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Caro amigo Antonio. Concordo plenamente com o que escreveste.
Penso que na política o candidato devesse apresentar seu programa de governo com antecedência, analisando item por item as fontes inequívocas que alimentarão a execução de suas propostas, propondo, outrossim o porquê de seus objetivos., se vencer a eleição. O povo, com antecedência larga teria condições de avaliar melhor seu voto. Mas na prática o que temos são carreiristas políticos, na maioria esmagadora, a quem só interessa arrumar sua própria vida e que a sociedade se arranje como puder. Ainda estes dias li na imprensa local acerca do teto salarial onde, expressamente ficou dito que ficarão de fora os professores. Saí a campo para obter uma resposta a tão absurda discriminação. Nada de concreto obtive a não se que os professores são uma categoria com estatuto próprio e, portanto, não se encaixam na política do teto salarial. A pessoa que me deu tal explicação preside o Conselho de Educação na Assembléia Legislativa do RGS e, ela mesma, completou o que afirmara dizendo-me: "POR ISSO QUE ENTREI NA POLÍTICA. COMO PROFESSORA , HOJE ESTOU NO LEGISLATIVO. SÓ ASSIM MEU SALÁRIO SERÁ O QUE BUSCO, POIS VAI INTEGRAR MEUS VENCIMENTOS."
O que pensar quando um professor pensa assim? O que pensar do resto de ignorantes que se deixam levar por educadores desse caráter. Certamente anularei meu voto. É meu único jeito de protestar, aos setenta anos.
Um abraço, Antonio. Elaine Karam |
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From:
"Matheus Valle" <matheusvalle@hotmail.com> Subject: RE: [pt_stammtisch_berlin] As ciências humanas e a universidade Date:
Sun, 07 May 2006 12:57:19 -0300 caro
antonio, achei
interessante o texto, como de costume. mas fiquei pensando se não cabe
fazer uma distinção entre universidades publicas e privadas. não que
as privadas não tenham de se sujeitar a nenhum principio de ordem
publica, mas pelo menos que a abordagem seja diferenciada. ainda hoje
cedo, conversando com meu mitbewohner que contava causos de sua época
de escola, fiquei pensando que eu só estudei em escolas particulares,
antes de entrar para a ufmg. entendo
na pele o que vc fala de formação especializante e da necessidade de
ser capaz de associar diferentes áreas de conhecimento e poder inserir
a própria área no contexto maior do mundo em que vivemos e tal. acho
mesmo que os problemas permanecem materialmente universais e nossa
capacidade de responder tem ficado cada vez mais especializada. uma conseqüência
é a ilusão de que as novidades, que existem sim, isso eu não nego,
seriam de tamanha monta que um conhecimento que não seja parcial não
pode oferecer uma leitura adequada dos fenômenos nem tampouco apontar
para alternativas viáveis. assim, só uma serie de olhares parciais
sobre partezinhas mínimas do mundo seria cientificamente legitimo e aceitável,
quando na verdade o que precisamos é o contrario, métodos
complementares, paradigmas holísticos. mas ai fiquei pensando na minha
historia. Bourdieu considera a escola (l'ecole), que na franca é uma
das instituições mais importantes da republique, como o primeiro dos
instrumentos de reprodução das inegalidades sociais. isso
ainda que a democratização do ensino iniciada nos anos 50 e reforçada
em 68 tenha servido, pelo menos no discurso, para fazer com que uma
certa mobilidade social acontecesse ou fosse possível(lembrando que no
antigo regime, cujos restos ainda são encontráveis na sociedade
francesa do inicio do Séc. XX, não havia mobilidade social
nenhuma...). fiquei pensando nisso pq (vc conhece estatísticas mais
precisas?) imagino que haja no Brasil muito mais estudante (tanto em
escolas quanto em universidades) proveniente de instituições privadas
que publicas. e olhando maniqueisticamente a sociedade brasileira, sou
sem duvida rico. e meu percurso me permitiu ate aqui permanecer assim. não
quero falar do problema do acesso à universidade, que daria pano pra
manga suficiente para no mínimo um outro texto. quando vejo as escolas alemãs
ou francesas, nas quais todos estão mais ou menos juntos (claro que
tanto num quanto n'outro pais ha mecanismos de exclusão ou pelo menos
de diferenciação: uma realschule de neuköln tem pouco ou nada a ver
com um gymnasium em zehlendorf, assim como uma ecole da banlieu de st Denis
não tem nada a ver com o Henry IV...). de todo modo, e eu tomo a metáfora
da escola como uma contra exemplo pra falar de universidade publica e
privada, aqui e na franca as escolas são publicas. em alguma época da
vida, um estudante tem de lidar com os conflitos todos que estão no âmbito
publico. no brasil, não necessariamente. um
colega da faculdade, por ex, filho de pai desembargador, estudou numa
escola particular, entrou pra ufmg, graduou-se e passou num concurso pra
juiz. ele pode ate ser um bom profissional, mas nunca viu outra
realidade que não a dele. em síntese. universidade publica e
universidade privada talvez devessem ser diferenciadas. quando vc fala
de universidade, acho que vc reduz um universo enorme de realidades e
potenciais diferentes a um só termo. mas tudo o que vc falou sobre política
educacional, assino embaixo. enfim.
