Brasil
2010
[final]
Parte
II
O
fardo do passado
Para
compreender e interpretar a situação atual do Brasil é preciso
retroceder em sua história dos últimos dois séculos. Como definir
o Brasil? Certamente, não é mais um país subdesenvolvido. Também,
o conceito de país em desenvolvimento, apesar de utilizado
amplamente pelo governo nas reuniões internacionais sobre comércio,
meio ambiente e transferência de tecnologia não é adequado,
sobretudo para as regiões sul e sudeste. Aos quatro países
“emergentes”, os BRIC – Brasil, Rússia, Índia e China –, a
rigor somente o último merece essa conotação por ter apresentado
um crescimento econômico inédito, nos últimos 20 anos,
acompanhado da inclusão social e cultural de pelo menos 300 milhões
de seus habitantes rurais, mais do que todos os outros países do
mundo.
Na
contramão da história, o Brasil tem apresentado, nos últimos 20
anos, uma pífia taxa de crescimento econômico de 2,5%, apesar de
todas as promessas de seus governantes. A Rússia, embora sua
economia cresça a taxas acima da média devido à exportação de gás
e petróleo, está resvalando politicamente para padrões totalitários
dos Czares e de Stalin e seus herdeiros.
A
Índia, em que pesem seus avanços incontestáveis na área de
informática, carrega o fardo de seu passado colonial e do sistema
de castas, com 700 milhões de população rural, pobres e
indigentes, sem chances de um salto qualitativo da pobreza rural
para as “maravilhas” do mundo da eletrônica e de biotecnologia.
Talvez,
a melhor definição para o Brasil seja a de um país de
desenvolvimento “tardio”, cuja industrialização e modernização
alcançaram somente uma minoria, enquanto a maioria, pobre e
culturalmente privada, tem sido contemplada por um assistencialismo
populista, sem futuro. Nos anos 50, o sociólogo francês Jacques
Lambert publicou um livro intitulado “Os dois Brasis” em que
apontava criticamente para as disparidades regionais e sociais entre
nordeste e sul-sudeste. Não se pretende aqui polemizar com a tese
de Lambert, mas é pertinente a indagação sobre as origens e a dinâmica
progressiva dessa desigualdade, apesar do desenvolvimento
industrial-urbano incontestável. Afinal, em meados do século XIX,
o Brasil era um país mais rico que os Estados Unidos, que sofreram
uma sangrenta guerra civil na década de 60 daquele século, impondo
os padrões da sociedade burguesa ao sul escravocrata. A análise
das trajetórias tão diferentes dos dois países nos remete à
dimensão e à importância da História para encontrar uma explicação
plausível para o atraso do Brasil, além de fatores
convencionalmente apontados como o clima tropical, a ética
protestante, as supostas deficiências dos colonizadores portugueses
quando comparados aos anglo-saxões. Por mais importantes que fossem
esses fatores, eles não apontam para o respeito fundamental e
central da dinâmica social e política. Ambas as sociedades, Brasil
e Estados Unidos, foram construídas a partir da escravidão dos
negros e o extermínio das populações indígenas. No primeiro século
de colonização portuguesa no Brasil, o regime desumano e predatório
de trabalho marcou profundamente as relações sociais de
colonizadores, colonizados e escravos.
