por CARLOS BATISTA PRADO

Graduado em História pela Universidade Católica Dom Bosco

 

 

Manuscritos de Paris: 

o pensamento de Marx in statu nascendi

 

“O trabalho não produz apenas mercadorias; produz-se também a si mesmo e ao trabalhador como uma mercadoria.”

Karl Marx.

 

Karl MarxOs Manuscritos de Paris de Karl Marx datam de 1844. No entanto, só foi publicado quase um século depois. A primeira edição – ainda que incompleta - foi concretizada pelos soviéticos em 1927, e somente em 1932, a obra passou a ser conhecida na íntegra. Nessa segunda publicação, além do russo, foi editada em alemão e francês. Assim, somente depois de mais de 80 anos, esse texto passou a ser difundido, analisado e debatido em todo o mundo.

Foi em Paris que Marx entrou em contato com os socialistas franceses e deu início aos seus estudos de economia-política. “O casamento repentino de Marx com a causa proletária pode ser atribuído diretamente (...) a seus contatos de primeira mão com intelectuais socialistas na França.” (MACLELLAN, 1990, p. 112). Nesse período, Marx passou a estabelecer relações estreitas com os socialistas e a debater suas idéias. Tinha boas relações com Louis Blanc, Bakunin, e Proudhon, os dois últimos posteriormente se tornaram seus adversários políticos. Foi por meio dessas relações que Marx passou a se dedicar ao estudo da economia clássica e a questionar as contraditórias relações sociais estabelecidas, a fim de buscar a emancipação da classe trabalhadora.

Durante julho e setembro de 1844, Marx fez uma série de notas e reflexões acerca da economia política clássica[1], do comunismo, da relação capital-trabalho, de Hegel entre vários outros temas. Desses trabalhos jamais concluídos, apenas quatro manuscritos sobreviveram. Conhecidos como Manuscritos de Paris ou Manuscritos econômicos e filosóficos, o primeiro, consiste em reflexões, apoiados por economistas clássicos sobre salário, capital, lucro e renda da terra seguida por comentários do próprio Marx sobre trabalho alienado. O segundo, investiga precisamente a relação capital-trabalho, evidenciando suas contradições. O terceiro, o mais longo, conta com uma discussão acerca da propriedade privada, trabalho, comunismo e dinheiro. Por fim, o quarto manuscrito, é um sumário do capitulo final da Fenomenologia de Hegel. Apesar de se tratar de um trabalho sintético, com um pouco mais de 50 mil palavras, a importância e lugar desses manuscritos no interior do complexo corpo teórico marxiano é constantemente objeto de estudo dos pesquisadores.

A principal preocupação de Marx nessa obra, ao examinar vários temas, que vão do salário, lucro, renda da terra, propriedade privada até o dinheiro, foi desvendar a natureza social do trabalho, enfatizando o processo de alienação do trabalhador, posto pela contraditória relação capital-trabalho. Enfim, a idéia central são as relações sociais de produção. Diante disso, deve-se tomar cuidado, pois, as idéias particulares dos Manuscritos só alcançam seu sentido pleno quando estão relacionados aos demais temas tratados. Todos eles não podem ser entendidos separadamente, isolados. Afinal, cada problemática está intrinsecamente ligada, vincula a outra, num sentido multidimensional.

Para István Mészáros essa obra é de extrema importância para a compreensão da continuidade conceitual do pensamento de Marx, ao longo de sua vida. Pois, ela lançou os fundamentos do sistema marxiano. Segundo o autor: “(...) podemos chamar os Manuscritos de Paris de um sistema in statu nascendi, pois é nele que Marx explora sistematicamente, pela primeira vez, as implicações de longo alcance de sua idéia sintetizadora – “a alienação do trabalho” – em todas as esferas da atividade humana.” (2006, p. 23).

