Como
se pode constatar, o Brasil foi a economia que menos cresceu em
termos reais per capita, de todos os países em desenvolvimento,
ficando até mesmo atrás de alguns desenvolvidos, como os Estados
Unidos, só ganhando da Alemanha, que numa certa época já foi
chamada de “a economia enferma da Europa”. Alguma razão deve
existir para esse desempenho medíocre.
Os
economistas do desenvolvimento costumam identificar um conjunto de
fatores qualitativos, como constituindo requisitos necessários, mas
não suficientes, para um processo sustentado de crescimento econômico
(não confundir com “desenvolvimento”, que requer um processo
sustentado de crescimento, com transformações estruturais no
sistema produtivo, isto é, ganhos de produtividade, e distribuição
social dos benefícios do crescimento). Estes requisitos podem ser
resumidos nos elementos seguintes:
Requisitos
para o crescimento:
1)
Estabilidade macroeconômica
2)
Microeconomia competitiva
3)
Capacidade institucional
4)
Qualidade dos recursos humanos
5)
Abertura ao comércio internacional e aos investimentos diretos
estrangeiros
Vejamos,
rapidamente, cada um deles e como o Brasil tem se comportado em face
desses elementos macro e microeconômicos.
1) Estabilidade macroeconômica
Desde
o Plano real, o Brasil tem apresentado políticas macroeconômicas
relativamente sólidas, com uma inflação baixa, contas nacionais
razoáveis, isto é, tendentes ao equilíbrio, mas ainda
caracterizadas por desequilíbrios setoriais (previdenciários,
sobretudo) ameaçadores, e, desde 1999, uma taxa de câmbio
competitiva, a despeito da valorização observada no período
recente (e entre 1995 e 1999), o que, de toda forma, induz a ganhos
de produtividade e ajuda a combater a inflação. Mas, a despeito de
ter superado o histórico problema da vulnerabilidade financeira
externa, o Brasil ainda sofre de grande fragilidade no comportamento
futuro de suas finanças públicas, marcadas, como se sabe, por
gastos exagerados em relação ao crescimento do PIB. Com efeito, os
gastos públicos têm crescido duas vezes mais do que o PIB e do que
a inflação, acarretando enorme pressão sobre o orçamento e,
consequentemente, sobre a dívida. Uma projeção das tendências
atuais indica, infelizmente, o crescimento contínuo das despesas públicas,
sendo que a Constituição é em grande medida responsável por
“gastos encomendados”.
2) Microeconomia competitiva
Uma
microeconomia competitiva significa uma estrutura de mercados aberta
e desprovida de barreiras a novos negócios, que devem ser o mais
possíveis concorrenciais, ou seja, com a defesa efetiva da competição
pelas autoridades governamentais encarregadas institucionalmente do
setor, a ausência quase completa de cartéis e oligopólios
setoriais e um mercado de capitais amplo e de fácil acesso.
Infelizmente, o Brasil conhece diversos oligopólios setoriais e o
ambiente de negócios é próximo do horroroso, se considerarmos a
estrutura tributária, não apenas extremamente pesada, mas
sobretudo ineficiente e altamente burocratizada. Conhecendo-se as
tendências predominantes no Estado brasileiro, parece pouco provável
que esse ambiente venha a mudar substancialmente no futuro previsível.
3) Capacidade institucional
Uma
governança eficiente significa, em princípio, a remoção de
incertezas políticas e a mudança no quadro de instabilidade legal
que desestimulam os investimentos e prejudicam o crescimento. O
Brasil conhece, indubitavelmente, uma situação de democracia estável,
ainda que caracterizada por sua baixa qualidade institucional, com
comportamentos rentistas inaceitáveis por parte de políticos e
altos burocratas do Estado. A capacitação institucional de muitos
quadros da burocracia pública apresenta deficiências preocupantes.
