por CARLOS BATISTA PRADO

Graduado em História pela Universidade Católica Dom Bosco; Mestrando em Filosofia Política da Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE de Toledo

 

 

Lênin versus Kautsky: a questão da democracia

 

LeninKarl KautskyA problematização deste artigo está contida no debate teórico travado, no início do século passado, entre V.I. Lênin, principal líder e teórico do partido Bolchevique e Karl Kautsky, teórico da II Internacional e membro do partido social-democrata alemão. As discussões giraram em torno de conceitos fundamentais, tais como, “democracia”, “ditadura do proletariado” e “Estado”. Um longo e complexo debate foi travado, contando, ainda, com a colaboração de Trotsky, Karl Radek e Bukhárin[1]. Deixarei de lado certos aspectos dessa discussão, limitando-me as questões fundamentais dessa polêmica, ressaltando essencialmente, as análises de Lênin e Kautsky.

Os textos de Lênin partem do princípio, exposto claramente por Engels, em A origem da família, da propriedade privada e do Estado e em, Do socialismo utópico ao socialismo científico, de que “o Estado não é mais do que uma máquina de opressão de uma classe por outra.” (LENIN, 1971, p. 70). Desenvolve-se então que, o Estado tem sua gênese da manifestação do antagonismo inconciliável entre as classes. Na medida em que essas contradições se desenvolveram e se tornaram irremediáveis, o Estado surgiu como um “mediador”. Dessa maneira, o Estado aparece para Lênin como a institucionalização da dominação de uma classe sobre outra, quer dizer, trata-se de uma ordem criada para legalizar e consolidar a submissão de uma classe por outra.

Nossa época caracteriza-se, essencialmente, por ter simplificado os antagonismos de classe. Toda a sociedade se divide, fundamentalmente, em duas grandes classes diretamente contraditórias, a burguesia e o proletariado.[2] Se o Estado é uma ordem institucionalizada que freia e camufla o verdadeiro antagonismo entre as classes, resulta disso, em principio, que ele é o órgão da classe mais poderosa, da classe economicamente dominante. Dessa forma, o Estado moderno (Democracia – parlamentarista) legitima a exploração do trabalho assalariado pelo capital. Portanto, o Estado na era do capital, só pode está a serviço da classe burguesa.

Partindo dessa premissa, Lênin argumenta que: “A ditadura revolucionária do proletariado é um poder conquistado e mantido pela violência, que o proletariado exerce sobre a burguesia, poder que não está preso por nenhuma lei” (1971, p. 23). Para Lênin não basta que o proletariado organizado derrube a burguesia do controle do Estado e passe a exercer esse controle. Lênin enfatiza que a tarefa fundamental do proletariado é destruir por meio da violência a máquina burguesa do Estado. [3] Foi nesse sentido que, Marx e Engels no último prefácio do Manifesto do partido Comunista, que assinaram juntos, em 1872, tendo em conta a experiência da Comuna de Paris, enfatizaram que: “Não basta que a classe operária se apodere da máquina do Estado existente para fazê-la servir a seus próprios fins” (2002, p. 26).

Em O Estado e a Revolução, Lênin esclarece que:

Essa “força especial de repressão” do proletariado pela burguesia, de milhões de trabalhadores por um punhado de ricos, deve ser substituída por uma “força especial de repressão” da burguesia pelo proletariado (a ditadura do proletariado). É nisso que consiste a “abolição do Estado como Estado”. É nisso que consiste o “ato” de posse dos meios de produção em nome da sociedade. (1983, p. 22 – 23).

Essa passagem evidencia que o Estado burguês se caracteriza pela exploração da maioria por uma minoria. A revolução operária instaura a “ditadura do proletariado”, e a situação se inverte. Fala-se da “abolição do Estado como Estado”, exatamente devido a essa radical transformação. Para Lênin, a ditadura do proletariado, não pode ser outra coisa, que a morte, o aniquilamento, do Estado Burguês por meio da ação violenta do proletariado.

Vejamos agora, o que kautsky pensa acerca da ditadura do proletariado:

Literalmente, a palavra ditadura significa supressão da democracia. Mas acontece que, tomada à letra, esta palavra significa igualmente poder pessoal de um só indivíduo que não está preso por nenhuma lei. Poder pessoal que difere do despotismo no fato de não ser entendido como uma instituição de Estado permanente, mas como uma medida extrema de transição.

