RETOMAR
O PROCESSO DE
PAZ
AGORA
Novo
Plano Imediato
Renovar
os Canais de Diálogo
Desmantelar
os Outposts
Continuar
a Evacuação dos Assentamentos
O
NOVO CENÁRIO
A
realização do Plano de Desligamento, com a evacuação dos
assentamentos e a retirada das forças do exército israelense de
Gaza e do norte da Cisjordânia, abre uma janela de oportunidade
para a renovação do processo de paz e a criação de uma nova
realidade para os povos israelense e palestino.
O
Plano de Desligamento provou, antes de tudo, que a sociedade
israelense está disposta e pronta para aceitar o desmantelamento
de assentamentos. As tentativas pela direita israelense de sabotar
o processo, que fixa um precedente, de desmantelar
assentamentos, não funcionou e a democracia israelense venceu.
A
conclusão do Desligamento abre para Israel e aos palestinos um
novo horizonte diplomático e uma janela de oportunidade para
reiniciar negociações e renovar o processo de paz, objetivando
acabar a ocupação e conseguir a paz.
Para
dar continuidade à dinâmica positiva na região, ambos os lados
precisar tomar uma série de medidas políticas e de segurança,
ao mesmo tempo em que renovam os canais de diálogo e se esforçam
para chegar a um acordo definitivo com base em Dois Estados para
Dois Povos ao longo das fronteiras de 1967.
O
PLANO DO PAZ
AGORA
É BASEADO EM 3 PRINCÍPIOS:
-
Renovar
as negociações políticas e a coordenação em
segurança. Abrir canais de diálogo entre Israel e os
palestinos.
-
Evacuar
os postos avançados (outposts) e congelar
a construção de assentamentos.
-
Prosseguir
no processo de desmantelar os assentamentos
em etapas, de forma coordenada com a
Autoridade Palestina (AP), e dentro do escopo de negociações
para um acordo definitivo.
RETOMADA
DE NEGOCIAÇÕES, COORDENAÇÃO E DIÁLOGO ENTRE ISRAEL E OS
PALESTINOS
As
negociações com os palestinos devem ter lugar em três canais
paralelos:
-
Canal
político - retomada de negociações diplomáticas
com base na implementação simultânea dos estágio do Road
Map para o estabelecimento de um Estado Palestino e
um acordo final baseado nas fronteiras de 1967.
-
Canal
de segurança - renovação da cooperação e
coordenação em assuntos de segurança entre Israel e os
palestinos; manutenção mútua do cessar-fogo enquanto
se detém os ataques terroristas e a violência; unificação
e restauração da força dos aparatos de segurança da AP;
combate ao terrorismo; libertação de prisioneiros palestinos
e remoção de postos de controle militar (checkpoints).
-
Canal
Administrativo - determinação de procedimentos
interinos para o controle pela AP das áreas evacuadas por
Israel, controle de fronteiras e pontos de passagem, coordenação
econômica e abertura de vias de trânsito e comunicação
entre Gaza e a Cisjordânia.
DESMANTELAMENTO
DE OUTPOSTS E CONGELAMENTO DA CONSTRUÇÃO EM ASSENTAMENTOS
Os
colonos, e por diferentes razões a maioria dos israelenses,
palestinos e a comunidade internacional, enxergam o empreendimento
dos assentamentos como uma medida unilateral israelense que veda
qualquer chance de acordo pacífico e causa diariamente atrito e
hostilidade entre Israel e a AP.
Assim,
cessar a expansão dos assentamentos e desmantelar os outposts
são ações de significado político importante, e podem dar
forma à face de toda a região.
Desmantelar
os outposts - O governo de Israel deve
instruir o Exército de Defesa de Israel (EDI) e a política a
desmantelar imediatamente todos os 105 postos
avançados nos territórios, que foram construídos em contravenção
com a política oficial israelense que se opõe a criar novos
assentamentos na Cisjordânia (veja
mapa dos outposts). Os outposts
são não apenas uma questão política, mas também legal. Caso não
sejam desmantelados, continuarão sinalizando aos colonos que atrás
da Linha Verde [fronteiras anteriores a 05/06/1967] a Lei não
vale.
Congelar
a construção nos assentamentos - O governo de Israel
deve congelar toda a construção além da Linha Verde.
Qualquer construção adicional na Cisjordânia e Jerusalém
Oriental complica a situação existente, aumenta o atrito e ódio
entre as populações e implica num elemento chave de provocação
de violência e desconfiança entre israelenses e palestinos.
O acordo definitivo deve ser alcançado através de um processo
político e não pela criação de fatos consumados.