Determinados serviços públicos apresentam uma situação deplorável
de ineficiências e desvio de funções. A situação é tanto mais
preocupante que o Brasil, no contexto dos países em desenvolvimento
– e aqui cabe reconhecer o legado da era militar –, havia
conseguido construir um Estado relativamente eficiente, dotado de
uma burocracia bem organizada e “produtiva” (para os padrões
desses países).
4) Qualidade dos recursos humanos
A
qualidade da mão-de-obra, como sabem todos os economistas, é
essencial para ganhos de produtividade. No Brasil, existe uma boa
capacitação científica e gerencial, mas o ambiente legal deixa
muito a desejar. A despeito do maior acesso educacional nos últimos
dez anos, continuam a existir muitas diferenças regionais e sociais
nos resultados de desempenhos exibidos nos diferentes ciclos da
educação pública. Não é preciso lembrar que estamos muito
atrasados na educação de massa e que a universalização foi
seguida da baixa qualidade nos padrões. O Brasil tem desafios
imensos nessa frente, uma vez que nossa mão-de-obra ostenta poucos
anos de estudo – cerca de 5,5 anos, em média, comparados aos 11
anos, ou mais, dos trabalhadores da Coréia do Sul – e os
resultados dos exames internacionais de desempenho escolar nos
colocam nos últimos lugares da lista. Nossa educação pública é
calamitosa!
5) Abertura ao comércio internacional e aos
investimentos diretos estrangeiros
Como
sabem também os economistas, o desempenho econômico de um país
– isto é, os seus ganhos de produtividade – responde
rapidamente ao maior incremento tecnológico de sua base produtiva e
a uma maior inserção no intercâmbio global de mercadorias. Nesse
particular, os progressos nessas áreas têm sido muito lentos, com
a persistência de baixa inserção internacional no comércio de
produtos mais demandados no mercado mundial. Atraimos poucos
investimentos relativamente ao tamanho de nossa economia,
realizamos, basicamente, exportação competitiva de commodities
– e, futuramente, energia renovável – mas somos fracos nas
manufaturas mais dinâmicas.
Numa
palavra, como o Brasil se apresenta, hoje, no cenário mundial? O
Brasil aparece, hoje, no âmbito da nova economia globalizada, como
o país emergente menos preparado para crescer e exercer um papel
mundial de relevo, com exceção, talvez, no campo das energias
renováveis (biomassa, isto é, etanol e biodiesel, com ênfase no
primeiro). O curioso de ser constatado é que nenhum dos problemas
brasileiros comumente identificados – problemas nas contas públicas,
má qualidade da educação, corrupção, ineficiência do Estado,
ausência de competição no seu sistema econômico, baixo
desempenho tecnológico – deriva da globalização; todos ele são
“made in Brazil”…
Nos
últimos vinte e cinco anos de história econômica mundial, tivemos
países que podem ser chamados de “convergentes” –
isto é, economias que melhoraram o seu desempenho e que se
aproximaram dos padrões econômicos conhecidos na OCDE; são elas
as da Ásia Pacífico, da Ásia do Sul e países europeus que
demandaram ingresso na UE – e países que claramente podem ser
identificados como “divergentes”: eles estão na África, na América
Latina e no Oriente Médio e são economias que permaneceram
estagnadas ou retrocederam, relativamente (alguns em decorrência de
choques externos (peso da dívida, por exemplo) ou até mesmo
absolutamente (é o caso do fenômeno conhecido como falência política
– failed
States –, com diversos exemplos africanos e, no caso da América
Latina, do Haiti).
No
caso do Brasil, não chegamos a esses extremos, mas pode-se,
deve-se, reconhecer que nosso desempenho caminhou abaixo das
possibilidades. Basta lembrar, por exemplo, que no ínicio dos anos
1960, o Brasil exibia o dobro da renda per capita da Coréia do Sul
– grosso modo, cerca de 600 dólares, contra menos de 300 –, ao
passo que, quarenta anos depois ela nos supera por um fator de 3
(quase 20 mil dólares em paridade de poder de compra, contra menos
de sete para o nosso caso). Deve haver razões para esse desempenho
pífio em termos de crescimento. De fato, no período recente, a
taxa de crescimento anual do PIB brasileiro tem sido a metade da
taxa mundial, enquanto o valor correspondente para os demais países
emergentes representa 1,5 vezes aquela taxa. O Brasil é o
“lanterna” dos emergentes e não há indicações que este
comportamento possa ser alterado no futuro previsível.
