por
MARCELO
GRUMAN
Antropólogo, Doutor
em Antropologia Social pelo PPGAS / MN / UFRJ, e atualmente é
Administrador Cultural na Fundação Nacional de Artes - FUNARTE
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“(In) diferença” por excesso?
O lugar das identidades na contemporaneidade
Defrontamo-nos, hoje, com uma série de alterações
ocorridas na natureza da cultura, tanto nas experiências cotidianas
quanto nas práticas estéticas. Para uma vertente das ciências
sociais, esse novo mundo, chamado de “pós-moderno”, é
qualitativamente distinto do anterior, caracterizado pelo predomínio
do consumo sobre a produção, pelos estilos de vida e constituição de
identidades em profusão, desmaterialização de objetos e mercadorias
e da sociedade como um todo. As mercadorias exibem um componente
imaterial de maior peso, incluindo a extensão da “estética da
mercadoria”, de modo que grande parte de um produto parece
compreender embalagem e imagens de propaganda. A pós-modernidade
apóia-se nas tendências da cultura de consumo que favorecem a
estetização da vida, a suposição de que “a vida estética é a vida
eticamente boa, de que não existe natureza humana nem o eu
verdadeiro e de que o objetivo da vida é uma busca incessante de
novas experiências, novos valores, novos vocabulários” (FEATHERSTONE,
1995:174).
Neste artigo, exploro algumas das contribuições
teóricas que as ciências sociais nos oferece para a compreensão das
relações sociais na sociedade contemporânea. Tentarei, na medida do
possível, apresentar as principais idéias daqueles que esposam a
tese de que vivemos a chamada “pós-modernidade”, sua pertinência e
limites. Ou seja, em que medida podemos afirmar que, nos dias que
correm, os indivíduos são indiferentes uns aos outros e, por que
não, a si próprios? Eles anulam suas identidades por conta de um
excesso de signos, significados, significantes? Ou, apesar da
instantaneidade e efemeridade das experiências, ainda há espaço para
o compartilhar de experiências e valores, da identificação com o
outro, de nele se ver? Até que ponto o excesso nos leva à
indiferença com aquilo e aqueles que nos cercam?
O triunfo da cultura da representação resulta,
segundo os teóricos da “pós-modernidade”, num “mundo simulacional”
no qual a proliferação de signos e imagens aboliu a distinção entre
real e imaginário e nivelou as hierarquias simbólicas, transformando
a realidade em imagens e série de presentes contínuos, presentes
perpétuos. O tempo e a história não mais constituiriam uma lógica ou
contexto de mudança compreendendo processos e relações sociais
reais, onde a segunda se vê reduzida a significantes – estilos,
referências, imagens, objetos – que circulam independentemente de
seus contextos originais como na imagem da “aldeia global” (SLATER,
2002). O processo de “desdiferenciação” dos objetos, a implosão
entre signo e realidade seria uma prova de que a experiência
contemporânea “não tem profundidade”, ou seja, não há nada em que se
possa acreditar por baixo ou além da “paisagem rasa da significação
interminável” (SLATER, op.cit) embora as pessoas “deliciem-se com o
fato de que tais signos são artificiais, opacos e 'sem
profundidade', no sentido de que não podem ser decodificados de
forma a dar acesso a qualquer significado revelador ou a uma noção
de verdade fundamental (FEATHERSTONE, op.cit: 141). A vida social
fica desregulada e as relações sociais tornam-se mais variáveis e
menos estruturadas por normas estáveis.
