das mais
encontradas são: maior utilização de trabalho; menor qualificação do
trabalhador; maior utilização de recursos e matérias-primas locais;
menores escalas; causar menos impactos ambientais; ser mais
adequadas aos consumidores dos países em desenvolvimento; dentre
outras.
Além dessas características agrupadas
por Stewart, é importante lembrar que na concepção gandhiana,
recuperada por Herrera (1981), uma característica fundamental da TA
é o desenvolvimento com a participação da população que utilizará a
tecnologia, incorporando seu conhecimento empírico e suas
aspirações. O desenvolvimento tecnológico a partir de metodologias
que permitam incorporar esse conhecimento empírico/tradicional além
de ser um fator importante para determinar a real adequação da
tecnologia e, portanto, permitir a difusão de seu uso, é um recurso
valioso que poderia diminuir custos tecnológicos para resolver
problemas fundamentais da população latino-americana.
Como lembra Stewart (1987), de acordo
com essas características as TAs podem ser apropriadas em um
contexto e inapropriadas em outro. Tudo vai depender dos recursos
materiais, da cultura e da estrutura sócio-econômica de cada
sociedade. Essas tecnologias, como levantado por Herrera (1981), são
mais flexíveis para utilização em sociedades duais (sociedades nas
quais coexiste setores modernos e arcaicos). Assim, seu
desenvolvimento é mais adequado para atender as necessidades de
produção-consumo de amplos setores não atendidos pela tecnologia
convencional.
Partidária de muitas das idéias do
movimento de TA, recentemente no Brasil (final da década de 90),
começa a ocorrer uma mobilização social para desenvolvimento e
disseminação da chamada Tecnologia Social (TS). Apesar de não
possuírem um marco conceitual consolidado, as entidades que apóiam,
desenvolvem ou estudam esse tipo de tecnologia, já formam uma rede
no Brasil – a Rede de Tecnologia Social (RTS) – com mais de 500
entidades participantes. Essa Rede é composta, principalmente, por
Movimentos Sociais (que são a maioria), Organizações Não
Governamentais (ONGs), Universidades e órgãos ligados ao Governo.
Para Dagnino (2004), a TS possui um
conjunto de características que se contrapõem a tecnologia
convencional (capitalista). Tais como: ser adaptada a pequenos
produtores e consumidores de baixo poder econômico; não promovedora
do controle, segmentação, hierarquização e dominação nas relações
patrão-empregado; orientada para o mercado interno de massa;
incentivadora do potencial e da criatividade do produtor direto e
dos usuários; e capaz de viabilizar economicamente empreendimentos
como, cooperativas populares, incubadoras e pequenas empresas.
Assim, a TS surge como uma crítica a
tecnologia capitalista e de uma percepção, mesmo que ainda difusa,
da necessidade de pensar o desenvolvimento tecnológico no Brasil a
partir de um enfoque de inclusão social (TAIT, DAGNINO e FONSECA,
2007). Acreditamos que esses dois “movimentos” - o da Tecnologia
Apropriada e o da Tecnologia Social – mostram caminhos alternativos
para o desenvolvimento tecnológico endógeno e adequado na América
Latina.
2.1. Para além da ‘tecnologia
universal moderna’: os valores e as escolhas na construção de
tecnologias adequadas para novos atores e trajetórias
No âmbito da Filosofia da Tecnologia, a
obra de Feenberg contribui para o debate sobre a possibilidade e
necessidade de realizar escolhas diferenciadas, conduzindo o
progresso técnico para uma direção radicalmente diferente da tomada
pela tecnologia moderna. Sua obra oferece alguns apontamentos sobre
como mudar o direcionamento do progresso técnico em direção a uma
relação entre sociedade e tecnologia que incorpore os princípios
democráticos ao invés das relações habituais de poder, hierarquia,
perda de controle do trabalhador e produtividade e eficiência
descolada de valores sócio-ambientais e culturais.
O desenvolvimento do que o autor chama
de uma Teoria Crítica da Tecnologia, parte de um profundo
questionamento, baseado principalmente na corrente Construtivista da
Sociologia da Tecnologia. Questiona as “forças” que tentam imputar
ao desenvolvimento tecnológico um caráter determinista (autônomo e
gerador das mudanças sociais) e neutro (pautado apenas em escolhas
racionais, na técnica e eficiência). As idéias de Feenberg
corroboram a visão de Stewart (1978) da tecnologia como resultado de
um processo eminentemente histórico, portanto, com características
fortemente influenciadas pelo contexto. Para Feenberg (s/d), uma das
principais falhas das teorias comumente propagadas é a identificação
da tecnologia em geral com as tecnologias específicas que se
desenvolveram no último século no Ocidente.
