|
Por ALTAMIRO BORGES
Jornalista,
membro do Comitê Central do PCdoB, editor da revista Debate
Sindical e organizador do livro “A reforma sindical e trabalhista
no governo Lula” (Editora Anita Garibaldi) |
|
As polêmicas da reforma sindical*
Finalmente, a reforma sindical proposta
pelo governo Lula começa a causar acalorados debates nas bases dos
sindicatos. O clima é de preocupação e tensão. E não é para menos.
Afinal, essa reforma mexerá com uma estrutura que já dura mais de 70
anos – se levarmos em conta que sua primeira estaca foi fincada em
1931, com o decreto-lei 19.770 baixado por Getúlio Vargas. De lá
para cá, aos trancos e barrancos, com virtudes e vícios, criou-se
toda uma cultura no sindicalismo brasileiro. A reforma em curso
deverá abalar essa estrutura cristalizada, modificando radicalmente
seu funcionamento e afetando costumes arraigados.
Até agora, essa discussão
lamentavelmente estava circunscrita às cúpulas das centrais, que
durante quase um ano e meio participaram das negociações no Fórum
Nacional do Trabalho (FNT), instância tripartite formada por 21
representantes do governo, do patronato e dos trabalhadores.
Concluída a elaboração da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) e
de um projeto de lei com 238 artigos, o desespero finalmente bateu
às portas dos sindicatos. O que está em jogo é o futuro do
sindicalismo, é a sua capacidade de dar respostas à ofensiva do
capital contra direitos dos trabalhadores. É pura nitroglicerina na
luta de classes!
Diante de um tema tão explosivo,
complexo e vasto, como avaliar a proposta de reforma sindical que
será enviada pelo governo Lula ao Congresso Nacional nos próximos
dias? Para facilitar a reflexão, apresento cinco problematizações
sobre o assunto: 1) a necessidade das mudanças; 2) a oportunidade da
reforma; 3) a trajetória sinuosa do FNT; 4) a proposta concreta,
seus retrocessos e armadilhas; 5) e o que fazer diante da reforma?
Uma coisa é certa: mais do que nunca, será preciso intensificar a
discussão sobre o tema nas bases sindicais e organizar e mobilizar
os trabalhadores para interferir no rumo desta reforma estratégica.
NECESSIDADE DA MUDANÇA
Há consenso na parte sadia e dinâmica do
sindicalismo brasileiro de que a atual estrutura sindical contém
vícios e distorções e que mudanças urgentes são necessárias. Do
contrário, os sindicatos não conseguirão enfrentar seus antigos e
novos gargalos e a sua imagem poderá ser detonada pela elite
burguesa, que tenta estigmatizar o sindicalismo como expressão do
egoísmo corporativista. Entre outros entraves, o Brasil é um dos
poucas nações do mundo em que as centrais sindicais não são
reconhecidas oficialmente, não têm poder de negociação; é também um
dos poucos países de expressão em que o sindicalismo não possui
qualquer garantia legal de representação no local de trabalho, onde
impera a ditadura das empresas.
Além disso, a estrutura vigente há
décadas estimulou a pulverização dos sindicatos na base. Na prática,
Vargas impôs três tipos de organização – de categoria, profissão e a
excrescência do setor diferenciado. Numa mesma empresa, podem
coexistir 10, 20 ou 30 entidades de trabalhadores, o que fragiliza
seu poder de pressão. Na fase mais recente, em decorrência da
ofensiva neoliberal desregulamentadora e a da feroz reestruturação
produtiva, o mundo do trabalho se tornou mais heterogêneo, complexo
e fragmentado. E os sindicatos não acompanharam essa mutação – eles
não representam os terceirizados e precarizados, não têm
interlocução com os trabalhadores na informalidade e deixam ao
relento os desempregados.
