Políticas
sociais comparadas (1)
Quando
se busca na História os primórdios das políticas públicas
adotadas pelo Estado para atender à sua população mais
necessitada, encontra-se que o conceito de Proteção Social se
identifica em sua origem com o conceito de Renda Mínima e que
surgiu na Grã Bretanha em 1795 na forma de um abono salarial, no
seio de uma sociedade capitalista em formação, onde o mercado de
trabalho livre ainda era incipiente.
A
Lei Speenhamland
foi implantada na Grã
Bretanha a partir dessas políticas sociais e determinou mudanças
nas formas de proteção social que eram adotadas na Inglaterra
desde 1536, até então (Lei dos Pobres).
Essa lei reconhecia o direito de todos os homens receberem um mínimo
social do Estado para garantir sua subsistência, independentemente
da cobrança de impostos ou taxas contributivas.
Apesar
de teoricamente ser uma grande conquista social, a Lei
Speenhamland foi criada durante a expansão da Revolução
Industrial e, portanto, não teve o êxito esperado por seus
mentores. As características competitivas do período exigiam o
rompimento de qualquer entrave que impedisse a disseminação do
trabalho livre e ao proclamar que nenhum homem deveria temer a fome
porque a paróquia local se responsabilizaria em oferecer sustento a
ele e à sua família por menos que ganhasse, a referida Lei foi
duramente criticada - por significar a fixação do trabalhador à
sua micro-região de origem e por representar um impedimento à
formação de um proletariado industrial nas regiões mais
urbanizadas.
Em
1834, para atender aos ditames do Liberalismo, o sistema de proteção
social foi revisto na Poor Law Amendment Act, que transformou um auxilio aos necessitados
que antes era universal, em seletivo e residual. Essa Lei
revisionista permitiu a formação de um mercado de trabalho mais
competitivo e desprotegido, abrindo espaço para a ampliação do
processo de industrialização e para a consolidação de uma
economia de mercado. Ou
seja, o conceito de renda mínima como um direito de cada cidadão
foi bruscamente abolido e aos pobres, voltou a ser atribuída a
responsabilidade de garantir sua própria sobrevivência.
Entretanto,
em fins do século XIX, para conter a expansão de movimentos
socialistas que estavam perturbando o processo de industrialização
do país o primeiro ministro da Prússia, o ultra-conservador Otto
Von Bismarck, foi
pioneiro ao adotar algumas medidas obrigatórias de proteção
social (1815-1898) e dentre elas, podem ser citadas: o seguro
doença (1883); o seguro acidentes de
trabalho (1884); o seguro invalidez e
velhice (1889) e o seguro específico de
condições de trabalho (1889-91).
O
modelo do Estado de Bem-estar Social implantado por Bismarck
na Alemanha foi sendo gradualmente adotado por outros paises
industrializados, como a Inglaterra, a Noruega, a Suécia, a
Dinamarca, a França e os Estados Unidos, à medida que estes também
sofriam a pressão de movimentos reivindicatórios liderados pela
classe trabalhadora.
No
século XX, enquanto a União Soviética se consolidava como um
modelo socialista e atraía o interesse das classes trabalhadoras,
defensivamente, o individualismo liberal foi cedendo lugar a políticas
públicas cada vez mais voltadas ao Bem-estar social.
Após
a 2º Guerra Mundial, por causa da acelerada bipolaridade causada
pela Guerra Fria e para não serem contestadas na implantação de
suas políticas econômicas, as lideranças dos principais países
capitalistas passaram a incrementar ainda mais as reformas sociais
que já vinham gradualmente realizando e estabeleceram as políticas
social-democratas de proteção aos trabalhadores que se
concretizaram no chamado Welfare
State.