A realidade estetizada é resultado do acúmulo de
signos, imagens e simulações por meio do consumismo, onde é possível
constatar uma ênfase na ausência de mediações e intensidade das
sensações auditivas e visuais, proporcionando “prazeres caóticos e
dispersos para sujeitos descentrados” (FEATHERSTONE, op.cit:140). Na
sociedade pós-moderna, a sedução torna-se o processo geral que
regula o consumo, as organizações, a educação e os costumes,
destronando o primado das relações de produção em proveito de uma
“apoteose das relações de sedução” (LIPOVETSKY, 1983:17) e
fornecendo uma “profusão luxuriante” de produtos, serviços e
imagens. A cultura do consumo se assemelha à uma festa à fantasia
“onde vestimos nossa vida cotidiana com roupas sempre diferentes,
tiradas de um guarda-roupa inesgotável e levados por impulsos que se
inspiram, eles próprios, na vida da festa, e não na vida fora dela”
(SLATER, op.cit: 191). A oferta excessiva de bens simbólicos nas
sociedades ocidentais contemporâneas e tendências para a
desclassificação e desordem culturais exigem disciplina e controle
para passear entre as mercadorias e, embora as imagens possam evocar
prazeres e perturbações, é necessário ter autocontrole para
vivenciá-las.
A superpopulação de signos e sua conseqüente
saturação e liqüefação resulta na perda de significados estáveis. O
“deserto pós-moderno”, esvaziado de grandes valores e finalidades,
de referências estáveis e coordenadas principais, é feito de uma
“indiferença por excesso” (LIPOVETSKY, op.cit:38) por conta da
pletora de informações que, tão logo registradas, são esquecidas e
varridas de cena por outras ainda mais interessantes e
espetaculares. Os consumidores se apresentam como meros
“acumuladores de sensações” cuja satisfação deve ser instantânea
devido ao caráter efêmero, volátil e precário da produção, num mundo
onde as placas de sinalização não são firmes mas pontos de
referência sobre rodas que somem da vista antes de termos tempo de
ler (BAUMAN, 1999). Ao mesmo tempo, o estado de constante ansiedade
e a pronta insatisfação ocorre porque o desejo se apresenta como
objeto de consumo e, por isso mesmo, fadado a permanecer insaciável
qualquer que seja a pilha de objetos adquiridos.
O desejo deseja desejo, e o ciclo nunca
se fecha. A promessa e a esperança de satisfação precedem a
necessidade que se promete satisfazer e serão sempre mais atraentes
que as necessidades efetivas, quer dizer, a satisfação nasce da
expectativa do prazer que transcende a “realidade” numa espécie de
“hedonismo imaginativo” (URRY, 1999). No entanto, como a “realidade”
jamais poderá propiciar os prazeres com que os indivíduos se deparam
em seus devaneios, sonhos e fantasias, cada compra conduz à
desilusão e ao anseio por produtos ou experiências mais novos e
atraentes. “Existe uma dialética da novidade e da insaciabilidade no
âmago do consumismo contemporâneo” (URRY, op.cit:30). O indivíduo
“pós-moderno” se apresenta como um caçador de emoções e colecionador
de olhares, imerso num mundo com o qual se relaciona esteticamente
percebendo-o como um alimento para a sensibilidade, matriz de
possíveis novas experiências. Podemos imaginar esse mundo como um
container cheio até a boca com uma quantidade incontável de
oportunidades a serem exploradas ou já perdidas ou como uma mesa de
bufê com pratos deliciosos obrigando o indivíduo-consumidor a
estabelecer prioridades (BAUMAN, 2001). O excesso de escolhas, por
mais paradoxal que seja, é, para esta personagem, motivo de
ansiedade, insatisfação e felicidade.
Se o problema moderno da identidade era como
construí-la e mantê-la sólida e estável, escapando das incertezas, o
problema pós-moderno é como evitar a fixidez e manter as opções em
aberto. A palavra chave da Modernidade é “criação”, de preferência
em aço e concreto, ao passo que a epítome da Pós-Modernidade é
“reciclagem” a partir do plástico biodegradável; a primeira
utilizando papel fotográfico e a segunda, videotape (BAUMAN,
1996). A atenção passou da concepção de estilos de vida como
conjuntos relativamente fixos de disposições, gostos culturais e
práticas de lazer que demarcam fronteiras entre os grupos, para a
suposição de que os estilos de vida formam-se de maneira mais ativa.