As
razões do não-crescimento e da inércia, no caso brasileiro, podem
ser: (a) episódicas, ou seja, conjunturais, isto é, derivadas da
inflação, da desorganização, ou até da instabilidade econômica,
o que, sinceramente, não parece ser o caso, pelo menos desde o
Plano Real, ou, então, desde a mudança de regime cambial em 1999
(com a introdução da flutuação); ou, então, essas causas podem
ser: (b) sistêmicas, ou estruturais, o que provavelmente é o caso.
O que o sistema político tem a ver com isto?
Comecemos
pela Constituição “cidadã”. Ela tem estas particularidades:
em seu texto, a palavra “direito” aparece 76 vezes; já a
palavra “dever” aparece apenas 4 vezes; o conceito de
“produtividade” comparece duas vezes, tão somente e “eficiência”
uma única e solitária vez (apud: José Pastore, “O trem da
alegria”, OESP,
21.08.07, p. B-2). Devem existir fortes razões para esta
disparidade conceitual. Ao ver de alguns observadores, esta situação
apresenta alguma coincidência com o fato de a elaboração
constitucional ter ocorrido antes da queda doo muro de Berlim e da
derrocada final do sistema socialista.
Pode
ser: em todo caso, não deveria ser para nós motivo de orgulho
especial verificar que o governo anuncia, até com certa euforia,
que o programa “Bolsa-Família” atende a 11,1 milhões de famílias,
um entre quatro brasileiros, ou seja, 25% da população total.
Teria isto algo a ver, em outra vertente, com o fato de que a nossa
“Carga de impostos é a
maior da história” (Folha
de S. Paulo, 22.08.07)? De fato, apesar
da promessa do governo Lula de não elevar a carga tributária, os
brasileiros pagaram, em 2006, o equivalente a 34,23% do PIB em
impostos, contribuições e taxas. Todos os economistas conhecem a
correlação empírica existente entre gastos públicos elevados e
baixo crescimento do produto. Não se trata aqui de opinião, mas de
fatos observáveis com uma simples consulta às estatísticas
nacionais dos principais países (ver, por exemplo, este meu
trabalho: “Uma
verdade inconveniente ou: por que o Brasil não cresce 5% ao ano...”).
Os
problemas brasileiros podem ser resumidos como segue: (a) uma
institucionalidade precária, ou seja, um Estado
predador, caracterizado por gastos públicos excessivos, na média
dos países mais ricos (38% do PIB), para uma renda per capita seis
vezes menor; (b) uma burocracia intrusiva, inimiga dos negócios e
facilmente capturada por grupos e pessoas representando
“interesses especiais” (geralmente apresentados como “estratégicos”);
(c) elites políticas autocentradas, dotada de atitudes rentistas, o
que inevitavelmente resulta em altos custos de transação,
diminuindo o PIB potencial.
Todos
esses fatores, combinados, provocam informalidade (que no Brasil
supera 50% da população economicamente ativa e algo como 40% do
PIB, para uma média mundial de 32%) e baixa produtividade do
trabalho humano. Para
inverter essa tendência, o governo precisaria eliminar as barreiras
à produtividade, o que exige medidas de política econômica e
social.
Resumindo:
o Brasil aparece, no atual contexto mundial, como um país
totalmente preparado para “não crescer”,
em virtude de seus impedimentos
estruturais ou sistêmicos (ou seja, a sua baixa produtividade do
trabalho) e de fatores não estruturais (em outros termos, derivados
de políticas do governo). Esses dois conjuntos de elementos se
combinam para manter o Brasil em baixos níveis de crescimento,
agora e no futuro previsível.
