por FELIPE DE PAULA SOUZA

Mestrando em Cultura e Turismo da UESC – Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus/Bahia; Bolsista de Mestrado da FAPESB - Fundação de Amparo a Pesquisa no Estado da Bahia e Bacharel em Comunicação Social também pela UESC. 

 

Cartões-postais como divulgadores da imagem turística: o caso de Ilhéus, Bahia

 

Introdução

Imagem.Esta é uma das peças fundamentais da construção cognitiva do homem contemporâneo. Boa parte da informação do homem chega até ele através de imagens.

Propõe-se, então, a realização de um estudo envolvendo a imagem e o turismo. Se a primeira ocupa papel basal no conhecimento atual, o segundo se constitui em um setor em franca expansão, causando impactos em todo o globo. Portanto relacioná-los desta forma é caminho para o acréscimo de conhecimento da área.

O presente artigo propõe um estudo de caso.Acredita-se que o objeto que se constitui como a melhor opção seja os cartões-postais da cidade de Ilhéus,Bahia. Os postais, além de serem interessantes ferramentas de divulgação fotográfica, são artefatos diretamente envolvidos com o turismo.Apresentando as belezas do patrimônio de uma cidade o postal pode estimular um turista a desejar conhecer a localidade, a retornar para uma já conhecida, além de servir como fonte de recordações de momentos vividos.Ou seja, postais de qualidade, com boas representações da cidade interessam fortemente ao setor turístico como um todo, pois a imagem ali retratada pode ser impulsionadora da ação de deslocamento do turista.

A cidade de Ilhéus possui um forte potencial turístico.Seu patrimônio construído através de mais de 470 anos de história e o estímulo das obras Amadianas,que levaram o nome da cidade pelo mundo, fazem com que Ilhéus seja um destino turístico de possibilidades significativas.

Alvitra-se neste trabalho uma reflexão a partir da análise dos postais a venda no centro histórico da cidade de Ilhéus.Este recorte se deve exclusivamente a fins metodológicos que serão explicitados mais à frente. Esta reflexão tem como objetivo perceber o que está exposto da cidade em termos de imagem.

Toma-se como hipótese inicial, que os postais ilheenses se constituem em produtos desatualizados, que não conseguem ser eficientes como representação da cidade. Este trabalho apresenta na sua parte inicial um aporte teórico para os tópicos estudados.Serão realizadas discussões apoiando em conceitos de autores que tratam de matérias ligadas à imagem de modo geral, sobre a fotografia especificamente e as relações entre turismo e imagem, turismo e fotografia. Adiante se encontra a seção objetivamente metodológica do trabalho. Ali é realizada a descrição da realização prática do trabalho.Trabalhar-se-ão questões relacionadas à desmontagem do signo fotográfico, análises iconográficas e iconológicas[1], além, obviamente dos resultados alcançados por tal esforço científico.

Desde já, porém, pode-se adiantar que se entende o presente artigo não como conclusivo. Acredita-se que a feitura deste trabalho científico é propulsora de uma pesquisa científica muito mais ampla.A variedade de possibilidades que tal estudo encarcera, não permite seu esgotamento em tal pequenez de espaço.Fica sim o compromisso de um trabalho sério, dedicado, mas que se encontra em início de atividades.

As imagens e o turismo

A fotografia é, antes de tudo, imagem. Compreender todo o processo fotográfico inicia com idéias definidas a respeito do estudo da imagem.Sendo a responsável por boa parte do compartilhamento de informações na contemporaneidade, a imagem já seria, apenas por este motivo, um instigante objeto de pesquisa.

[...]uma única imagem contém em si um inventário de informações acerca de determinado momento.(...)O espaço urbano, os monumentos arquitetônicos, o vestuário, a pose e as aparências elaboradas dos personagens estão ali congeladas na escala habitual do original fotográfico: informações multidisciplinares nele gravadas apenas aguardam sua competente interpretação. (KOSSOY,2001: p.101 – 102)

O conhecimento que a imagem carrega, é extremamente significativo se levarmos em consideração o setor de turismo. “A impossibilidade do cliente ver o produto turístico antes de comprá-lo faz com que este só possa ser apresentado por meio de fotos, filmes.(...)É preciso “mostrar” o produto turístico da forma mais atraente possível”. (RUSCHMANN,2002: p.68)

Dentro desta atraente relação entre turismo e fotografia, tem-se um objeto em destaque: os postais. Funcionando simbolicamente como representantes dessa relação – já que os postais nada mais são do que fotografias destinadas ao“consumo turístico”– os cartões servem como um produtivo referencial de análise da importância da fotografia no turismo.