Para
melhor entendermos a composição desse modelo de proteção social
e do que irá substituí-lo após o fim da Guerra Fria, a partir de
1990, será feita adiante uma breve exposição das principais
características dos sistemas de saúde, de assistência social, de
previdência social e de educação em alguns dos principais países
do mundo, como Inglaterra, Estados Unidos, Finlândia, Alemanha e
Brasil, tomando-se como referência o Sistema Previdenciário e o
Sistema de Saúde, em razão de sua ampla ligação constituída
pelo tripé: previdência social, saúde e assistência social.
O
Brasil e o Primeiro Mundo: Sistema Previdenciário
O
artigo 194 da Constituição Federal vigente no Brasil define
Seguridade Social como a integração de ações de iniciativa pública
e da sociedade como um todo, destinadas a assegurar a toda a população
os direitos relativos á saúde, previdência e assistência social.
No
âmbito do Ministério da Previdência e Assistência Social, são
considerados beneficiários e contribuintes do sistema previdenciário,
o segurado empregado formalmente (urbano ou rural), o segurado
trabalhador avulso (intermediados pelo Órgão Gestor da Mão-de-Obra
ou por Sindicatos), o empregado doméstico, o contribuinte
individual, o segurado facultativo e o segurado especial, bem como
seus dependentes.
É
custeada pela contribuição dos trabalhadores, das empresas e do
Estado. Funcionam no Brasil dois sistemas de Previdência Social: o
estatal e o privado. Na previdência estatal, obrigatória para
todos os trabalhadores há dois regimes: o regime Geral de Previdência
Social (RGPS), operado pelo INSS e dirigido aos trabalhadores da
iniciativa privada e aos funcionários públicos não concursados, e
os Regimes Especiais, voltados para servidores públicos concursados,
a militares e aos membros dos poderes Judiciário, Legislativo e
Executivo, entre outros.
Paralelamente
à Previdência Estatal, foi também regulamentada a Previdência
Privada cujos planos podem ser classificados de duas formas: abertos
ou fechados. Os planos abertos, que são regularizados pela
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), são comercializados
por bancos ou seguradoras. Os planos fechados, conhecidos como
fundos de pensão, também estão aos cuidados de empresas privadas
e são dirigidos por sociedades civis ou fundações sem fins
lucrativos, destinando-se exclusivamente aos empregados de uma
determinada empresa ou de
um grupo de empresas.
Apesar
de muitos de seus benefícios terem sido implantados formalmente no
Brasil durante o governo populista de Getúlio Vargas, o sistema
previdenciário brasileiro sempre sofreu muitas críticas da
sociedade, por não atender efetivamente à população que dele
necessita.
Quando
foram feitos estudos para a reforma previdenciária iniciada nas últimas
décadas do século XX, a Previdência Social brasileira se
encontrava mergulhada em profunda crise e atendia deficitariamente
às necessidades básicas de seus segurados. Por causa do
envelhecimento da população e das mudanças estruturais que
estavam alterando o sistema de produção para adequá-lo à
competitividade do neoliberalismo, a relação entre o número de
contribuintes e o contingente beneficiário havia regredido – para
cada trabalhador inativo, havia apenas dois ativos.
Para
corrigir essas distorções, propôs-se uma reforma nas bases da
Previdência, na qual a concessão dos benefícios passaria a
depender da combinação de duas variáveis: o tempo de contribuição
– que deveria ser estendido para acompanhar o aumento da
expectativa de vida – e a idade do trabalhador beneficiário.
Em
outros países mais desenvolvidos, como a Inglaterra, a Previdência
Social tem por objetivo beneficiar não apenas os empregados e com
base no sistema contributivo, mas toda a população que estiver sob
a condição de súdito britânico.