A expressão “ditadura do proletariado”, por conseqüência não de um só indivíduo, mas de uma única classe, prova que Marx não pensava aqui em ditadura no sentido literal da palavra.

Fala aqui não da forma de governo, mas do estado de coisas, que deve necessariamente produzir-se por toda a parte onde o proletariado conquistou o poder político (1979, p.30).

Kautsky começa sua argumentação investigando a definição da palavra “ditadura”. Em primeiro lugar, considera ditadura como poder de um só indivíduo ou classe. Além disso, salienta que ditadura é sinônimo de supressão da democracia. Esse argumento encerra uma questão extremamente importante: Qual é a relação existente entre a ditadura do proletariado e a democracia? Como vimos, em sua argumentação Kautsky declarou que são totalmente incompatíveis.

Na mesma perspectiva de Kautsky, Ruy Fausto, em Trotsky, a democracia e o totalitarismo, defende que a democracia é essencial para a construção do socialismo:

Só a democracia no plano global é uma garantia de democracia dentro do partido dominante, de novo, só a democracia pode senão garantir em absoluto, pelo menos oferecer alguma garantia, de que o inevitável arrefecimento do ethos revolucionário não degenere em puro e simples ethos burocrático. (...) Se não havia democracia, e a revolução aparecera como única saída, de certo modo talvez como mal menor, é essencial que o poder revolucionário institua a democracia, nas melhores condições possíveis. (2004, p. 124)

E em A polêmica sobre o poder bolchevista, Fausto acrescentou que:

A essência dessas teses [se referindo a Lênin e Trotsky] é a recusa da democracia em nome de bem curioso “mecanismo proletário” (...) Assim, o poder bolchevista não aparece como uma ditadura do proletariado, nem mesmo com uma ditadura revolucionária. Tem-se lá uma ditadura reacionária sui generis, que deve ser condenada pelos socialistas, tanto por razões morais como por razões políticas (2001, p. 58 – 66).

Nesse ínterim é importante questionar, o que Kautsky e Fausto entendem por democracia? Qual o seu conceito de democracia? Em um comentário sobre a experiência da Comuna de Paris, Kautsky enfatizou que “A primeira tarefa do novo regime revolucionário foi a consulta pelo sufrágio universal. A eleição, realizada com a maior liberdade, deu em todos os distritos de Paris e com raras exceções, grande maioria a favor da Comuna” (1979, p.32). Em outra passagem, se referindo a Revolução proletária, Kautsky evidenciou que: “Um regime que conta com o apoio das massas só empregará a força para defender a democracia, e não para aniquilá-la. Ele cometeria verdadeiro suicídio se quisesse destruir seu fundamento mais seguro: o sufrágio universal, fonte profunda de poderosa autoridade moral” (1979, p. 32).

As passagens citadas deixaram claro que ambos os autores partem do conceito de “democracia pura”.[4] Citam o sufrágio universal e a liberdade eleitoral, ou seja, entendem que no Estado burguês, todos os cidadãos têm os mesmos diretos e estão em igualdade diante do Estado. Assim, defendem que esse princípio deve ser mantido após a tomada do poder pelo proletariado. Em outras palavras, a “democracia pura” a qual Kautsky e Ruy Fausto se referem, retira do Estado o seu caráter de classe. E o Estado aparece então, como uma instituição acima da sociedade, que preza pelo “interesse comum”.

Os argumentos utilizados por Kautsky e por Fausto são fortemente combatidos por Lênin, ao ressaltar que: “enquanto existirem classes distintas, não se poderá falar de “democracia pura”, mas só de democracia de classe (diga-se entre parêntesis, “democracia pura” é não só uma fórmula de ignorante que nada entende da luta de classes nem da natureza do Estado)” (1971, p. 35). Em contrapartida as concepções de Kautsky e Fausto, Lênin trabalha com o conceito de “democracia de classe”. Ou seja, considera a democracia também como manifestação do Estado. Lênin enfatiza que Kautsky:

Não nota a natureza de classe do aparelho de Estado. Na democracia burguesa, por mil estratagemas, - tanto mais engenhosos e eficazes quanto mais a democracia pura estiver desenvolvida, - os capitalistas afastam as massas da participação na gestão do país, da liberdade de reunião, de imprensa, (...) Mil barreiras se opõem à participação das massas trabalhadoras no parlamento burguês (que, numa democracia burguesa, nunca resolve as maiores questões; estas são obstruídas pela Bolsa, pelos bancos). (1971, p. 43).

