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Gestão do conhecimento: diferencial de competitividade das empresas
na era da supremacia da informação
“... o centro de gravidade da força de trabalho
está mudando do trabalho especializado para o trabalho do
conhecimento. E o trabalho do conhecimento exige flexibilidade e a
capacidade de continuar aprendendo.” Peter Drucker.
Hoje vivemos na era onde ocorre a supremacia da
informação. Isto implica na necessidade de prover, de modo contínuo,
informação customizada em questões de minutos, bem como de
assegurar acesso rápido e seguro a informação, além de oferecer
diferentes níveis de informação em conformidade com as necessidades
dos perfis dos usuários. Como lidar com essa situação?
O cenário descrito acima requer a gestão do
conhecimento que visa oferecer uma abordagem sistemática para
identificar, gerenciar e compartilhar artefatos de informação das
organizações. Esses artefatos compreende as bases de dados,
procedimentos e políticas de organizações, além do conhecimento do
profissional da informação (ou seja, aquele profissional que
trabalha com informações que são essenciais a operação da empresa).
Note que a capacidade de compartilhar uma
‘consciência organizacional’, criar conhecimento, e prover
suporte a colaboração irá transformar a vantagem da
disponibilidade da informação em vantagem operacional para as
empresas. Portanto, as principais necessidades críticas das empresas
compreendem:
-
Reusar artefatos de
informação;
-
Fazer a junção de informações de múltiplas
fontes gerando conhecimento;
-
Ter acesso ao status (baseado em
conhecimento) de condições, planejamentos e execuções;
-
Gerenciar, compartilhar e compreender o
extenso volume de informações relevantes;
-
Rapidamente (re)configurar aplicações (i.e. fazer
um asset assignment em tempo real)
-
Prover interoperabilidade com sistemas legados;
-
Planejar e avaliar fazendo uso de informações
aproximadas, incompletas e erradas;
-
Dispor de ferramentas automatizadas de suporte
analítico para trabalhar com conjunto
de fatos discrepantes e incompatíveis para chegar a soluções
e/ou conclusões válidas.
Perceba que o conhecimento organizacional é, em sua
grande maioria, tácito e resultante de
serendipismo. Conhecimento não é algo estático, e sim
dinâmico. Ele também é evolutivo em termos de qualidade e
quantidade. Adicionalmente, a gestão de conhecimento deve considerar
também a diversidade cultural e humana dos profissionais.
Dessa forma, as empresas necessitam tornar as tarefas
mais produtivas. Isto visa eliminar duplicação de esforços e a
automação do previsível, eliminando desperdício de tempo,
economizando esforço e aumentando produtividade. Todavia, as tarefas
do profissional da informação têm uma característica distinta: o seu
produto ou resultado compreende idéias, dados, informações,
documentos e conhecimento.
Em um estudo realizado por este autor, foi verificado
que os profissionais de informação gastam cerca de 10 horas por
semana realizando atividades tais como elaborar documentos, realizar
busca de informações, editar ou revisar documentos, arquivar e
organizar informações ou documentos, e leitura e resposta de correio
eletrônico (emails). Considerando um salário bruto de um
profissional de informação de R$ 4.000,00, esse tempo resulta,
aproximadamente, num custo semanal de R$ 250,00 e anual R$ 12.000,00
para empresa. E, observe que este é o custo de um único
profissional.
Abaixo, é apresentado um conjunto de metas que uma
organização pode customizar visando começar um projeto piloto de um
sistema de gestão do conhecimento:
-
Definição de um modelo de gestão de informação e
conhecimento
-
Definição de mecanismos de gerenciamento
-
Definição de mecanismos de manipulação e
unificação de múltiplas fontes de informação
-
Definição de mecanismos de busca por conteúdo e
metadados
-
Definição de mecanismos de acesso e visibilidade
de artefatos
-
Análise e projeto arquitetural do sistema
-
Implementação do protótipo do sistema
-
Implantação do sistema
Note que as etapas acima compreendem sugestões e,
portanto, devem ser adaptadas a cada empresa. Além disso, um aspecto
essencial e difundir a cultura da colaboração entre os profissionais
da organização.
Cabe ainda salientar que a gestão do conhecimento
permite tornar a informação coletiva e experiência dos profissionais
disponíveis para diversos segmentos da organização de forma a
melhorar o desempenho na execução de atividades. Além disso, a
automação de atividades de coleta e categorização de informações e
reuso de artefatos de informação visam também otimizar o desempenho
operacional de uma organização. Entretanto, vale ressaltar que não
se consegue instituir a gestão do conhecimento numa organização em
um único passo. Trata-se de um processo evolutivo a fim de
gradativamente criar a ‘cultura’ do compartilhar o conhecimento e
colaborar.
Leitores interessados no tópico
podem encontrar mais informações no sites:
Gestão do Conhecimento: Sobre a
Importância da Extração da Informação
Os Três Pilares da Gestão do
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Inovação Orientada para o
Desenvolvimento Humano: O ‘Negócio’ das Empresas no Brasil
Criatividade no Ambiente
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por
ANTONIO
MENDES DA SILVA FILHO
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