Cartões-Postais: breve histórico

Para uma compreensão mais adequada do que realmente representam os postais, é interessante o conhecimento de sua história.Conhecer as suas origens e os respectivos sentimentos provocados por estas imagens ajuda a obter-se o melhor entendimento de tal temática.

Oficialmente os postais foram lançados em 26 de janeiro de 1869[2]. Emmanuel Hermman,economista austro-húngaro, produziu uma coleção divulgada como “um novo meio de correspondência postal”. Surgia aí então um mundo portátil, abundantemente ilustrado, com o predicado de possibilitar ser colecionado, surge saciando o imaginário popular.

É possível imaginar o quanto o advento dos postais influenciou a mentalidade dos homens.Por um lado estava a possibilidade de conhecer visualmente o mundo –mesmo de maneira fragmentária, e por outro lado pela liberação do imaginário ficcional daqueles que apreciam tais imagens.

Diante tais interesses, este meio de correspondência – e também de divertimento e afeto – não demorou em chegar ao Brasil. Lobo(2002) cita o ano de 1901 como aquele que marca a chegada dos cartões-postais ao país.[3]

As edições de postais produzidas no velho mundo foram e colecionadas. Fotógrafos tradicionais, conhecidos em suas localidades como retratistas, passaram a fotografar postais – sendo predominantes as escolhas de imagens que mostrassem paisagens de cidades.Imagens do Brasil foram incorporadas definitivamente a cartofilia mundial.

Viagem-Imagem

Conforme constatado no histórico dos postais,desde sua criação eles têm sido utilizados na divulgação de cidades pelo mundo. Possibilitando a chance de se “conhecer”[4]uma paisagem mesmo estando longe desta, os postais estão intrinsecamente ligados ao turismo.

O turista e a máquina fotográfica são figuras agregadas. Segundo Serrano (2000:p.49),"na experiência turística pode-se dizer que ver é estar", portanto ter a comprovação dessa vivência é quase uma obrigação para aquele que está fora de seu cotidiano. As fotos fazem o turista se aproximar da realidade que visita. Serrano (ibidem) diz que fotografar "dá ao observador legitimidade para olhar o outro e seus espaços".Desta forma,"parece decididamente anormal viajar por prazer sem levar uma câmera. As fotos oferecerão provas incontestáveis de que a viagem se realizou, de que a programação foi cumprida, de que houve diversão”. (SONTAG,2004:p.19) Susana Gastal (2005:p.35) reforça: "Turista e fotografia compõem uma dupla inseparável". Concordando com a linha de pensamento, Serrano (ibidem) diz: "Cristalizar a experiência em fotogramas próprios (ou de outrem, os cartões-postais)é, aliás, uma das”obrigações" às quais o turista se submete em suas viagens".

Com tudo isso, constata-se que, para um estudo a respeito do turismo e a imagem, os postais apresentam-se como uma excelente ferramenta. Siqueira e Siqueira (2005:p.01) afirmam:

Quando viaja, o turista ou o viajante busca comunicar impressões do lugar visitado através de relatos que podem ser feitos durante a viagem ou após o retorno: fotografias em papel ou digitais, vídeos, souvenirs e cartões-postais são alguns dos registros possíveis. Tanto para turistas quanto para viajantes, os cartões-postais parecem ser um bom meio de comunicação com aqueles que ficam, uma das muitas formas de mostrar o que se viu e conheceu, enfim, de dizer que se “esteve lá”. Mas afinal o que os postais mostram, revelam ou ocultam?

Os autores, além de reforçar a importância da fotografia – e conseqüentemente dos postais – no processo turístico, ainda colocam uma pergunta que move o estudo desta temática: O que os postais mostram, revelam ou ocultam?Pretende-se então aplicar esta pergunta para os cartões-postais da cidade de Ilhéus.Considerando os postais disponíveis a venda no centro histórico da cidade – local este que possui ampla circulação de turistas – objetiva-se descobrir que tipo de dado está mostrado, revelado ou oculto pelos postais.

