por JOÃO BATISTA DE MENEZES BITTENCOURT

Doutorando em Ciências Sociais da Universidade Estadual de Campinas – IFCH/UNICAMP

 

 

Da “revolução” dos agidos à “resistência” dos agentes: o levante dos movimentos éticos na contemporaneidade

 

 

Muito tem se falado das inúmeras transformações que proporcionaram rupturas com aquilo que se convencionou chamar de os “grandes ideais da modernidade”, como se observássemos catatônicos o ruir dos pilares que por muito tempo sustentaram nossos sonhos de outrora. Georges Balandier (2001), afirma que vivemos atualmente o “luto das grandes esperanças”, que se iniciou de forma metafórica com a queda do muro de Berlim, destruindo aquilo que seria o último símbolo da utopia revolucionária que perdurou durante todo século XIX. As trágicas experiências socialistas apresentadas na Rússia, China e Cuba, somadas a descrença nas mudanças advindas de um quadro político, fez com que surgissem “alternativas” ao modelo típico ideal de revolução. Apesar de alguns pensadores contemporâneos fazerem “vista grossa” diante de tais transformações, cada vez mais a sociedade reafirma aquilo que segundo Terry Eagleton (1998) constitui as “ilusões do pós-modernismo”, e entre elas, certa idéia de conformismo supostamente trazida por aqueles que perceberam que o homem contemporâneo constrói sua existência no presente, ou mesmo numa ética do instante como afirmaria Michel Maffesoli (1987). Num primeiro momento, Revolução e Resistência se aproximam no que diz respeito a estratégias de oposição ao poder, mas se nos detivermos a uma reflexão mais profunda, veremos que conceitualmente se apresentam como noções distintas, principalmente se levarmos em consideração as nuances históricas que perpassam ambas as categorias. Para fins explicativos podemos falar de uma mudança de paradigma que proporcionou uma reviravolta no pensamento moderno, abalando por sua vez as estruturas das grandes teorias, e se é possível apontar os responsáveis por tal feito, o filósofo francês Michel Foucault certamente é o nome de maior destaque. Mas afinal de contas, o que foi essa mudança de paradigma e qual a relação desse pensador com a mesma? Podemos dizer que antes de Foucault a noção de poder possuía uma conotação específica que o situava em um lugar de origem, onde havia respectivos proprietários. Ele estava na figura do rei, personificado no chefe do estado, ou mesmo poderia pertencer a uma classe. Quem o detivesse, poderia subjugar os demais aos seus interesses. Dessa maneira, poderíamos apontar aqueles que seriam os responsáveis por nossos infortúnios, e os destruindo alcançaríamos a tão desejada liberdade. Em oposição a uma concepção jurídica de poder, caracterizada pelo Estado e seus aparelhos, ou ainda, aquela atrelada a uma visão econômica, que o considera como uma mercadoria, Foucault apresenta uma proposta inovadora, para o autor o poder não é um objeto, uma coisa, mas uma relação. Essa mudança de paradigma proporcionada pela descentralização do poder tem provocado um enorme desconforto naqueles que são partidários de uma materialização do mesmo. Alguns pensadores chegam a interpretar as análises implementadas por Foucault como discurso “anti-revolucionário”, ou “pequeno-burguês”, já que segundo os mesmos incita o conformismo, fazendo com que não consigamos identificar nossos supostos inimigos. Ortodoxias à parte, o que nos interessa salientar é que o giro de epistême inaugurado com a publicação das obras Vigiar e Punir (1975) e o primeiro volume da história da sexualidade intitulado a Vontade de Saber (1976) proporcionou mudanças significativas nas pautas de discussão dos movimentos sociais de resistência na contemporaneidade. Esse pequeno ensaio teórico tem como objetivo apresentar uma reflexão acerca da reformulação dos objetivos políticos que ganharam impulso com o surgimento dos movimentos anti-globalização, e tentar demonstrar que em tempos atuais a palavra Resistência pouco a pouco assume o lugar outrora ocupado pela noção de Revolução.

