From: Elaine

Sent: Saturday, April 29, 2006 4:29 PM

Assunto: Voto Nulo! - Uma outra política é possível

 

Caro amigo Antonio. Concordo plenamente com o que escreveste.

 

Penso que na política o candidato devesse apresentar seu programa de governo com antecedência, analisando item por item as fontes inequívocas  que alimentarão a execução de suas propostas, propondo, outrossim o porquê de seus objetivos., se vencer  a eleição. O povo, com antecedência larga teria condições de avaliar melhor seu voto. Mas na  prática o que temos são carreiristas políticos, na maioria esmagadora, a quem só interessa arrumar sua própria vida e que a sociedade se arranje como puder. Ainda estes dias li na imprensa local acerca do teto salarial onde, expressamente ficou dito que  ficarão de fora os professores. Saí a campo para obter uma resposta a tão absurda discriminação.  Nada de concreto obtive a não se que os professores são uma categoria com estatuto próprio e, portanto, não se encaixam na política do teto salarial. A pessoa que me deu tal explicação preside o Conselho de Educação na Assembléia Legislativa do RGS e, ela mesma, completou  o que afirmara dizendo-me: "POR ISSO QUE ENTREI NA POLÍTICA.  COMO PROFESSORA , HOJE ESTOU NO LEGISLATIVO. SÓ ASSIM MEU SALÁRIO SERÁ O QUE BUSCO, POIS VAI INTEGRAR MEUS VENCIMENTOS."

 

O que pensar quando um professor pensa assim?  O que pensar do resto de ignorantes que se deixam levar por educadores desse caráter. Certamente anularei meu voto. É meu único jeito de protestar, aos setenta anos.

 

Um abraço, Antonio.

 Elaine Karam 

From: "Matheus Valle" <matheusvalle@hotmail.com>

To: Andrioli13@hotmail.com

Subject: RE: [pt_stammtisch_berlin] As ciências humanas e a universidade

Date: Sun, 07 May 2006 12:57:19 -0300

 

caro antonio,

 

achei interessante o texto, como de costume. mas fiquei pensando se não cabe fazer uma distinção entre universidades publicas e privadas. não que as privadas não tenham de se sujeitar a nenhum principio de ordem publica, mas pelo menos que a abordagem seja diferenciada. ainda hoje cedo, conversando com meu mitbewohner que contava causos de sua época de escola, fiquei pensando que eu só estudei em escolas particulares, antes de entrar para a ufmg.

 

entendo na pele o que vc fala de formação especializante e da necessidade de ser capaz de associar diferentes áreas de conhecimento e poder inserir a própria área no contexto maior do mundo em que vivemos e tal. acho mesmo que os problemas permanecem materialmente universais e nossa capacidade de responder tem ficado cada vez mais especializada. uma conseqüência é a ilusão de que as novidades, que existem sim, isso eu não nego, seriam de tamanha monta que um conhecimento que não seja parcial não pode oferecer uma leitura adequada dos fenômenos nem tampouco apontar para alternativas viáveis. assim, só uma serie de olhares parciais sobre partezinhas mínimas do mundo seria cientificamente legitimo e aceitável, quando na verdade o que precisamos é o contrario, métodos complementares, paradigmas holísticos. mas ai fiquei pensando na minha historia. Bourdieu considera a escola (l'ecole), que na franca é uma das instituições mais importantes da republique, como o primeiro dos instrumentos de reprodução das inegalidades sociais.

 

isso ainda que a democratização do ensino iniciada nos anos 50 e reforçada em 68 tenha servido, pelo menos no discurso, para fazer com que uma certa mobilidade social acontecesse ou fosse possível(lembrando que no antigo regime, cujos restos ainda são encontráveis na sociedade francesa do inicio do Séc. XX, não havia mobilidade social nenhuma...). fiquei pensando nisso pq (vc conhece estatísticas mais precisas?) imagino que haja no Brasil muito mais estudante (tanto em escolas quanto em universidades) proveniente de instituições privadas que publicas. e olhando maniqueisticamente a sociedade brasileira, sou sem duvida rico. e meu percurso me permitiu ate aqui permanecer assim. não quero falar do problema do acesso à universidade, que daria pano pra manga suficiente para no mínimo um outro texto. quando vejo as escolas alemãs ou francesas, nas quais todos estão mais ou menos juntos (claro que tanto num quanto n'outro pais ha mecanismos de exclusão ou pelo menos de diferenciação: uma realschule de neuköln tem pouco ou nada a ver com um gymnasium em zehlendorf, assim como uma ecole da banlieu de st Denis não tem nada a ver com o Henry IV...). de todo modo, e eu tomo a metáfora da escola como uma contra exemplo pra falar de universidade publica e privada, aqui e na franca as escolas são publicas. em alguma época da vida, um estudante tem de lidar com os conflitos todos que estão no âmbito publico. no brasil, não necessariamente.

 

um colega da faculdade, por ex, filho de pai desembargador, estudou numa escola particular, entrou pra ufmg, graduou-se e passou num concurso pra juiz. ele pode ate ser um bom profissional, mas nunca viu outra realidade que não a dele. em síntese. universidade publica e universidade privada talvez devessem ser diferenciadas. quando vc fala de universidade, acho que vc reduz um universo enorme de realidades e potenciais diferentes a um só termo. mas tudo o que vc falou sobre política educacional, assino embaixo.

