Amor
ao Trabalho e Excentricidade:
Ingredientes
da
Criatividade e um
Não
à
"Cultura de Conformidade"
Você
consegue descrever uma pessoa criativa? Este artigo juntamente com
os demais recomendados no final deste o ajudarão a entender mais
essa característica humana.
Há
alguns dias atrás, um leitor me enviou uma mensagem questionando se
todas as pessoas eram criativas. Respondi-lhe: todos somos
criativos. A criatividade é algo intrínseco ao intelecto humano. O
que ocorre é que alguns são mais ou menos criativos, por exercitar
mais essa característica ou por oportunidades que têm na vida
pessoal e profissional. Para dar continuidade a caracterização da
criatividade, falarei sobre amor
ao trabalho e excentricidade
neste artigo. Aqui, a intenção não é ser completo, mas
caracterizar a criatividade.
Amor
ao Trabalho
Uma
outra característica associada a diligência, a qual é encontrada
em pessoas criativas é o amor e prazer na realização de seu
trabalho. Algumas vezes, esses indivíduos chegam a ser chamados de
esquisitos e extravagantes por, simplesmente, apreciarem e
realizarem de maneira genuína seu trabalho. Muitas vezes, a pessoa
criativa está tão imbuída com a atividade que está executando
que, aos demais, mostra-se como uma pessoa estranha.
Nossa
sociedade, que em parte fomenta a ‘cultura da conformidade’,
costuma cunhar tais pessoas que fogem aos padrões normais de
comportamento como sendo excêntricas pelo fato de as verem tão
imbuídas na execução de uma tarefa. Não é facilmente perceptível
aos demais que um indivíduo criativo ama aquilo que faz e isso
ocorre porque seu trabalho é significativo e, principalmente,
original.
Os
indivíduos criativos freqüentemente demonstram grande capacidade
de concentração, empenho e originalidade quando estão executando
tarefas ou envolvidos em projetos importantes. Para aqueles que
observam tais indivíduos, eles são percebidos como pessoas que
trabalham de maneira firme e eficiente.
Importante
observar que nem todas as pessoas que tem amor ao trabalho ou são
diligentes podem ser consideradas como altamente criativas.
Portanto, o nível de criatividade não é dependente de um único
fator, mas de uma combinação desses elementos como apresentado em http://www.espacoacademico.com.br/053/53silvafilho.htm.
Excentricidade
Uma
pessoa criativa está sempre preocupada e ocupada em modificar,
adaptar, aperfeiçoar idéias ou produtos existentes. Ela tem a
capacidade de reorganizar o conhecimento e idéias que elas dispõem
e produzir novos conhecimentos e produtos. Em decorrência de seu
elevado grau de concentração ou ainda quando num momento de criação
no qual a pessoa criativa parece sonhar ou devanear, ela é
percebida pelos demais como excêntrica por apresentar um
comportamento esquisito, fora do normal.
Se
você teve ou tiver oportunidade de ler biografias de cientistas e
compositores de música famosos, então pode observar que um traço
marcante na personalidade dele é a excentricidade. Um exemplo é
John Nash, que parte de sua vida retratada no filme “Uma Mente
Brilhante”. Nash solucionou problemas matemáticos complexos que
revolucionaram estudos na Economia e outras áreas. Em 1950, aos 22
anos de idade escreveu uma tese de doutorado de 27 páginas,
intitulada “Non-Cooperative Games” (ou Jogos Não Cooperativos).
Em 1994, recebeu o Prêmio Nobel de Economia por sua contribuição
pioneira na Teoria de Jogos. Entretanto, relatos sobre sua vida
apontam sua excentricidade em diversas ocasiões. Ele, contudo, foi
marcado por sua enorme capacidade criativa e contribuições para
Matemática e Economia.
É
importante salientar que nem todas as pessoas criativas são excêntricas.
O inverso também não é verdade, isto é, nem todas pessoas excêntricas
são criativas. Lembre-se
que a criatividade não é caracterizada por um traço de
personalidade isolado, mas por uma combinação de fatores, dentre
os quais a excentricidade constitui um deles. Para finalizar, um
pouco de excentricidade é bom, pois isto se antepor a ‘cultura da
conformidade’ fomentada pela sociedade.