Continuar
evacuação de assentamentos em etapas
O
PAZ
AGORA
sempre viu os assentamentos como o principal obstáculo para a paz
entre Israel e os palestinos. Evacuar a maioria dos assentamentos,
se não todos eles, é uma necessidade, sem o que nem um
verdadeiro acordo com os palestinos nem a criação de um Estado
Palestino ao longo de Israel serão possíveis.
O
preço da existência dos assentamentos em geral, e dos
assentamentos isolados no coração dos territórios palestinos em
particular, há muito tornou-se intolerável para a população
palestina, assim como para a sociedade israelense. O Plano de
Desligamento provou que Israel é capaz de evacuar assentamentos e
entregar ao controle palestino áreas que certamente não estarão
sob controle israelense em qualquer acordo definitivo futuro.
Dentro
do esquema de negociações para um acordo definitivo, o governo
de Israel deve continuar no processo de evacuar os assentamentos
em etapas, como uma medida de construção de confiança na direção
da liderança palestina, o que irá melhorar a situação de fato,
fortalecerá os moderados de ambos os lados e incrementará a
situação econômica e a segurança de Israel.
O
governo de Israel deve evacuar os assentamentos em coordenação
com o lado palestino, e não unilateralmente como feito antes.
Continuar a evacuação de assentamentos é de interesse
primordial israelense que pode melhoras a situação de Israel em
segurança, economia e política, no presente e no futuro.
O
PAZ AGORA definiu os seguintes critérios
para a evacuação: proximidade dos centros populacionais
palestinos, distância da Linha Verde, tamanho dos assentamentos e
possibilidade de acesso seguro a eles, desejo dos moradores em
sair, e exclusão daqueles que com mais probabilidade ficarão com
Israel em futuras trocas de terras com os palestinos num futuro
acordo.
Fase
I (imediata) - evacuar 26 assentamentos isolados circundados por
comunidades palestinas (veja mapa
de assentamentos clicando AQUI
e detalhes clicando no nome de cada assentamento):
Norte
da Cisjordânia: Hermesh,
Mevo
Dotan, Elon
Moré, Yitzhar,
Itamar,
Bracha
Cisjordânia Central: Kfar
Tapuach, Talmon,
Dolev,
Halamish,
Nahaliel,
Ateret
Monte Hebron: Assentamento
Judeu na cidade de Hebron, Telem,
Adora,
Negohot,
Asfar,
Maalê
Amos, Nokdim,
Tko'a,
Kfar Eldad
Sul do Monte Hebron: Otniel,
Haggai,
Pnei
Hever, Carmel,
Ma'on
A
realização da Fase I irá permitir ao EDI retirar-se de grandes
áreas de Cisjordânia e dará aos palestinos o controle contíguo
da maioria dos territórios do norte da Cisjordânia, grande parte
da região do Monte Hebron (exceto Kiriat Arba) e o controle da
região ao sul do Monte Hebron.
Fase
II - desmantelar 17 assentamentos do coração da Cisjordânia
Shavei
Shomron, Kedumim, Eli, Shiloh, Maalê Levona, Beit El, Ofra,
Psagot, Kochav Ya'akov, Geva Binyamin (Adam), Enav, Avnei Hefetz,
Maalê Michmash, Almon (Anatot), Keidar, Karmei Tzur, Migdalim
Fase
III - Evacuação de assentamentos como parte da assinatura de um
acordo definitivo
Como
parte de negociações para um acordo final, o destino de todos os
assentamentos que não tenham sido evacuados no período interino
será decidido, com o objetivo de remover o menor número possível
de colonos de suas casas e dando aos palestinos terras
alternativas como parte de um acordo de troca de terras. A
Linha Verde (fronteiras de 1967) será utilizada como guia para
determinar fronteiras acordadas entre os Estados israelense e
palestino. Ambos os lados irão levar em consideração os fatos
existentes e reavaliar as fronteiras em conformidade. Mudanças só
serão feita por acordo mútuo.
CONCLUSÃO
Agora,
mais do que nunca, o governo de Israel tem a capacidade, assim
como a responsabilidade, de prosseguir o processo de conformar as
fronteiras permanentes do país, ao mesmo tempo em que mantém
seus interesses de segurança, esforçar-se para alcançar a
paz na região.
O
governo deve continuar o processo de retirada dos territórios
através do diálogo constante com o governo de Abu Mazen,
empenhando-se para chegar a um acordo final com base em Dois
Estados para Dois Povos.
Ambos
os lados devem lutar resolutamente contra elementos terroristas e
assegurar que o processo político seja acompanhado por tranqüilidade
e segurança, recuperação econômica e a restauração de
confiança entre os lados.
DOIS
ESTADOS =
UM FUTURO PARA DOIS POVOS
PAZ
AGORA