No entanto, a ausência de valores e pontos de referência estáveis
que sirvam de alicerce à “realidade” e o fluxo de códigos utilizados
por esses mesmos sujeitos ativos pode levar à esquizofrenia, à
ruptura na relação entre significantes e à fragmentação do tempo
numa série de presentes perpétuos. O sujeito esquizofrênico da
pós-modernidade habita um tempo puramente presente, participa de uma
cultura do presente absoluto e é incapaz de formar um ego coerente.
Quanto mais a vida social se torna mediada pelo
mercado global de estilos, lugares e imagens, mais as identidades se
tornam desvinculadas de tempos, lugares e tradições específicos. A
difusão do consumismo contribuiu para esse efeito de “supermercado
cultural”, onde somos confrontados por uma gama de diferentes
identidades dentre as quais parece ser possível fazer uma escolha.
No interior do discurso do consumismo global, as diferenças e as
distinções culturais, que até então definiam a identidade, ficam
reduzidas a uma “espécie de língua franca internacional ou de moeda
global, em termos das quais todas as tradições específicas e todas
as diferentes identidades podem ser traduzidas” (HALL, 2000:75). O
turista, tal qual Narciso, é produto de um individualismo hedonista,
cuja identidade é esvaziada por conta do excesso de signos e
experiências disponíveis. A sociedade contemporânea, para a
pós-modernidade, é liquida porque, como os líquidos, é caracterizada
pela incapacidade de manter a forma.
O envolvimento com pessoas e lugares é epidérmico e
superficial; estético, e não moral. As relações sociais são como
episódios, eventos sem quaisquer marcas duradouras. A vida, como um
presente contínuo, se assemelha a um jogo cujas regras não param de
mudar ao longo da disputa, exigindo do jogador (outra caracterização
do indivíduo pós-moderno) o melhor de si com as cartas que tem na
mão. A necessidade imperiosa de adequar-se às novas experiências
onde elas estiverem exige a eliminação de compromissos de longa
duração porque, quanto menor o envolvimento com pessoas que
encontramos no meio do caminho, mais fácil será no momento de
partir. O estilo de vida do indivíduo pós-moderno, seja ele turista
ou jogador, transforma-se nesta perspectiva no arquétipo dos novos
tempos. As relações humanas são vistas de modo fragmentado e
descontínuo em oposição às redes estáveis de deveres e obrigações
mútua, promovendo desta forma um distanciamento entre o indivíduo e
o “outro”, ao classificá-lo como objeto de avaliação estética e não
moral.
Sem dúvida alguma percebemos no mundo das relações
sociais uma exacerbação daquilo que Georg Simmel chamou de “ar
blasé”, uma indiferença ou reserva diante da vida alheia, das
pessoas e das coisas, revelando um processo de socialização que
dessocializa ao colocar o indivíduo num social pulverizado. Alguém
que é assaltado num ponto de ônibus cheio e não é socorrido por
nenhum transeunte, o desvio do olhar no elevador ou no vagão de
metrô no horário de pico e até mesmo a distância que se dá numa sala
de cinema, escolhendo uma poltrona que não seja contígua a de outro
espectador, ou a “invisibilidade” de mendigos e pedintes com quem
nos deparamos nas grandes cidades são todos exemplos concretos de
como se dá, na prática, a atitude de reserva psicológica e
indiferença moral com relação ao “outro”.
No entanto, não é possível falarmos apenas de estilos
de vida individualizados e “egoísmo narcísico” se os supermercados
reais vendem produtos voltados para públicos reais em seções
específicas da loja, cujo consumo reforça a identidade coletiva
calcada em valores e memória comuns. Os judeus religiosos acham
produtos alimentícios preparados de acordo com as regras alimentares
apropriadas (chamada kashrut), a televisão anuncia um
sabonete específico para negros e revistas propagam uma estética
“afro” na tentativa de afirmar uma identidade historicamente
marginalizada.
