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REVISTA
História & Luta de Classes
Nº
1 - Abril – 2005
Sumario
4
— Apresentação
Marcelo
Badaró Mattos
7
— Os trabalhadores e o golpe de 1964 um balanço da
historiografia
Nildo
Viana
19
— Acumulação Capitalista e Golpe de 1964
Felipe
Abranches Demier
29
— A “Legalidade” do Golpe: o controle dos trabalhadores como
condição para o respeito às leis
Carla
Luciana Silva
43
— Imprensa e ditadura militar
Gilberto
Calil
55
— Os integralistas e o golpe de 1964
Mário
Maestri
75
— O Escravismo Colonial: A revolução Copernicana de Jacob
Gorender
Roberto
Ramirez
101
— Os movimentos piqueteiros e o “Argentinazo”
Francisco
Domínguez
111
— Blair, Bush y la guerra de Irak
RESENHAS
123
— Os quilombos na dinâmica social do Brasil (Adelmir Fiabani)
131
— A historiografia envergonhada (Mário Maestri e Mário Augusto
Jakobskind)
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REVISTA
História & Luta de Classes 1
Apresentação
Em
tempos de domínio social da barbárie neoliberal e de hegemonia
conservadora no pensamento acadêmico, com destaque para a área da
História e das Ciências Sociais, a REVISTA História & Luta de
Classes procura servir como ferramenta de intervenção daqueles
historiadores e produtores de conhecimento que se recusam a aderir e
se opõem a essa dominação.
As
diferentes manifestações dos conflitos sociais ao longo do tempo;
a história social do mundo do trabalho; as propostas e processos
revolucionários; os temas políticos e as contradições econômico-sociais
atuais e passadas; a cultura vista por uma perspectiva materialista
são alguns dos temas e áreas de estudo que serão abordados nos
artigos
publicados
por REVISTA História & Luta de Classes.
Diante
do atual predomínio das anódinas e pacificadoras histórias
narrativas desprovidas, ao menos em forma explícita, de
referenciais conceituais, REVISTA História & Luta de Classes
pretende também servir de canal para reflexão teórica,
particularmente para aquela orientada pelos ventos constantemente
renovados do marxismo. Nesse sentido, um dos seus objetivos será a
retomada do debate sobre os sistemas, formas e modos de produção
conhecidos através da história, tema semi-abandonado após a vitória
da contra-revolução neoliberal de fim dos anos 1980, que proclamou
prepotente o “fim da história” e o domínio atemporal do modo
de produção capitalista.
Nosso
público alvo privilegiado é o dos estudantes e dos professores de
História, bombardeados constantemente, em suas salas de aula, nas
bibliografias de cursos, nos manuais, revistas e textos historiográficos
pelos arautos de uma História reduzida à narrativa do pitoresco e
em geral reprodutora de uma história oficial, em que pitadas de
culturalismo, de subjetivismo e episódios picantes formam uma
receita valorizada no mercado cultural, mas descartável pelos critérios
acadêmicos científicos rigorosos e pela irrelevância social de
suas
propostas.
Interessa-nos,
igualmente, atingir outros universitários, não apenas dos diversos
ramos das Ciências Sociais, que conosco compartilhem essa
perspectiva crítica. Pretendemos, também, que a REVISTA História
& Luta de Classes sirva de instrumento para os militantes
engajados em movimentos e organizações comprometidas com a
confrontação com o
mundo
do capital.
A
REVISTA História & Luta de Classes possuirá editoriais, dossiês,
artigos de temas livres, resenhas, transcrição de documentos,
entrevistas e notícias. Como em qualquer outro periódico científico,
haverá procedimentos de análise dos artigos por pareceristas e de
adequação às normas editoriais da revista. Porém, tratando-se de
periódico com compromissos políticos e sociais explícitos, os
artigos devem adequar-se à proposta político-editorial sintetizada
nessa apresentação.
Inicialmente,
REVISTA História & Luta de Classes organizou-se em torno de um
pequeno núcleo de historiadores e cientistas sociais que assumiram,
transitoriamente, as funções
de
editores. A partir desse núcleo organizou-se grupo de membros
fundadores sobre o qual repousa grande parte da responsabilidade
dessa iniciativa, através da proposta de
artigos,
da formulação de pareceres, da divulgação e venda da revista, da
gestão de seus rumos e organização.
Esse
primeiro número é dedicado, em forma dominante, ao debate do Golpe
de Estado de 1964, devido à celebração, em 2004, dos quarenta
anos daquele acontecimento.
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