Isso para não falar das execráveis
distorções decorrentes da longa e autoritária ingerência do Estado
na vida sindical, da existência de regras que estimularam a
acomodação dos dirigentes e que afastaram, via recursos
compulsórios, as entidades das bases. Existe muito sindicato de
cartório no Brasil, sem nenhuma representatividade, que só serve
para enriquecer e dar status para pelegos; há muita entidade
sem qualquer democracia ou trabalho de base, que virou feudo para
dirigentes acomodados e corruptos, a serviço do patronato. Sob risco
de ser estigmatizado pelo capital, o sindicalismo sadio deve
enfrentar tais distorções, propondo medidas que permitam
democratizar e fortalecer a organização de classe dos trabalhadores.
A necessidade de mudanças, porém, não
justifica certos exageros. Dependendo da dose, o remédio pode virar
veneno! Alguns para escamotear sua intenção de fragilizar os
sindicatos e outros para justificar suas opções pelo
plurisindicalismo muitas vezes exageram nas críticas à atual
estrutura sindical. Afirmam que ela é autoritária e até fascista;
que ela sabota a representatividade do sindicalismo; ou que ela é a
culpada pela atual crise do movimento sindical. Como solução,
propõem a idílica “liberdade e autonomia sindical” e apresentam a
panacéia da Convenção 87 da OIT. Os interesses são distintos, mas o
remédio é o mesmo!
Como provam vários estudos, a estrutura
sindical brasileira não é uma mera cópia da Carta Del Lavoro de
Mussolini, que reunia patrões e empregados nas corporações
fascistas; na sua origem, ela inclusive foi elaborada por lideranças
oriundas da luta operária, como Evaristo de Moraes e Joaquim Pimenta;
com o passar do tempo, ela sofreu importantes alterações, em
especial na Constituinte de 1988, que extinguiu o poder de
intervenção do Estado e garantiu outras conquistas democráticas.
Acusar a estrutura atual de fascista é um exagero retórico que dá
brechas para a ardilosa campanha do capital contra os sindicatos!
Por outro lado, afirmar que essa
estrutura sabota a representatividade do sindicalismo é esquecer que
foi do seu bojo que se projetaram politicamente as lideranças de
Lula e de tantos outros engajados nas lutas recentes – vários hoje
são ministros do novo governo. Apesar dos entraves impostos pela
atual estrutura, o sindicalismo brasileiro se tornou uma referência
de combatividade e dinamismo no mundo; foi decisivo no combate à
ditadura militar e na resistência ao neoliberalismo; ele permitiu
acumular forças e ajudou a pavimentar o terreno para a histórica
vitória das forças populares na sucessão presidencial de 2002.
Por último, nessa interminável polêmica,
é um exagero culpar a legislação atual pela grave crise que afeta o
sindicalismo. Esta deriva de profundas causas objetivas e subjetivas
e demanda soluções políticas e não meramente funcionais. A crise
afeta o sindicalismo do mundo inteiro, independentemente da sua
estrutura ser desregulada (EUA), contratualista (Europa) ou
legislada (Brasil). A Convenção 87 nunca foi antídoto para os graves
problemas do sindicalismo mundial; muito pelo contrário. Mudanças
são necessárias para enfrentar os vícios do passado e os desafios do
futuro. Mas a superação da crise sindical depende, entre outros
fatores, do avanço de uma nova orientação política classista, contra
a lógica destrutiva do capital.
OPORTUNIDADE DA REFORMA
Se havia consenso de que mudanças eram
necessárias na estrutura sindical, nunca houve certezas de que esse
seria o melhor momento para efetuá-las. Alguns setores apostaram que
o governo Lula abriria uma chance histórica para promover avanços na
legislação. Afinal, o presidente se projetou na luta operária e
sempre defendeu o fortalecimento do sindicalismo; já os neoliberais,
que nunca esconderam seu ódio às entidades de classe, foram
derrotados nas urnas. Essa seria uma oportunidade ímpar para
conquistar a legalização das centrais, a organização no local de
trabalho e outros avanços. Não podia ser desperdiçada.
