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FABÍOLA ANDRADE PEREIRA
Pedagoga pela UNITINS -
Universidade do Tocantins, Especialista em Administração e
Supervisão Escolar e Mestranda em Educação pela UFPB
VIVIAN GALDINO DE ANDRADE
Graduada em História pela Universidade Estadual da
Paraíba (UEPB) e mestranda do Programa de Pós-graduação
em Educação pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
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Alguns apontamentos da ‘Educação Popular’ frente à construção de uma
escola cidadã
por Fabíola Andrade
Pereira
& Vivian Galdino de Andrade
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Resumo
Em meados do contemporâneo a ‘Educação
Popular’ tem ganhado destaque, sobretudo no que se
refere a suas perspectivas enquanto prática pedagógica e
uma teoria da educação cuja concepção tem sido uma das
mais belas contribuições ao pensamento pedagógico
universal. Neste aspecto, urge emaranhados de questões
que evocam a necessidade de pensá-la como uma busca, um
produto histórico, nos levando a lançar algumas idéias
para renovar antigas discussões já realizadas a esse
respeito, tentando analisar o que está contido no
“conceito”. Para tanto, cabe-nos perguntar: O que
significa a educação popular? O que seria o popular? Que
caminhos ela aponta para se construir uma escola cidadã?
Através desta breve análise, tentamos compreender o
campo da educação popular sob a perspectiva de uma
educação emancipatória.
Palavras - chave:
educação, cidadania, popular. |
(Re) definindo conceitos
A educação popular surgiu na América Latina no calor
das lutas populares dentro e fora do Estado. Nesse sentido, afirma
Gadotti (1999: 06),
A educação popular, como prática pedagógica e
educacional pode ser encontrada em todos os continentes,
manifestadas em concepções e práticas muitos diferentes e até
antagônicas. A educação popular passou por diversos momentos
epistemológicos – educacionais e organizativas, desde a busca
pela conscientização, nos anos 50 e 60, e a defesa da escola
pública popular comunitária, nos anos 70 e 80, até a escola
cidadã, nos últimos anos, num mosaico de interpretações,
convergências e divergências.
Desta forma, a proposta de refletir acerca da
Educação Popular enquanto produto histórico do seu tempo implica
muito mais que partir em busca de apreciação de conceitos – sem ter
a intenção de fugir desta prática.Devemos ir além, o que certamente nos remete a
necessidade de buscar bases sólidas, sobretudo, através de suporte
teórico que convirjam conhecê-la e entendê-la em seu contexto
histórico.
Entretanto, convém aclarar que a Educação Popular tal
como conhecemos hoje encontra sua origem no século XIX, época em que
houve grandes transformações sociais e políticas. Aos olhos de
muitos, educar o povo parece muitas vezes o modo de lutar contra as
dissidências operárias e de chegar à pacificação social. Além disso,
a Educação Popular se fundamenta na existência de um projeto social
específico, um verdadeiro “humus social e cultural”. Assim, esses
dispositivos a fazem um espaço, sobretudo, de ações e práticas, e
não meros discursos, cujo risco é virar ideologia. Nessa
ótica, a Educação Popular se situa na ação, da qual tem o papel de
extrair sua legitimidade.
Segundo Paludo
(2001:53 ), a “Educação Popular representa uma concepção de educação
que inicia sua gestação com o projeto de modernidade brasileira e
latino-americana, cujos contornos se inovam e começa a se delinear
de forma mais clara, ganhando adesões nos anos 60 e aprofundando-se
nas décadas de 70 e 80”
. Partindo dessa observação, cremos não ser exagero assinalar que as
décadas mencionadas foram responsáveis pelas mais vivas e fecundas
elaborações de Educação Popular que hoje conhecemos, a exemplo
pode-se mencionar a obra e prática de “Paulo Freire,que defendia a educação como prática da liberdade. A
noção de liberdade na pedagogia de Freire tinha uma posição de
relevo. Segundo ele, essa noção:
é matriz que atribui sentido a uma prática
educativa que só pode alcançar efetividade e eficácia na medida
da participação livre e critica dos educados” (FREIRE, 2006: 13)
E que,
“a conscientização é uma das fundamentais tarefas
de uma educação realmente libertadora e por isso respeitadora do
homem como pessoa” (FREIRE: 2002: 45)
Sob este ponto de vista afirma Beisiegel (1992: 42),
o processo educativo então desenvolvido por Paulo Freire surgia como
expressão educacional de um projeto político, ou seja, um projeto
que estivesse comprometido com um ideal de “transformação pacífica”
da sociedade de forma a envolver ativamente o povo nas atividades
políticas, estimulando a criação de organizações populares, no campo
e na cidade. Streck (2006:10), afirma que a Educação Popular
procurou ser uma prática político-pedagógica de formação do público
a partir de um lugar que se identificava com quem estava de fora ou
por baixo na escala social, dependendo das teorias explicativas do
popular.