Essas são tecnologias de conquista
que aparentam ter uma autonomia sem precedente; suas origens
sociais e impactos estão escondidos (...) Esse tipo de
tecnologia é uma característica particular de nossa sociedade e
não uma dimensão universal da modernidade como tal. (FEENBERG ,
s/d)
Assim, existiriam diferentes soluções
técnicas possíveis para um problema, que são escolhidas,
significadas e interpretadas pelos grupos sociais. As tecnologias
teriam diversas possibilidades inexploradas e constituiriam um campo
social de luta, onde podem ocorrer alternativas. Nesse ponto,
insere-se um aspecto interessante de sua reflexão que pode ser
relacionado ao desenvolvimento das TAs. Esse aspecto é o que
Feenberg denomina ambigüidade da tecnologia e
flexibilidade dos artefatos tecnológicos.
A idéia de ambigüidade parte do
reconhecimento do forte grau de vinculação de uma tecnologia com o
contexto no qual foi gerada, o que pode ser comparado com o entrave
da rigidez já mencionado anteriormente, mas também vislumbra nas
trajetórias tecnológicas uma certa flexibilidade que permite seu
re-direcionamento atendendo a novas necessidades. O código técnico,
constituído pelas características inseridas no desenho tecnológico,
poderia ser modificado inserindo características “não econômicas”
como conferir maior autonomia ao trabalhador, maior intensidade de
mão-de-obra, não agressão ao meio ambiente, etc.
Para a reconstrução da tecnologia
moderna, a Teoria Crítica propõe ações baseadas na racionalização
democrática ou racionalização subversiva. Essa racionalização
“pretende estender a democracia também a tecnologia” (FEENBERG,
2003) e se daria por meio da participação de novos atores e valores
na definição dos projetos e trajetórias tecnológicas. Esse processo
de “política democrática radical da tecnologia” ocorreria com a
abertura do espaço de desenvolvimento técnico para que seja
governado a partir de dentro. Para Feenberg, é possível alcançar um
novo tipo de sociedade com a incorporação do conceito de democracia
ao cerne dos desenvolvimentos tecnológicos (FEENBERG, 1999).
Referências
BIELSCHOWSKY, R. Cinqüenta Anos de
Pensamento da Cepal – uma resenha. In: ____________ (org),
Cinqüenta Anos de Pensamento da Cepal. Rio de Janeiro e São
Paulo: Record, Cepal, 2000,, v.1, p. 13-68.
BONENTE, B.; CORRÊA, H. A utopia do
desenvolvimento. Artigo apresentado no
V Colóquio Internacional Marx e
Engels, 2007.
DAGNINO, Renato. A tecnologia
social e seus desafios. Fundação Banco do Brasil. Tecnologia
Social: uma estratégia para o desenvolvimento. Fundação Banco do
Brasil: Rio de Janeiro, 2004.
DUARTE, P.H e GRACIOLLI, E.J.
(2007) A Teoria da Dependência: Interpretações
sobre o (Sub)Desenvolvimento na América Latina. Artigo
apresentado no V Colóquio
Internacional Marx e Engels.
FEENBERG, A.
Questioning Technology. London: Routledge, 1999.
FEENBERG, A. (2003) O que é
filosofia da tecnologia? Disponível em: <http://wwwrohan.sdsu.edu/faculty/feenberg/oquee.htm>.
Acesso em: 17-12-2007.
FEENBERG, A. (s/d) Racionalização
Subversiva: Tecnologia, Poder e Democracia, Disponível em: <http://www.sfu.ca/~andrewf/demratport.doc>.
Acessado em: 20-02-2008.
FURTADO, C. O Mito do
Desenvolvimento Econômico. São Paulo: Civilização Brasileira,
1972.
FURTADO, C. Raízes do
Subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira,
2003.
FURTADO, C. Desenvolvimento e
subdesenvolvimento. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961.
HERRERA, A. O
The generation of technologies in rural áreas. In: Wold
Development, v. 9, pp. 21-35, 1981.
STEWART, F.
Technology and Underdevelopment. London: MacMillan Press, 1978.
STEWART, F.
Macro-Policies for Apropriate Technology: an Introductory
Classification”. In: Stewart (ed) Macro-Policies for Apropriate
Technology in Developing Countries. London: Westview Special
Studies, Westview Press, 1987
TAIT, M.M.L.; DAGNINO, R.P; FONSECA;
R. Um enfoque tecnológico para a inclusão social. Artigo
apresentado no XII Seminário Latino-Iberoamericano de Gestion
Tecnológica - ALTEC 2007.
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