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Prezado Antônio! Ontem mesmo eu
procurava uma revista para enviar um artigo e me deparei como os mesmos questionamentos... Parabéns pela iniciativa de provocar essa reflexão! Sandra
Fernandes |
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To: aosilva@uem.br
Sent: Friday, April 07, 2006 12:52 PM
Subject: Voto Nulo - Uma Outra
Política é Possível!_espaço acadêmico, nº 59, abril de
2006
Meu Caro Ozaí,
mais do que o voto
nulo, sugeriria uma greve de eleitores. Os partidos políticos, quer
à esquerda, quer à direita, fazem da política de hoje a garantia de bons
negócios amanhã, e quando dizem que representam alguém,
representam, no máximo, a si próprios. Ou quando vêm com a
desconversa que vão governar, sobretudo os de esquerda, estão a
dizer que vão deixar os capitalista se autogovernarem
e governarem-nos a nós também. Maurício Tragtenberg dizia,
implacavelmente, que trabalhador não está no Congresso Nacional, na
Assembléia Legislativa, na Câmara Municipal, mas no local de
trabalho, espaço, aliás, onde nasceu o Partido dos Trabalhadores, e
de onde o mesmo não deveria ter saído.
Um grande abraço do Marcelo Phintener |
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From: Hector
Benoit
To: aosilva@uem.br
Sent: Saturday, April 08, 2006 5:51 PM
Subject: Voto nulo
Prezado Antônio:
Não acompanho totalmente a tua análise
de defesa do voto nulo, pois, vejo nela uma generalização da
decepção com todo partido organizado. Porém, também
considero (sem ser anarquista) que o voto nulo, hoje, no Brasil, é a
posição mais correta. O PSOL ou uma Frente da Esquerda em torno de
Heloísa Helena, de fato, aparece como uma paródia piorada da experiência
oportunista e trágica do PT. Parabéns pela coragem de defender a
posição!
Abraço
Hector Benoit (Professor do Departamento de Filosofia da Unicamp) |
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From: Solange
Sent: Monday, April 10, 2006 4:35 PM
Subject: Seu artigo: "Voto
Nulo"
Quando confiamos, depositamos nossa fé,
apoiamos e trabalhamos por uma causa e lá na frente descobrimos que
estávamos enganados, nos resta não nos abatermos. Pode ser útil, estacionar,
reavaliar a situação e engatar uma ré. Voltar no trecho percorrido
e retomar novo caminho. Nessa minha curta vida, o que tenho visto na
política é a oposição não na situação, mas "virando situação"
e pouca mudança acontecendo. Por que oposição, para que? Penso que
se mudássemos o foco e passássemos a cobrar, exigir dos que estão no
poder talvez as mudanças acontecessem. Ficar esperando que
o novo governo, o "novo?" grupo no poder faça melhor
ou faça o correto, não parece ser a melhor experiência, parece mais
insistir no erro. Tenho pensado muito na questão que você coloca
sobre o "voto nulo".
Parabéns. SDS. |
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From: Maria
Araújo
Sent: Monday, April 10, 2006 1:42 PM
Subject: Voto nulo
Caro Antonio
Seu artigo foi o mais sincero já publicado por essa
revista. Li alguns articulistas que insinuaram que alguns de nós sofremos
da mania de honestidade numa sociedade com outros valores.
Devemos nos tratar?
