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ALOÍSIO RUSCHEINSKY
Doutor em Sociologia pela USP,
ex-professor do Mestrado de Educação Ambiental, FURG/Rio
Grande/RS, docente do PPGCS, Unisinos
LAURA LEAL
MOTA
Professora, Mestre em Educação
Ambiental, FURG
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Na prática social compreender abordagens ambientais
por Aloísio Ruscheinsky
& Laura Leal Mota
As reflexões e discussões sobre o meio ambiente há
muito abandonaram o âmbito restrito do estudo dos fenômenos
naturais, suas manifestações e reações. A natureza como uma fonte de
recursos inesgotáveis tem sido a visão predominante, ou ainda, a
tentativa de tudo vir a tornar-se mercadoria. No rumo deste impasse
o presente trabalho é o resultado de uma pesquisa que procurou
conectar meio ambiente, outras abordagens, educação e terceira
idade.
O processo de preocupação com a sorte do meio
ambiente foi motivo para se ter lançado uma nova abordagem diante da
crise gerada pelos desgastes dos recursos ambientais. Os fenômenos
da natureza praticamente estavam controlados no ritmo da
modernidade, a ciência já penetrava no mais íntimo recanto da vida;
entretanto, faltava controlar o ímpeto perverso e destruidor que
coloca o interesse material de apropriação desenfreada acima de
qualquer outro que rima com sustentabilidade. Ora vítima, ora vilã,
a espécie humana é a principal personagem nesta desastrosa relação
ao meio que a cerca. Ao romper, pela sua interferência, com o
aparente equilíbrio do ecossistema, encontra-se na mais importante
encruzilhada de sua história e, se não encontrar o rumo adequado de
dialogar com o meio ambiente, estará colocando em risco a
continuação de sua existência.
As incertezas fazem brotar interrogações, como as
seguintes: a solução para a crise ambiental poderia emergir a partir
da dimensão desenvolvida no interior de uma nova ética ambiental,
que reconhece relações e valores inerentes aos recursos ambientais e
atribui significação à educação ambiental e aos saberes de um
paradigma emergente? Todavia, na atual situação, o fato de residirem
no espaço urbano, traduz-se como um fator novo para repensar o modo
de compreensão do meio ambiente. Mudaram as circunstâncias de vida,
modificaram-se também os seus referenciais acerca da cultura, ou
seja, fazem-se presentes condições para a emergência da
reflexividade.
As preocupações com as questões ambientais certamente
não têm uma resposta única. Contudo, partilhamos nossas concepções
com aqueles que acreditam estarem inseridos num processo de educação
ambiental e com as propostas que possam alterar profundamente a
convivência entre os seres vivos. De tal forma a gerar uma nova
abordagem do ecossistema e de compreensão da biodiversidade.
O estudo realizado procurou responder indagações
sobre alguns pontos considerados cruciais: a ótica das pessoas de 3ª
idade concernente a sua prática social relativa ao meio ambiente,
com manuseio direto de recursos naturais. Os idosos consideram sua
atuação de outrora como trabalhadores, como uma atividade que tenha
contribuído para a preservação do meio ambiente ou, ao contrário,
admitem ser também um pouco responsáveis pelos prejuízos hoje
constatados. Compreendem que a saúde tenha sido afetada pelo
manuseio de recursos naturais e o uso de produtos químicos. Por
vezes ainda possuem uma noção de que seu cotidiano no espaço urbano
continua a ter um nexo com o meio ambiente uma vez que o modo de
vida urbano afeta a sustentabilidade. Como agentes da história
percebem que a sua experiência pode contribuir na educação das novas
gerações: com a licença de Boaventura Souza Santos, admoestando
contra todo fastio, descrença e indiferença, afeiçoar-se à crítica
da razão indolente e sintonizar-se contra o desperdício da
experiência (SANTOS, 2000).