Nessa mesma perspectiva, David McLellan afirma que “Aqui [se referindo aos Manuscritos de Paris] aparecem pela primeira vez, embora ainda não unidos, o que Engels descreveu como sendo os três elementos constituintes do pensamento de Marx – filosofia idealista alemã, socialismo francês e economia inglesa.” (1990, p. 143). Esses rascunhos e notas de 1844, são o ponto de partida, são apenas a premissa de estudos que foram retomados e sistematizados por Marx em vários outros textos de sua maturidade. É o pensamento de Marx in statu nascendi.

O trabalho alienado

O principal conceito presente nos Manuscritos de Paris é o de “trabalho alienado”, e esse é o conceito que fundamenta todas suas observações e analises das relações sociais de produção. A investigação sistemática dos conceitos de alienação (Entäusserung) e estranhamento (Entfremdung)[2] passou a sustentar a crítica elaborada por Marx, acerca da reedificação do modo de produção capitalista. A compreensão da alienação do trabalhador condicionada pelas relações estabelecidas, por mediações de produção tipicamente capitalistas, como o trabalho assalariado, a propriedade privada, o dinheiro, a mercadoria, o intercambio desigual, proporcionaram a Marx a base do seu sistema teórico.

Segundo Jesus Ranieri “a originalidade dos Manuscritos de Paris funda-se na percepção de que uma vez desvendada a natureza social do trabalho, desvendam-se, igualmente, os caminhos para a compreensão da desigualdade socioeconômica e, conseqüentemente, sua superação.” (2001, p. 29). Dessa forma, o grande trunfo dos Manuscritos foi a elaboração do conceito de “trabalho alienado”, era o elo faltava para Marx alcançar a unidade entre a prática e a teoria. Em seus escritos anteriores, até mesmo em Crítica da filosofia do direito de Hegel, de 1843, esse conceito é ainda abstrato e foi com a introdução desse conceito-chave de “alienação” que o pensamento de Marx alcançou os fundamentos reais, materiais.

O mérito de Marx vem à tona, quando observamos suas explicitações acerca do trabalho. Para David Mclellan:

Esta passagem sobre o trabalho alienado é a parte mais bem escrita de seus manuscritos. Nela Marx criticou o conceito de trabalho encontrado nos economistas clássicos dos quais acabara de fazer citações, baseado no fato de as concepções deles serem superficiais e abstratas ao passo que a dele dava uma atenção coerente da natureza essencial da economia. (1990, p. 123).

Marx toma como princípio que o trabalho é a atividade vital do homem, ou seja, a base que fundamenta a realização do seu gênero. Marx compreende que o homem expressa seu verdadeiro caráter genérico enquanto trabalhador, na produção e reprodução de sua vida material. “A vida produtiva, entretanto, é a vida genérica. É a vida criando vida. No tipo de atividade vital está todo o caráter de uma espécie, o seu caráter genérico; e a atividade livre, consciente, constitui o caráter genérico do homem.” (MARX, 2003, p. 116). É a da maior significação, a esse respeito, ressaltar que a característica fundamental dessa atividade é seu caráter consciente e livre. Pois é essa característica que diferencia a espécie humana dos outros animais.

O produto final do trabalho, o esforço que é transformado em coisa física, constitui a objetivação da vida genérica do homem. O homem criador percebe sua própria imagem no mundo por ele criado, ele se identifica com a sua produção, pois é o resultado do desejo, da vontade da sua consciência livre. “O produto do trabalho é o trabalho que se fixou num objeto, que se transformou em coisa física, é a objetivação do trabalho” (MARX, 2003, p.112-113)

No entanto, o trabalho sob o modo de produção capitalista, torna-se estranhado e alienado, na medida em que suas relações sociais de produção colocam em contraposição capital e trabalho. Historicamente, o desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção proporcionaram uma contradição dialética instaurada na apropriação do trabalho pelo capital.  “Capital e trabalho se opõem, mas não podem existir sem a presença do seu oposto, dado que o capital produz o trabalhador e o trabalhador, o capital. Sua relação é um confronto de contraposições em reciprocidade.” (RANIERI, 2001, p. 33).