O
Brasil passara para a modernidade capitalista – industrialização
e urbanização – sem revolução burguesa capaz de romper os laços
com o feudalismo fundiário. Embora a escravatura fosse abolida
oficialmente em 1888, as relações patrimonialistas, o preconceito
e a exploração dos trabalhadores rurais e urbanos continuam a
vigorar, seja nos antigos latifúndios do nordeste, seja nas
“modernas” e imensas áreas plantadas de soja, cana, café e nas
criações de gado no centro-oeste, cujos donos consideram-se
“salvadores da pátria”, devido ao saldo na balança comercial
do país, baseada na exportação de produtos de mineração e
agro-industriais. A independência do Brasil (1822), proclamada por
Dom Pedro I, foi notória pela ausência do povo, uma situação que
perdurou até as primeiras décadas do século XX, privando a
sociedade das condições necessárias para uma industrialização
bem sucedida. Na primeira fase da industrialização brasileira
faltaram os recursos para financiar e sustentar o crescimento
industrial. Os lucros auferidos com a exportação do café e cacau
foram vertidos para a construção de palacetes, o envio dos filhos
para estudar em países europeus e no consumo de bens importados de
luxo. Os grandes investimentos indispensáveis para deslanchar uma
indústria nacional – energia, transporte, siderúrgicas, petróleo,
mineração, máquinas e equipamentos – foram proporcionados pelo
Estado (CSN, COSIPA, Petrobrás) e as empresas estrangeiras. Os
donos de pequenas e médias empresas brasileiras que foram impedidas
de participar dos padrões tradicionais de poder, prestígio e
sucesso social associados ao bom desempenho da função inovadora
empresarial. Ficaram para trás.
É
muito grande o número de sociólogos e economistas que tentaram
explicar o fenômeno do atraso do desenvolvimento industrial na América
Latina.
A
heterogeneidade étnica e cultural dos empresários emaranhados no
cipoal das normas e restrições impostas pela burocracia estatal e
expostos à concorrência de grupos econômicos estrangeiros
configuram um contexto histórico desfavorável, com obstáculos
quase intransponíveis à ascensão social e no sucesso político da
classe empresarial.
A
industrialização do Brasil e de outros países latino-americanos
processou-se numa época de crescente centralização econômica e
de mercado cada vez mais controlado por oligopólios e
conglomerados. O custo elevado de tecnologia e dos investimentos
iniciais manteve afastadas do processo de industrialização as
elites tradicionais agro-exportadoras, enquanto fosse favorável ao
ingresso de capital estrangeiro. A conseqüente fraqueza do
empresariado nacional exigiu a participação, em escala crescente,
do Estado, não somente como agente fiscalizador, mas também na própria
função empresarial, concomitantemente, com sai ação empresarial
em grande escala, o Estado passou a organizar e fiscalizar as massas
de operários, manipulando-os, freqüentemente, com fins políticos
próprios. Finalmente, os mercados internos estreitos, em virtude da
não distribuição de renda e da baixa produtividade dos sistemas
de transporte e de comunicação, limitaram as possibilidades de
expansão das indústrias. Nessas circunstâncias, as “elites”
industrializantes, para serem bem sucedidas em seus empreendimentos
econômicos, teriam de tornarem-se também “elites” políticas.
A fraqueza e a inexpressividade de atuação política dos empresários
industriais, como classe social coesa e consistente de sua missão
histórica deixaram marcas profundas em toda a evolução política
e econômica das sociedades latino-americanas.
Contrariamente
ao que aconteceu nos países hoje mais adiantados – onde as elites
industrializantes se propunham, através de transformações
radicais da estrutura econômica, inclusive do setor operário, a
criar um mercado nacional amplo e interessado – nos países
latino-americanos a industrialização apenas acomodou-se à
estrutura semi-colonial agrária, induzindo somente alterações
reflexas e marginais. O processo de justaposição das atividades
industriais às agrárias, comerciais e financeiras nos centros
urbanos levou a um processo de interpenetração e associação
estreita desses setores, donos de capitais, tanto os ligados ao
mercado externo quanto ao interno, constituindo-se o sistema bancário
e financeiro em elo e intermediação entre os setores. A
interpenetração e amalgamação de interesses econômicos foram
geralmente acompanhados por cooptação de uma parcela significativa
das elites industrializantes por parte das elites tradicionais.