Diante da crise ambiental parece também importante
realizar um estudo que priorize o entrelaçamento entre os campos da
educação, do meio ambiente e da 3ª idade. Os dois últimos elementos
da tríade realmente têm sido, nos últimos tempos, objeto de estudo
dos mais variados campos da ciência, na medida em que os idosos vêm
despontando como um grupo social emergente e de outro a crise
ambiental uma preocupação crescente. Esperamos que as respostas
obtidas e as análises feitas possam nos conduzir aos caminhos de uma
proposta de educação ambiental para os grupos de convivência da 3ª
idade como forma de incluí-la na elaboração de uma sociedade
sustentável.
Sociedade sustentável: somando o presente ao
futuro
Seguramente, se os recursos sobre a terra fossem
administrados com eficiência e sustentabilidade seriam suficientes
para suprir necessidades de toda biodiversidade. A partir de uma
visão holística e da parcimônia compreende-se que a população humana
sobre a face da terra ainda goza da possibilidade de se encontrar o
suficiente para prover as necessidades de todos, porém não para a
ganância de todos, que se revestem em múltiplos desejos e supostas
necessidades sem fim. Vale dizer: o que se deseja e se espera na
ótica da sustentabilidade é as pessoas aprenderem a usar os recursos
naturais renováveis com intervalos suficientes, respeitando a taxa
de regeneração; descobrir substitutos para os recursos
não-renováveis antes que eles se extingam; equacionar a questão do
lixo e poluentes em geral, de forma que o ecossistema possa
absorvê-los sem prejuízos irreparáveis, reaproveitando os materiais
e reciclando o máximo possível; conservar a biodiversidade como
forma essencial de manter a evolução biológica; favorecer condições
para que as novas gerações adotem novos estilos de vida, poupando
energia e evitando qualquer tipo de desperdício; enfim, sustentar a
vida em todas as suas formas. As nações ricas necessitam frear o
consumo, o desperdício e o fastio, muito além das necessidades
reais, e aos povos pobres, urge ser dada a oportunidade de um
consumo que permita viver com um mínimo de dignidade.
Cavalcanti assinala: “não se trata de listar regras
ou oferecer receitas para se atingir a sustentabilidade até porque,
no mundo complexo das sociedades humanas, cada situação, desde a de
um grupo indígena vivendo remotamente na Amazônia, ... tem seus
próprios desafios, que é preciso compreender antes de se propor
qualquer medida” (CAVALCANTI, 1997, p. 22). No entanto, torna-se
urgente que se pense em princípios e se busquem referências,
marcadamente se considerarmos os aspectos éticos da questão a qual
nos faz reconhecer que os seres vivos, e principalmente os seres
humanos devem ter seus mínimos direitos assegurados. Alguns autores
são enfáticos ao afirmarem: “A sustentabilidade não é uma meta a ser
atingida, mas um processo contínuo. No entanto, um pré-requisito
para a formulação de uma política relativa a sustentabilidade é uma
visão do estado do mundo em direção ao qual desejamos avançar” (PROOPS
e outros, 1997, p.106).
A legislação propõe medidas de prevenção e sanções
para crimes ambientais, entretanto as Organizações não
Governamentais (ONGs), transformam a questão ambiental em uma
questão de militância. Como era de se esperar, as alternativas
convergiram preferencialmente em ações que têm embasamento na
educação.
Enraizando sustentabilidade a partir de novas
abordagens
A noção de educação ambiental foi concebida no seio
do movimento ambientalista como mediação para instigar os cidadãos
rumo a ações ambientalmente corretas. Contudo, nos eventos
internacionais e no universo da escolar que o termo educação
ambiental foi conhecido com a recomendação de que deveria tornar-se
parte essencial da educação de todos os cidadãos. Todas as
recomendações e decisões dos tratados internacionais sobre o tema
tornam evidente que a Educação Ambiental é indispensável para
conseguir aplicar formas mais sustentáveis de interação entre
sociedade e natureza, bem como soluções para os problemas
ambientais.