 

enfim. era mais assim um brainstorming. bom inicio de semana.

 

abraço, Matheus.

 

From: Antônio Andrioli <andrioli13@hotmail.com>

To: matheusvalle@hotmail.com

Subject: RE: [pt_stammtisch_berlin] As ciências humanas e a universidade

Date: Sun, 07 May 2006 20:13:49 +0000

 

Caro Matheus,

 

obrigado pela mensagem e seus excelentes comentários. Concordo com você, eu também venho de universidade privada e somente não abordei essa diferenciação por entender que isso mereceria um outro texto (a Revista Espaço Acadêmico tem como meta, não passar de 4 páginas, considerando o público leitor na Internet). Se você tiver interesse e tempo para isso, seria interessante abordar essa perspectiva. Pensei também na nossa coluna "Espaço dos Leitores". Você estaria de acordo em enviar esses seus comentários para que possamos publicá-los?

 

Um forte abraço e boa semana,

Antônio Andrioli

 

De: Matheus Valle < matheusvalle@hotmail.com >

Enviado: segunda-feira, 8 de maio de 2006 09:40:20

Para: andrioli13@hotmail.com

Assunto: RE: [pt_stammtisch_berlin] As ciências humanas e a universidade

 

bom dia, antonio,

faço com prazer comentários em textos seus, sei que vale a pena. por outro lado, se vc considera que o texto cabe no espaço dos leitores, manda brasa, pode publicar. boa semana.

abraço, matheus.

Sent: Monday, May 08, 2006 9:40 PM

Subject: PARABÉNS

 

Prezado

Parabéns.

Em tempos de forças obscurantistas, longevidade, conteúdo e qualidade muitas vezes não caminham juntos.

Clarice

From: Douglas Daniel Del Frari

To: aosilva@uem.br ; ozai@click21.com.br

Sent: Monday, May 08, 2006 9:10 PM

Subject: Revista REA: sugestões

 

Olá!
Por favor, transmita esse agradecimento a todos os envolvidos.


Caros autores e responsáveis pela revista, quero agradecer por tão valiosas contribuições por vossa parte. Poucas vezes  temos  o privilégio de contar com pesquisadores e profissionais tão bem qualificados reunidos juntos num  espaço acessível a todos. Parabéns! Fico muito feliz e orgulhoso de vcs.


Sugestões: vocês poderiam estudar uma maneira de obter um feedback dos leitores em seus artigos. Algo como, o que vc achou deste artigo? de a sua opinião para nós caro leitor. Enfim, pode-se explorar estes recursos conversando com um profissional da área de computação, garanto a vcs que isso não é complicado de viabilizar. Assim seria possível obter um feedback qualitativo do leitor.


Seria interessante também colocar um mecanismo de busca no site.


Douglas Daniel Del Frari

From: marilenati

To: ozaí

Sent: Tuesday, May 09, 2006 7:51 PM

Subject: INCLUIR EMAIL Revista Espaço Acadêmico

 

Olá Antonio !!

Parabéns pelos Cinco Anos da Revista !

Agradeço sua gentileza e todas mensagens, contos e idéias que graças a ela aprendi.  

Um abraço,

Maria Helena

From: Elaine

Sent: Tuesday, May 09, 2006 4:55 PM

Subject: Re: REA 60 - CINCO ANOS

 

Parabéns pelos cinco anos, que deverão estender-se pelo tempo, espalhando cultura e boas matérias. 

Um abraço 

Elaine Karam

Sent: Wednesday, May 10, 2006 7:39 PM
Subject: Re: REA 60 - CINCO ANOS
 
Estimado Ozaí,
Que felicidade saber que a REA está aniversariando. Cumpriu 60 sessenta edições dignamente, parabéns a você e demais companheiros que contribuíram para bom resultado da revista.
Um abraço forte e fraterno!
 

Rogério Chaves

São Paulo - SP

Sent: Monday, May 15, 2006 2:33 AM
Subject: SPAM: Revista Espaço Acadêmico

 

Caríssimo Editor Ozaí,

Como é atualíssimo o nº 41 da Revista Espaço Acadêmico!!!

Relembro o item 2 do Documento Preparatório, publicado naquele nº da Revista:

"2. Para nós, que desenvolvemos, colaboramos ou simplesmente acompanhamos a experiência da Consulta Popular, coloca-se agudamente a questão de como nos integrar a um novo ciclo, que se inicia. A necessidade de refundar a esquerda torna-se mais premente diante do aprofundamento da crise brasileira. Multiplicam-se os sinais de barbárie – em presídios e Febens superlotados, em periferias sem trabalho e favelas sem lei, no desamparo da infância e da velhice, no colapso dos serviços públicos, em garimpos que se multiplicam, no salve-se-quem-puder que se generaliza.(grifo meu) 

Confirma-se a constatação, que sempre fizemos, de que a atual crise não se limita aos seus aspectos econômicos e sociais mais evidentes. Nossa sociedade vive uma crise de destino. Nascida como uma empresa colonial e territorial, voltada para servir ao sistema mundial, até hoje não superou as principais características herdadas dessa condição;.....

A cidade de São Paulo, desde sexta-feira, está vivendo sua "crise de destino".

"Multiplicam-se os sinais de barbárie"...

Vale a pena uma reflexão sobre os últimos acontecimentos, tendo como pano de fundo o citado texto.

Abraços,

Lucilene Lima

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