Aparentemente conciliados e acomodados, os interesses econômicos
dessas duas classes seriam historicamente contraditórios e
conflituosos: a abertura e a interiorização do mercado interno são
condições indispensáveis para o êxito da industrialização, mas
levariam também a elevar a remuneração dos trabalhadores
agregados do setor agro-exportador, com aumento dos custos de produção
e redução proporcional do lucro. É nesta contradição histórica
que se deve procurar a origem do comportamento político vacilante e
paradoxal dos empresários. A associação e amálgama estreitas
entre as duas classes, inclusive através de laços familiares
resultaram em fraqueza política dos empresários; e a classe média
a eles associada nunca chegou a se constituir em camada dirigente e
tão pouco postulara a liderança no processo de desenvolvimento,
nesta fase crítica de transformação em uma sociedade
urbano-industrial moderna. O apelo quase simultâneo dos militares
em todos os países latino-americanos, para restabelecer “ordem e
progresso”, iniciava um período de repressão política, cuja
superação começou nos anos 1990. Desnecessário, talvez, seja
acrescentar que na ausência de uma solução genuína para os
problemas de desenvolvimento, a história não volta nem concede
novas oportunidades. A omissão política das elites
industrializantes criou um vácuo cujas conseqüências estamos
sofrendo, carregando o fardo neste começo de século XXI.
Parte
III
Esquerda,
direita e democracia
Chegamos
à chave do enigma: por que a economia brasileira não cresce nas últimas
décadas, apesar das promessas e declarações proféticas do
governo sobre o crescimento “espetacular” e os 5% ao ano, logo
depois desmentidos pelos órgãos de pesquisa do próprio Estado?
Crescimento econômico é função de investimento e, à medida do
progresso técnico, eleva-se a razão de capital/produto, com variações
setoriais, numa média de 5:1. Em outras palavras, para fazer o PIB
crescer 5% ao ano, seria necessário investir pelo menos 25% do PIB.
Os parcos recursos do Estado, pressionado pela necessidade de
produzir um superávit fiscal primário (4,25% do PIB) para cumprir
as obrigações com credores nacionais e internacionais e as
demandas cada vez mais fortes da maioria da população, precisam de
complementação pela iniciativa privada, ou seja, os investimentos
das empresas. Enquanto a China investiu, nas últimas duas décadas,
invariavelmente entre 45-50% do PIB ao ano, no Brasil, esta taxa não
tem ultrapassado 16-18% do PIB ao ano.
Enfrentando
a concorrência das empresas estrangeiras transnacionais, os obstáculos
criados pela burocracia e as pressões dos sindicatos amparadas pela
legislação trabalhista, os empresários capitalistas preferem
investir em títulos do governo ou em especulações financeiras que
proporcionam renda relativamente estável e segura, contra as
incertezas dos setores produtivos. Em vez de enfrentar as incertezas
do mercado na compra de máquinas e equipamentos, matéria-prima e
contratação de mão de obra para produzir com a expectativa de
vender no futuro, os empresários preferem o papel de rentista
aplicando seu dinheiro no mercado financeiro e abrindo mão do papel
de protagonistas da “criatividade destrutiva” de J. Schumpeter.
As poucas indústrias de tamanho médio que sobreviveram à
“internacionalização” da economia brasileira, dificilmente
consegue competir nos mercados externos (taxa de câmbio irreal) e
no mercado interno inundado por produtos importados. Os economistas,
mesmo os “críticos” como A. Delfim Neto, Luiz G. Belluzzo e E.
Gianettti da Fonseca (vide painel da Rede Globo de 26/11/2006)
refletem até o cansaço suas receitas: cortar gastos do governo,
sem especificar quais gastos; baixar a taxa de juros; alterar a taxa
de câmbio; desvincular a previdência social do salário mínimo e
outras sugestões que resultaria mais na retirada de direitos que na
imposição de obrigações. Falam da flexibilização da relação
de trabalho, na elevação da idade mínima para aposentadoria das
mulheres, mas não mencionam o aumento da carga tributária, embora
cientes das alíquotas vergonhosas do imposto de renda de 15% e
27,5% (máximo) que impacta, sobretudo, na renda dos assalariados,
enquanto os “investidores” no mercado financeiro pagam apenas
15% sobre seus ganhos.