“Era da Revolução”, foi assim que ficou conhecida toda a modernidade. A expectativa de uma transformação radical da estrutura política e econômica que daria lugar a um novo modelo de sociedade onde reinaria a justiça social, embala até hoje os sonhos dos mais saudosistas, que vivem a esperar o emergir da aurora dos novos tempos. A temática do progresso que fundamentou toda a tradição iluminista, também “deu o tom” da teoria marxista que procurou por sua vez estabelecer as leis do desenvolvimento da sociedade. As revoluções burguesas representaram o processo de liberação daquelas forças outrora paralisadas por relações sociais ultrapassadas, e o progresso seria então o resultado dialético dessa ruptura. De classe revolucionária responsável pela transformação das velhas estruturas sociais e protagonista do progresso social e tecnológico, a burguesia passa a ser considerada como “promotora do caos”, é nesse momento que surge o mercado mundial, que dilui as relações de trocas locais. Os meios de comunicação se tornam mais sofisticados, o processo de urbanização gera a miséria nas cidades, a exploração do homem ganha força com a automatização das fábricas. E eis que diante de tal quadro, surgem aqueles que serão os encarregados de escrever mais um capítulo na história das revoluções: “o proletariado”, que destituído dos meios de produção compõem por sua vez a classe social com interesses antagônicos aos da burguesia. De acordo com o materialismo histórico, essa mesma luta tem uma relação direta com a mudança social e é por meio dela que as principais transformações estruturais são impulsionadas. Vale salientar, que quando Marx e Engels fazem a distinção entre as duas classes, não as restringe exclusivamente a esfera produtiva, ou seja, a uma divisão que opõem os detentores dos meios de produção àqueles destituídos de tais meios. Para eles, a classe que mantém o poder material numa determinada sociedade é também potência política e espiritual dominante. Como podemos perceber, as condições históricas pelas quais passou a sociedade moderna proporcionaram a construção de uma idéia de revolução que estar diretamente ligada a uma dimensão macro estrutural, ou seja, a uma mudança da estrutura social, econômica e política.

O “ser revolucionário” da contemporaneidade possui outras significações que são próprias de sua época, o impacto proporcionado pelos avanços tecnológicos, a consolidação da sociedade do consumo, a substituição de uma “ética do viver” por uma “estética do viver” colaboraram diretamente para a produção de um outro ser, que eu chamarei aqui de homem pós - moderno.[1]

[...] nenhuma ideologia política é capaz de inflamar as multidões, a sociedade pós-moderna já não tem ídolos, nem tabus, já não possui nem qualquer imagem gloriosa de si própria ou projeto histórico mobilizador, doravante é o vazio que nos governa, um vazio sem trágico nem apocalipse. (LIPOVETSKY, 1983:11).

Analisando sob essa ótica trazida por Lipovetsky, podemos entender os motivos pelos quais vários pensadores sociais acusam os teóricos da chamada “pós-modernidade” de fazerem uma espécie de “elogio ao conformismo”. Num primeiro momento somos tomados por essa sensação, mas se nos detivermos a uma leitura mais profunda veremos que se trata de novos elementos históricos engendrando uma nova configuração que difere daquela apresentada pelo mundo moderno. Partimos do pressuposto de que na contemporaneidade seria mais pertinente utilizarmos a noção de resistência para designarmos as estratégias de subversão de poder(es) encabeçadas por novos agentes históricos. Não se trata de uma mera substituição de expressão, mas sim de uma possibilidade-outra de pensarmos a produção do sujeito que não àquele engendrado pelas relações de poder. Segundo a metafísica moderna, o sujeito foi construído por meio do recurso a consciência. Partindo de outra perspectiva, Foucault procura desenvolver uma análise que mostre como se dá a produção desse sujeito dentro da trama histórica. Como exemplo, poderíamos citar seu estudo sob o advento da sociedade disciplinar, onde o autor nos convida a perceber como o poder investido no corpo dos indivíduos produzia sujeitos dóceis politicamente e úteis economicamente, um disciplinamento escrito na “alma” marcado pela sutileza de suas estratégias. Não podemos deixar de levar em consideração o fato de que esse poder, que agora seria mais investido na alma através da disciplina, do que no corpo através de castigos físicos, está relacionado diretamente com a ascensão da burguesia e concomitantemente com o surgimento da sociedade capitalista. Para Foucault nesse momento, o sujeito é resultado ou produto das diversas tecnologias de poder que estão em jogo na época. A idéia de resistência ou de uma “ética da existência” só aparece quando vem à tona o seguinte questionamento: como o sujeito reage a todo esse investimento do poder?

