por COURTNEY J. RUFFNER

Courtney Ruffner  leciona literatura no Manatee Community College, e é co-editora e fundadora da revista Florida English, e publicou articos para a Chelsea House e o MLA (Modern Languages Association — Associação de Línguas Modernas). Ela está cursando o doutorado em Literatura Italiana Americana e Pós-colonialismo na Indiana University of Pennsylvania no programa de residência de verão.

 

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versão em inglês

 

O Paraíso de dentro

[Tradução: Eva Paulino Bueno]

 

Talvez o ponto mais fino da literatura do século XVII ocorre quando a escritura de John Donne muda da poesia amorosa sem graça e sem sentido encontrada na sua poesia secular e se transforma nas suas afirmações fortes e filosóficas sobre as profundidades da humanidade encontradas na sua poesia religiosa produzida na maturidade. Donne, um poeta metafísico, deu a seus leitores uma maneira de entrar no seu paraíso idealizado, na sua reflexão filosófica, simplesmente ao copiar seu próprio formato de poesia. De acordo com Louis Martz, esta relação espacial interior que Donne cria para ele mesmo pode ser chamada de um “paraíso interno,” ou um microcosmo. Ao criar um lugar seguro dentro dele mesmo e dentro do poema com os quais seus leitores  possam se identificar, Donne consegue continuar escrevendo de acordo com os critérios metafísicos, mas é capaz de explorar sua própria identidade e inseguranças sem ter que se conformar com outros tipos de poesia, tais como a poesia de Cavalaria. Porque ele foi capaz de escrever sua poesia de uma forma que seus leitores pudessem compreendê-la, identificarem-se com ela, e sentirem-se consolados por ela Donne é considerado como um dos mais elevados poetas metafísicos.

Martz diz que este seguro estilo metafísico e meditativo de escrever segue uma ordem especifica que Martz chama o método das três dobras, que significam “os três poderes da alma” (34). O método das três dobras foi colocado em prática pelo jesuíta Puente e está evidente no trabalho de Donne, que abre com uma composição firme e dramática seguida da análise e os afetos/contemplação ou colóquio, tal como se vê nos sonetos (Martz 31). Este tipo de poesia investiga as mentes dos seus leitores, assim permitindo que Donne exponha seus próprios problemas imediatos como uma maneira de intelecualização através da poesia. Ao mesmo tempo que ele proporciona estímulos intelectuais e entretenimento para seus leitores, Donne também cria uma maneira para que ele mesmo possa colocar seus pensamentos no papel e utilizar o ciclo de três dobras para tentar reconciliar-se com seus problemas.

Ao usar seu microcosmo como um lugar seguro onde meditar sobre os dilemas mais sofisticados do mundo, Donne se coloca no centro do paraíso e age como representante de toda a humanidade. Martz discute a idéia de Donne sobre este microcosmo interno em seu livro The Poetry of Meditation — A poesia da meditação. O assunto deste livro é a meditação profunda, que Martz define como uma “intensa meditação imaginativa que junta os sentidos, as emoções, e as faculdades intelectuais do homem: [...] num momento de dramática experiência criativa” (1). Martz se refere à “poesia metafísica” em seu estudo como “poesia da meditação,” porque ele sente que o último termo é historicamente e criticamente mais adequado, já que é menos debatível para sua discussão. O ponto principal do trabalho de Martz se baseia em uma variedade de práticas devocionais que constituem a arte da meditação, particularmente no trabalho de Donne, e mais especificamente nos Anniversaries devido às divisões precisas dos poemas em seções formais.

Na continuação da discussão, o livro explora a idéia da religião do século XVII como uma maneira de meditação chamada poesia em potencial. A ênfase é colocada na idéia da meditação como uma união interna e espiritual “dos poderes da alma” (Martz 321). A essência do estudo de Martz é a idéia de alcançar um microcosmo dentro da mente do poeta, assim como nos seus escritos.