Há algum tempo, um anúncio na televisão exortava os
telespectadores a consumirem determinada bebida refrigerante
alegando que “imagem não é nada, sede é tudo”. Esta frase resume
magistralmente tudo o que foi escrito acima a respeito da “implosão
de fronteiras e hierarquias sociais”, da redução dos objetos a meros
significantes sem ancoragem na “realidade” e da existência de
sujeitos esquizofrênicos que buscam nas prateleiras dos
“supermercados culturais” a satisfação de suas expectativas geradas
em fantasias e sonhos. A estética passa a regular as relações de
consumo e as relações sociais, elas mesmas mediadas por uma cultura
de consumo. Esta tendência, entretanto, nem sempre se reflete na
vida social da maneira como os teóricos da pós-modernidade
preconizam, ou melhor, carrega consigo uma contra-tendência que nos
traz um alento do tipo “nem tudo está perdido!”. No caso da
publicidade, a proibição da veiculação de propagandas de cigarro na
televisão, cujas imagens evocam uma vida saudável impregnada de
esportes e bem-estar físico, é uma prova de que questões éticas, e
não estéticas, tiveram um peso decisivo no processo. Há
relativamente pouco tempo, os maços de cigarro têm impresso na
lateral uma advertência do Ministério da Saúde a respeito dos males
que o fumo causa ao organismo junto com imagens (imbuídas de uma
mensagem moral, sem dúvida) que denigrem o hábito de fumar, como é o
caso de um doente terminal num leito de hospital por conta de câncer
no pulmão ou uma moça que expressa desagrado com o mau-hálito de seu
interlocutor fumante. À relação entre consumo e estética devemos
incorporar a relação entre consumo e ética.
Em seu estudo sobre o ato de comprar numa região da
região norte de Londres, Miller (2002) conclui que esta prática tem
uma estrutura ritual envolvida na criação de valor e de
relacionamentos, e rebate as discussões sociológicas recentes que,
segundo o autor, costumam usar o ato de comprar “como um símbolo
conveniente para nos condenar a alguma espécie de superficialidade
pós-moderna dedicada ao materialismo sem propósito” (p.126). Os
objetos envolvidos nas trocas são meios para se criar
relacionamentos de amor entre os sujeitos e intensificar os valores
sociais e não algum tipo de “beco sem saída materialista”, uma vez
que o grosso do abastecimento doméstico “está relacionado a um
estado de relacionamento vigente, uma constância subjacente
complementada por um humor, um compromisso, um sorriso, uma punição,
um gesto, um consolo, todas as minúcias que formam as nuanças em
constante mutação de um relacionamento social” (p.154). No ato de
comprar, o objeto constitui o relacionamento transcendendo as
identidades isoladas dos indivíduos envolvidos no processo e a
compra mesma deixa de ter um sentido puramente estético, mas
impregnado de valores, de tradição, de histórias de família.
Os ideólogos da pós-modernidade acreditam que vivemos
numa “aldeia global” onde não mais existe a diferença entre
realidade e significado; num “deserto” esvaziado de valores,
referências estáveis, onde as identidades se tornam desvinculadas de
tempos e tradições específicas; num “supermercado”, onde o
consumismo achata diferenças e distinções culturais. Tal
interpretação é semelhante àquela imputada à chamada “globalização”,
responsável pela homogeneização da cultura. Nada mais incorreto,
porque as mensagens e os valores embutidos nas imagens e nos
produtos consumidos são interpretados e reinterpretados pelos
receptores. Ou seja, um comercial da Nike ou do McDonald's
é lido pelos olhos de quem o vê, e não de quem o emite. Na Índia,
por exemplo, os sanduíches do McDonald's respeitam as regras
alimentares do hinduísmo (não se usa carne de vaca) e em Israel a
preparação segue os preceitos alimentares da religião judaica.