Traçando
uma lista dos obstáculos políticos ao crescimento econômico no
Brasil, eles poderiam ser resumidos nos seguintes elementos:
1. Constituição detalhista, intrusiva, concedendo muitos
“direitos” e demandando poucas obrigações;
2. Estado extenso, também intrusivo, perdulário,
gastador, “burrocrático” e gigantesco;
3. Regulação microeconômica hostil aos negócios e ao trabalho, dando
pouco espaço às relações autoreguladas e diretamente
contratuais;
4.
Monopólios em excesso: cartéis e restrições de mercado, pouca
competição e muitas barreiras a novos ofertantes de bens e serviços;
5.
Reduzida abertura externa, seja para comércio, investimentos ou
fluxos de capitais, criando ineficiências, altos custos e preços,
ausência de competição e de inovação;
6.
Sistemas legal e judicial atrasados, permitindo manobras processuais
que atrasam a solução das disputas e que aumentam os custos de
transação.
Se
ouso apresentar uma lista de reformas políticas, elas poderiam ser
expressas nos elementos seguintes:
1.
Política (partidos e regime eleitoral);
2.
Tributária (difícil, por causa da organização federativa);
3.
Educacional (que será obstaculizada pelas corporações
existentes);
4.
Seguridade social (que se choca com privilégios remanescentes no
setor público);
5.
Trabalhista (uma das mais duras, pois o Brasil converteu-se numa República
sindical);
6.
Governança (ainda mais difícil, em vista do perfil da representação
política).
Em
todo caso, apresentando sintéticamente os principais elementos de
uma agenda de reformas, e sem nenhuma ilusão quanto à sua
factibilidade, o esforço poderia ser dirigido a:
1.
Reforma Política:
Começar
pela Constituição (operar uma “limpeza” em regra, remetendo
diversos dispositivos para a legislação infra-constitucional);
efetuar uma redução das legislaturas nos três níveis da federação
(já que a representação não apenas é excessiva, mas provoca
gastos em excesso); elaborar uma reforma eleitoral, com a introdução
do sistema distrital misto de seleção e de representação; por
fim, tentar uma reforma partidária (ainda que ela seja
manifestamente difícil, também, em vista do autismo político que
caracteriza as lideranças partidárias).
2.
Reforma Tributária:
Ela
será obviamente dificultada pelo problema
da federação e, por isso mesmo, não poderia ser um simples
arranjo formal, e sim uma reforma completa (macro e micro), com
simplificação tributária e disposição de se reduzir a carga
tributária total, ainda que de forma gradual e talvez até mesmo
lenta. Em todo caso, ela deveria ser colocada no contexto de uma
continuidade da abertura econômica, com liberalização ampliada do
comércio exterior e dos investimentos diretos estrangeiros e com
novos incentivos à inovação (na linha de do respeito à
propriedade intelectual).
3.
Reforma Educacional:
Deveria
estar centrada no ensino
básico, tendo como eixos centrais a capacitação dos professores
dos ciclos fundamental e médio e o reforço do ensino técnico-profissional.
A dificuldade principal aqui parece ser a introdução de um regime
meritocrático de avaliação e de remuneração. Não é preciso
dizer que a tarefa principal dos governantes seria concentrar os
recursos nos dois primeiros ciclos, uma vez que a pirâmide de
gastos do governo no ensino público – que é, de fato, uma grande
pirâmide – está completamente invertida. Quem conhece os
resultados dos exames internacionais de avaliação de desempenho
dos nossos alunos do primário e do ciclo médio sabe que essa missão
é absolutamente crucial. Por fim, deve-se conceder, de imediato,
autonomia universitária às IFES, mas obrigando-as, ao mesmo tempo,
a elaborar orçamentos administrados por claros princípios de
premiação por desempenho, de avaliação dos resultados
individuais e de aferição de mérito em bases não isonômicas.
4.