Através da análise da poesia de Donne, pode-se ver claramente como a profunda meditação de Martz e a classificação tradicional da poesia metafísica estão conectadas. Como as definições destes termos no tempo de Donne eram tão similares, temos que considerar a maneira em que Donne afetou o futuro dos poetas metafísicos, e o que os poetas metafísicos, como grupo, representavam. A poesia inicial de Donne não possui a substância que a sua poesia posterior alcança. Donne passou por uma transformação para conseguir seu lugar como um verdadeiro poeta metafísico. O Oxford English Dictionary dá a seguinte definição de metafísico no tempo de Donne: “1550 Nicolis Thucyd [disse que], as ciências que ele chamava especulativas, eram metafísicas; Baseado no raciocínio abstrato geral; determinado em princípios teóricos ou priori” (1781). Nós podemos ver claramente que a poesia metafísica é poesia intelectual. Donne pode ser colocado nesta classificação assim como qualquer outro poeta metafísico; no entanto, a definição de meditação no tempo de Donne – “1526 Pilgr. Perf. ( W. De W. 1531) 233 Meditacyo, é uma profunda ou cuidadosa cogitação sobre certas coisas. 1588 Fraunce Lawiers Log. I. i. I. A reflexão talvez… (consiste de) solitárias meditações e deliberações consigo mesmo” (1759) – faz com que exista uma dicotomia de filosofia quando nos referimos a Donne como um poeta metafísico. Assim, continua existindo um debate para definir se sua poesia é metafísica ou meditativa.

De acordo com estas definições, a idéia de Martz sobre a meditação profunda serve à definição do metafísico no século XVII, a profunda consciência das deliberações teóricas meditativas. Para alcançar o nível de meditação poética, a pessoa deve sentir-se confortável consigo mesma. Martz concorda que este microcosmo ou centro espiritual, “a personalidade que é a possessão única de cada pessoa” (323) é o elemento necessário para alcançar-se um estilo de poesia meditativa.

É importante notar aqui que o microcosmo do qual Martz escreve é, na realidade, um lugar no qual o/a poeta se sente completamente confortável e para o qual ele/a já criou uma disciplina pessoal e religiosa em todas as outras facetas da sua vida. Este é o lugar da individualidade, um paraíso. Como Thomas Carlyle afirma em seu livro de reflexões chamado Sartor Resartus, “[...] nosso Completo Dever, [...] é Mover, Trabalhar, – na direção correta” (99). Carlyle sugere que, o movimento na direção correta (na direção de Deus), e o trabalho enquanto empreendemos este movimento, nós obteremos nosso paraíso interior, nosso microcosmo pessoal ao fazermos nosso dever junto a Deus. Donne concordava com este idealismo de trabalho e dever pela vida que ele receberia depois da morte. Nós temos esta evidência em sua vida pessoal quando ele passou de escritor a pregador, e com seu lugar na sociedade, um lugar onde ele poderia ser “o homem santo que ele se preparava para ser” (Cummings 35).

Os poetas metafísicos são diferentes de outros grupos de poetas porque eles são caracterizados pelos registros de seu tempo como escritores privados, egoístas, e intelectuais. Os poetas metafísicos são até mais privados, egoístas, e intelectuais que os outros poetas. Eles eram, realmente, teoricamente poetas privados. A idéia de privacidade pessoal no mundo de Donne simplesmente significava que a poesia era escrita para o poeta, e não para uma audiência. A poesia social era compartilhada, mas somente com membros específicos do grupo de poesia de Donne. Na maioria das vezes, Donne escreveu para si mesmo. Ele precisava intelectualizar seus pensamentos através da poesia. A intelectualização dos seus pensamentos era uma maneira de compreender, ou pelo menos se conformar com aquilo que ele não podia explicar. Em um tempo de mudança e incerteza, Donne começou a examinar o que era possível e o que poderia ser, ao colocar suas idéias no papel.