A partir de então, as relações de produção estabelecidas, contrapõem o caráter genérico do homem à realização da sua atividade vital. Assim, o trabalho deixa de ser uma escolha livre e consciente e perde sua característica essencial. Ora, o homem também perde sua característica fundamental, enquanto ser genérico, enquanto espécie humana. “Na medida em que o trabalho alienado tira do homem o elemento da sua produção, rouba-lhe do mesmo modo a sua vida genérica, a sua objetivação real como ser genérico, e transforma em desvantagem a sua vantagem sobre o animal, (...)” (MARX, 2003: 117).

O trabalho alienado-estranho tem quatro aspectos principais de manifestação:

1) O homem estranho à objetivação do seu trabalho – da natureza.

2) O homem estranho à sua própria atividade – de si mesmo.

3) O homem estranho ao seu ser genérico.

4) O homem estranho ao próprio homem – aos outros homens.

O primeiro aspecto ressalta a relação do trabalhador com o produto do seu trabalho. “(...) a relação do homem com mundo exterior dos sentidos, os objetos da natureza, na qual o ser humano é compreendido como indivíduo estranhado desta última.” (RANIERI, 2001, p. 13). Marx denomina esse primeiro aspecto de “estranhamento da coisa.” O segundo aspecto expressa a relação do trabalhador com o ato de produção, na qual o processo produtivo se torna alheio ao homem. Ou seja, “(...) a relação do trabalhador com sua atividade, estranha, alheia, que não lhe oferece qualquer satisfação, a não ser no momento de vendê-la a alguém”. (RANIERI, 2001, p. 13). Esse segundo aspecto é denominado por Marx como “auto-estranhamento”.

O terceiro aspecto salienta o estranhamento do homem ao seu próprio gênero. Na medida em que o produto final do trabalho – objetivação – é a “objetivação da vida da espécie humana”, o trabalho estranhando transforma o caráter genérico do homem em algo estranho a ele. “Trata-se do estranhamento do homem com relação a si mesmo como pertencente a um gênero, assim, como acontece com o estranhamento de sua existência (natureza) exterior e o estranhamento de sua existência espiritual.” (RANIERI, 2001, p. 14).

O último aspecto leva em conta a relação dos homens com os outros indivíduos. É o estranhamento do homem com relação ao próprio homem, que se concretiza no estranhamento do homem ao produto do trabalho dos outros homens. “(...) é o coroamento do estranhamento do homem com relação tanto à natureza como a si mesmo, que é o estranhamento do homem na sua relação com a humanidade.” (RANIERI, 2001, p. 14).

De forma geral, o “trabalho alienado” tem como conseqüência imediata à deterioração do indivíduo. “Já que o trabalho alienado aliena a natureza do homem, aliena o homem de si mesmo, o papel ativo, a sua atividade fundamental, aliena do mesmo modo o homem a respeito da espécie; transforma a vida genérica em meio da vida individual.” (MARX, 2003, p.116). Assim, o homem passa a empregar sua vida produtiva em uma atividade fora da sua liberdade consciente. Como se vê, se reverte à relação que o homem teria com o trabalho, no sentido em que este se torna apenas um meio de vida.

A análise do estranhamento e alienação do trabalho deve ser compreendida como uma realização histórica do homem, resultado do desenvolvimento das forças produtivas e das relações de produção. Assim, tanto a “alienação” como a “transcendência (Aufhebung), da auto-alienação do trabalho”, expressam uma necessidade ontológica no pensamento de Marx. A supressão da alienação só é possível porque as relações de produção estabelecidas produzem condições materiais para a sua abolição, num movimento contraditório. Pois, são compreendidos dentro de uma lógica incessante e objetiva que tende para uma superação num movimento dialético.[3]

Mas como a superação do trabalho pode ser concretizada? “De acordo com Marx, uma vez que a atividade vital deixe de ser regulada com base na propriedade privada e na troca, ela irá adquirir o caráter de atividade do homem como ser genérico.” (MÉSZÁROS, 2006, p.132). A reposição da atividade do homem livre e consciente só pode ocorrer mediante a suplantação da divisão do trabalho, da mercadoria, do dinheiro, do lucro, do trabalho assalariado, da mais-valia, etc. Em suma, somente mediante a supressão das categorias capitalistas.