Consome-se uma identidade, incorporam-se alimentos não só para o
corpo, também para a alma.
Sigo a sugestão de Ortiz (1998), para quem o termo
“globalização da cultura”, estigmatizado e estigmatizante, deve ser
substituído por “mundialização da cultura”, quer dizer, apesar de o
processo de globalização econômica e tecnológica ter uma importância
capital para a compreensão da cultura no mundo contemporâneo, a
esfera da cultura guarda um elemento de autonomia que nos permite
pensá-la em sua especificidade. A esfera mundializada da cultura é
plural e diversificada. Novamente tomando os judeus como exemplo,
qual deles poderia imaginar um jantar judaico voltado para o público
juvenil à base de sushis e sashimis? Ou um judeu religioso, vestido
com a capota preta e fartas barbas, cantando reggae com letras que
falam de religião? A identidade judaica não se perde com a
incorporação de hábitos alimentares surgidos num país “exótico”,
muito pelo contrário, são ressignificados pelo grupo e transformados
em atributo étnico. O mesmo acontece com um estilo musical
identificado com a chamada “negritude”.
Vimos que a pós-modernidade caracteriza-se, de acordo
com seus ideólogos, pela estetização da vida a partir da
proliferação de signos e imagens cuja conseqüência é a abolição
entre o real e o imaginário, transformando a realidade em imagens e
série de presentes perpétuos. O “deserto pós-moderno” é esvaziado de
valores e finalidades, a oferta excessiva de bens simbólicos seria
propicia a desordens culturais, implodindo fronteiras identitárias
pretensamente estáveis. O indivíduo pós-moderno é esquizofrênico
porque vive um presente eterno, participando de uma cultura do
presente absoluto. É um mero “acumulador de sensações”, um “caçador
de emoções”. As relações sociais são episódicas, superficiais. Por
outro lado, vimos que o consumo, seja de um judeu religioso, de um
negro brasileiro ou de uma dona-de-casa moradora de um subúrbio de
classe média londrino, envolve muito mais do que a compra e as
sensações, é impregnado de valores. Consomem-se identidades, como é
o caso de redes de lanchonete fast-food em países cuja
população (ou boa parte dela) tem, na religião, um dos pilares de
seu estilo de vida. Consumo e identidade, aqui, andam de mãos dadas.
O consumo e a construção de identidades,
interpretados como práticas culturais dotadas de significados,
retira da pós-modernidade sua aura de fato inexorável, inescapável,
vista mais como instrumento analítico do que chave explicativa
transcendente à realidade social. Ainda há luz no fim do túnel,
apesar dos niilistas de plantão.
Referências
bibliográficas
BAUMAN,
Zygmunt. 2001. Modernidade Líquida. RJ: Zahar.
______. 1999.
Globalização: conseqüências humanas.
RJ: Zahar
______. 1996. “From pilgrim to tourist – or a short
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Questions of cultural identity.
Londres: SAGE Publications.
FEATHERSTONE,
Mike. 1995. Cultura de consumo e pós-modernismo. SP: Studio
Nobel.
HALL, Stuart.
2000. A identidade cultural na pós-modernidade.
RJ: DP&A.
LIPOVETSKY, Gilles.
1983. A era do vazio. Lisboa: Gallimard.
MILLER, Daniel. 2002.
Teoria das Compras. SP: Studio Nobel.
ORTIZ,
Renato. 1998. “Cultura e Sociedade no Brasil”. In: FRANCESCHI,
Antonio de. Et al. Marketing cultural: um investimento com
qualidade. SP:
Informações Culturais.
SIMMEL,
Georg. 1973. On individuality and social forms. Chicago: The
Chicago University Press.
SLATER,
Don. 2002. Cultura do consumo e pós-modernidade.
SP: Studio Nobel.
URRY, John. 1999.
O olhar do turista. SP: Studio Nobel.
por
MARCELO
GRUMAN
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