Estudo de caso: cartões-postais de Ilhéus

Por fins metodológicos foram observados apenas os cartões-postais a venda no centro histórico da cidade de Ilhéus.Este recorte não tem intenções reducionistas. A razão para tal escolha vem das seguintes questões: O centro histórico concentra um variado número de pontos de venda. Isto permite observar uma variedade de cartões consideravelmente satisfatória para a proposta aqui realizada.Além disso, o centro histórico concentra a movimentação dos turistas que visitam a cidade. Nas cercanias do Bataclan, Teatro Municipal, Bar Vesúvio, Catedral e outros, estão à venda os postais observados por esta pesquisa.

Além de uma visão geral sobre o conjunto dos postais disponibilizados dentro do recorte selecionado, serão tomadas duas vertentes de observação:a análise iconográfica e a análise iconológica. Será oferecido aqui apenas um breve resumo das mesmas.[5]

Kossoy (1999)chama a análise iconográfica de arqueologia do documento. Pode-se colocar que esta análise se constitui de dois caminhos de ação:

a) processo de criação do produto fotográfico: delimitação dos elementos constitutivos da fotografia.(assunto, fotógrafo, tecnologia, etc.)

b) resgate das informações contidas na imagem. Para tal, se realiza uma esmiuçada apreciação dos detalhes icônicos existentes na imagem.

Com a análise iconográfica, visa-se obter a realidade exterior do assunto registrado na representação fotográfica.

Já a análise iconológica é a oportunidade de ver que a fotografia é uma representação que surge a partir do real. É um recorte de um aspecto de uma realidade que foi fragmentada a partir de uma organização cultural, técnica e estética, ou de maneira objetiva: a partir de uma ideologia.

O objetivo desta etapa é obter a realidade interior da imagem. É uma análise mais profunda, para a qual são sugeridos dois caminhos:

a) determinar o período de produção, de registro daquela imagem e estabelecer a história por trás daquela imagem representada.

b) buscar obter uma desmontagem das condições de produção da imagem estudada.

O caminho de análise parte do documento fotográfico, divide-se entre as análises iconográficas e iconológicas e se fundem nos resultados das realidades interior e exterior da imagem.

Análise dos cartões-postais

Durante esta pesquisa foram identificados nove pontos de venda de postais no centro de Ilhéus. São listados: o mercado de artesanato(rua Min. José Cândido), três livrarias – A Nacional da Av.Tiradentes, A Nacional na Marquês de Paranaguá e livraria Grafite, na mesma rua – quatro bancas de revistas – do Ponto(av.Tiradentes), do Calçadão(em frente ao Shopping It’art), da Praça Castro Alves(av.Soares Lopes)além da Banca do Teatro(praça do Teatro Municipal de Ilhéus)– e a loja de artesanato Vovó Aydil (rua Arthur Lavigne).

Os preços circularam entre R$0,40 e R$1,00.Diferença bastante significativa para pontos que oferecem uma gigantesca quantidade de cartões-postais repetidos e que ficam localizados num raio de menos de um quilômetro.

Percebe-se que, além dos modelos se repetirem com absurda facilidade, repetem-se os locais fotografados.Basicamente encontram-se postais mostrando a Prefeitura, Teatro Municipal, Fundação Cultural, Bataclan, Vesúvio, além da Catedral Municipal e da capela do Inst. Nossa Senhora da Piedade. As praias se mostram em menor quantidade e sem grande sistematização das áreas retratadas.

Logo no primeiro ponto visitado, o mercado de artesanato da cidade, se pode observar um retrato da maneira como são tratados os postais da cidade.  Dos 79 boxes do mercado, apenas quatro expunham postais entre suas ofertas.

Um local que possui intensa circulação de turistas, praticamente ignora esse interessante produto que é o postal. Os poucos que oferecem, o fazem com pouca exposição. Como exemplo, um box localizado na avenida Jorge Amado[6]: em um expositor, pendurado à porta do estabelecimento, estavam vinte modelos de cartões-postais. Quatorze destes, eram da cidade de Itacaré. Fato este que causou perplexidade, mas que reforça a idéia de que se faz necessária uma rápida ação de melhora das políticas destinadas ao turismo em Ilhéus.

Mesmo vivendo sob uma ansiedade de exploração do turismo –principalmente após o declínio da lavoura cacaueira, em fins dos anos 80 – a cidade de Ilhéus não tem um tratamento eficiente de sua imagem e no que se refere a iniciativas a fim de beneficiar o turismo.

Não apenas no mercado de artesanato, mas em todos os pontos de venda, uma realidade se repete: postais velhos, muitos deles apresentando fungos e mofo, com imagens muito antigas e alguns com informações erradas.