Outros setores botaram os dois pés
atrás. Alguns porque não querem perder os seus privilégios; porque
temem que mudanças na estrutura sindical democratizem as entidades e
garantam maior poder às bases; porque preferem se manter intocados
em suntuosos edifícios, de preferência bem distantes da realidade
dos trabalhadores. Outros porque, desde o início, rotularam o
governo Lula de neoliberal e imperialista, incapaz de promover
qualquer mudança positiva para a luta dos trabalhadores. O curioso é
que estes dois extremos, que nunca se tocaram, desta vez promoveram
atividades conjuntas contra a reforma sindical.
Já uma parcela significativa do
sindicalismo, que nunca pregou o conservadorismo e nem resvalou para
o voluntarismo político, também problematizou sobre a oportunidade
dessa reforma. Mesmo reconhecendo que o governo Lula inaugurava um
novo ciclo mais favorável às lutas dos trabalhadores, ela apresentou
duas ressalvas. A primeira é que no mundo todo há uma ofensiva do
capital contra os direitos trabalhistas e a organização sindical.
Mesmo na Europa, leis recentes cercearam a atuação de delegados e
dirigentes sindicais, bloquearam as negociações e criminalizam as
greves. Se essa avalanche regressiva atinge a rica Europa,
imagine-se num país periférico como o Brasil – que ainda segue as
ordens e o receituário do FMI.
A segunda objeção rememorou uma antiga
celeuma no campo sindical, que já causou fraturas e rachas no
sindicalismo. Muitos lembraram que Lula e vários de seus ministros
sempre foram adeptos do pluralismo, da Convenção 87, como mecanismo
para oxigenar o sindicalismo. Lula é um daqueles que rotula a atual
estrutura de fascista. Num famoso discurso, ele chegou a dizer que
“a CLT é o AI-5 dos trabalhadores” – comparando a legislação
sindical ao ato ditatorial dos generais golpistas. Daí o temor de
que essa paixão pluralista, de nítido viés liberal, contaminasse
toda a reforma sindical. A pressão do capital e a concepção liberal
resultariam, assim, em mudanças contrárias à organização classista e
unitária dos trabalhadores.
TRAJETÓRIA SINUOSA
Essas contradições se fizeram presentes
em todo o processo de negociação da reforma sindical no âmbito do
Fórum Nacional do Trabalho, montado em maio do ano passado. Em
alguns rounds, venceram as teses favoráveis ao fortalecimento
do sindicalismo; em outros, esse viés sindical liberal e a pressão
do capital obtiveram êxitos; em muitos, houve certo empate, com
resultados confusos e muitas armadilhas. O texto final da reforma,
com sua PEC e seu detalhado projeto de lei, reflete essa trajetória
sinuosa do FNT.
Logo na montagem do FNT, o patronato
tentou impor uma agenda que priorizava a reforma trabalhista; a
pressão foi violenta com o intuito manifesto de flexibilizar os
direitos. Os representantes das centrais e do governo se somaram
para garantir que a reforma se iniciasse pela estrutura sindical,
sob argumento de que era preciso primeiro fortalecer os
interlocutores. Revoltada, a bancada empresarial ameaçou abandonar o
FNT. Na seqüência, ela também se queixou da legalização das
centrais, exigiu a redução do número de dirigentes com estabilidade
e condenou a ampliação do direito de greve. Seu maior ataque, porém,
foi ao direito de organização no local de trabalho; o capital exigiu
limitar o seu alcance e travestir o seu papel.
Com o passar do tempo, entretanto, a
reforma sindical foi perdendo seu caráter progressista. Concluída a
sistematização no FNT, os responsáveis por sua redação “jurídica”
deformaram a reforma por completo. Avanços sensíveis, como o
reconhecimento das centrais, a organização no local de trabalho e o
sindicato por ramo, foram ofuscados. Mesmo idéias originais, como a
da exclusividade de representação que supera a disjuntiva
unicidade/pluralismo, foram mutiladas pelo afã liberal. Já a
criativa proposta da contribuição negocial, superando a atual tripla
tributação (contribuição sindical, assistencial e confederativa) e
fixando limites ao desconto, foi atropelada pela portaria 160 do
Ministério do Trabalho, também de viés liberal.