Ruscheinky e Garcia assim opinam: “parece do senso
comum que precisamos achar saídas ante a degradação ou esgotamento
de recursos naturais e o atual estágio de pilhagem e saque, sem
atenção adequada à sustentabilidade, precisa ser modificado. A
questão fundamental consiste na construção das alternativas e na
conjugação dos atores que, com as respectivas mediações, irão
executá-las. A educação ambiental traz em si essa perspectiva,
contudo há um longo caminho a ser percorrido” (RUSCHEINKY E GARCIA,
2002, p.16). Como mudar as atitudes, esbarrando diante de conceitos
consolidados que proclamam ter o progresso sempre o preço da
degradação ambiental? Diante disso, floresce a pergunta: em que
consiste e se é possível efetivar a educação ambiental?
A crise paradigmática também atinge a educação e os
educadores que se interrogam sobre si mesmos, sobre o papel da
escola como uma instituição e de todas as organizações educativas,
na sociedade moderna e industrializada, caracterizada pela
globalização da economia e das comunicações, pelo pluralismo
político, e pela emergência do poder local. Nessa sociedade,
contraditoriamente, também cresce a reivindicação pela autonomia
contra toda forma de uniformização e desejo de afirmação da
singularidade de cada região, de cada língua. Enfim, a
multiculturalidade é a marca mais significativa do nosso tempo.
A pedagogia problematizadora (FREIRE, 1996) foi
construída a partir de sua experiência com o intuito de proporcionar
aos educandos uma leitura do mundo menos mitificada e mais realista.
Podemos concluir que tenha lançado as bases teóricas do que
consideramos ser uma educação ambiental para o nosso tempo, que
valorize as novas tecnologias e abordagens, sobretudo, abordagens
múltiplas (RUSCHEINSKY, 2002). O ideário pode contemplar um
significado revolucionário na medida em que afirma ser a educação
ambiental um instrumento de política para a mudança cultural. Como
bem convém enfatizar como significativo, o “por que” fazer educação
ambiental, o “para que” e o “como fazer”. Efetuar um projeto de
educação ambiental em certos espaços sociais é de fácil
concretização na medida em que resulta em ações que oportunizam
profunda simpatia na sociedade. A mesma tecnologia empregada no
processo que está esgotando a natureza, é capaz, também, muitas
vezes, de produzir efeitos sofisticados de recuperação. Como
exemplo, temos ferramentas que reciclam resíduos com avançados
processos e até mecanismos que são capazes de despoluir as águas.
Todavia, a contradição presente em todos os processos sociais também
aponta de forma contundente, a mídia sobrevive com a tarefa de
encantar o olhar do consumidor e forma que se consumam sempre mais
objetos do desejo que degradam o ambiente e esgotam os recursos
naturais. Na verdade, na sociedade consumista, o que importa é
vender: vende-se primeiro o que é nocivo inclusive sob o discurso de
qualidade de vida; depois vende-se mais para reparar os danos.
A partir dessa visão as iniciativas de educação
ambiental vão fortalecer os grupos sociais e as comunidades,
incentivando os indivíduos a participarem ativamente da resolução de
problemas no contexto local, evoluindo para as grandes ações, como
as de apoio ou crítica a um tipo de crescimento econômico que
repercuta sobre suas condições de vida. De acordo com Santos e Sato
(2003), da educação ambiental não se esperam soluções mágicas ou de
maneira automática para os complexos problemas ambientais locais ou
planetários, porém consolida-se na medida em que possa influenciar a
formação de cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres.
A maior conquista política conservacionista talvez
tenha sido a inclusão, na nova Constituição Brasileira de 1988, de
um capítulo dedicado ao Meio Ambiente, fato mundialmente inédito.
Neste capítulo (VI, art. 225) ficou estabelecido que: “todos têm
direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso
comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao
poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo
para as presentes e futuras gerações”.
Por sua vez, o Estado do Rio Grande do Sul, em 03 de
agosto de 2000, através da Lei nº 11.520, instituiu o Código
Estadual do Meio Ambiente, dedicando o capítulo IV à Educação
Ambiental, prevendo em seu art.27: “Compete ao Poder Público
promover a educação ambiental em todos os níveis de sua atuação e a
conscientização e a conscientização da sociedade para a preservação,
conservação e recuperação do meio ambiente”.
