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por
ANTONIO MENDES DA SILVA
FILHO
Doutor
em Ciência da Computação (UFPE) |
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Usabilidade: o usuário tem a última palavra sempre e determina o
sucesso ou não dos produtos
por Antonio Mendes da Silva
Filho
“You know
you've achieved perfection in design,
Not when you
have nothing more to add,
But when you
have nothing more to take away.”
Antoine de Saint-Exupery
Usabilidade
é um atributo da qualidade perceptível aos usuários. A usabilidade é
uma característica que informa quão fácil de usar e aprender um
sistema é. Em outras palavras, quão intuitiva é a interface gráfica
de usuário ou, simplesmente, interface de usuário. Trata-se,
portanto, de uma característica que o usuário expressa seu interesse
ou não em utilizar um sistema. Na grande maioria dos casos, os
usuários preferem um sistema de fácil uso, mesmo com funcionalidades
mais simples, a um sistema com mais funcionalidades, porém de
manipulação complexa e não intuitiva.
É importante observar que a usabilidade é
determinante no sucesso ou insucesso de qualquer produto. Portanto,
o usuário sempre tem a última palavra ao expressar sua satisfação ou
não no uso de um sistema ou produto. Além disso, produtos com
usabilidade, resultante de interfaces bem projetadas, permitem:
-
Maior grau de eficiência quando os usuários
realizam suas tarefas;
-
Custos reduzidos de apoio ao usuário, tais como
treinamento, ou atendimento ao usuário;
-
A inserção de sistemas ou produtos mais
naturalmente no ambiente de trabalho do usuário (i.e. os
usuários não precisam "cacoalhar" o produto das mais variadas
formas para conseguir realizar suas tarefas).
Os dispositivos de interação que são utilizados pelos
usuários em suas interações com, por exemplo, o computador que ainda
faz uso do teclado e mouse ou mesmo touchpad (em notebooks). Esse
tipo de interface, denominado de WIMP (Windows, Icons, Menus e
Pointing devices) tem sido largamente usado ao longo das duas
últimas décadas. Trata-se de um tipo de interface de usuário onde se
tem dispositivos de controle indireto como o conhecido mouse,
joystick e touchpad. Entretanto, esses tipos de dispositivos das
interfaces WIMP começam a dar sinais de ‘fadiga’ e não são tão
atrativos aos usuários.
Hoje em dia, começa a surgir um novo tipo de
dispositivo de controle direto, o qual é mais fácil de aprender e
usar. Trata-se das interfaces touch screen que tem suas
funcionalidade acionadas através de simples toques do usuário no
display. No Brasil, um dos bancos mais arrojado e que tem dedicado
especial atenção à usabilidade de seus sistemas e produtos é o Banco
Itaú que possui interface do tipo touch screen em seus caixas
eletrônicos o que torna a vida de seus clientes um tanto mais fácil.
Os outros bem que podiam se ‘inspirar’ nisso e procurar facilitar a
vida dos clientes, principalmente, para aqueles mais idosos.
Interfaces do tipo touch screen não requer que o
usuário utilize qualquer outro dispositivo como um mouse ou joystick.
Ela é mais intuitiva e permite aos usuários um controle direto sobre
o produto ou sistema. Perceba que interfaces touch screen são
adequadas a usuários novatos ou idosos, permitindo a eliminação do
teclado e mouse e, assim o ‘toque’ se constitui no mecanismo de
interface.
Exemplos recentes de sucesso com o uso de interface
touch screen são os dois produtos da
Apple: iPod e
iPhone. Se considerarmos a usabilidade desses dispositivos,
observa-se que eles oferecem recursos de entrada e saída na tela do
iPhone e iPod, os quais podem ser facilmente manipulados por
múltiplos dedos (do usuário) numa ampla variedade de toques e
gestos. Não se trata de nada revolucionário, mas sim de
simplicidade, de falar a língua do usuário, de tornar mais simples e
intuitiva a interação com o produto (ou sistema). Estes não são os
únicos exemplos. Dois outros produtos que podemos citar são
Microsoft Surface
que permite diversos toques e gestos num dispositivo de mesa que
reconhece objetos físicos colocados sobre ele. Além disso, tem o
DiamondTouch Table
da Mitsubishi Electric Research Labs que oferece colaboração em
grupo através de display ativado por toques e gestos. De todos os
exemplos, o mais inovador é sem dúvida o iPod da Apple, cujo
conceito foi aplicado no iPhone. E, para finalizar, pense, reflita,
para inovar, não devemos melhorar aquilo que o produto concorrente
oferece, e sim precisamos fazer diferente. Isso é inovação.
Leitores interessados no tópico podem encontrar
mais informações no sites:
Design de Interface
para Idosos
Design de
Interfaces: Foco no Usuário e Simplicidade
Sobre a importância
do Design para nosso cotidiano
O Papel da
Diversidade Humana no Design de Interfaces
O Design e sua
Importância em Aparelhos Celulares
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