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sobre o autor
Professor
Titular da Universidade Federal do Paraná
Graduação
em Ciências Econômicas (FAE-PR)
Mestrado
em Administração (PPGA-UFRGS)
Doutorado
em Administração (FEA-USP)
Pós-doutorado
em Relações de Trabalho (University of Michigan-ILIR)
Autor
de Poder e Relações de poder (1985), O Autoritarismo
nas Organizações (1985), Comissões de Fábrica
(1987) e Tecnologia e Processo de Trabalho (1992).
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JOSÉ
HENRIQUE DE FARIA
Economia
Política do Poder
Fundamentos
- Vol. 1
Uma
Crítica da Teoria Geral da Administração - Vol. 2
As
Práticas do Controle nas Organizações - Vol. 3
Curitiba:
Juruá, 2004.
Pedidos:
editora@jurua.com.br / http://www.jurua.com.br/
Fruto
de um trabalho de pesquisa desenvolvido nos últimos vinte e cinco
anos. “Economia Política do Poder” é um livro inovador nos
estudos sobre organizações. Nele, José Henrique de Faria mostra
com profundidade e competência como as formas e os mecanismos de
controle foram sendo aperfeiçoados ao longo do último século,
desde as experiências decorrentes da Organização
Científica do Trabalho até a concepção atual da Gestão Flexível.
Para
tanto, no Volume 1, são apresentados os fundamentos da análise, a
partir de temas importantes como Teoria Crítica, Estratificação
Social, Estado e Globalização, Relações de Poder e Ética. No
Volume 2, é realizada uma extensa análise crítica da evolução
do pensamento em gestão de organizações, também conhecida como
Teoria Geral da Administração. No Volume 3, é apresentado em
arcabouço da prática do controle nas organizações e uma Teoria
Crítica do Controle.
A
análise crítica e sistemática que se encontra neste livro não
tem paralelo na literatura brasileira sobre o tema, fazendo do mesmo
uma referência obrigatória nas áreas de Teoria das Organizações,
Teoria Geral da Administração, Sociologia do Trabalho, Psicologia
do Trabalho, Educação e Trabalho, Economia do Trabalho e Relações
Industriais. (capa)

A
base epistemológica e teórica que sustenta este estudo, denominada
de Economia Política do Poder, busca essencialmente investigar,
desde uma perspectiva crítica de natureza objetiva e subjetiva, até
as contradições existentes em organizações sob o comando do
capital. Mais especificamente, interessa analisar a produção, a
distribuição e a utilização política do poder, enquanto
expresso em sistemas, níveis, formas e processos de controle em níveis,
formas e processos de controle em organizações produtivas
capitalistas. É nesta instância particular que se podem desvendar
os mecanismos de poder do capital, os quais se refletem nas formas
de controle nos locais de trabalho.
Este
livro mostra como os mecanismos de controle partem de uma origem na
qual a ênfase estava na repressão e na hierarquia e, sem abandonar
esta origem, investem atualmente e de forma sutil sobre a psique
humana.
A
ideologia da gestão, também chamada de teoria gerencialista,
constitui-se no fundamento do sistema de idéias que, ao mesmo
tempo, reproduz a lógica de dominação do capital sobre o trabalho
e oferece suporte “científico” para legitimar as ações
decorrentes de tal lógica. Para isto, muito têm contribuído as
pesquisas desenvolvidas principalmente em algumas escolas de business,
psicologia, educação e ciências sociais, sobre comportamento
humano, liderança, motivação, conflitos, cognição,
aprendizagem, colaboração e comprometimento. Desta forma, pode-se
compreender como os mecanismos de controle vão se aperfeiçoando
conforme se desenvolve histórica e socialmente o capitalismo.
Aperfeiçoamento este que significa que os mecanismos presentes na
Organização Científica do Trabalho não foram abandonados ou
substituídos como se apregoa. Em alguns casos, inclusive, foram
incrementados. (orelha)
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