O golpe mais perverso, que anula
qualquer traço progressista dessa reforma, ocorreu no capítulo sobre
a organização no local de trabalho. Essa conquista significaria uma
“revolução” no sindicalismo brasileiro, possibilitando o seu
enraizamento na base, a sua democratização, a formação de novas
lideranças e uma violenta sacudidela na burocracia sindical. Mas o
patronato pressionou e o governo Lula recuou! O texto redigido pela
equipe jurídica do Ministério do Trabalho, já depois de encerrada a
sistematização do FNT, limita e desvirtua esse organismo e enterra
de vez os poucos aspectos positivos da reforma sindical.
RETROCESSOS E ARMADILHAS
A PEC e o projeto de lei estão agora na
mesa do ministro-chefe da Casa Civil, que os analisará e enviará
para discussão e votação no Congresso Nacional. Ingressando no
parlamento, majoritariamente composto por representantes patronais,
a batalha será ainda mais difícil. Pelas distintas versões já
publicadas dessa reforma, seu resultado é “inaceitável”, conforme
resolução da CSC.
O ideal, segundo o presidente do PCdoB, Renato Rabelo, seria ganhar
mais tempo na busca de novas alternativas e “adiar a elaboração do
projeto” [3].
O certo é que é urgente elevar a pressão do sindicalismo para se
evitar um grave desastre!
Como já foi esmiuçada no texto “As
armadilhas da reforma sindical”
,
a proposta formatada até agora apresenta vários retrocessos e
perigosas armadilhas, ofuscando inclusive os poucos avanços
previstos na sua confusa redação. Registro abaixo, em breves linhas,
os seus principais perigos:
1) Centralização na cúpula. Ao
mesmo tempo em que garante reconhecimento das centrais, o projeto dá
superpoderes às entidades de nível superior. Vai do extremo da
negação ao extremo do cupulismo. Um de seus artigos afirma que a
central ou confederação poderá “limitar a matéria a ser negociada”
pela entidade de base. A autonomia do sindicato e a soberania das
assembléias ficam, no mínimo, arranhadas!
2) Ditadura nas empresas. Diante
da pressão patronal, o governo recuou da proposta original, que
previa a representação sindical nos locais de trabalho com mais de
50 funcionários. O direito ficou limitado às empresas com mais de
100 trabalhadores – menos de 10% das existentes no país – e ainda
foi deformado. Atribui a esse organismo “a mediação de conflitos
individuais”, a exemplo do que já realizam as nefastas Comissões de
Conciliação Prévia. Na prática, abre espaço para a terrível arapuca
do sindicato de empresa.
3) Estímulo à divisão. A criativa
proposta da exclusividade de representação também foi desfigurada.
Ao garantir esse direito apenas aos sindicatos já registrados, ao
fixar a indistinta meta de 20% de associados e ao criar a aberrante
figura da “entidade derivada” – o sindicato biônico e orgânico
criado pelas centrais –, o projeto estimula a disputa nas bases e
joga na fragmentação. É a vitória da tese do plurisindicalismo!
4) Ingerência do Estado. Liberal,
mas non tropo! Apesar da retórica em favor da autonomia
sindical, o texto retrocede em relação à atual Constituição, que
proíbe a intervenção do Estado na vida sindical. Ele dá poderes ao
Ministério do Trabalho para “reconhecer a representatividade” das
entidades e afirma que a definição dos ramos de atividades será
“procedida por ato do MTE”. Já o Conselho Nacional de Relações de
Trabalho, instância tripartite a ser criada, não terá qualquer
autonomia e ficará vinculado ao governo.