A polêmica entre “jovem Marx” versus “velho Marx”

Existem inúmeras controvérsias acerca da vasta obra teórica de Marx. Uma das mais difundidas é a polêmica em torno da existência de diferenças latentes entre o “jovem Marx” e o “velho Marx”. Os defensores dessa posição afirmam que a concepção de Marx teria ao longo de sua vida, sofrido grandes transformações quanto sua linguagem e abordagem teórica. Trata-se de um esforço para opor a economia política à filosofia, ou vice-versa.

Argumentam à existência de um “jovem Marx”, mais filosófico, mais revolucionário, autor dos Manuscritos econômico-filosóficos, da Ideologia Alemã, do Manifesto do partido comunista, entre outros. E o colocam em contraposição a um “velho Marx”, mais “científico”, menos revolucionário, um “economista político maduro”, autor, por exemplo, d`O Capital.

Nesse sentido, Ruy Fausto, afirma que em O Capital, as classes “são postas em inércia”, ou seja, as classes sociais aparecem, mas não são postas em luta. E ainda segundo Fausto, apenas no “Manifesto Comunista, em As lutas de classe na França, em O Dezoito Brumário de Luiz Bonaparte, etc., as classes são postas como classes em luta”. (1987, p. 104). A argumentação de Fausto retira a essência e a preocupação fundamental da obra de Marx, ou seja, a luta de classes. Trata-se de uma tentativa de opor um “jovem Marx”, mais revolucionário, ao “velho Marx”, economicista e científico. Ao contrário de Fausto, Hector Benoit, afirma que a perspectiva da luta de classes que aparece claramente nos Manuscritos de Paris, se mantém presente em O Capital: “Para Marx, a contradição da luta de classes está no interior de cada objeto, de cada mercadoria e também no interior de cada obra teórica produzida no interior de uma sociedade de classes. Portanto no interior de sua própria obra, O Capital.” (1996, p. 16).

Essa contraposição pré-fabricada, entre um Marx, mais filosófico e um economista é completamente arbitraria e artificial. Vejamos: o primeiro texto dos Manuscritos de Paris, intitulado; Salário do trabalho começa afirmando: “O salário é determinado pela luta árdua entre o capitalista e o trabalhador.” (MARX, 2004, p. 65). Um olhar atento demonstra que a obra começa com noções básicas de economia política[4]. Já na primeira afirmação fica clara a ênfase a luta de classes e a análise dos antagonismos da relação capital-trabalho. E é essa mesma perspectiva argumentativa que encontraremos, por exemplo, em todo O Capital, mais precisamente no exame da produção da mais-valia absoluta e relativa.

Sobre essa importante questão em discussão, David McLellan afirma que “estes manuscritos de fato não eram para Marx mais do que um ponto de partida – uma efusão inicial, exuberante de idéias a serem seguidas e desenvolvidas em escritos econômicos posteriores, particularmente nos Grundrisse e Capital.” (1990, p. 143). Como se vê, os Manuscritos de Paris, podem ser considerados o primeiro rascunho, o ponto de partida de seus estudos consagrados posteriormente.

Mas ainda resta uma questão. E quanto ao conceito de “trabalho alienado”, Marx o teria abandonado? Sua preocupação com a transcendência (Aufhebung) da auto-alienação do trabalho, se manteve em outros textos? Esse conceito está presente em suas obras da “maturidade”, como em O Capital?

O conceito e muito menos a palavra “alienação”[5] foi abandonada por Marx, ele continuou a usá-la constantemente em suas obras posteriores. Mészáros argumenta que “nenhum dos significados de alienação usados por Marx nos Manuscritos econômicos-filosóficos desapareceu de seus escritos posteriores.” E acrescenta que “o conceito de alienação, tal como compreendido por Marx em 1844, com todas as suas complexas ramificações, não é um conceito que pudesse ser abandonado”. (2006, p. 207).