Cordialmente. Maria Lucília |
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From: Daniel Pereira da Silva To: aosilva@uem.br Sent: Wednesday, April 12, 2006 11:33 AM Subject: Voto nulo
Prezado professor Ozaí, Parabéns pelo incisivo e pertinente artigo "Voto Nulo - Uma Outra Política é Possível!" (REA 59). A propósito, recomendo a leitura de "Uma Grande Fraude Democrática", de Antonio Henrique Lindemberg (disponível em http://www.vemconcursos.com/opiniao/index.phtml?page_id=1812). O texto desse autor suscitou uma polêmica exegética. Baseado nos dois dispositivos legais que regulam a questão (artigo 224 do Código Eleitoral e parágrafo 2º, artigo 77, da Constituição Federal de 1988), o autor advogou a tese de que o voto nulo, desde a promulgação da Carta Magna, se tornou ineficaz como expressão do descontentamento popular. Teria, por sua supremacia normativa, colmatado a previsão do Código. A partir de então, independentemente da quantidade de nulos, não seria mais possível cancelar um pleito nem provocar a convocação de novas eleições. No entanto, pode-se apurar, na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) - acesse -, o entendimento jurídico da perfeita compatibilidade entre as duas normas. Portanto, existe, embora despercebido pela maioria, a possibilidade de se anular uma eleição em razão da manifestação contrária de mais de 50% dos votantes. Caso o eleitor não tenha nenhum candidato que o satisfaça nas próximas eleições, é perfeitamente legítimo, legal e até eficaz anular o voto. Para fazer isso, basta digitar na urna eletrônica o zero e confirmar duas vezes. Se a eleição for anulada, os candidatos não poderão postular o mesmo cargo no novo pleito. Aliás, ao contrário do senso comum, o voto nulo, como se percebeu, é totalmente oposto ao voto em branco. "Tanto faz... Desses aí, qualquer um serve", seria a tradução do sentimento de quem vota em branco. Já quem vota nulo expressaria o seguinte desejo: "Nenhum desses serve. Tragam-me novas opções".
Daniel Pereira da Silva Brasília-DF |
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From: Selma
Bellusci
Sent: Thursday, April 13, 2006 4:47 AM
Subject: informação
Ola Ozaí,
Tudo bem? Confesso que já tinha decidido pelo voto
nulo, assim que começou a cair a mascara do PT. Apesar de estar fora
do Brasil, chegarei a tempo para votar.
Bem, eu recebi a mensagem abaixo de amigos da USP
de Ribeirão Preto e gostaria de saber, se você tem algum
conhecimento sobre a lei que está por trás desta informação.
Eu entrei varias vezes no site do Superior Tribunal
Eleitoral, mas não tive sucesso na busca desta informação.
Um abraço, Selma |
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From: gilmaisa
To: aosilva
Sent: Thursday, April 13, 2006 1:31 PM
Subject: Re:REA 59
Ozaí, li seu artigo e gostei, penso que é um pouco a
história e o drama de todos nós, nos encontramos numa espécie de
trincheira, numa posição de defesa pensando que caminho devemos
seguir. Mas continue o texto, quais os delineamentos de uma outra política
possível? precisamos pensar e discutir.
Atenciosamente, Gilmaisa |
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From:
"José Nilton da Silva" <jnilton@sppagaprint.com.br> Antes de mais
nada, é muito bom ver antigos companheiros estarem arrojados na educação,
estudei com você na Fundação Santo André, José
Nilton....bem....acredito que enquanto a força econômica defender o
capitalismo mundial neo-liberal, os levantes de esquerda fracassarão,
foi assim com o PT e será assim com a sua dissidência se um dia tornar
governo também, seja PSTU, PSOL, pelas vias "legais" democráticas
podem até alcançar o poder, o que não significa absolutamente nada.
Os avanços sociais, tão almejados, são dizimados na sua gênese,
pelos interesses individuais que Os ideais socialistas foram engolidos pela sede de poder e corrompidos pelo dinheiro fácil, somente a neutralidade científica acadêmica ainda sustenta os pilares do socialismo real. Talvez o único sucesso do governo Lula tenha sido escancarar ao mundo os esquemas de caixa 2, compra de voto e favorecimentos, o que nunca foi novidade em nenhum outro governo, mas que a oposição não tinha força suficiente para trazer à tona. Mantenho meu voto no Lula, temos que avançar alguns pontos na escala que a história nos reserva. Um grande abraço..e muito sucesso em sua jornada acadêmica. J.Nilton |
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De: Lauci
Belle
Enviada em: sábado, 22 de abril de 2006 18:06 Para: pfilosofia@yahoo.com.br Assunto: -mail para o professor Antônio Ozaí da Silva
Caro professor Antônio, li seu texto
"Educar Contra a Barbárie" , e o mesmo veio ao
encontro do que penso ser educar, da importância da nossa práxis educativa, escrevo-lhe, pois vou fazer a minha qualificação de
mestrado em julho, a qual tem como título provisório "A leitura
da palavra e a leitura de mundo na formação da consciência crítica".
