por IURI ANDRÉAS REBLIN

Teólogo, mestrando no Instituto Ecumênico de Pós-Graduação (IEPG), da Escola Superior de Teologia (EST), em São Leopoldo, RS, com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Esforça-se em elaborar uma teologia a partir do cotidiano.

 

 

Super-heróis e Religiosidade: 

um ensaio para iniciar o debate

 

SUPERMAN - O RETORNO (divulgação)Eles vivem entre nós. Surgem e desaparecem sem que possamos vê-los com exatidão. Na maioria das ocasiões, eles estão salvando vidas de desastres acidentais e incidentais. Não conhecemos suas identidades reais, porque eles usam máscaras que escondem seus rostos. Possuem poderes assombrosos que transpõem a realidade na qual vivemos. Não sabemos o que pensar sobre eles. Serão deuses, anjos de Deus, demônios ou apenas frutos de uma imaginação fértil? Se a nossa vida fosse inserida numa história em quadrinhos, provavelmente, esses seriam nossos pensamentos mais comuns.

Não há dúvidas de que os super-heróis são um fenômeno de grande impacto cultural. Estão presentes em diversos países, propagados nos mais diferentes meios de comunicação, primordialmente, nos quadrinhos, e, mais recentemente, no cinema e na televisão. Já estiveram presentes em jornais e programas de rádio, além de serem encontrados na Internet. Além disso, eles estimulam a criação de super-heróis nacionais. Diversos pesquisadores lançam seu olhar sobre eles: sociólogos, antropólogos, psicólogos, filósofos e pedagogos, todos tentando entender o poder de atração que tais personagens exercem em, pelo menos, uma etapa da vida do ser humano moderno.

Nesse sentido, a teologia não pode ficar de fora dessa discussão. Como ciência humana que procura compreender como o ser humano em suas ambigüidades e em sua existência se relaciona com sua preocupação última, a teologia se torna uma das principais interessadas no assunto. A teologia não é acultural nem divina, tal como o senso comum tende a caracterizar. Nem sequer a religião é algo que se possa separar da cultura. “Teologia é rede que tecemos para nós mesmos, para nela deitar o nosso corpo. Ela não vale pela verdade que possa dizer sobre Deus (seria necessário que fôssemos deuses para verificar tal verdade); ela vale pelo bem que faz à nossa carne” (ALVES, 1987: 10).

O Caminho dos Símbolos

Como as demais ciências humanas, a teologia dirige seu olhar sobre a teia de significados que o ser humano, como ente de desejo e imaginação, cria para sobreviver e sobre a qual ele está condicionado. No entanto, ela se interessa especificamente pelo ponto em que a cultura fracassa em criar os objetos de desejo do ser humano e este se vê diante de sua impotência e dos símbolos da ausência que esta evoca cujo conjunto chamamos de religião.

Portanto, o estudo da religião e dos símbolos religiosos está sustentado na experiência humana e em sua apreensão, no surgimento de universos de sentido e no jeito e na forma como eles são traduzidos. No fundo, a teologia não pode ser considerada ciência em seu sentido de uso corrente, seria necessário redefinir o conceito de ciência que o positivismo legou. A teologia é antes sapiência, um saber que vem cheio de sabor, que não está distante da realidade em que o ser humano vive. Ela é o conjunto da alquimia que possibilita o ser humano existir como tal, i. é, como ser relacional, empírico, simbólico.

O ser humano é um ser simbólico e os símbolos nada mais são que um horizonte para o qual o ser humano direciona seu caminhar (Cf. ALVES, 2005: 23). Todavia, o ser humano não cria os símbolos, eles simplesmente acontecem enquanto são evocados. Eles surgem e desaparecem como as fadas cuja existência está condicionada à lembrança e ao esquecimento. Seu poder é semelhante às metáforas e metonímias que usamos. Eles têm o poder mágico de conectar mundos. É como uma chave mística que, quando tocada, nos transporta para um outro lugar que só seria conhecido por nós por meio da própria chave. No entanto, esse outro lugar não é nem o “mundo das idéias”, nem qualquer outro espaço dimensional desconhecido, mas o próprio mundo em que habitamos, agora re-significado. Os símbolos abrem “dimensões e estruturas da nossa alma que correspondem às dimensões e estruturas da realidade. Um grande drama não nos dá apenas uma nova intuição no mundo dos seres humanos, mas também revela profundezas ocultas do nosso próprio ser” (TILLICH, 2001: 31).

