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Por JOÃO PAULO SOUZA
SILVA
Tecnólogo
em Infra-Estrutura de Vias e Pós-graduando em docência
universitária |
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A
relação Professor/Aluno no processo de ensino e aprendizagem
As
relações humanas, embora complexas, são peças fundamentais na
realização comportamental e profissional de um indivíduo. Desta
forma, a análise dos relacionamentos entre professor/aluno envolve
interesses e intenções, sendo esta interação o expoente das
conseqüências, pois a educação é uma das fontes mais
importantes do desenvolvimento comportamental e agregação de
valores nos membros da espécie humana.
Neste
sentido, a interação estabelecida caracteriza-se pela seleção de
conteúdos, organização, sistematização didática para facilitar
o aprendizado dos alunos e exposição onde o professor demonstrará
seus conteúdos.
No
entanto este paradigma deve ser quebrado, é preciso não limitar
este estudo em relação comportamento do professor com resultados
do aluno; devendo introduzir os processos construtivos como
mediadores para superar as limitações do paradigma
processo-produto.
Segundo
GADOTTI (1999: 2), o educador para pôr em prática o diálogo, não
deve colocar-se na posição de detentor do saber, deve antes,
colocar-se na posição de quem não sabe tudo, reconhecendo que
mesmo um analfabeto é portador do conhecimento mais importante: o
da vida.
Desta
maneira, o aprender se torna mais interessante quando o aluno se
sente competente pelas atitudes e métodos de motivação em sala de
aula. O prazer pelo aprender não é uma atividade que surge
espontaneamente nos alunos, pois, não é uma tarefa que cumprem com
satisfação, sendo em alguns casos encarada como obrigação. Para
que isto possa ser melhor cultivado, o professor deve despertar a
curiosidade dos alunos, acompanhando suas ações no desenvolver das
atividades.
O
professor não deve preocupar-se somente com o conhecimento através
da absorção de informações, mas também pelo processo de construção
da cidadania do aluno. Apesar
de tal, para que isto ocorra, é necessária a conscientização do
professor de que seu papel é de facilitador de aprendizagem, aberto
às novas experiências, procurando compreender, numa relação empática,
também os sentimentos e os problemas de seus alunos e tentar levá-los
à auto-realização.
De
modo concreto, não podemos pensar que a construção do
conhecimento é entendida como individual. O conhecimento é produto
da atividade e do conhecimento humano marcado social e
culturalmente. O papel do professor consiste em agir com intermediário
entre os conteúdos da aprendizagem e a atividade construtiva para
assimilação.
O
trabalho do professor em sala de aula, seu relacionamento com os
alunos é expresso pela relação que ele tem com a sociedade e com
cultura. ABREU & MASETTO (1990: 115), afirma que “é o modo de
agir do professor em sala de aula, mais do que suas características
de personalidade que colabora para uma adequada aprendizagem dos
alunos; fundamenta-se numa determinada concepção do papel do
professor, que por sua vez reflete valores e padrões da
sociedade”.
Segundo
FREIRE (1996: 96), “o bom professor é o que consegue, enquanto
fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu
pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de
ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham
as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas,
suas incertezas”.
Ainda
segundo o autor, “o professor autoritário, o professor
licencioso, o professor competente, sério, o professor
incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das
gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das
pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos
alunos sem deixar sua marca”.
Apesar
da importância da existência de afetividade, confiança, empatia e
respeito entre professores e alunos para que se desenvolva a
leitura, a escrita, a reflexão, a aprendizagem e a pesquisa autônoma;
por outro, SIQUEIRA (2005: 01), afirma que os educadores não podem
permitir que tais sentimentos interfiram no cumprimento ético de
seu dever de professor. Assim, situações diferenciadas adotadas
com um determinado aluno (como melhorar a nota deste, para que ele não
fique de recuperação), apenas norteadas pelo fator amizade ou
empatia, não deveriam fazer parte das atitudes de um “formador de
opiniões”.
Logo,
a relação entre professor e aluno depende, fundamentalmente, do
clima estabelecido pelo professor, da relação empática com seus
alunos, de sua capacidade de ouvir, refletir e discutir o nível de
compreensão dos alunos e da criação das pontes entre o seu
conhecimento e o deles. Indica também, que o professor, educador da
era industrial com raras exceções, deve buscar educar para as
mudanças, para a autonomia, para a liberdade possível numa
abordagem global, trabalhando o lado positivo dos alunos e para a
formação de um cidadão consciente de seus deveres e de suas
responsabilidades sociais.
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