Um exemplo de mudança e incerteza ocorre quando Galileu, usando um telescópio, introduziu as noções de manchas na lua e no sol, e o mundo como Donne o conhecia foi colocado em dúvida. Em 1574 e 1604 novas estrelas foram descobertas, e isto fez com que Donne acumulasse ainda mais perguntas. Ele logo compreendeu que esta nova filosofia colocaria todas as coisas naturais, e outras, em questão. A corrente da vida estava sendo perturbada, e a nova filosofia começava a prevalecer. Donne internalizou seus medos e começou a busca de respostas a novas perguntas, recém feitas. Isto marca o começo da transformação de Donne. A poesia social de Donne, como “A pulga,” e “A canonização,” deu lugar a poesia mais privada e teórica como “O bom amanhã.”

“O bom amanhã” é uma representação do microcosmo ideal de Donne e da sua jornada através do seu despertar intelectual, que leva por fim a uma felicidade interior. Embora classificado como um dos poemas seculares de Donne, este poema lida quase que explicitamente com a idéia do paraíso de dentro no qual a profunda meditação de Donne se baseia. Estruturalmente, “O bom amanhã” é dividido no tradicional processo de três dobras da reflexão meditativa de Donne: a composição dramática firme (primeira estrofe), a análise (segunda estrofe), e a contemplação ou meditação (terceira estrofe).

A abertura do poema é evidente nas linhas 6 e 7 de “O bom amanhã”: “Se alguma vez vi alguma beleza/ Que eu desejava, e obtive, foi somente um sonho seu.” Donne usa esta linguagem como sinceridade para dramatizar a idéia do amor envolvente que o seu narrador (ou o próprio Donne) sente na manhã depois de uma noite de amor com sua amante atual. Sua linguagem nas linhas 6 e 7 contradiz os indecentes e sexualmente conotativos “prazeres do campo” que aparecem na linha 3. É importante notar que a “beleza” na linha 6 é representativa da beleza física que o narrador já viu em muitas outras amantes, e é somente aquela visão de beleza que ele agora encontra no ser físico da sua amante atual. Além do mais, vemos o egoísmo de Donne na linha 7, quando ele diz que “desejava e obteve” porque o narrador claramente diz à sua amante atual que ele não somente viu mulheres belas, mas que as desejava também. O narrador continua dizendo que ele “obteve” estas mulheres. Essencialmente, o narrador está inflando seu ego e se vangloriando do número de mulheres que ele viu, desejou e, como resultado, “possuiu,” enquanto que ao mesmo tempo ele está proclamando seu amor por sua amante atual.

A segunda estrofe começa a porção analítica do método das três dobras discutido no livro de Martz:

E agora boa manhã às almas que despertam

Que não se olham umas às outras por medo

Por amor, todo amor a outras vistas controla,

E constrói um pequeno quarto, um universo.

Deixe descobridores de mares irem a novos mundos,

Deixe mapas a outros, mundos sobre mundos mostrados,

Possuamos um mundo, cada um tem um, e é um.

Aqui Donne analisa seu romance ao colocar ênfase no frescor do amor em comparação com as novas filosofias de seu tempo. O narrador começa sua análise ao casualmente colocar o amor e o ciúme como opostos, mas ao mesmo tempo ele não coloca as duas emoções juntas com uma afirmação ambiciosa que, uma vez mais, implica egoísmo. De acordo com a nota de rodapé traduzida por Cummings no livro Seventeenth-Century Poetry – A poesia do século XVII, quando as linhas 9 e 10 dizem “Que não olha um ao outro com medo;/ Porque o amor, todo amor das outras vistas controla,” elas realmente significam “Que não deixam de olhar um ao outro com ciúme, porque o amor impede todo o amor a qualquer outra coisa para a qual olhemos” (citado em Cummings 43). Donne usa a idéia de cada amante observando o outro como uma maneira de controlar os sentimentos de insegurança dentro desta nova relação. Ao tomar controle dos sentimentos de insegurança desde o início da relação, Donne então pode usar este raciocínio. Se, de fato, estas linhas são lidas desta maneira, então podemos ver que, misturada na análise de Donne está uma justificativa para ele continuar sua promiscuidade sem ter que se preocupar que a sua nova amante questione sua lealdade. Ao dizer que “o  amor impede todo amor a qualquer coisa para a qual olhemos” (citado em Cummings 43), Donne criou um elo entre o narrador e sua amante. Se a amante questionar a lealdade do narrador, então ela não acredita do amor dos dois.