Foram identificados: erro de acentuação em nomes de pontos turísticos(Imagem 1), identificação incorreta de área da cidade(Imagem 2), ou até mesmo de maneira mais grave, o erro da cidade em que a foto foi tirada(Imagem 3). Neste caso, houve a confusão entre a cidade de Ilhéus e a vizinha cidade de Itabuna, localizada a 26 quilômetros de distância.

 

Imagem 1: Erro de acentuação no nome do Bar Vesúvio. O erro se torna ainda mais significativo por ser este um dos pontos mais conhecidos da cidade e pela grafia correta aparecer na imagem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem 2: A legenda do cartão-postal indica: Olivença. A foto, na verdade, mostra a Praia dos Milionários. Olivença fica localizada alguns quilômetros adiante.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem 3: Este postal mostra a praia da Avenida Soares Lopes, tendo ao fundo o Morro de Pernambuco, localizados na cidade de Ilhéus, porém o verso do cartão diz que a praia é na cidade de Itabuna.

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagem 3.1: Verso do cartão-postal mostrado no gráfico 3.

 

 

Foram encontrados postais muito antigos a venda. Antes que isso possa ser interpretado como uma valorização à história da cidade, é importante destacar que não são simplesmente imagens de uma Ilhéus antiga e sim postais que foram esquecidos nas prateleiras. Como dito anteriormente, cartões mofados, avariados e que apresentam imagens antigas(Imagens 4 e 5)são ofertados aqueles que desejam uma lembrança da cidade.

 

Imagem 4: A imagem mostra o centro histórico de Ilhéus. O circulo destaca a ausência do SAC – Serviço de Atendimento ao Cidadão e do Mercado de Artesanato da cidade, inaugurados em 2001, e que funcionam nesse espaço. Além disso, ainda aparece intacto, no canto direito da imagem, o galpão que incendiou no final da década de 90 e que acabou por dar lugar ao cais da avenida 2 de Julho.

 

 

 

 

 

Imagem 5: A área destacada ao lado do Morro de Pernambuco mostra um campo de terra onde foi construído e funciona desde 1997 o Campus da Universidade Livre do Mar e da Mata – MARAMATA.

 

 

As duas imagens acima possuem – no mínimo – dez anos de idade. Será que estas são as imagens de Ilhéus que o turista deseja levar? Infelizmente estes dois postais não são casos isolados. Vide as imagens 6 e 7.

 

 

Imagem 6: O cartão-postal acima mostra algumas mulheres tomando banho de sol na Praia do Cururupe, na zona sul de Ilhéus. Na imagem pode-se observar uma garrafa do guaraná Taí, distribuído pela Coca-Cola. Segundo o Serviço de Atendimento ao Consumidor da multinacional, este refrigerante não é vendido na região sul da Bahia desde 1997. Porém, observando-se as pessoas na foto não é difícil perceber que esta imagem é ainda mais antiga do que isto.

 

 

Imagem 7: A foto do Bar Vesúvio acima é de um período no qual ainda não havia sido construída a calçada que hoje existe e pode ser observada na Imagem 1. Além disso a pintura do prédio e os carros portadores de placas de cor amarela, permitem deduzir que esta imagem possua mais de quinze anos de idade.

 

 

 

Considerações finais

É importante destacar que não se sugere a idéia de que seja inválida a existência de postais que representem imagens antigas da cidade de Ilhéus. O problema observado é que os postais não são oferecidos como uma lembrança do tempo de outrora. São símbolos de um descaso com a imagem da cidade.O termo imagem aparece destacado para remeter a um sentido mais amplo do que aquele captado por máquinas fotográficas. Entende-se que existe um descuido com as potencialidades turísticas daquela que foi conhecida como a princesinha do sul. Os postais vendidos na cidade são do que um espelho desta realidade. Percebe-se que a hipótese inicial se confirma.Os postais ilheenses são produtos que não conseguem ser significativos como representação da cidade.

A ansiedade por um suporte econômico para a região – principalmente após o declínio da lavoura cacaueira – passou a apontar o turismo como uma possibilidade nesse sentido. A potencialidade de Ilhéus permite que o turismo seja explorado a fim de se obter ganhos para a localidade. É mister que se tenha a consciência de que o turismo exige planejamento e ações coordenadas a fim de se estabelecer um desempenho satisfatório. Tomando os postais vendidos atualmente na cidade como referência para tal, percebe-se que o rumo tomado não vem sendo o mais aceitável.