5) Direito de greve. No capítulo
sobre “composição de conflitos”, os retrocessos no FNT também foram
gritantes. O texto amplia as chamadas atividades essenciais,
incluindo até a compensação bancária (para alegria dos banqueiros),
prevê a obrigatoriedade das “cotas de produção” e mantém o lado
perverso da Justiça do Trabalho, ao permitir que ela puna grevistas
e multe os sindicatos por “conduta anti-sindical”.
6) Negociação coletiva. Já nesse
capítulo, um espectro passou a rondar a reforma do governo Lula.
Além de alijar o sindicato de acordos “homologados” pelas
representações locais, o projeto prevê que o contrato poderá ser
firmado por qualquer das entidades participantes da negociação e
que, no caso de impasse, os próprios trabalhadores poderão
celebrá-los. Também minimiza o poder normativo da Justiça e estimula
a arbitragem privada. Na prática, retoma o golpe de FHC da
“prevalência do negociado sobre o legislado”.
O QUE FAZER?
Como se observa, da maneira como está
formatada até agora, a reforma sindical representa um grave risco
para o sindicalismo. Em decorrência da trajetória sinuosa do FNT e
de algumas atitudes atabalhoadas do governo, como a Portaria 160,
ela deixou de ser expressão do debate democrático e unitário. Não dá
mais para alegar consenso nas propostas, até porque quase todas as
centrais sindicais já se retiraram do fórum – a CUT pode ser a
última a apagar a luz – e massivos protestos já ocorreram contra o
projeto! Apesar de alguns aspectos positivos, no essencial a
proposta “é inaceitável”. Ou muda ou deve ser rejeitada!
Mas, como diz o ditado popular, “há
males que vêem para o bem”. A recente edição da Portaria 160, que
inviabilizaria o desconto das contribuições assistencial e
confederativa e asfixiaria o sindicalismo, acabou despertando muitos
que adotaram uma postura passiva e acrítica diante do governo
oriundo de suas lutas. A rápida pressão derrubou a portaria e, como
subproduto, obrigou o ministro do Trabalho a anunciar a desistência
da segunda fase da reforma, a que colocaria em risco todos os
direitos trabalhistas. O episódio mostrou o caminho a seguir – o da
pressão social organizada, autônoma e politicamente afiada!
O governo Lula é fruto do acúmulo de
forças dos trabalhadores, representa uma vitória histórica que não
deve ser menosprezada. Mas ele sofre intensa pressão da oligarquia
que, no atual estágio da globalização neoliberal sob hegemonia do
capital financeiro, têm enorme poder de chantagem econômica e
terrorismo político. O “fascismo de mercado” hoje substitui as
ditaduras do passado. Prova dessa força é expressa na dualidade do
governo, na disputa interna entre mudança e continuidade. A
lamentável demissão de Carlos Lessa, presidente do BNDES e
nacionalista histórico, expressou a vitória da “ortodoxia de
galinheiro”.
A reforma sindical e trabalhista também
não está imune à pressão do capital – apesar das ilusões dos que
negam a existência da luta de classes e que abandonaram a
perspectiva do socialismo. Só através da luta será possível garantir
avanços na organização sindical dos trabalhadores; somente a pressão
social, que preserve a autonomia diante do Estado e navegue com
habilidade política, poderá evitar uma reforma sindical regressiva,
de viés liberal. Frei Betto, que infelizmente está deixando a
assessoria do presidente Lula, sempre costuma lembrar uma frase de
sua mãe, conhecida autora de livros de culinária: “O feijão só fica
bom sob forte pressão”. A lembrança serve de alerta para o
sindicalismo classista!
José Carlos Arouca. “O sindicato em um mundo globalizado”.
SP: Editora LTr, 2003.
“Proposta de reforma sindical é inaceitável”. Resolução
da Corrente Sindical Classista, 03/11/04.
|
|

|