De qualquer modo, partindo das premissas levantadas,
acreditamos ser necessário frisar que a concepção de Educação
Popular que aqui abordamos busca apontar para aquela que nasce de
uma prática pedagógica, política e social. Levando em consideração
que todo ato cultural é pedagógico e todo ato pedagógico é cultural,
pode-se afirmar que a Educação Popular é aquela direcionada às
camadas populares, voltada para as suas necessidades e atendendo os
seus interesses, tornando os indivíduos elaboradores de sua própria
cultura. Este processo pode acontecer dentro ou fora dos muros
institucionais.
Educação do Povo x Educação popular
Nesta direção convém esclarecer que a presente
reflexão busca apontar uma distinção básica entre Educação do Povo e
Educação Popular que como podemos perceber aponta algumas
diferenças. É comum, quando se aborda a questão educacional,
ouvirem-se expressões como: “educação popular”, “educação do povo’,
“educação das massas”. Ora o adjunto adjetival de tais expressões é
por demais problemático. Como afirma o professor Beisiegel
“o termo popular
envolve um alto teor de indefinições, apenas sugere, mais do que
esclarece, tanto a natureza quanto a extensão dos fenômenos que
procura especificar” (BEISIEGEL, 1994, p. 54)
O conceito popular abriga conotações muito distintas
entre si, apontando desde a idéia de classe social às classes
subalternas, pobres, marginalizados, oprimidos e excluídos. Já o
termo popular dirige-se a todas as camadas da população, com atenção
especial para aquelas que estão despossuídas de bens saberes ou
poderes legitimados. Para Streck (2006: 32) a educação popular não
tem como ponto de partida um único lugar, e também não tem como
ponto de chegada um único projeto. O autor defende que:
O ponto de partida pode ser as mulheres, os povos
indígenas, os camponeses, os desempregados, os moradores de rua
ou os trabalhadores da indústria e do comércio, cada um desses
segmentos sociais com suas formas de organização, pautas de luta
e projeto de sociedade. O ponto de chegada que se deseja pode
variar desde a ampliação de espaços na sociedade existente até a
criação de um modelo alternativo, parcial ou totalmente distinto
daquele que existe (STRECK, 2006: 20).
Talvez uma característica definidora da Educação
Popular seja exatamente essa busca de alternativas a partir de
lugares sociais e espaços pedagógicos distintos, que têm em comum a
existência de necessidades que levam a querer mudanças na sociedade.
É uma prática pedagógica realizada num espaço de possibilidades.
Segundo Mauruel (2000:15) existem três conceitos de
povo e, por conseguinte, três princípios de ação que dele decorre
respectivamente: político, social e antropológico. Na concepção
política advinda do século XVIII, trata-se do povo chamado a
manifesta-se pelo voto, quer dizer um conjunto de “cidadãos”
constitutivos da vontade geral. A esse conceito, acrescenta-se,
segundo ele o aspecto social de povo no qual este último representa
a fração que sofre, reunindo pessoas e grupos sociais que não
participam da vontade geral. Por último, este é o
conceito antropológico de povo, entendido como uma
comunidade regida pelo fato de partilhar uma identidade. Percebe-se
desta forma, que a educação popular situa seu campo no cruzamento
dos três conceitos defendidos pelo autor. O fato é que o(s)
público(s) entre o qual a educação popular pretende agir é bastante
diversificado.
Paludo (2001) afirma que a primeira (povo) diz
respeito à velha e sempre renovada discussão da educação das classes
populares, enquanto a segunda (popular) se refere a uma das
concepções de educação das classes populares presentes na sociedade
brasileira, ou seja, a concepção de Educação Popular. Assim,
buscamos entendê-la como uma prática social que vem ganhando
contornos ao longo da história e cuja importância se dá pela
instrumentalização do homem pela democratização da cultura. Segundo
Freire (2006: 117),
A cultura como o acrescentamento que o homem faz
ao mundo que não fez. A cultura como resultado de seu trabalho.
Do seu esforço criador e recriador. O sentido transcendental de
suas relações. A dimensão humanística da cultura. A cultura como
aquisição sistemática da experiência humana. Como uma
incorporação, por isso crítica e criadora, e não uma
justaposição de informes ou prescrições “doadas”. A
democratização da cultura(...).
Haveria uma matriz de um pensamento popular
historicamente construído, a partir da qual as idéias são adaptadas,
transformadas ou rejeitadas, o que vai depender do contexto
histórico no qual está inserida.