A
fuga de capitais para paraísos fiscais e o controle de entrada de
dinheiro especulativo não são mencionadas e tampouco a maior
fiscalização de importações de bens de consumo de luxo. Outro
fato curioso, o saldo de investimentos no Brasil com exterior é
deficitário, ou seja, em 2006, os investimentos brasileiros no
exterior ultrapassaram em 10bilhões de dólares o fluxo de capitais
no sentido inverso (Folha de São Paulo, 22/11/2006). Os economistas
propõem eliminar o déficit da Previdência Social. Segundo
demonstra a pesquisadora da UFRJ, Denise Gentil (FSP, 27/11/2006), a
desigualdade social não tem déficit e é auto-sustentável à
condição que se aplique o previsto na Constituição de 1988: “o
montante de gastos com a Previdência é uma decisão política do
governo, como tal, deve estar baseada na meta de distribuição de
renda e de garantir um padrão mínimo de bem estar à população”.
A
Constituição de 1988 definiu que Previdência Social, Saúde e
Assistência Social formam um único sistema, o da seguridade
social. Mas, segundo a pesquisadora, o saldo previdenciário não
contabiliza as parcelas de recursos do CSLL – Contribuição sobre
o Lucro Líquido –, COFINS – Contribuição para o Financiamento
da Seguridade Social – e a CPMF – Contribuição Provisória
(permanente!) sobre Movimentação Financeira. Esses recursos são
desviados para outras áreas e gastos do governo e despesas de
custeio de outros ministérios.
Os
empresários e suas organizações representativas choram sobre a
“alta carga tributária”, exigem flexibilização das relações
de trabalho, redução do custo Brasil e discutem se aumentar o salário
mínimo em 5% ou 7%, enquanto o Congresso Nacional e o Judiciário
se concedem aumentos de até 94%!
Os
países europeus cobram impostos sobre a renda de até 40-45%,
enquanto no Brasil a maior alíquota é de 27,5% e muitos
capitalistas obtêm anistia sobre dívidas de até 97%! Conforme
disse o deputado Delfim Neto, na época em que foi ministro dos
militares, “(...) os empresários estão acostumados a mamar nas
tetas do governo!” Será que mudaram desde aquela época?
O
Brasil continua sendo um país profundamente dividido entre ricos e
pobres, o que significa, para iniciar um verdadeiro ciclo de
desenvolvimento sustentado, mudanças estruturais profundas: reforma
agrária, com distribuição de terras; reforma urbana, priorizando
a construção e re-destinação de imóveis não usados
(abandonados ou cujo uso social não esteja contemplado) para a
habitação popular; saneamento básico, levando água potável e
tratamento de esgotos para a maioria da população carente desses
serviços.
A
mortalidade infantil é escandalosamente alta (33 por mil).
Entretanto, o projeto da Lei de Saneamento Básico foi aprovado pela
Câmara dos Deputados em 13/12/2006, após tramitar por duas décadas...
Os problemas mais sérios de saúde que afetam a população
brasileira são desnutrição, parasitoses e doenças
infecto-contagiosas geralmente associadas à pobreza e falta de
saneamento básico. O tão aclamado agro-negócio, responsável pelo
superávit da balança comercial, resulta em uso predatório das
terras e a expulsão da população rural para as metrópoles. As
novas tecnologias poupadoras de mão de obra e ‘minimizadoras’
dos custos de produção têm resultado em lucros fabulosos dos
fazendeiros que pratiquem a monocultura em larga escala, o que não
os impede de pressionar o governo para obter isenção de ICMS para
seus produtos exportados. As desigualdades, medidas pelo índice
Gini aumentaram desde 1964, enquanto cresce também o número de
milionários.