Reforma da Seguridade social:
Para
acabar, em primeiro lugar, com o festival
de privilégios remanescentes, seria preciso reduzir vários benefícios
abusivos do setor público, ou seja, suprimir alguns regimes
especiais que insistem em permanecer. De forma geral, seria
importante, do ponto de vista do equilíbrio das contas públicas,
ampliar os prazos de aposentadoria e as idades mínimas, modular as
contribuições em função de regimes complementares de poupança
compulsória (como os regimes de capitalização administrados
setorialmente) e diminuir os desincentivos derivados dos direitos
garantidos, que atuam como um indutor perverso da informalidade e do
não-recolhimento (já que os situados nos estratos de salário-mínimo
preferem não contribuir, uma vez que terão direito ao benefício,
independentemente de terem, ou não, contribuído para o sistema
durante sua vida ativa).
5.
Reforma Trabalhista (e sindical):
Trata-se,
obviamente, da flexibilização da legislação laboral (por mais
que isto possa chocar as “almas cândidas”), no sentido de se
ter mais contratualismo e mais negociações diretas entre as
partes, em lugar da rigidez das normais atuais. No plano dos
conflitos, em grande medida criados artificialmente por essa mesma
legislação, o objetivo deve ser, pura e simplesmente, o da eliminação
da Justiça do Trabalho, ela mesma criadora de conflitos, além de
custar acima dos valores que são objeto de julgamento. No plano
sindical, consoante uma velha demanda do “novo sindicalismo” –
que se converteu rapidamente em “velho” e parece ter-se
acomodado às benesses da República sindical –, a meta é
claramente a da extinção da Contribuição Sindical, que cria
sindicatos de papel (quando não deliberadamente corruptos).
6.
Reforma da Governança:
Sem
nenhuma ilusão de que isto venha a ocorrer, o objeteivo seria uma
redução radical do governo (ou colocá-lo sob dieta estrita).
Infelizmente, a sociedade brasileira ainda não se convenceu de que
o Estado, em lugar de ser o indutor do desenvolvimento, que ele foi
num passado distante, converteu-se, de fato, no mais poderoso
obstrutor do processo de crescimento econômico, dilapindo recursos
da sociedade e desviando investimentos para seus gastos correntes.
Caberia, assim, retomar as privatizações (uma vez que as PPPs
constituem, se tanto, em uma maquiagem, uma privatização disfarçada),
reforçar as agências reguladoras (que foram deliberadamente
sabotadas, ou aparelhadas no período recente) e introduzir um
conjunto de reformadas ainda mais ousadas no plano administrativo
(como, por exemplo, o fim da estabilidade do funcionalismo público).
Existe
alguma chance de sucesso, para um programa como esse? Talvez,
embora, pessoalmente, eu considere isso praticamente impossível, em
vista da chamada “consciência cidadã”, hoje comprometida com
as supostas “benesses do Estado”. As pessoas, em geral, demandam
“mais Estado”, grande parte dos formandos desejam fazer um
concurso público e aceder a salários que são, na média, o dobro
daqueles vigentes no setor privado, desfrutando, ademais, dos demais
benefícios vinculados ao atual regime do funcionalismo público
(entre eles o da estabilidade no emprego). As razões para o
pessimismo, portanto, são reais.
Em
todo caso, na ausência de reformas – não necessariamente as
delineadas aqui, mas funcionalmente equivalentes –, o Brasil estará
provavelmente condenado ao atraso relativo, em comparação aos
demais emergentes, e ao baixo crescimento pelo futuro indefinido,
com a preservação da atual estrutura social iníqua e uma baixa
dinâmica nos processos de inovação e de modernização.
Exemplos de lenta decadência econômica abundam na história
mundial e o Brasil certamente não é o primeiro a enfrentar esse
tipo de problema: a Grã-Bretanha (até os anos 1980) e a Argentina (a partir dos anos
1930), por exemplo, constituem duas evidências inegáveis de longa
decadência e de empobrecimento contínuo de suas populações
respectivas. Talvez o Brasil siga pelo mesmo caminho nos próximos
20 anos, ou mais.
Eu
gostaria de acreditar que não. A
responsabilidade está com cada um de nós…
por
PAULO
ROBERTO DE ALMEIDA