Da mesma forma, na linha 11, “E constrói um pequeno quarto, um universo,” o narrador traz a sua amante a um paraíso pessoal quando Donne entra em um “modo extra pessoal” ao identificar o quarto do romance como o seu tudo, seu universo, seu microcosmo. Ao criar um espaço que contenha tudo o que importa (aqui, os amantes), Donne usa o microcosmo como um centro do qual intelectualizar suas idéias relacionadas às novas filosofias dos tempos (e seu narrador usa o microcosmo como um centro do qual intelectualizar seu amor pela nova amante). Quando o narrador compara seu amor recente às grandes coisas na América, “descobridores marítimos dos novos mundos” (linha 12), e “mapas a outros” (linha 13), Donne indaga a efetividade e a validez das descobertas do Novo Mundo. Ao usar os hemisférios para simbolizar os amantes na linha 14, “Possuamos um mundo, cada um tem um, e é um,” Donne redireciona seus leitores ao microcosmo, fazendo assim com que seus leitores analisem, por sua própria conta, o que ele quer dizer com “um mundo.” A idéia de cada amante representar um hemisfério igualando “um mundo,” faz com que o leitor sinta a sinceridade do amor que o narrador do poema diz sentir; entretanto, o egoísmo que irradia de uma análise mais sofisticada avisa o leitor que Donne tem idéias de amor muito rústicas. Ademais, esta reflexão ambígua que Donne nos dá pode ser usada para olha além do narrador do poema, e passar ao próprio poeta, para analisar o turbilhão intelectual a partir do qual Donne começou a escrever o poema.

A terceira estrofe mostra como o colóquio, ao reiterar o microcosmo que o narrador construiu para significar que seu amor por “esta” amante é o lugar último do ser. Como este microcosmo é tudo que representa conexão e unidade, o narrador de Donne convence sua amante que seu amor é “intocável” por quaisquer forças da natureza, do mundo exterior. Quando Donne escreve, “Meu rosto nos seus olhos, os seus nos meus aparecem” (linha 15), ele cria o mundo privado que o seu narrador usa para contemplar as profundidades deste novo romance. Donne inicia um lugar de meditação para seu narrador e sua amante meditarem sobre sua relação. Aqui é interessante observar que Donne usa o efeito do espelho, os olhos do seu narrador refletindo os olhos da amante, para representar este paraíso interno. Este paraíso é algo que pode ser guardado somente no lugar mais íntimo, mais complexo do corpo, os olhos, os túneis da alma.

A parte final da terceira estrofe age como uma contemplação metafísica vacilando entre ser casual e este amor “da alma”:

E verdadeiros corações simples descansam nas faces,

Onde nós podemos achar dois hemisférios melhores

Sem norte agudo, sem oeste em declínio?