Lênin considera o Estado uma “forma especial de repressão”, de uma classe sobre outra. Repressão da classe dominante sobre a dominada, portanto, segundo ele, quando se fala em democracia deve-se questionar-se “democracia de qual classe?”. Lênin fez severas críticas à democracia burguesa, a fim de demonstrar que a igualdade formal, posta pelo sufrágio universal e pelas eleições livres é apenas aparência. Portanto, essa igualdade aparente não se concretiza em igualdade na essência. Na sociedade dividida em classes, burgueses e proletários não tem a mesma liberdade e não gozam da mesma igualdade.

Ainda é preciso tecer mais algumas importantes observações sobre o que Lênin pensou acerca da relação entre “ditadura do proletariado” e “democracia”. Para ele: “A ditadura do proletariado, período de transição para o comunismo, instituirá pela primeira vez uma democracia para o povo” (1983, p. 110) E continua:

Ao mesmo tempo em que produz uma considerável ampliação da democracia, que se torna pela primeira vez a democracia dos pobres, a do povo e não apenas da gente rica, a ditadura do proletariado traz uma série de restrições à liberdade dos opressores, dos exploradores, dos capitalistas. Devemos reprimir-lhes a atividade para libertar a humanidade da escravidão assalariada, devemos quebrar a sua resistência pela força; ora, é claro que onde há esmagamento, onde há violência, não há liberdade, não há democracia. (1983, p. 109).

Essa passagem esclarece claramente qual o significado da “ditadura do proletariado” na concepção leninista. Na realidade a aparente democracia do Estado moderno burguês é em sua essência uma ditadura burguesa, que reprime violentamente a classe trabalhadora, significa então, democracia para a classe capitalista e ditadura para os trabalhadores.[5] Nesse sentido, a “ditadura do proletariado”, isto é, a classe trabalhadora enquanto classe dominante deve instituir uma democracia para os operários e uma ditadura para os capitalistas. Para Lênin pressuposto a uma verdadeira “democracia” está o aniquilamento do Estado, e pressuposto ao Estado está à luta de classes. Portanto, enquanto houver uma sociedade dividida em classes não poderá haver democracia plena. Dessa maneira, fica bem claro o caráter de classe que o Estado representa. Portanto, para Lênin:

Só na sociedade comunista, quando a resistência dos capitalistas estiver perfeitamente quebrada, quando os capitalistas tiverem desaparecido e já não houver classes, isto é, quando não houver mais distinções entre os membros da sociedade em relação à produção, só então é que “o Estado deixará de existir e se poderá falar de liberdade”. Só então se tornará possível e será realizada uma democracia verdadeiramente completa e cuja regra não sofrerá exceção alguma. (1983, p. 110).

Para Lênin democracia significa, sobretudo, igualdade de todos os membros da sociedade quanto ao gozo dos meios de produção. Enquanto não ser eliminada toda e qualquer forma de exploração de uma classe por outra não se pode falar em igualdade, nem em democracia de fato. Por fim, Lênin argumenta que o Estado proletário, isto é, a “ditadura do proletariado” definha medida em que o antagonismo entre as classes desaparece. Quando as classes já não existirem, o Estado se torna uma entidade supérflua. A “democracia” seria exercida diretamente, por meio dos sovietes, ou seja, pelos próprios operários em seus conselhos.

O advento da revolução russa em 1917, suscitou importantes debates em torno de questões fundamentais para a construção do socialismo. Nesse ínterim, a polêmica entre Lênin e Kautsky é fundamental. Os argumentos de Lênin são mais consistentes, e retomam as teses de Marx e Engels desenvolvidas em o Manifesto do partido comunista: “Já vimos que o primeiro passo da revolução dos trabalhadores é a ascensão do proletariado à situação de classe dominante, ou seja, a conquista da democracia” (2005, p. 27). Nessa passagem os autores deixam claro que a democracia só é conquistada com a revolução, com a tomada do poder pelo proletariado, que se eleva, a partir de então, a classe dominante.

