Sent: Wednesday, January 11, 2006 9:36 AM
Subject: qualis

 

Prezado Antônio!
Não imaginas a satisfação ao ler o seu artigo. É sempre muito gratificante identificar alguém que pensa como nós e , sobretudo, que tem habilidade para traduzir na forma de  um texto tão claro, objetivo e que acerta o alvo nesta questão do qualis.

Ontem mesmo eu procurava uma revista para enviar um artigo e me deparei como os mesmos questionamentos...
Quanto à corrida ao Lattes, valeria a pena com tema mais amplo de debate. Sem desconsiderar seu mérito, há questões sérias que a comunidade acadêmica deveria considerar, especialmente a quantidade sobrepujando a qualidade a qualquer preço... Premia-se na essência muito mais a habilidade de publicar - e aí valem todos os artifícios, parcerias etc - em detrimento do amadurecimento das idéias, no limite, da qualidade do trabalho acadêmico.  

Parabéns pela iniciativa de provocar essa reflexão!

Sandra Fernandes
DEAg - UNIJUÍ

Sent: Friday, April 07, 2006 12:52 PM
Subject: Voto Nulo - Uma Outra Política é Possível!_espaço acadêmico, nº 59, abril de 2006
 
Meu Caro Ozaí,
mais do que o voto nulo, sugeriria uma greve de eleitores. Os partidos políticos, quer à esquerda, quer à direita, fazem da política de hoje a garantia de bons negócios amanhã, e quando dizem que representam alguém, representam, no máximo, a si próprios. Ou quando vêm com a desconversa que vão governar, sobretudo os de esquerda, estão a dizer que vão deixar os capitalista se autogovernarem e governarem-nos a nós também. Maurício Tragtenberg dizia, implacavelmente, que trabalhador não está no Congresso Nacional, na Assembléia Legislativa, na Câmara Municipal, mas no local de trabalho, espaço, aliás, onde nasceu o Partido dos Trabalhadores, e de onde o mesmo não deveria ter saído.

Um grande abraço do Marcelo Phintener

Sent: Saturday, April 08, 2006 5:51 PM
Subject: Voto nulo
 
Prezado Antônio:
 
Não acompanho totalmente a tua análise de defesa do voto nulo, pois, vejo nela uma generalização da decepção com todo  partido organizado. Porém, também considero (sem ser anarquista) que o voto nulo, hoje, no Brasil, é a posição mais correta. O PSOL ou uma Frente da Esquerda em torno de Heloísa Helena, de fato, aparece como uma paródia piorada da experiência oportunista e trágica do PT. Parabéns pela coragem de defender a posição!
Abraço

Hector Benoit 

(Professor do Departamento de Filosofia da Unicamp)

From: Solange
Sent: Monday, April 10, 2006 4:35 PM
Subject: Seu artigo: "Voto Nulo"
 
Quando confiamos, depositamos nossa fé, apoiamos e trabalhamos por uma causa e lá na frente descobrimos que estávamos enganados, nos resta não nos abatermos. Pode ser útil, estacionar, reavaliar a situação e engatar uma ré. Voltar no trecho percorrido e retomar novo caminho. Nessa minha curta vida, o que tenho visto na política é a oposição não na situação, mas "virando situação" e pouca mudança acontecendo. Por que oposição, para que? Penso que se mudássemos o foco e passássemos a cobrar, exigir dos que estão no poder talvez as mudanças acontecessem. Ficar esperando que o novo governo, o "novo?" grupo no poder faça melhor ou faça o correto, não parece ser a melhor experiência, parece mais insistir no erro. Tenho pensado muito na questão que você coloca sobre o "voto nulo". 

Parabéns.

SDS.

Sent: Monday, April 10, 2006 1:42 PM
Subject: Voto nulo
 
Caro Antonio
Seu artigo foi o mais sincero já publicado por essa revista. Li alguns articulistas que insinuaram que alguns de nós sofremos da mania de honestidade numa sociedade com outros valores. Devemos nos tratar?

Cordialmente.

Maria Lucília

Sent: Wednesday, April 12, 2006 11:33 AM

Subject: Voto nulo

 

Prezado professor Ozaí,

Parabéns pelo incisivo e pertinente artigo "Voto Nulo - Uma Outra Política é Possível!" (REA 59).