Entretanto,
os investimentos do setor privado se restringem a pífios 8-9% do
PIB, insuficientes até para a reposição dos equipamentos
industriais tornados obsoletos. O WIDER – Instituto Mundial de
Pesquisa Econômica das Nações Unidas –, sediado em Helsinki,
faz uma distinção pertinente entre renda nacional baseada em
resultados de atividades econômicas anualmente compilados, e o
conceito de riqueza pessoal nacional, que engloba valores móveis e
imóveis, empresas e ações, jóias, terras e fazendas de gado.
Feita esta estimativa (são poucos os países que a fazem) as
riquezas acumuladas nas mãos de poucos – 1% da população –
constituem um valor de 100mil vezes ou mais da desigualdade nas mãos
dos 50% mais pobres do país. O gráfico anexo (xxx)
baseado no cálculo estatístico da distribuição da renda
nacional, segundo os parâmetros convencionais, transmite uma visão
totalmente falsa e enraizada sobre as desigualdades econômicas do
Brasil.
Procurando
esboçar as condições do amadurecimento e de mudanças desejadas
ou propostas, estas são configuradas, explicita ou implicitamente,
como resultados de deliberação e esforço voluntário e coletivo
da maioria da sociedade, ciente dos desafios e problemas de nossa época
e conscientes, a partir do passado distante e recente, de que a História
não se faz por si mesma, nem resultado da intervenção arbitrária
de forças e fatores que estariam acima da compreensão e do
controle dos seres humanos. A premissa alternativa, que rejeita
qualquer perspectiva determinista, preconiza a necessidade de reflexão
e ação permanentes dos indivíduos, capazes de organizar-se e,
devidamente motivados se tornarão senhores de seu próprio destino,
individual e coletivo. A liberdade, a democracia e o bem estar de
todos jamais serão concedidos voluntariamente pelas “elites”
dominantes. Terão que ser conquistados por movimentos populares
pressionando, mediante mais e maiores reivindicações, que
“obrigarão” os “donos do poder” a fazer concessões e
introduzir as mudanças necessárias.
Outra
premissa fundamental deste ensaio encarece a necessidade inadiável
de se construir, no Brasil, uma sociedade aberta e pluralista que
possa proporcionar as oportunidades e o acesso a emprego, educação,
saúde e condições de vida decentes, indiscriminadamente, a todos
os seus membros.
Em
vez de democracia formal e supostamente representativa, é necessário
implantar uma democracia participativa, um regime que cobre
periodicamente as promessas dos representantes do povo. Seriam
obrigados a prestas contas de sua atuação não somente no fim do
mandato, que poderá ser revogado por decisão soberana da
sociedade, mediante referendos, consultas populares e outras
iniciativas, em nível local, regional, federal.
Não
pode haver democracia e justiça social enquanto as reservas
cambiais são mais importantes que a saúde dos pobres. A “boa”
educação do governo para com os credores nacionais e
internacionais é mais importante que os investimentos em educação
e saneamento para todos. Nas palavras de Frei Betto, ex-assessor
especial do presidente Lula, “a lei continua a proteger quem
oprime e a castigar o oprimido” (A Mosca Azul, 2005, p. 261). O
regime democrático formal, dominado pelos ricos e poderosos impede
a caminhada em direção a uma sociedade mais justa e “igualitária”.
A solidariedade com os excluídos, a luta por justiça social, a
defesa dos direitos humanos e o cultivo da conduta ética na política
são as características básicas de quem costuma se considerar de
“esquerda”, apesar do comentário depreciativo de Lula que
qualifica os velhos esquerdistas como seres problemáticos. A questão
central não é somente ideologia, transformada pelo PT em marketing
e luta pelo poder.
A
proposta continua sendo a luta pela ética na política e pela
defesa dos direitos humanos, porque a pobreza e a exclusão são
crimes contra a humanidade. A antiga luta de classes transformou-se
em um amplo movimento social pela solidariedade e humanização das
relações sociais, e contra um regime perverso que faz da acumulação
de riquezas e de poder a sua única razão de ser.
por
HENRIQUE
RATTNER