Assim, a pergunta da teologia diante do fenômeno dos super-heróis não é se este é ou não um fenômeno religioso – esta seria uma pergunta deveras superficial e, ao mesmo tempo, eternamente carente de uma resposta que lhe satisfizesse – mas quais são os símbolos que ali se manifestam, “porque o símbolo é a linguagem da fé” (TILLICH, 2001: 36). Assim como o símbolo, a religião é um evento que irrompe da relação que é estabelecida com algo ou com alguém. Ela não surge da abstração, da metafísica, mas sim de um encontro, de uma experiência. Portanto, é pelo caminho dos símbolos que a teologia compreenderá o fenômeno dos super-heróis. Naturalmente, ela não percorrerá sozinha por essa trilha, mas na companhia de suas outras irmãs: a sociologia, a antropologia e a psicanálise. Com o itinerário definido e na companhia de uma intérprete, a semiótica, é possível experimentarmos nossos primeiros passos rumo ao principal ponto de referência no universo dos super-heróis: o Super-Homem.

O Super-Homem em três perspectivas

Quando nós ouvimos ou vemos o nome Super-Homem estampado em algum texto ou propaganda, dificilmente faremos qualquer associação com o Übermensch de Friedrich Nietzsche. Mesmo que até seja possível estabelecer algumas associações com o perfil do novo ser humano descrito pelo filósofo, esse jogo de pensamentos só será feito eventualmente por quem participa dos dois âmbitos, i. é, por quem conhece a filosofia de Nietzsche e a mitologia do Super-Homem. Há aí um diferencial: enquanto que o Sobre-Homem freqüenta academias e cafés filosóficos, o Super-Homem está no cotidiano, tamanha é a difusão desse personagem oriundo das histórias em quadrinhos.

No entanto, não é só uma questão de difusão. O Super-Homem mexe com as entranhas do ser humano, as fantasias, os mitos, os símbolos, os sonhos, toda essa linguagem que a ciência tende a relativizar. O Super-Homem é um mito, i. é, uma narrativa metalingüística que fala ao consciente e ao inconsciente humano e, ao mesmo tempo, visa “preservar a coesão social e reafirmar a identidade de um grupo, resguardar valores, fornecer um equilíbrio e, em última instância, dar um sentido à existência” (REBLIN, 2005: § 18). O Super-Homem satisfaz “as nostalgias secretas do ser humano moderno que, sabendo-se condenado e limitado, sonha revelar-se um dia como uma ‘personagem excepcional’, um ‘herói’” (ELIADE, 1963: 155). Assim, o Super-Homem carrega em suas histórias uma amálgama de valores, ideais e desejos que reflete o que o ser humano acredita, espera e aspira.

Portanto, o mito do Super-Homem é tanto uma história exemplar quanto uma história de encantamento e esta não poderia ser mais espetacular: um pequeno foguete chega a Terra durante uma chuva de meteoros e traz consigo uma criança que é encontrada e adotada por um jovem casal de fazendeiros. Enquanto cresce e é educada dentro dos valores da sociedade em que se encontra, ela descobre e desenvolve suas habilidades sobre-humanas. Quando adulta, torna-se jornalista e um salvador para o povo. Enfim, o Super-Homem é um mito e este é o ponto de encontro preferido dos símbolos, principalmente, dos símbolos que atingem nossas entranhas (Cf. TILLICH, 2001: 37).