Extremamente escassas – isso quando existem – as ações voltadas ao turismo são isoladas, sem um direcionamento e planejamento mais adequados. Com uma rápida observação nos postais disponíveis a venda no centro histórico, pode-se ter um retrato de como vem sendo tratado o turismo local. No turismo, a imagem da cidade é aquilo que ela tem de mais rico. E a imagem de Ilhéus está sendo - se não maltratada completamente - ao menos ignorada em suas potencialidades.

Talvez aquele que ler este paper possa ter a sensação de incompletude no desenvolvimento do olhar que os postais demandam. Nunca é demais reafirmar que este trabalho marca apenas o início de um processo mais eficiente e digno das variantes da temática proposta. Os objetivos destacados no início deste artigo ainda serão explorados de maneira mais profunda. Encontra-se aqui o resultado de ações iniciais dentro de um processo de pesquisa, porém espera-se que tal resultado já se enquadre como um olhar útil e edificante para a reflexão sobre a importância da imagem no turismo.

 

Referências

AUMONT, Jacques. A imagem.2 ed. Campinas,SP: Papirus Editora,1995.

GASTAL,Susana. Turismo, imagens e imaginários.São Paulo: Aleph,2005.

JOLY,Martine. Introdução à análise da imagem. 9ed. Campinas,SP: Papirus Editora,2005.

KOSSOY,Boris. Realidades e ficções na trama fotográfica.São Paulo: Ateliê Editorial,1999.

_____. Fotografia e história. 2 ed.São Paulo: Ateliê Editorial,2001.

LABATE, Beatriz. A experiência do "viajante-turista" na contemporaneidade. In: SERRANO, Célia; BRUHNS, Heloísa; LUCHIARI, Maria.(orgs.) Olhares contemporâneos sobre o turismo. 2 ed. Campinas, SP: Papirus,2000.

LÔBO, Maurício. Imagens em circulação: os cartões-postais produzidos na cidade de Santos pelo fotógrafo José Marques Pereira (1901-1920). Trabalho apresentado no NP08–Núcleo de Pesq.: Tec. da Informação e da Comunicação. XXV Congresso Bras. de Ciências da Comunicação – Salvador/BA – 01 a 05 de Setembro de 2002.

RUSCHMANN, Doris. Turismo no Brasil: análises e tendências. Barueri, SP: Manole,2002.

SERRANO, Célia. Poéticas e políticas das viagens. In: SERRANO, Célia; BRUHNS, Heloísa; LUCHIARI, Maria. (orgs.) Olhares contemporâneos sobre o turismo. 2 ed. Campinas, SP: Papirus, 2000.

SIQUEIRA, Euler; SIQUEIRA, Denise. Corpo, mito e imaginário nos postais das praias cariocas. Trabalho apresentado ao NP19 – Comunicação,turismo e hospitalidade, do V Enc. dos Núcleos de Pesq. da Intercom.XXVIII Congresso Bras. de Ciências da Comunicação – UERJ – 05 a 09 de setembro de 2005.

SONTAG, Susan. Sobre fotografia. São Paulo: Comp. das Letras,2004.

VENTURINI, Carolina. Cartão-postal: o tempo de uma cidade. Revista Lato&Sensu. Belém/PA,v.2, n.3,p.90-92,2001.

 

por FELIPE DE PAULA SOUZA

   

 

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[1] ver Kossoy (1999 e 2001).

[2] Ver Venturini (2001)

[3] Para a afirmar a data, o autor coloca uma nota recomendando consultar a seguinte obra (não consultada por este artigo): FABRIS, A. A invenção da fotografia: repercussões sociais. In: Fotografia: usos e funções no século XIX. São Paulo: ed. USP, 1991. p. 11 – 38. Porém é importante destacar que existem outras colocações, Venturini (2001), por exemplo, cita a data de 28 de Abril de 1880, porém não dá maiores detalhes sobre isso.

[4] Este “conhecer” vem entre aspas devido à relatividade do termo. O ver fragmentário da fotografia é selecionado e pode manipular a realidade através da intencionalidade do fotógrafo. Fotógrafo como filtro cultural. Ver Aumont (1995: p.78), Kossoy (2001:p.42) e Urry (2001:p.122)

[5] Para saber mais a respeito da metodologia de análise aqui resumidamente descrita, consultar obra de Kossoy (1999:p.57 – 60)

[6] Os corredores do mercado de artesanato de Ilhéus são nomeados como se fossem ruas e levam nomes de personalidades locais.

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