A propósito, recomendo a leitura de "Uma Grande Fraude Democrática", de Antonio Henrique Lindemberg (disponível em http://www.vemconcursos.com/opiniao/index.phtml?page_id=1812). O texto desse autor suscitou uma polêmica exegética. Baseado nos dois dispositivos legais que regulam a questão (artigo 224 do Código Eleitoral e parágrafo 2º, artigo 77, da Constituição Federal de 1988), o autor advogou a tese de que o voto nulo, desde a promulgação da Carta Magna, se tornou ineficaz como expressão do descontentamento popular. Teria, por sua supremacia normativa, colmatado a previsão do Código. A partir de então, independentemente da quantidade de nulos, não seria mais possível cancelar um pleito nem provocar a convocação de novas eleições. No entanto, pode-se apurar, na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - acesse  -, o entendimento jurídico da perfeita compatibilidade entre as duas normas. Portanto, existe, embora despercebido pela maioria, a possibilidade de se anular uma eleição em razão da manifestação contrária de mais de 50% dos votantes. Caso o eleitor não tenha nenhum candidato que o satisfaça nas próximas eleições, é perfeitamente legítimo, legal e até eficaz anular o voto. Para fazer isso, basta digitar na urna eletrônica o zero e confirmar duas vezes. Se a eleição for anulada, os candidatos não poderão postular o mesmo cargo no novo pleito.

Aliás, ao contrário do senso comum, o voto nulo, como se percebeu, é totalmente oposto ao voto em branco. "Tanto faz... Desses aí, qualquer um serve", seria a tradução do sentimento de quem vota em branco. Já quem vota nulo expressaria o seguinte desejo: "Nenhum desses serve. Tragam-me novas opções".

 

Daniel Pereira da Silva

Brasília-DF

Sent: Thursday, April 13, 2006 4:47 AM
Subject: informação
 
Ola Ozaí,
 
Tudo bem? Confesso que já tinha decidido pelo voto nulo, assim que começou a cair a mascara do PT. Apesar de estar fora do Brasil, chegarei a tempo para votar.
Bem,  eu recebi a mensagem abaixo de amigos da USP de Ribeirão Preto e gostaria de saber, se você tem algum conhecimento sobre a lei que está por trás desta informação.
Eu entrei varias vezes no site do Superior Tribunal Eleitoral, mas não tive sucesso na busca desta informação.
 

Um abraço,

Selma

From: gilmaisa
To: aosilva
Sent: Thursday, April 13, 2006 1:31 PM
Subject: Re:REA 59
Ozaí, li seu artigo e gostei, penso que é um pouco a história e o drama de todos nós, nos encontramos numa espécie de trincheira, numa posição de defesa pensando que caminho devemos seguir. Mas continue o texto, quais os delineamentos de uma outra política possível? precisamos pensar e discutir. 

Atenciosamente, Gilmaisa

From: "José Nilton da Silva" <jnilton@sppagaprint.com.br>
To: <aosilva@uem.br>
Sent: Saturday, April 15, 2006 9:48 PM
Subject: uma outra política é possível?

Antes de mais nada, é muito bom ver antigos companheiros estarem arrojados na educação, estudei com você na Fundação Santo André, José Nilton....bem....acredito que enquanto a força econômica defender o capitalismo mundial neo-liberal, os levantes de esquerda fracassarão, foi assim com o PT e será assim com a sua dissidência se um dia tornar governo também, seja PSTU, PSOL, pelas vias "legais" democráticas podem até alcançar o poder, o que não significa absolutamente nada. Os avanços sociais, tão almejados, são dizimados na sua gênese, pelos interesses individuais que
contamina cada membro da instituição político partidária, um a um é absorvido, cooptado em detrimento dos interesses da ampla e destituída maioria.

Os ideais socialistas foram engolidos pela sede de poder e corrompidos pelo dinheiro fácil, somente a neutralidade científica acadêmica ainda sustenta os pilares do socialismo real. Talvez o único sucesso do governo Lula tenha sido escancarar ao mundo os esquemas de caixa 2, compra de voto e favorecimentos, o que nunca foi novidade em nenhum outro governo, mas que a oposição não tinha força suficiente para trazer à tona. Mantenho meu voto no Lula, temos que avançar alguns pontos na escala que a história nos reserva.

Um grande abraço..e muito sucesso em sua jornada acadêmica.