Acredito, também, que se todos os educadores trabalhassem com
essas questões, barbáries não existiriam. Sinto-me mais confortada
quando percebo que há muitos (os quais ainda significam
poucos) nessa caminhada.
atenciosamente
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From: Jose
Carlos Virtuoso
Sent: Tuesday, April 25, 2006 7:48 PM
Subject: Re: Belo artigo
Prezado Ozaí, paz!
Achei seu último artigo bastante lúcido
no tocante à política partidária e seus paradoxos, principalmente
quando o assunto é esquerda e o poder. De fato, tens razão, e por
isso faço minhas as tuas palavras. Fui simpatizante do PT durante 20
anos e por cinco estive filiado. Nunca atuei partidariamente, apesar
de ter torcido bastante para o governo popular aqui em Criciúma.
Fiquei muito decepcionado com o partido muito antes do "mensalão",
no âmbito local, por atuar na área ambiental numa região com muita
degradação (lembras do carvão mineral?) e ter percebido ao longo do
governo petista de criciumense total desinsteresse pela questão. Pior
ainda, uma ala do partido é fortemente favorável à indústria
carbonífera, por acreditar que o mais importante é oferecer emprego.
O ambiental fica em segundo plano, primeiro vem o econômico. No âmbito
nacional, todo o "imbróglio" protagonizado pelo governo
Lula serviu para perdermos totalmente a esperança num país melhor,
à medida em que os velhos ranços foram reproduzidos. Aí não deu
para suportar. O poder, meu caro, acaba pondo tudo a perder, fazendo
com que os políticos fiquem coniventes com a desigualdade social de
um capitalismo degradante. Era isso, amigo. Obrigado pela atenção.
Fraternal abraço. Zeca |
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From:
monica.roberta
Sent:
Thursday, April 27, 2006 8:56 AM Subject:
Informações Bom dia, Li o a coluna da
Eva Paulino Bueno n° 30 - sobre a morte e gostaria de ler mais
artigos a respeito. Faço parte de um grupo de narradores e
escrevemos histórias que tratam da passagem "morte".
Escrevemos e narramos essas histórias em hospitais para doentes
terminais, em asilos e para crianças terminais também. Gostaria de
saber a possibilidade de um artigo sobre como tratar de morte com
crianças que são terminais. A médicos e psicólogos que são a
favor de não falar a respeito do assunto e há médicos que são
contra. Gostaria de saber mais sobre o assunto. Obrigada Mônica |
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From:
"Moreth moreth" <moreth2000@hotmail.com> Li seu artigo na internet que achei fantástico, muito bem observado. Acredito que a luta pelo voto nulo, não pode acabar com o resultado nas urnas mostrando que não sabemos votar - Considerados erros de digitação. Precisamos estudar meios para que o voto nulo seja reconhecido como "nulo proposital", uma opção, um protesto e não um mero erro na hora de digitar. Sem maiores adaptações, o STE poderia atribuir o número "00" (Zero zero), a opção "nenhuma das respostas anteriores", ou "nenhum dos candidatos dispostos". Dessa maneira muito simples, teremos representada e reconhecida de verdade nossa indignação. Sabemos que nenhum político, gostaria de aprovar isso, que é um direito legítimo e democrático, mesmo sendo essa - Através do "00", uma forma simples e possível (Seria um novo candidato registrado com esse número), mas devemos pelo menos tentar, utilizar dos recursos de mídia, apoio da imprensa e adesão popular, para legitimar nosso direito de dizer "não!". O que podemos fazer para tornar nossa vontade legítima? "Para políticos nota zero - Vote Zero!". Atenciosamente, Sandro Moreth |
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