A ruptura decisiva com a noção do sujeito pode ser percebida através dos trabalhos de Gilles Deleuze, filósofo francês que provocou uma verdadeira reviravolta no pensamento ocidental contemporâneo. Influenciado pelos trabalhos de Nietzsche, Spinoza e Bergson, Deleuze fez da Filosofia uma “arte de fabricar conceitos”. E foi apoiado na premissa de uma total inexistência do sujeito - que segundo sua óptica estaria imerso num constante processo de inventividade – que o autor sugeriu o conceito de devir. De acordo com Félix Guatari, parceiro de Deleuze em seus mais significativos trabalhos, o devir é um

[...] termo relativo à economia do desejo. Os fluxos de desejo procedem por afetos e devires, independentemente do fato que possam ou não ser rebatidos sobre pessoas, imagens, identificações. Assim, um indivíduo antropologicamente etiquetado masculino pode ser atravessado por devires múltiplos e, em aparência, contraditórios: devir feminino coexistindo com um devir criança, um devir animal, um devir invisível, etc. (GUATARI, 1986: 288)

Deleuze não somente critica a noção de estrutura da forma como foi pensada pela Lingüística, Psicanálise e Antropologia, vai ainda mais além, sua crítica é a toda e qualquer forma de agenciamento. Nos escritos do filósofo, a noção de “agenciamento” tem uma conotação bem mais ampla do que as de estrutura, sistema, forma, processo, etc. Para Deleuze (1977) “a unidade real mínima não é a palavra, nem a idéia ou o conceito, nem o significante, mais o agenciamento” (p.65). Mesmo constituindo um complexo mais aprisionador do que o estrutural, o agenciamento possui uma distribuição peculiar, permitindo que a todo instante possa haver liberação de linhas em devir. Em Mil Platôs (1980), Deleuze nos apresenta um “esquema” que nos permite compreender a  sua natureza:

[...] um agenciamento comporta dois segmentos: um de conteúdo, o outro de expressão. Por um lado, ele é agenciamento maquínico de corpos,de ações e de paixões, mistura de corpos reagindo uns sobre os outros; por outro lado agenciamento coletivo de enunciação, de atos e de enunciados, transformações incorpóreas sendo atribuídas aos corpos. Mas segundo um eixo vertical orientado, o agenciamento tem, de uma parte, lados territoriais ou reterritorializados que o estabilizam e, de outra parte picos de desterritorialização que o arrebatam (p.112).

É apoiado nessa concepção deleuziana, que nos propomos a analisar o levante dos movimentos éticos na contemporaneidade, mostrando que os discursos totalizantes que outrora dominavam as formas de resistência, foram re-significados por um novo imaginário político.

O levante dos movimentos éticos

“Lá estão eles provocando o poder e a policia, rompendo o cerco da amnésia e da resignação. Vieram sem convite ou receio, cortando esquinas e fronteiras. Estão em marcha, vão pelo mundo, resistindo e se rebelando, desobedecendo a ordem e o silêncio. Mas quem são esses? Quem são essas pessoas que carregam nas camisetas e nos corações figuras de Guevara, Ghandi e Zapata? Quem são esses que picham muros com palavras de ordem dos anos 60? Quem são esses que, nessa altura do campeonato, depois de tudo, depois do muro, vem protestar contra o capitalismo?” (Revista Caros Amigos – Agosto de 2001).