Naquele
país, tal conceito universalista teve origem durante o governo
liderado pelo Primeiro Ministro Lorde Beveridge (1941 a 1946), e é
condizente com a política do Welfare State
que pretendia combater a eventual atração dos trabalhadores pelo
sistema socialista praticado pela URSS. A Inglaterra conta com três
tipos principais de benefícios sociais, sendo eles: beneficio
infantil, disponível a todas as famílias após o registro civil
das crianças; auxilio renda e beneficio habitacional, disponível
às pessoas de baixa renda; pensões, disponíveis a todos os que
contribuem para o sistema por meio de deduções em seus
contracheques. Para ser considerada de “baixa renda” uma família
no Reino Unido deve receber um montante igual ou inferior a 60% da
renda média disponível por família, ou seja, £260 por semana.
Um
terço dos gastos do governo é destinado aos benefícios sociais, o
que equivale a £ 3.300 per-capita. Nesse aspecto o Reino Unido ocupa o nono lugar
entre quinze paises da União Européia em gastos sociais.
Nos
Estados Unidos, a política de previdência atende o cidadão desde
o momento em que o mesmo tem seu registro de nascimento, sendo
inscrito obrigatoriamente nos benefícios da seguridade social. Esse
modelo foi inspirado pelos economistas da escola de Keynes e pregava
a intervenção do Estado na Economia para diminuir os conflitos
sociais que emergiram principalmente durante a crise econômica de
saturação de mercado sofrida pelo capitalismo na década de 1930 e
que ameaçou a estabilidade social do país.
Com
o fim da crise esse modelo permaneceu e tem se mostrado
economicamente incompatível com a política neoliberal do país,
bem como com entorno internacional globalizado que tem gerado muitas
polêmicas no Senado e entre a opinião pública. Esse modelo de
previdência universal, que era adequado quando o país ostentava
uma economia industrial pujante e havia pouca competitividade
externa, se tornou um peso para a sociedade de serviços que a
substituiu e provocou um intenso desemprego ao tirar a
competitividade da indústria norte-americana. Em face de tal situação
o governo George Bush tem objetivado a privatização do sistema
previdenciário, para adequar-se aos ditames do neoliberalismo, o
que colocara em xeque o Estado de Bem-estar Social herdado do
presidente Franklin D. Roosevelt. Se aprovada pelo Congresso e
colocada em prática, a flexibilização proposta pelos Republicanos
e contestada pelos Democratas fará com que a Previdência Social
deixe de ser uma estrutura paternalista bancada pelo Estado e passe
a ser uma opção individual, na qual o segurado deverá se
transformar em ‘investidor’ para garantir sua velhice e,
portanto submetido a todos os riscos inerentes ao seu investimento.
No
atual sistema, o limite de idade para a obtenção de aposentadoria
é de 65 anos para homens e mulheres, indiscriminadamente,
sendo-lhes facultada a aposentadoria antecipada a partir de 62 anos,
desde que aceitem um beneficio de valor proporcionalmente menor.
Na
Finlândia, a previdência social também tem um papel importante
nas políticas públicas. O desenvolvimento dos esquemas de pensões
e as melhorias efetuadas nos cuidados de saúde e nos serviços
sociais trouxeram o país para um nível de proteção social que,
em 1990 era comparável às políticas adotadas pelos países da
Europa Oriental, o qual dispunha a todos os cidadãos a mesma proteção
básica.
Conforme
Heath e Winther (2005), o sistema adotado tornou o Bem-estar das pessoas um benefício
independente das estruturas familiares e das condições de mercado
vigentes, permitindo a atenuação das desigualdades de renda e seu
financiamento - envolvendo a todos na responsabilidade social de
garantir o Bem-estar dos cidadãos - era dividido entre vários
setores da sociedade, tais como Autoridades públicas (50%),
Empregadores (38%) e Segurados (11%).
Ainda
segundo os autores, esse sistema de proteção
social cobre os seguintes benefícios: Velhice (32,1%); Doença
(21,0%); Invalidez (15,2%); Desemprego (9,4%); Recolocação
profissional (4,0%); Alojamento (1,1%); Família (10,0%) Maternidade
(2,4%); Outros (2,0%); Administração (2,9%). Ou seja, naquele país,
a maior ênfase nos investimentos sociais é dada aos quesitos
‘velhice’ e ‘doença’.