Educação popular x escola cidadã
Neste ínterim, a educação popular, dentro desta
perspectiva, não pode centrar-se somente nas campanhas, movimentos e
experiências vividas em vários pontos do país, que são altamente
relevantes e que tem atenção especial. Vemos a necessidade de
direcionarmos nosso olhar para uma educação popular que foca também
a escola, especificamente a escola pública, pois é sabido que há uma
luta constante de vários educadores pela garantia de uma escola
pública, de qualidade. A escola cidadã neste contexto, segundo
Gadotti (1999: 20),
... nasce do inconformismo de muitos educadores e
não educadores com a deteriorização do ensino público e da
ousadia em enfrentar o discurso e a proposta hegemônica ,
confrontando-lhes uma alternativa, a partir de uma concepção
democrática de educação(...)
O que as classes populares reivindicam hoje é uma
escola pública que não seja apenas a extensão da escola burocrática
do Estado, mas sobretudo querem discutir a função social dessa
escola, colocando em questão seus conteúdos e sua gestão. Importante
lembrar que esse movimento não tem a pretensão de negar o papel do
Estado como principal articulador das políticas sociais, o que se
coloca em questão é um movimento que reivindique a autonomia com
vista a definição de um novo projeto político pedagógico, pois para
o sociólogo Florestan Fernandes, ( in BARROS, 1960: 163-164)
Democratizar o ensino não significa apenas
expandir a rede de escolas mantendo padrões elitistas e o
privilégio social. O ensino precisa ser democrático na sua
estrutura, na mentalidade dominante, nas relações pedagógicas e
nos produtos dos processos educacionais.
Nesta mesma proposição nos alerta Paiva (1984:34):
Tornar a escola popular não implica torná-la
substancialmente diferente das escolas da elite; é a esta escola
que as classes populares querem arrancar do estado, submetendo-a
à sua crítica sem deteriorar a qualidade nem abdicar do seu
conteúdo. Mas a democratização do ensino implica a
democratização dos ensinos que a gerem (e a mudança da
mentalidade da burocracia escolar) e dos que se encarregam da
planificação educacional e da orientação pedagógica a diferentes
níveis da administração, democratizando o planejamento da
expansão e melhoria da rede de ensino, incluindo a consulta à
população a respeito de suas prioridades e expectativas em
relação à escola.
A participação é fundamental, pois é neste exercício
que a população assume a parte que lhe toca por direito. Desta forma
cabe a nós educadores, educandos, pessoas, partidos, organizações e
sindicatos que defendem os interesses das classes populares, esta
difícil e imprescindível tarefa.
Contudo, vemos que o que leva a construção da escola
cidadã “seria uma escola pública autônoma sinônima da educação
popular, integrante de um sistema único (público) e descentralizador
(popular)” (GADOTTI: 2001, p.54). Assim, a autonomia a qual nos
referimos é antes de qualquer coisa democrática (para todos), que
vise, sobretudo, formar o cidadão para controlar o mercado e o
Estado, sendo ao mesmo tempo pública quanto ao seu destino, estatal
quanto a seu financiamento e comunitária quanto a sua gestão.
Portanto, a educação popular nesta perspectiva deve ser
universalizante (escola para todos, gratuita e, de boa qualidade),
assumida por todos, de forma que, através desta possa surgir novos
olhares, compreensões e sobretudo novos direcionamentos que
efetivem de fato uma educação que prima pela equidade social, ética,
respeito, inclusão, consciência crítica e liberdade.
Perspectivas
Assim, falar em Educação Popular é falar do conflito
que move a ação pedagógica; é falar dos sonhos, dos planos e ao
mesmo tempo dos sofrimentos tanto de educadores como de educandos. É
sem dúvida falar em perspectivas de educação, cujo ponto de partida
seja a realidade social e o objetivo seja a construção de um projeto
político de sociedade.
Neste sentido, a Educação Popular precisa assumir
novas tarefas para um nova era, que, segundo Beisiegel (in PAIVA,
1994, p 57 ), implica entre os objetivos centrais de suas
atividades, a reflexão crítica de todos, educandos, educadores,
intelectuais e homens do povo, sobre a qualidade do ensino
desenvolvido na escola pública, o processo de exclusão, dificuldade
de acesso à vaga, ou a sua inexistência, os conteúdos, a qualidade
do ensino, as frustrações das expectativas populares e as
representações ideológicas legitimadoras das desigualdades. Nesse
conjunto de práticas identifica-se uma acentuada contribuição
acadêmica na área em todo cenário latino americano. Este aporte
intelectual ajudará na retomada de um saber popular politizado,
condensado em práticas políticas e participativas.
A Educação Popular vem mostrar caminhos. Segundo
Guiso (1995, p. 32) ela tem a responsabilidade de construir um
processo pedagógico que recupere o saber popular, contribuindo para
a construção, apropriação e aplicação de conhecimentos que
respondam, com pertinência e eficácia, às necessidades de vida rumo
à participação sociocultural e política dos sujeitos envolvidos.