Os movimentos anti-globalização que explodem no mundo todo, é a prova de que o “conformismo político generalizado” como muitos postulavam ainda não se abateu sobre todos os segmentos da sociedade. Apesar de muitos concordarem, que o inicio de tudo foi em Seattle, durante a terceira conferência ministerial da Organização Mundial de Comércio (OMC) em novembro de 1999, há quem afirme que as raízes desse movimento estão no final do século XIX, quando ganha força a sociedade civil. O certo é, que os grupos que vemos, hoje nasceram na metade dos anos 60. Ambientalistas, sindicalistas, anarquistas, religiosos, como foi possível unir num único movimento pensamentos tão díspares? Resposta ao poder? Resistência por parte do sujeito? Só podemos refletir sobre essa reformulação contemporânea dos objetivos políticos, se levarmos em consideração a produção de uma ética contra o poder (Negri, 2003). O cientista político italiano Antônio Negri indica que “em sentido foucaultiano e certamente biopolítico, Seattle mostra uma modificação radical dos nossos modos de conceber a vida, dos nossos modos de falar: é o momento do qual da moral passa-se a ética, na qual uma multidão de singularidades se mostra como força subjetiva”. Multidão de singularidades porque os sujeitos políticos implicados nesse novo arranjo não estão preocupados com a criação de um novo modelo de classe organizada que virá a destituir o poder imperial. Porque a potência que existe em cada um de nós enquanto capacidade criadora está além dos dogmas de um grupo em específico. Já não é o proletariado, como previra Marx, a classe que ditará os novos rumos da história. Mas não se trata de renegar ou desmerecer a teoria marxista classificando-a como insuficiente ou anacrônica para a compreensão de um novo quadro de resistência global. Negri propõe uma reformulação do marxismo, onde o Marx “cientista” cede espaço ao Marx “utópico”, nas palavras do autor “constituir as categorias partindo de baixo, submete-las às regras da ação, da práxis coletiva”, fazer com que a temática do sujeito se torne central na prática revolucionária.

“Mas a burguesia não forjou apenas as armas que lhe trarão a morte; produziu também os homens que empunharão essas armas – os proletários” (Marx e Engels, 2003:51).

Essa citação de o Manifesto Comunista, é a transcrição perfeita da tática subversiva pós-moderna, pois numa mesma relação, podemos dizer, que o mesmo poder que produz subjetividades, também produziu aqueles que subverterão essa relação, usando seus próprios dispositivos. Para percebermos de uma forma mais clara como se configura essas estratégias, podemos trazer o exemplo da internet, que tem sido utilizada para os mais diversos fins. Quando surgiu em meados da década de 70, criada por estrategistas norte americanos, possuía finalidade exclusivamente bélica. Tratava-se de um projeto, que tinha como objetivo principal, a distribuição de informações por meio de uma rede de computadores, o que dificultaria os ataques do temido “inimigo vermelho” que já havia apavorado a vanguarda tecnológica americana com o lançamento do famoso satélite espacial “Sputnik”. Uma ferramenta que foi criada para auxiliar a perpetuação da lógica capitalista, hoje se transformou em ferramenta de subversão dessa mesma lógica.

É através da imaginação que os cidadãos são disciplinados e controlados pelos Estados, mercados, e outros interesses dominantes, mas é também da imaginação que os cidadãos desenvolvem sistemas coletivos de dissidência e novos grafismos da vida coletiva (SOUSA SANTOS, B. 2002:46).

“Somos todos clandestinos”, o grito que ecoava aos quatro cantos de Gênova pela multidão que tomava as ruas para protestar contra a cúpula do G-8[2] em 2001 reafirma o caráter anti-identitário do movimento. Imputar uma nacionalidade, uma origem espacial ou mesmo um rótulo político-partidário colocaria em risco a estratégia dessas subjetividades insurgentes, daí a importância da criação de zonas autônomas temporárias[3], espaços que ainda não foram demarcados geograficamente. Quando tudo parecia repetição no que diz respeito a estratégias e discursos de subversão da ordem vigente, eis que surge um movimento apresentando uma idéia de resistência até então nunca vista. De uma moral constituída por partidos, passa-se a uma ética da multidão. O modelo de revolução saturou, e junto com ele, as promessas mobilizadoras da modernidade, porém, diante de um quadro aparentemente desesperançoso, ouvimos o grito daqueles que resistem a todo custo.