Não é verdade que o Marx dos Manuscritos de Paris, seja mais filosófico e menos economista político que o Marx de obras posteriores. Na realidade, o que existe acerca da obra de Marx não é uma ruptura, fundamentada na oposição da filosofia à economia política, mas sim, uma continuidade. Nesse sentido, negar a abordagem “jovem Marx” versus “velho Marx”, não significa afirmar que existe uma unidade da obra de Marx como um todo, mas sim, uma continuidade, uma evolução intelectual.

E para a compreensão desse processo do desenvolvimento do corpo teórico de Marx, o Manuscritos de Paris, é sem dúvida um texto essencial. Pois, foi nesses manuscritos que a contraditória relação capital-trabalho, baseada fundamentalmente, na alienação do trabalhador foi, então, pela primeira vez, questionada por Marx, mediante a elaboração do conceito do “trabalho alienado”. Essa obra vai além de comentários críticos dirigidos aos filósofos alemães e aos economistas clássicos, pois traz no seu bojo o desenvolvimento in statu nascendi de um novo e crítico corpo teórico.

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[1] “Marx estivera lendo economia de uma maneira desconexa desde o outono de 1843 e na primavera de 1844 leu e copiou trechos de todos os principais economistas desde Boisguillebert e Quesnay no final do século XVII até James Mill e Say.” (MACLELLAN, 1990, p. 120).

[2] Segundo Jesus Ranieri, “(...) a unidade existente entre alienação e estranhamento no interior da teoria de Marx está associada, a nosso ver, não exatamente a uma mesma significação, mas à determinação de uma pelo outro.” (RANIEIRI, 2001: 25).

[3] Sobre essa importante questão, Mészáros ressalta que: “A linha de raciocínio de Marx – ao inserir na relativa necessidade (histórica) da auto-alienação, bem como no anacronismo social destrutivo da auto-objetivação como auto-alienação em um estágio posterior ao desenvolvimento – estabelece a Aufhebung (transcendência da alienação) como um conceito denotando necessidade ontológica. Marx argumenta que o que está em pauta é a necessidade de uma supressão efetiva da reificação das relações sociais de produção; a qual foi antes inevitável, porém agora exerce um efeito cada vez mais paralisante (e portanto historicamente insustentável). (MÉSZÁROS, 2006, p. 107).

[4] “Marx deixou claro, mais de uma vez, em seus Manuscritos econômicos-filosóficos, que toma como ponto de partida a linguagem da economia política a fim de resgatar suas contribuições, que permaneciam ocultas aos próprios economistas políticos, bem como para criticá-los em seus próprios termos. Ele adotou a mesma atitude em relação à filosofia idealista.” (MÉSZÁROS, 2006, p. 198).

[5] Marx usava as seguintes palavras para expressar “Alienação”; Entfremdung, Entäusserung, Veräusserung, Verdinglichung, Verselvstäundigung e Fetischismus.

 

por CARLOS BATISTA PRADO

 

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Bibliografia

BENOIT, Hector. Resenhas: Ruy Fausto.  In: Revista Crítica Marxista, n° 07. São Paulo: Xamã, 1998, p. 133 – 138.

__________. Sobre a crítica (dialética) de O Capital. In: Revista Crítica Marxista, n° 03. São Paulo: Xamã, 1996, p. 14 – 44.

FAUSTO, Ruy. Marx: Lógica e Política.  Tomo II. São Paulo: Brasiliense, 1987.

MCLALLEN, David. Karl Marx: Vida e pensamento. Petrópolis: Vozes, 1990.

MARX, Karl; ENGELS, Friedrich.  A ideologia alemã. São Paulo: Martin Claret, 2004.

MARX, Karl. Manuscritos econômico -filosóficos. São Paulo: Martin Claret, 2003.

MÉSZÁROS, István. A teoria da alienação em Marx. São Paulo: Boitempo, 2006.

RANIERI, Jesus. A câmara escura: alienação e estranhamento em Marx. São Paulo: Boitempo, 2001.

 

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