O
sistema previdenciário/assistencial da Alemanha tem como precursor
aquele adotado pelo governo Bismark, tido como modelo básico das
políticas sociais mundiais e que se difundiu ao longo do século XX
em quase todos os países do mundo. Num primeiro momento, apareceu
como contrato contributivo de seguro, firmado com contribuições de
patrões e de empregados urbanos, mas evoluiu historicamente para
uma concepção de proteção social universal, especialmente a
partir da II Guerra Mundial, com a criação do Welfare
State.
A
seguridade social alemã tem sofrido propostas cada vez mais
radicais de cortes do Estado de bem-estar social. Estudos demonstram
que a partir de 2030 as aposentadorias deverão corresponder a
apenas 40% da média do salário bruto, ao contrário dos 48% pago
atualmente.
Uma
recente sugestão divulgada pela Comissão Rürup, que prepara propostas para a reforma da seguridade
social da Alemanha demonstra que o caminho mais claro para a superação
do “rombo” previdenciário é um sistema misto de Previdência pública
e privada.
A
enxurrada de soluções – na maioria paliativas – para a crise
da seguridade social alemã evidencia a proximidade do fundo do poço.
E não só na Alemanha. De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos
e Internacionais (CSIS) dos Estados Unidos, em dez anos os sistemas
alemão, espanhol e italiano poderão se tornar insolventes. Ou
seja, incapazes de manter o pagamento de aposentadorias e pensões.
Nos
Estados Unidos, o sistema previdenciário ainda é aplicado de forma
universal, mas para desonerar o Estado e adequar-se aos ditames
neoliberais está se privatizando gradualmente e como no Brasil, já
existem várias empresas atuando no ramo da previdência privada. O
modelo de seguridade social brasileiro está pautado no tripé
previdência; saúde e assistência e para ser funcional, é
complementado com a presença da esfera privada na política de
previdência social.
Assim,
pode-se constatar que de todos os países apresentados em suas
peculiaridades específicas, a Finlândia é o país que mais
oferece benefícios de seguridade à sua população e é o que
apresenta o modelo ideal a ser adotado pela Previdência Social.
O
Brasil e o Primeiro Mundo: Sistema de Saúde
A
constituição de 1988 instituiu no Brasil o Sistema Único de Saúde
(SUS), que passou a ter como meta a cobertura universal de toda a
população brasileira, nos moldes dos tradicionais sistemas de
proteção social existente nos países europeus que adotaram o
modelo do Welfare State.
Entretanto,
na prática, os propósitos de universalização, integralidade e
equidade prevista constitucionalmente não foram atingidos e os
recursos governamentais destinados à sua manutenção têm sido
cada vez mais insuficientes e degradantes.
Na
década de 90 ocorreu uma vigorosa crise institucional e financeira
no setor de saúde brasileiro, resultando uma brusca queda na
qualidade e cobertura do sistema público O movimento neoliberal
veio reforçar a tendência para que o sistema fosse voltado, na prática,
ao atendimento dos grupos sociais com menor renda, sob a
justificativa de que as classes médias e altas poderiam contar com
os sistemas privados de saúde que se expandiram a partir de então,
mesmo tendo seus custos bastante elevados. Atualmente, de acordo com
dados do Ministério das Relações Exteriores (Medici, 2003) o
sistema privado de saúde cobre cerca de 35 milhões de pessoas,
notadamente trabalhadores inseridos nas empresas de maior porte e
famílias de classes média e alta.
Na
Inglaterra a responsabilidade de promoção da saúde cabe ao Ministério
da Saúde, Poder Executivo e Assembléia Nacional. Em 1999/2000
foram investidos £43,3
bilhões no serviço nacional de saúde.
O
voluntariado se faz presente na Inglaterra na prestação de serviços
de atenção à saúde, estes recebem apoio financeiro do governo e
doações do setor privado.