Quaisquer coisas que morrem, não foram misturadas igualmente

Se nossos dois amores forem um, ou, você e eu

Um amor tão igual, que nenhuma falha, nenhum morre. (linhas 16-21)

Enquanto que o narrador aqui contempla os papéis que ele e sua amante fazem neste paraíso recém encontrado, Donne contempla seu papel nesta nova sociedade tecnológica. Quando o narrador professa, “Quaisquer coisas que morram, não foram misturadas igualmente” (linha 19), o leitor assume que o narrador está falando ao seu novo amor que ele conseguiu; no entanto, esta “e a maneira que Donne usa para introduzir o processo de escrita das três dobras, na qual ele começa a intelectualizar os ideais do seu tempo. Ele considera o telescópio de Galileu, “[...]dois hemisférios melhores / Sem norte agudo, sem oeste em declínio?” (linhas 17-18) e rejeita a idéia que seu amor é mortal. Donne crê que seu amor é imortal porque é puro. Ele vai continuar vivendo porque não está poluído pelos elementos do mundo exterior (tecnologia e astronomia). As duas linhas finais trazem a meditação de Donne ao fim com a idéia que o amor é completude: “Se nossos dois amores forem um, ou, você e eu/ Um amor tão igual, que nenhum falha, nenhum morre” (linhas 16-21). Aqui é onde Donne contempla o realismo do amor e o idealismo do mundo externo à sua volta. Seguros em seus microcosmos, Donne e o narrador, ambos podem entrar e sair da finalização do pensamento. O narrador diz que o amor que ele compartilha com sua amante durará para sempre, mas somente se for puro. Ao colocar uma ênfase mais forte em arquétipos como “norte agudo,” “oeste em declínio,” e “hemisférios,” Donne implica que al reconhecer estas novas idéias de astronomia, pode haver mortalidade para o amor do seu narrador, afinal de contas. O narrador conclui o seu romance quando Donne une o romance do poema com a sua ideologia pessoal do mundo externo. Esta união de idéias coloca juntos o amor e a astronomia juntos ao colocar os dois conceitos em um nível paralelo de entendimento. O narrador de Donne não pode prometer que o seu amor continuará vivo para sempre porque ele não tem certeza se o que ele sente é realmente amor, “Se nossos dois amores forem um” (linha 20). Da mesma maneira, Donne não revela seus pensamentos finais sobre o Novo Mundo, mesmo depois que ele passa por este estado meditativo porque ele simplesmente não pode se decidir sobre o que ele acredita sobre o amor ou sobre o Novo Mundo.

Talvez, John Donne estava simplesmente incerto de tudo na sua vida, exceto por sua espiritualidade. Quando traçamos a história pessoal de Donne, de um jovem poeta despedindo-se do mundo antes de entrar num mundo espiritual, do catolicismo à sua eleição como Decano da igreja de São Paulo, e de uma vida política a uma vida religiosa, podemos ver claramente que Donne, embora fosse calculista nas ambições da sua vida, não foi realmente alguém que podemos descrever como tendo  certeza do que estava ocorrendo em sua vida. Entretanto, de acordo dom Izaak Walton, “A mudança maior e mais abençoada [ de Donne] foi [a passagem] de uma ocupação temporal a uma espiritual, na qual ele se sentia tão feliz, que ele se referia à primeira parte da sua vida como perdida” (citado em Cummings 36). Esta mudança trouxe consigo uma mudança necessária e muito produtiva na sua poesia. A transformação da poesia secular em filosófica colocou Donne à parte dos outros poetas do século XVII. O seu uso de teorias filosóficas internas como um meio através do qual sua poesia pôde explorar o lado intelectual dos eventos correntes de seu tempo, criaram uma nova visão da era metafísica, da poesia de Donne, e do próprio Donne.

 

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Trabalhos consultados

Carlyle, Thomas.  Sartor Resartus.  Oxford: Oxford University Press, 1987.

Cummings, Robert, editor. Seventeenth-Century Poetry an Annotated Anthology.

Oxford: Blackwell Publishers Ltd, 2000.

Martz, Louis. The Poetry of Meditation.  New Haven: Yale University Press, 1954.

“Meditation.” The Oxford English Dictionary.  2nd ed. 1973.

“Metaphysical.” The Oxford English Dictionary. 2nd ed. 1973.

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