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O
convívio e refinamento de diferentes epistemologias no estudo do
turismo
VIII
Seminário internacional de Turismo - SIT
No
campo epistemológico o estudo do fenômeno do turismo, ainda carece
de análises acadêmicas aportadas em diferentes bases teóricas e
de estudos de referência qualitativa que permitam mediações mais
exatas na relação modal com às outras ciências. O apoio a outros
eixos explicativos deve contribuir para a construção de axiomas
que permitam entender o turismo como uma ciência e reforçar seu
novíssimo arcabouço teórico.
A
ciência se constitui na práxis de um conjunto de saberes humanos
que cada um dos campos criou de forma individual e coletiva ao mesmo
tempo sobre os objetos que compõem a realidade, esse processo histórico
e dialético fundamenta o conhecimento dos homens e responde à
evolução da humanidade.
Nesse
sentido, não poderia deixar de mencionar que o VIII Seminário
Internacional de Turismo – SIT – realizado entre os dias 13 a 16
de setembro em Curitiba pela Unicenp em que a competente e audaz
equipe de professores do curso de Turismo coordenado pelo professor
e turismólogo Dario Paixão deram uma lição de responsabilidade
acadêmica e cientifica. Formataram um dos melhores eventos acadêmicos
sobre a temática de turismo, associativismo e desenvolvimento
regional, realizado no território nacional.
De
inicio lembramos a palestra de abertura do investigador da
Universidade de Strathclyde do Reino Unido, professor Kit Jenkins
que destacou as dificuldades para formatar políticas públicas em
turismo nos países em desenvolvimento, pois esses deveriam
priorizar o turismo interno e posteriormente o turismo receptivo.
A lógica que governa o fenômeno turístico deve estar
colada às questões sociais e culturais desse fenômeno e não na
visão economicista que entende o turista como uma simples
mercadoria que pode aumentar a acumulação de capital do Estado.
Contrapondo
a questão acima com a Política Nacional de Turismo, entendemos por
que a mesma esta toda dirigida para atender ao turismo receptivo. O
Estado brasileiro não se difere dos outros países em
desenvolvimento no campo do turismo, em que a lógica do capital
vem ao encontro das necessidades em aprofundar o entendimento do
turismo como um processo mercantilista. Puro interesse econômico
lastreado pelos encantos idealistas de entender o turismo como
elemento salvador das economias em desenvolvimento.
Um
outro ponto de qualidade do evento foi o painel – Estratégias
para o desenvolvimento comunitário pautado a partir de princípios
da socioeconômica ecológica – em que os debatedores explicitaram
de forma teórico-metodológica leituras diferenciadas para o
entendimento do fenômeno turístico. Foi a primeira vez que o
turismo foi posto numa mesa de discussão por meio de da leitura
marxista; estruturalista e positivista. O que demonstra que o
turismo como ciência vem construindo uma processualidade de
leituras de métodos teóricos capaz de quebrar a hegemonia da visão
positivista.
Diante
desses fatos o VIII Seminário Internacional de Turismo – SIT vem
a anos subindo degraus em sua organização temática e cientifica
até alcançar a sua maturidade enquanto evento acadêmico de
referencia nacional, graças ao trabalho dos professores do curso de
turismo da Unicemp.
por
JOÃO
DOS SANTOS FILHO
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