Considerações finais

Á guisa de conclusão, entendemos que é importante fazer alguns comentários acerca das contradições encontradas no respectivo movimento, afastando dessa maneira uma visão mitificadora que possa vir se abater sobre o mesmo. Destacamos que nosso intuito não é substituir uma “utopia” por outra, ou seja, apresentar os movimentos anti-globalização como os responsáveis por uma transformação de caráter macro-estrutural que colocaria fim a todos nossos infortúnios. Ao contrário, percebemos nesses movimentos uma proposta de resistência diferenciada, mas que nem por isso está isenta de críticas. A primeira delas e talvez a principal, é o fato desses movimentos terem maior impacto nos países mais desenvolvidos economicamente, sendo ainda uma realidade distante para os países latino americanos e africanos, que possuem uma agenda política diferenciada. Outra questão de grande relevância é aquela que diz respeito à internet enquanto ferramenta de luta. Apesar do “apartheid digital” ter diminuído consideravelmente, grande parte das populações economicamente desfavorecidas continuam não tendo acesso a essa ferramenta, que se tornou uma espécie de “símbolo da resistência contemporânea”. Dessa forma, não podemos desprezar o fato de que o ciberativismo ainda não se consolidou como estratégia política global. Outro ponto que merece destaque é a ambigüidade inerente a própria idéia de “anti-globalização”, pois os movimentos utilizam como forma de resistência, as ferramentas que foram produzidas pelo mesmo processo que criticam. Apesar das várias inconstâncias apresentadas pelos focos de dissidência global, consideramos que eles instauraram uma nova forma de fazer política, e que por sua vez, colocou o sujeito no centro das atenções. Talvez a mais importante colaboração trazida por essas experiências de luta, é a idéia de que resiste-se não para “tomar o poder”, mas sim para subvertê-lo.

 

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[1] Usarei essa expressão apenas como categoria operacional, semelhante ao tipo ideal weberiano, que funciona como modelo utilizado pelo pesquisador para apreender uma realidade específica.

[2] Grupo formado pelos 8 países mais industrializados do planeta.

[3] A construção de Zonas Autônomas Temporárias segundo Hakim Bey, está relacionada com a idéia de combater o poder, criando espaços mutáveis de liberdade, que surjam e desapareçam a todo instante. O conceito de TAZ  (Temporary Autonomous Zone) tem inspirado inúmeros movimentos de resistência no mundo todo, influenciando principalmente as táticas de rua dos manifestantes de Seattle.

 

por JOÃO BATISTA DE MENEZES BITTENCOURT

 

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Bibliografia

BALANDIER, Georges. O Dédalo – para finalizar o século XX. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.

BEY, Hakim. TAZ: zona autônoma temporária. São Paulo: Conrad Editora, 2001.

CASTORIADIS, Cornélius. A instituição imaginária da sociedade. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

DELEUZE, Gilles. Dialogues. Paris: Flamarion, 1977.

DELEUZE, Gilles. Mille Plateaux – Capitalism e Schizophrénie 2. Paris: Les Éditions de Minuit, 1980.

EAGLETON, Terry. As ilusões do pós-modernismo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998.

FOUCAULT, Michel. A história da sexualidade 2 – os usos dos prazeres. Rio de Janeiro: Graal, 1984.

FOUCAULT, Michel. Microfísica do Poder. Rio de Janeiro: Graal, 2001.

GUATTARI, Félix. Micropolítica: cartografias do desejo. Petrópolis, Rio de Janeiro: Editora Vozes, 1986.

LIPOVETSKY, Gilles. A Era do Vazio – ensaios sobre o individualismo contemporâneo. Lisboa: Relógio D’água, 1983.

MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos. Rio de Janeiro: Ed. Forense-Universitária, 1987.

MARX, K e ENGELS, F.. O Manifesto do partido comunista. São Paulo: Martin Claret, 2003.

NEGRI, Antônio. 5 Lições sobre o império. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

SOUSA SANTOS, Boaventura. A globalização e as ciências sociais. São Paulo: Cortez Editora, 2002.

Outras fontes

Revista Caros Amigos (2001)

 

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