Após essas considerações, cabe agora elucidar alguns caminhos, sobre os quais pesquisas futuras poderão firmar seus pés e deixar suas pegadas. Diante da disponibilidade espacial permitida para este texto, abordar-se-á o mito do Super-Homem em três perspectivas: como símbolo do desejo de poder; como símbolo das esperanças messiânicas e como símbolo do Destino Manifesto. Essas três perspectivas não se encontram estanques uma da outra, mas elas interagem entre si e se complementam mutuamente.

Símbolo do Desejo de Poder: Super-Homem é considerado o marco inicial do chamado “gênero da superaventura”, o primeiro de uma era de super-heróis que encontrou na sociedade capitalista as condições necessárias para sobreviver: “o processo de burocratização e mercantilização das relações sociais no capitalismo cria a necessidade, através da fantasia, de superar a prisão que se tornou a vida social e conquistar uma liberdade imaginária para compensar a falta de liberdade real” (VIANA, 2005: 41).

Não cabe recuperar a pesquisa que Nildo Viana desenvolveu com maestria sobre esse assunto, mas apenas ressaltar alguns de seus aspectos que nos interessam aqui. Em primeiro lugar, o sociólogo afirma que os super-heróis também são uma manifestação do inconsciente coletivo, que ele define como “conjunto de necessidades/potencialidades reprimidas em todos os indivíduos que formam uma coletividade” (VIANA, 2005: 59). Diante de uma sociedade dominada pela repressão, pela burocracia, o ser humano busca encontrar na imaginação a liberdade desejada:

O desejo reprimido de liberdade [...] encontra no mundo dos super-heróis uma de suas formas de manifestação mais espetaculares. Estes rompem com os limites impostos, combatem a injustiça (embora a idéia de justiça que se passa é mais a ditada pela consciência do que pelo inconsciente), defendem os “fracos e oprimidos” – que são aqueles que continuam submetidos à opressão – etc. Voar, por exemplo, é um símbolo de liberdade, de superação de limites, e muitos super-heróis possuem este poder. (VIANA, 2005:61).

Em segundo lugar, essa liberdade desejada surge associada com a vontade de poder, entendida no sentido de potencialização e não no sentido de dominação. Nesse ponto, é interessante notar que os quadrinhos, embora não abordem especificamente a idéia de domínio, expressam o temor pelas conseqüências que o excesso de poder pode gerar. O próprio Super-Homem também já se delegou no direito de ser juiz, júri e executor, assassinando três kryptonianos ao invés de enviá-los à conhecida Zona Fantasma, tendo se auto-exilado posteriormente como penitência ao seu pecado. De qualquer forma, “a vontade de liberdade inconsciente cria aventuras onde o ser humano rompe com seus limites (naturais e sociais). Essa ruptura com os limites faz dele um ‘super-homem’ [...] um ser que pode superar as injustiças fazendo justiça por suas próprias mãos” (VIANA, 2005: 62).

Um outro aspecto do Super-Homem como símbolo do desejo de poder é a representação de seu corpo. Além de incorporar os valores axiológicos da cultura e da sociedade (como p. ex., a ditadura do corpo perfeito) o corpo do Super-Homem carrega o desejo de transcendência e a necessidade de superação dos limites impostos ao corpo humano, inclusive o limite da própria morte. Mesmo com seu corpo juvenil e franzino, o Homem-Aranha possui um corpo que transcende o corpo de qualquer pessoa. Nesse ponto, o Super-Homem e qualquer outro super-herói assemelham-se ao Übermensch de Nietzsche, ao estar implícito neles a vontade que o ser humano possui de ultrapassar-se e projetar-se ao infinito. Isso torna o corpo do Super-Homem um corpo religioso no sentido mais feuerbachiano do termo: “Nenhum ser pode negar-se a si mesmo, a sua própria natureza. Todo ser, ao contrário, é em si e por si mesmo infinito, tem o seu Deus, o seu mais alto ser, em si mesmo” (FEUERBACH, 1957: 7).