Nesse sentido, se faz urgente o fortalecimento da
Educação Popular no aspecto pedagógico e em ações coletivas que
envolvem tanto a qualidade do trabalho quanto a formação e
profissionalização dos educadores, pois aliar formação e
profissionalização é o mínimo que podem fazer os sistemas oficias de
escolarização e o movimento de educação popular.
De qualquer modo, parece consenso que hoje a Educação
Popular necessita ser democratizada, estendendo-se a todos os
setores socais.
Desta forma, a liberdade que se almeja é aquela que comunga com a
luta concreta dos homens por libertar-se, uma liberdade cujo desafio
consiste em ultrapassar as barreiras impostas pelos opressores.
Assim, entende-se que a perspectiva pedagógica das
práticas que organizam as ações é nesse contexto essencial para a
conquista da cidadania, pois o que se espera é que a Educação
Popular construa um projeto de sociedade onde o ser humano seja
resgatado na sua plenitude de ‘eu e nós’. Trata-se de construir a
cidadania para cada um e para todos nós.
Considerações Finais
Em várias partes do mundo a educação popular tem
tentado influenciar os sistemas de ensino e principalmente o
currículo. No contexto latino americano, diversas concepções vão
surgindo e se dividindo em correntes e tendências que tentam de
alguma forma caracterizá-la. Muitas vezes a mesma é definida por
aquilo que não é. O fato é que esta tem se configurado de forma
muito diversificada.
Como vimos sua perspectiva emancipatória busca a
formação crítica do cidadão, com vista a um processo de
conscientização (FREIRE, 1987, p. 45), na tentativa de fazer
renascer um novo projeto de sociedade, onde o ‘eu e nós’ seja
realmente valorizado.
Na tentativa de remediar desequilíbrios sociais ela
dirige-se às vítimas das desigualdades sociais e culturais daí o
termo popular que busca atingir todas as camadas da população,
pretendendo ser uma educação para todos. Defendemos no entanto, uma
Educação Popular que estimule as potencialidades do povo através da
conscientização e da ampla participação social, uma Educação Popular
que se dê num espaço de trocas de saberes, onde a gestão seja
participativa e que busque integrar comunidade e movimentos
populares na construção de sua identidade. Num espaço que não
reproduza os interesses da sociedade dominante, mas que forme
pessoas críticas, conscientes de seus direitos, curiosos por
conhecer e descobrir, por fim, um lugar onde se possa exercer a
autonomia, isto é, uma escola cidadã.
A Educação Popular transforma-se num espaço de
construção e de novas esperanças, rumo às lutas mais amplas, pelo
ensino básico, público e universal, de forma que ninguém seja
excluído. Assim, vemos que mais do que nos grandes discursos ou nos
conhecimentos elaborados, mais do que no refinamento ou na
fundamentação teórica do que venha ser a (re) definição de um
conceito “povo” ou “popular”, é dentro da perspectiva da escola cidadã que deve-se caracterizar sua autonomia, e pedagogia, mesmo
que ainda inacabada. Pois enquanto um produto histórico do seu tempo
a Educação Popular alimenta-se no compromisso, na paixão, na coragem
e no saber das militâncias que ainda nos tempos atuais a defendem e
a levam adiante.
Referências Bibliográficas
BARROS, Roque Spencer Maciel de.
Diretrizes e bases da educação nacional. Pioneira, 1960.
FREIRE, Paulo; NOGUEIRA, Adriano.
Que fazer? Teoria e prática em educação. 2002
FREIRE, Paulo. Educação como
prática da liberdade. São Paulo: Paz e Terra, 2006.
FREIRE,
Paulo. Pedagogia do Oprimido. 26ª Edição. Rio de Janeiro, Paz
e Terra, 1987.
GADOTTI, Moacir. Pensamento
pedagógico brasileiro. 2. ed. São Paulo: Ática, 1988.
_________, Moacir. Caminhos e
significados da educação popular em diferentes contextos.
Cadernos de EJA V 06. São Paulo: IPF, 1999.
GUISO, Alfredo. Práctica Social
Popular Referente y contenido de la educacion popular. Contexto e
educação. Universidade de
Ijuí, Ano 6, nº 23, julho/set,1991
MAURUEL, C.
Éducation populaire et travail de la culture. Élements d’une théorie
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PAIVA, Vanilda Pereira. Educação
popular e educação de adultos: contribuição à história da
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PALUDO, Conceição. Educação popular
em busca de alternativas: uma leitura desde o campo democrático
e popular. Porto Alegre: Tomo Editorial, 2001.
STRECK,
Danilo. R. A educação popular e a (re)construção do público.
Há fogo sob as brasas? . Revista Brasileira de Educação, 2006.
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