era mais assim um brainstorming. bom inicio de semana. abraço, Matheus. From: Antônio Andrioli <andrioli13@hotmail.com> Subject: RE: [pt_stammtisch_berlin] As ciências humanas e a universidade Date:
Sun, 07 May 2006 20:13:49 +0000 Caro
Matheus, obrigado
pela mensagem e seus excelentes comentários. Concordo com você, eu
também venho de universidade privada e somente não abordei essa
diferenciação por entender que isso mereceria um outro texto (a
Revista Espaço Acadêmico tem como meta, não passar de 4 páginas,
considerando o público leitor na Internet). Se você tiver interesse e
tempo para isso, seria interessante abordar essa perspectiva. Pensei
também na nossa coluna "Espaço dos Leitores". Você estaria
de acordo em enviar esses seus comentários para que possamos publicá-los?
Um forte abraço e boa semana, Antônio Andrioli De:
Matheus Valle < matheusvalle@hotmail.com
> Enviado:
segunda-feira, 8 de maio de 2006 09:40:20 Para:
andrioli13@hotmail.com Assunto:
RE: [pt_stammtisch_berlin] As ciências humanas e a universidade bom
dia, antonio, faço com
prazer comentários em textos seus, sei que vale a pena. por outro lado,
se vc considera que o texto cabe no espaço dos leitores, manda brasa,
pode publicar. boa semana. abraço, matheus. |
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From: Clarice Bagrichevsky To: aosilva@uem.br Sent: Monday, May 08, 2006 9:40 PM Subject: PARABÉNS
Prezado Parabéns. Em tempos de forças obscurantistas, longevidade, conteúdo e qualidade muitas vezes não caminham juntos. Clarice |
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From: Douglas Daniel Del Frari To: aosilva@uem.br ; ozai@click21.com.br Sent: Monday, May 08, 2006 9:10 PM Subject: Revista REA: sugestões
Olá!
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From: marilenati To: ozaí Sent: Tuesday, May 09, 2006 7:51 PM Subject: INCLUIR EMAIL Revista Espaço Acadêmico
Olá Antonio !! Parabéns pelos Cinco Anos da Revista ! Agradeço sua gentileza e todas mensagens, contos e idéias que graças a ela aprendi. Um abraço, Maria Helena |
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From: Elaine Sent: Tuesday, May 09, 2006 4:55 PM Subject: Re: REA 60 - CINCO ANOS
Parabéns pelos cinco anos, que deverão estender-se pelo tempo, espalhando cultura e boas matérias. Um abraço Elaine Karam |
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Estimado Ozaí,
Que felicidade saber que a REA está
aniversariando. Cumpriu 60 sessenta edições dignamente, parabéns a
você e demais companheiros que contribuíram para bom resultado da
revista.
Um abraço forte e fraterno!
Rogério Chaves São
Paulo - SP |
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From: Lucilene
Lima
Sent: Monday, May 15, 2006 2:33 AM
Subject: SPAM: Revista Espaço Acadêmico
Caríssimo Editor Ozaí, Como é atualíssimo o nº 41 da Revista Espaço Acadêmico!!! Relembro o item 2 do Documento Preparatório, publicado naquele nº da Revista: "2. Para nós, que desenvolvemos, colaboramos ou simplesmente acompanhamos a experiência da Consulta Popular, coloca-se agudamente a questão de como nos integrar a um novo ciclo, que se inicia. A necessidade de refundar a esquerda torna-se mais premente diante do aprofundamento da crise brasileira. Multiplicam-se os sinais de barbárie – em presídios e Febens superlotados, em periferias sem trabalho e favelas sem lei, no desamparo da infância e da velhice, no colapso dos serviços públicos, em garimpos que se multiplicam, no salve-se-quem-puder que se generaliza.(grifo meu) Confirma-se a constatação, que sempre fizemos, de que a atual crise não se limita aos seus aspectos econômicos e sociais mais evidentes. Nossa sociedade vive uma crise de destino. Nascida como uma empresa colonial e territorial, voltada para servir ao sistema mundial, até hoje não superou as principais características herdadas dessa condição;..... A cidade de São Paulo, desde sexta-feira, está vivendo sua "crise de destino". "Multiplicam-se os sinais de barbárie"... Vale a pena uma reflexão sobre os últimos acontecimentos, tendo como pano de fundo o citado texto. Abraços, Lucilene Lima |
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