Educação Ambiental para todas as idades
Pelas suas funções e forma que apresenta, assim como
seus objetivos, a educação ambiental reveste-se obrigatoriamente
como uma prática educacional que se encontra em sintonia com a vida
em sociedade. Somente poderá efetivar-se caso os membros da
sociedade em seus agrupamentos participarem, de acordo com suas
qualidades, das mais simples às mais complexas. Enfim, os mais
jovens, com seu vigor e agilidade, e os mais velhos, com suas
experiências acumuladas e sua disponibilidade, entre outras
competências de acordo com as circunstâncias.
Cabe por isso salientar que nesse processo todos
estão sendo chamados a se engajar, sejam ONGs, grupos
ambientalistas, universidades, poder público e sociedade em geral.
Não é de estranhar, pois, que se convoquem as pessoas da 3ª idade
para esse imenso diálogo entre sociedade e natureza. Acredita-se que
nessa alternação de falas irão surgir as alternativas para impasses
acima configurados. “O pensar em educação ambiental apóia-se,
portanto, no diálogo entre a educadora e o educador e os grupos
sociais, que, através de suas representações, podem auxiliar as mais
diversas políticas públicas na solução de problemas sociais e
ambientais” (RUSCHEINSKY E GARCIA, 2002, p.11).
Valorizando o intercâmbio e a informação a educação
ambiental deve se basear no diálogo entre gerações e culturas em
busca da tripla cidadania: local, continental e planetária. Uma
relação baseada no diálogo deve substituir a ordem vigente que é
estratificada e linear, com uma hierarquia predominantemente
masculina; cedendo espaço para uma ordem intrinsecamente flexível,
progressiva, interdependente e solidária. A educação ambiental neste
espectro amplo está proposta para todas as idades ou enfatizando ser
ministrada a todas as pessoas de qualquer idade em todos os níveis.
Não é só possível, mas também desejável a direção de
uma educação ambiental, para as pessoas da 3ª idade. Concordamos com
Dias quando afirma: “Por ser um processo que deve durar por toda a
vida, a educação ambiental pode ajudar a tornar mais relevante a
educação geral. Ela é mais do que apenas um aspecto particular do
processo educacional, e deve ser considerada como uma excelente base
na qual se desenvolvem novas maneiras de viver em harmonia com o
meio ambiente – um novo estilo de vida. Deve dirigir-se a todos os
membros da comunidade, no que diz respeito às necessidades e
interesses das diferentes faixas etárias e categorias
sócio-ocupacionais, e adaptar-se aos diversos contextos
socioeconômicos e culturais, considerando as desigualdades regionais
e nacionais” (DIAS, 1998, p.84).
Ambientalismo, sustentabilidade, com certeza, não são
expressões totalmente desconhecidas pelos idosos porque,
constantemente estão a ocupar a mídia. Por outro lado, elas soam
como conceitos distantes deles, relacionadas ao poder instituídos ou
a movimentos dos ecologistas, ou restritos ao poder dos jovens. As
pessoas em idade avançada não só podem, como têm direito a uma
educação ambiental, como exercício de sua cidadania. Os grupos de
convivência da 3ª idade parecem-nos favorecer para o despertar de
novos sujeitos sociais, através de atividades dirigidas para
objetivos como, por exemplo, o zelo pela natureza. Nessa
perspectiva, objetivam apreender dados, fatos e informações a
respeito de uma interação renovada com o meio ambiente. Acreditamos
que suas manifestações, suas representações, produzam o efeito de
uma reflexão e reformulação da subjetividade para que possam passar
os limites de meros expectadores da revolução verde e
constituírem-se atores neste novo cenário de revolução da cultura
ambiental.