Símbolo das esperanças messiânicas: O Super-Homem foi criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1934, mas só estreou em junho de 1938, no primeiro número da Action Comics. Tratava-se de uma época de grande reestruturação econômica e política do país, devido à quebra da bolsa de Nova Iorque (1929). Durante os anos turbulentos da Grande Depressão, o desemprego e a miséria foram combatidos pelo plano New Deal, que incluía uma série de reformas econômicas e sociais, a ênfase na assistência e em obras públicas e o controle mais rígido das empresas por parte do Estado.

Ao mesmo tempo, tratava-se do período pré-guerra, em que o medo da possibilidade da necessidade de uma incursão na Europa preocupava muitos jovens. Ambos os fatores, aliados à falta de divertimento para adolescentes e jovens foram determinantes para o surgimento do Super-Homem e dos outros super-heróis (Cf. GUEDES, 2004: 16). Esses personagens chamaram a atenção dos próprios nazistas, que, por um lado, participavam das histórias como os inimigos dos super-heróis e, por outro lado, consideraram o próprio Super-Homem um judeu.

Embora o Super-Homem não seja judeu em seu sentido literal, i. é, por ser um alienígena e não freqüentar sinagogas ou seguir a tradição judaica, ele esteve naturalmente ao lado destes ao se opor ao nazismo e ao defender o “homem livre americano” (Cf. VIANA 2005: 45). De qualquer forma, num contexto tenso como o daquela época, não seria atípico se dois judeus, Jerry Siegel e Joe Shuster, criassem um personagem com elementos e uma estrutura baseada na crença judaica da vinda do Messias e isso de fato aconteceu (Cf. GUEDES, 2004: 16).

Segundo a história do super-herói, o Super-Homem é enviado a Terra de um outro mundo e, com poderes sobre-humanos, vem para lutar pela “verdade, justiça e o jeito americano”. Seu nome de batismo, Kal-El, assim como o de seu pai, Jor-El, carregam a palavra hebraica que significa “Deus” (El). Para os judeus, o Messias é um enviado divino que surge numa fase da história humana para libertar o povo e trazer felicidade, paz e justiça. É característico do povo judeu a consciência histórica e a compreensão de que Deus é Deus da história. Logo, essa incursão messiânica não acontece numa realidade além da história, mas numa fase da história. “E como a história se refere à vida coletiva de um grupo, o messianismo não significa a salvação de um indivíduo, mas sempre a salvação de um grupo ou da humanidade” (FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, 1986: 747).

É importante ressaltar que a crença no Messias se intensifica em momentos em que a sociedade sofre diante das desgraças e das injustiças sociais. Nesse contexto, as esperanças messiânicas “são certezas do futuro que surgem da confiança de que ‘Deus permanece fiel à sua promessa’ e assim mantêm viva a fé em meio ao sofrimento e animam para a resistência interior e exterior contra os poderes do mundo” (MOLTMANN, 2003: 167). Em meio aos conflitos, os judeus têm a certeza de que haverá uma “mudança completa das condições penosas de existência, trazida por um personagem sagrado que tornará a pôr tudo em ordem” (FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS, 1986: 746).

O Super-Homem é expressão da esperança messiânica. Esta está estritamente vinculada às experiências religiosas e sociais de seus criadores, ao seu consciente e ao seu inconsciente pessoal e coletivo. É uma amálgama de valores e desejos emanados num momento de crise, mas também decorrente da própria autocompreensão do povo dos Estados Unidos como os “salvadores do mundo”, ou melhor, como o “povo eleito de Deus”. Assim, o Super-Homem torna-se também símbolo do “Destino Manifesto”.

Símbolo do Destino Manifesto: O “Destino Manifesto” é a compreensão de que os sucessos de expansão e conquista provêm da providência divina. Inicialmente, essa compreensão expressava-se na Doutrina Monroe, “América para os americanos”, e estava associada à conquista do Oeste americano, justificando as guerras contra os índios. Posteriormente, essa compreensão se ampliou e entendeu também que Deus teria elegido o povo norte-americano a assumir a liderança na regeneração do mundo e a civilizá-lo. O Destino Manifesto justifica as intervenções militares e a manutenção dos interesses norte-americanos:

Se os EUA foram eleitos para a salvação de todos os povos e da humanidade, então, a sua política não só pode, como deve ser avaliada pelo critério da promoção da liberdade dos povos, de sua autocracia e dos direitos humanos. O perigo fica evidente quando a concepção do “manifest destiny” é utilizada para reprimir, conquistar e apoiar ditaduras que desprezam a humanidade para fins da própria “segurança nacional”. (MOLTMANN, 2003: 195).