J.Nilton

De: Lauci Belle
Enviada em: sábado, 22 de abril de 2006 18:06
Para: pfilosofia@yahoo.com.br 
Assunto: -mail para o professor Antônio Ozaí da Silva


Caro professor Antônio, li seu texto "Educar Contra a Barbárie" , e o mesmo veio ao encontro do que penso ser educar, da importância da nossa práxis educativa, escrevo-lhe, pois vou fazer a minha qualificação de mestrado em julho, a qual tem como título provisório "A leitura da palavra e a leitura de mundo na formação da consciência crítica". Acredito, também,  que se todos os educadores trabalhassem com essas questões, barbáries não existiriam. Sinto-me mais confortada quando percebo que  há muitos (os quais ainda significam poucos) nessa caminhada.
 atenciosamente
Sent: Tuesday, April 25, 2006 7:48 PM
Subject: Re: Belo artigo
Prezado Ozaí, paz!
 
Achei seu último artigo bastante lúcido no tocante à política partidária e seus paradoxos, principalmente quando o assunto é esquerda e o poder. De fato, tens razão, e por isso faço minhas as tuas palavras. Fui simpatizante do PT durante 20 anos e por cinco estive filiado. Nunca atuei partidariamente, apesar de ter torcido bastante para o governo popular aqui em Criciúma. Fiquei muito decepcionado com o partido muito antes do "mensalão", no âmbito local, por atuar na área ambiental numa região com muita degradação (lembras do carvão mineral?) e ter percebido ao longo do governo petista de criciumense total desinsteresse pela questão. Pior ainda, uma ala do partido é fortemente favorável à indústria carbonífera, por acreditar que o mais importante é oferecer emprego. O ambiental fica em segundo plano, primeiro vem o econômico. No âmbito nacional, todo o "imbróglio" protagonizado pelo governo Lula serviu para perdermos totalmente a esperança num país melhor, à medida em que os velhos ranços foram reproduzidos. Aí não deu para suportar. O poder, meu caro, acaba pondo tudo a perder, fazendo com que os políticos fiquem coniventes com a desigualdade social de um capitalismo degradante. Era isso, amigo. Obrigado pela atenção. 

Fraternal abraço. Zeca

Sent: Thursday, April 27, 2006 8:56 AM

Subject: Informações

Bom dia,

Li o a coluna da Eva Paulino Bueno n° 30 - sobre a morte e gostaria de ler mais artigos a respeito. Faço parte de um grupo de narradores e escrevemos histórias que tratam da passagem "morte". Escrevemos e narramos essas histórias em hospitais para doentes terminais, em asilos e para crianças terminais também. Gostaria de saber a possibilidade de um artigo sobre como tratar de morte com crianças que são terminais. A médicos e psicólogos que são a favor de não falar a respeito do assunto e há médicos que são contra. Gostaria de saber mais sobre o assunto.

Obrigada

Mônica

From: "Moreth moreth" <moreth2000@hotmail.com>
To: <aosilva@uem.br>
Sent: Thursday, May 04, 2006 9:20 AM
Subject: Validação do Voto Nulo


Olá,

Li seu artigo na internet que achei fantástico, muito bem observado.

Acredito que a luta pelo voto nulo, não pode acabar com o resultado nas urnas mostrando que não sabemos votar - Considerados erros de digitação. Precisamos estudar meios para que o voto nulo seja reconhecido como "nulo proposital", uma opção, um protesto e não um mero erro na hora de digitar. Sem maiores adaptações, o STE poderia atribuir o número "00" (Zero zero), a opção "nenhuma das respostas anteriores", ou "nenhum dos candidatos dispostos". Dessa maneira muito simples, teremos representada e reconhecida de verdade nossa indignação.

Sabemos que nenhum político, gostaria de aprovar isso, que é um direito legítimo e democrático, mesmo sendo essa - Através do "00", uma forma simples e possível (Seria um novo candidato registrado com esse número), mas devemos pelo menos tentar, utilizar dos recursos de mídia, apoio da imprensa e adesão popular, para legitimar nosso direito de dizer "não!".

O que podemos fazer para tornar nossa vontade legítima?

"Para políticos nota zero - Vote Zero!".

Atenciosamente,

Sandro Moreth

Clique e cadastre-se para receber os informes mensais da Revista Espaço Acadêmico  

acesse o espaço dos leitores anterior

http://www.espacoacademico.com.br - Copyright © 2001-2006 - Todos os direitos reservados