De outro lado, observa-se a ampliação de direitos no
Brasil e o declínio nas condições de sua efetivação, especialmente
em função da sobreposição do mercado a agenda política. Neste
sentido, as circunstancias empurram para a observação de um sujeito
insuficiente (PINTO, 1999) para fazer valer a máxima do direito a
ter direitos, especialmente em face do duplo esgotamento dos
sujeitos políticos no início do século XXI, ante a magnitude que as
questões ambientais apresentam, as institucionalização das ONGs e ao
esmorecimento dos movimentos sociais urbanos.
Considerações finais: desfechos antes do que um final
Como política, a educação ambiental amplia-nos a
dimensão necessária para compreendermos que, acima de nossa
comunidade familiar, da dimensão regional, encontra-se o âmbito
nacional e sua conjugação de forças políticas. Tímidos passos já
foram dados nessa longa caminhada em busca uma sociedade
sustentável, alvo da educação ambiental. No percurso, muitos são os
desafios, as controvérsias, as contradições e os interesses em jogo.
No caso brasileiro, após longos e acirrados debates na sociedade,
entre setores do ambientalismo e do Estado, vem à luz e formalizada
a Política Nacional de Educação Ambiental, Lei 9795/99, tendo como
fundamentos a democracia e a justiça social. No entanto, sabemos que
preceitos legais não bastam para alterar interesses enraizados e
práticas consagradas. Por isso, Saito (2002, p. 50) prevê que,
diante dela, estamos frente a quatro grandes desafios: 1º) busca
de uma sociedade democrática e socialmente justa, quando se
altera o foco exclusivo de uma visão naturalista e preservacionista;
2º) desvelamento das condições de opressão social; 3º)
prática de uma ação transformadora intencional; 4º)
necessidade de contínua busca do conhecimento, a qual está
baseada no reconhecimento de que o processo de conhecimento da
realidade ambiental é dinâmico e requer um diálogo entre peritos e
leigos.
Os grupos da terceira idade representam uma categoria
emergente e recentemente dotada de um novo perfil. Em nossa
compreensão, os grupos consolidados pelo Brasil afora, de um lado,
devem muito à universalização de aposentadorias ou pensões, de
outro, formam uma diversidade quanto a objetivos, contextos e
atividades. Sem sombra de dúvidas, os grupos de convivência
orientados desempenham relevância no descobrimento de
potencialidades existentes em pessoas em idade avançada,
devolvendo-lhes dignidade e favorecendo o despertar de sujeitos
sociais. Verificamos em nossa pesquisa de campo que, entre as
temáticas apropriadas para os novos sujeitos, encontra-se a questão
ambiental, pois, uma vez fora do mercado de trabalho, é possível
agregar um novo olhar sobre a realidade.
Através de nossa pesquisa, constatamos a importância
de tais grupos na recuperação da auto-estima, e por conseqüência,
constituem-se em escolas para a cidadania ambiental. Através das
observações de campo e da análise de seus depoimentos, constatamos
disposição para o inusitado. Identificamos em suas manifestações e
comportamentos, pontos que pudessem favorecer um projeto de educação
ambiental e as condições para empreender nexos com as novas
gerações.
Quando indagados sobre as práticas do passado que
pudessem ter comprometido o meio ambiente, notou-se que alguns têm
noção de que contribuíram para os efeitos negativos sentidos hoje.
Considerando-se que cada época possui o seu horizonte cultural, é de
se compreender que estavam naturalmente movidos de
espírito depredador, mas como prática rotineira na época, sem o
alcance para examinar e discernir as conseqüências futuras. A
respeito de aprofundar conteúdos quanto aos cuidados com a natureza,
mostraram-se receptíveis e interessados, bem como quanto a dialogar
com as novas gerações sobre o tema, pareceu-nos que acharam
desafiador e interessante. Esse exercício reflexivo sobre suas
práticas do passado e do presente é de fundamental valor para a
educação ambiental. No momento em que examinam suas práticas podem
estar se preparando para fiscalizar atos e comportamentos de
importante significado no contexto local ou global. Pode ser
exatamente nesse aspecto que começam a acontecer as mudanças
desejáveis e necessárias para a sustentabilidade.
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