O Destino Manifesto é uma evolução de uma compreensão anterior: a autoconsciência norte-americana de ser o povo eleito de Deus. Essa autoconsciência acompanhou os primeiros imigrantes ingleses puritanos na viagem ao “Novo Mundo” entre 1629 e 1640. “Eles levaram junto as imagens apocalípticas da luta entre Cristo e o anticristo, entre a Igreja verdadeira e a falsa e o vaticínio da vinda iminente do reino milenar de Cristo” (MOLTMANN, 2003: 190). A história americana encontrava analogias em textos bíblicos, sobretudo, na história de libertação do êxodo, que motivava a libertação dos escravos negros, das mulheres, dos povos oprimidos na América Latina, mas com uma diferença substancial: a necessidade da morte do “faraó”. “O Deus que liberta o seu povo destruirá os inimigos do seu povo. [...] [Assim,] O ‘povo eleito’ sempre trava as ‘batalhas do Senhor’. Por esta razão, as suas guerras, mais do que meras lutas pelo poder, são antes ‘cruzadas’ (crusades) numa missão divina” (MOLTMANN, 2003: 191). A autoconsciência de ser o povo eleito carrega consigo a aptidão para julgar os outros povos.

Em virtude disso, o Super-Homem, como expressão do inconsciente coletivo e da cultura norte-americana, torna-se também símbolo do Destino Manifesto. Na verdade, o messianismo judaico e o Destino Manifesto chegam a se confundir, uma vez que este último é construído sobre a compreensão do messianismo ou milenarismo cristão. O Super-Homem cresceu em meio aos valores sociais do povo estadunidense e, por isso, tornou-se salvador do mundo, num sentido muito próximo ao lema “Com grandes poderes vêm grandes responsabilidades” do Homem-Aranha. Seus inimigos, locais, sempre visam o domínio do mundo, enquanto que o Super-Homem sempre luta pela preservação deste. Suas diversas histórias nos quadrinhos, filmes e séries evidenciam sua imagem como agente de salvação dos Estados Unidos e do mundo.

 

Referências Bibliográficas

ALVES, Rubem. Da Esperança. Campinas: Papirus, 1987.

ALVES, Rubem. O Que é Religião? 6ª ed. São Paulo: Loyola, 2005.

ELIADE, Mircea. Aspectos do Mito. Lisboa: Edições 70, 1963.

FEUERBACH, Ludwig. The Essence of Christianity. New York: Harper, 1957.

FUNDAÇÃO GETÚLIO VARGAS. Dicionário de Ciências Sociais. Rio de Janeiro: Editora da fundação Getúlio Vargas, 1986.

GUEDES, Roberto. Quando surgem os Super-Heróis. São Paulo: Ópera Gráfica, 2004.

MOLTMANN, Jürgen. A Vinda de Deus – Escatologia Cristã. São Leopoldo: UNISINOS, 2003. (Theologia Publica 3)

REBLIN, Iuri Andréas. “Para o Alto e Avante!” – mito, religiosidade e necessidade de transcendência na construção dos super-heróis. Protestantismo em Revista. Ano 4, nº 2, junho/julho de 2005. Disponível na Internet: http://www.est.com.br/nepp/numero_07/index.htm. Acesso: 22/05/2006.

TILLICH, Paul. Dinâmica da Fé. 6ª ed. São Leopoldo: Sinodal, 2001.

VIANA, Nildo. Heróis e Super-Heróis no Mundo dos Quadrinhos. Rio de Janeiro: Achiamé, 2005.

por IURI ANDRÉAS REBLIN

 

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