Existem
serviços de prevenção através da imunização de doenças como a
difteria, tétano, poliomielite, coqueluche, sarampo, caxumba e rubéola
antes da criança completar dois anos de idade.
Com
a Lei de saúde de 1999 foram introduzidas reformas no setor, sendo
elas: médicos, enfermeiros comunitários e outros profissionais de
saúde formam equipes que oferecem uma vasta gama de serviços e
mantém os orçamentos sob controle; o estabelecimento do objetivo
de evitar 300.000 mortes prematuras até 2010 e o lançamento da
Linha Direta do Serviço Nacional de Saúde, 24 horas.
Nos
Estados Unidos, as políticas sociais voltadas para a Saúde são
muito polêmicas, principalmente as voltadas para a parcela menos
privilegiada da população. A competição entre as empresas
prestadoras de assistência médica nos EUA, basicamente privadas,
é muito acirrada, mas devido às questões de lucratividade que
envolve a prestação dos serviços de saúde no país, este tem um
dos sistemas mais ineficientes do mundo em termos de atendimento à
população mais carente e seu custo é muito mais elevado do que em
qualquer outra nação industrializada.
Na
Finlândia, os serviços de Saúde são atualmente custeados
principalmente pelo Estado e pelas autoridades locais, porém, os
usuários dos serviços também contribuem com uma pequena quantia
para terem acesso a eles. Em 1993, conforme relatório do Parlamento Europeu assinado por Heath
& Winther, o setor público suportava 77% dos custos, enquanto
19% deles eram mantidos pelos usuários e 4% eram suportados por
fundos de apoio, empregadores e seguros privados.
No
país são oferecidos serviços médicos gratuitos para jovens com
menos de 16 anos e cuidados preventivos sem custos financeiros para
o restante de seus usuários. Quando
doente e comprovadamente impossibilitado de prover sua subsistência,
o usuário recebe um subsidio governamental em dinheiro, como forma
de compensação.
Quanto
à Alemanha, o atual Sistema de Saúde é custeado por meio de
contribuições à previdência social, feitas através do seguro
compulsório, cujos fundos são oriundos dos trabalhadores,
empregadores e Estado.
O
governo alemão vem tentando promover uma reforma no sistema há
mais de 25 anos, mas tal problema ainda não foi resolvido de forma
definitiva, já que os grupos de interesses (classe médica e indústria
farmacêutica) sempre acabaram levando a melhor. O faturamento do
setor é de €230 bilhões por ano, uma arrecadação que aguça o
interesse de todos aqueles que atuam no ramo e os leva a se
declararem contra a reforma.
Pelo
fato do sistema de saúde ser contributivo, os empresários e
empregados reclamam que o aumento das contribuições à previdência
encarece os custos sociais do trabalho e que com isso, constituem um
obstáculo à criação de novos empregos. Esses custos representam
42% do salário bruto e englobam contribuições para a
aposentadoria, previdência (sistema de saúde); seguro desemprego e
seguro enfermagem.
Pelo
que se pôde observar nos parágrafos anteriores, a política de saúde
praticada nos países ora pesquisado, possui características ora
divergentes, ora semelhantes. Observou-se que 04 (quatro) deles
contam com a presença do Estado e da esfera privada (Inglaterra,
Finlândia, Alemanha e Brasil) e que os Estados Unidos – em
virtude de sua política liberal do Estado Mínimo – não dispõem
da parceria do Estado para tal prática social.
A
presença do Estado como um dos provedores responsáveis pela
implantação, manutenção e efetivação das políticas públicas
– em especial da saúde – e apesar de ter uma legislação
abrangente e razoavelmente adequada, como no caso do Brasil ainda
apresenta um sistema público de saúde ineficaz, que não garante o
mínimo necessário ao atendimento da população, e em especial, àqueles
que sem condições financeiras de optar pelo sistema privado, ficam
a mercê do precário sistema de saúde pública.
[continua]
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