 


[1] Em O Estado e a Revolução (1917), Lênin fez importantes observações acerca do “Estado” e da “ditadura do proletariado”. Trata-se de uma obra fundamental para a compreensão desses temas. Em contrapartida, Kautsky, escreveu A Ditadura do Proletariado (1918), na qual tratou de analisar e criticar a experiência revolucionária Russa. O que provocou uma rápida resposta de Lênin, o conhecido A revolução proletária e o renegado Kautsky (1918), em uma nova crítica ao poder bolchevique, Kautsky escreveu Terrorismo e Comunismo (1918 – 1919), que foi objeto de resposta de Trotsky, em uma obra que levou o mesmo titulo (1920), e a réplica de Kautsky ao texto de Trotsky foi dada em, Da democracia ao trabalho escravo (1920). Outros líderes bolcheviques, como Bukhárin, publicou A teoria da ditadura do proletariado (1919) e Radek, também participou do extenso debate com a obra Ditadura do proletariado e terrorismo (1920).

[2] “Nossa época – a época da burguesia – caracteriza-se, contudo, por ter simplificado os antagonismos de classe. Toda a sociedade se divide, cada vez mais, em dois grandes campos inimigos, em duas grandes classes diretamente opostas: a burguesia e o proletariado” (MARX; ENGELS, 2005, p. 08).

[3] A opção de Lênin pela violência se fundamenta pelo contexto histórico da Rússia pré-revolucionária. A revolução de 1905, reuniu pacificamente milhares de manifestantes para levar até o tzar, um manifesto com queixas e reivindicações. Quando os manifestantes avançaram em direção ao Palácio de Inverno, em São Petersburgo, a violência foi utilizada para deter os protestos. Os soldados do tzar dispararam contra a população, dezenas foram mortos e centenas ficaram feridos. O braço armado do Estado se fez presente e, por meio da violência dispersou a manifestação. “O tsarismo, depois de assegurado o refluxo da revolução de 1905, inclinou-se por uma política ultrachauvinista de russificação. Reduziram-se drasticamente as margens de tolerância e as proposta de integração. Em seu lugar, a imposição da língua e religião ortodoxa como língua e religião oficiais do Estado. Uma onda de anti-semitismo, incentivada abertamente pelo tsar, levaria à formação de organizações (as temíveis Centúrias Negras) que promoviam regularmente matanças e depredações em bairros judeus (pogrooms), considerados bodes expiatórios dos problemas e dificuldades por que passava a sociedade” (REIS FILHO, 2003, p. 49). Assim, diante de um quadro de aumento constante da repressão, a ação dos partidos políticos foi drasticamente limitada. Muitos tiveram que atuar na clandestinidade, outros foram presos ou exilados. O Estado tsarista utilizava da violência, do autoristárismo para assim, manter a “ordem” vigente. Além desse quadro de repressão constante, as concepções de Lênin também podem ser vinculadas às concepções expostas por Karl Marx no Capítulo XXIV, “A assim chamada acumulação primitiva” de O Capital. Segundo Marx: “A violência é a parteira de toda velha sociedade que está prenha de uma nova. Ela mesma é uma potência econômica” (1984, p. 286). Nesse capítulo, Marx situa historicamente a gênese do Capital, revelando que sua origem foi dada fundamentalmente pela utilização da violência. “(...) o capital nasce escorrendo por todos os poros sangue e sujeira da cabeça aos pés” (MARX, 1984, 292). A acumulação primitiva tratou de separar o trabalhador dos meios de produção. Tal separação, pressuposta pela relação capital-trabalho foi realizada pela expropriação forçada e violenta do povo do campo. Trabalhadores economicamente autônomos foram expulsos de suas terras e jogados nas cidades. Ganha destaque então, a Legislação Sanguinária, trata-se de leis terrorista utilizadas para disciplinar, enquadrar, quebrar toda a resistência e selar o domínio burguês. Segundo Jadir Antunes: “A violência, por mais odiosa e revoltante que possa parecer ante nossa consciência moral, não é absolutamente condenada por Marx. (...) Marx está condenando sim, a apologética burguesa que procura ideologicamente escondê-la apresentando a origem do capitalismo como resultado da atividade consciente de um homem moral e virtuoso. A violência, portanto, desempenha um duplo e positivo papel na história do capital: por um lado ela é a força motora do processo e, por outro, ela abrevia as dores do parto que poderiam ser maiores sem ela.” (2004, p. 100). No item, “Tendência histórica da acumulação primitiva”, Marx aponta para a negação da negação, o momento sintético: “Mas a produção capitalista produz, com a inexorabilidade de um processo natural, sua própria negação. É a negação da negação (...) Lá tratou-se da expropriação da massa do povo por poucos usurpadores, aqui trata-se da expropriação de poucos usurpadores pela massa do povo” (1984, p. 294). Aqui, a violência da luta de classes é posta e o modo de produção capitalista é negado como um todo. A partir, dessa negação se deduz um novo princípio. Marx aponta para a construção da sociedade socialista. E pressuposta a essa transformação histórica está à violência da luta de classes.

[4] Em uma carta de dezembro de 1884, Engels afirmou que: “Quanto a democracia pura e ao seu papel no futuro sou da opinião de que desempenha uma função muito mais secundária na Alemanha do nos países de desenvolvimento industrial mais antigo. (...) Em todo caso, nosso único adversário no dia da crise, e mesmo no dia seguinte, será toda a reação agrupada em torno da democracia pura.” Rosenberg comentou que: “Engels não fala aqui de “democracia”, mas continua se referindo a “democracia pura”. Considera evidentemente um Estado burguês no qual vige certamente o sufrágio universal, mas no qual não se tocou na propriedade privada.” (ROSENBERG, 1986, p. 48).

[5] “A propósito, Kautsky renega inteiramente o marxismo mantendo-se, na sua análise da revolução russa, na noção jurídica, formal de <democracia>, de que serve a burguesia para dissimular o seu domínio e para enganar as massas, e esquecendo-se que, de facto, <democracia> significa, por vezes, ditadura da burguesia, outras vezes reformismo impotente da pequena burguesia que submete a essa ditadura, etc.” (LÊNIN, 1971, p. 150).

 

por CARLOS BATISTA PRADO

   

 

 

 

Clique e cadastre-se para receber os informes mensais da Revista Espaço Acadêmico 

Bibliografia

ANTUNES, Jadir. O papel da violência extra-econômica na gênese e desenvolvimento da noção de capital. In: Tempo da Ciência. Toledo: Unioeste, 2004.

FAUSTO, Ruy. Trotski, a democracia e o totalitarismo (a partir do Trotsky de Pierry Broué). In: Revista Lua Nova, nº 62. São Paulo: CEDEC, 2004.

_____________. A polêmica sobre o poder bolchevista (Kautsky, Lênin, Trotsky). In: Revista Lua Nova, nº 53. São Paulo: CEDEC, 2001.

KAUTSKY, K. A ditadura do proletariado. São Paulo: Ciências Humanas, 1979.

LÊNIN, V. I. A revolução proletária e o renegado Kautsky. São Paulo: Nosso Tempo, 1971.

__________. O Estado e a revolução. São Paulo: Hucitec, 1983.

MARX, K.; ENGELS, F.; O manifesto do partido comunista. In: REIS FILHO, Daniel Aarão (Org). O Manifesto Comunista 150 anos depois. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005.

MARX, Karl. O Capital. Vol. I, Tomo 2. São, Paulo: Abril Cultural, 1984.

REIS FILHO, Daniel Aarão. As revoluções russas e o socialismo soviético. São Paulo: UNESP, 2003.

ROSENBERG, Arthur. Democracia e socialismo. São Paulo: Global editora, 1986.

 

clique e acesse todos os artigos publicados...  

http://www.espacoacademico.com.br - © Copyleft 2001-2007

É livre a reprodução para fins não comerciais, desde que o autor e a fonte sejam citados e esta nota seja incluída