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Por
ANTÔNIO
MENDES DA SILVA FILHO
Professor
do DIN/UEM. Doutor em Ciência da Computação |
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Sobre o Intelecto Humano e a Tomada de
Decisão
O intelecto humano compreende um
conjunto de faculdades intelectuais, dentre as quais, destacam-se
criatividade, intuição, imaginação e inovação. As pessoas são
caracterizadas por essas faculdades. Além disso, no cotidiano, os
indivíduos fazem uso desses ingredientes em decisões e soluções, bem
como no processo de inovação. Dentro desse contexto, a tomada de
decisões e a solução de problemas são duas tarefas que têm muito em
comum, apresentando padrões na forma que as pessoas as realizam.
O padrão de decisão ou solução utilizado
por uma pessoa está intrinsecamente associado à maneira através da
qual seu cérebro trabalha, podendo resultar em decisões de natureza
analítica, planejada, criativa e intuitiva. Uma solução analítica
leva em conta o lado racional das pessoas, bem como o julgamento
imparcial destas com base em dados disponíveis como, por exemplo, um
orçamento financeiro. Uma solução planejada é, em geral, seqüencial
e procedimental, considerando-se sempre o ponto de vista
administrativo. Já uma solução criativa engloba características do
indivíduo como inovação, empreendimento, imaginação, além de visão e
pensamento criativos. Por outro lado, uma solução intuitiva
compreende um balanceamento entre informações quantitativas e
qualitativas, sendo esta empregada em situações de instabilidade e
escassez de dados, quando a opção analítica é insuficiente para uma
tomada de decisão.
O cotidiano de pessoas encarregadas de
fazer a gestão de recursos ambientais, humanos, financeiros e de
outras naturezas requer tanto coleta quanto análise de dados, cada
vez mais crescentes, aliada a redução de tempo disponível para
tomada de decisão. Em tais situações, uma ferramenta de tomada de
decisão como a intuição humana mostra-se como alternativa confiável,
quando comparada ao meticuloso e extenso processo de coleta e
análise de informações, bem como planejamento de ações.
Esta atitude é, em geral, encontrada nos
dirigentes de empresas de segmentos do mercado sujeitas a
turbulências, devido a competitividade, regulamentação do governo e
rápido avanços tecnológicos. Exemplos desses segmentos incluem
informática e bancos. Tomadores de decisão têm, crescentemente,
estado confiantes em usar a intuição quando deparado com situações
difíceis e complexas. Entretanto, embora a intuição tenha seu lugar
no processo de tomada de decisão, pois não se podem ignorar os
instintos, também não se pode desconsiderar lógica e análise
racional.
Neste contexto, os elementos acima
mencionados, i.e. criatividade, intuição e imaginação, que compõem o
processo de tomada de decisão e inovação do ser humano, fazem parte
da dinâmica do processo criativo humano, o qual é composto de três
etapas, conforme ilustrado na Figura 1.
Vale ressaltar que duas características
intrínsecas às pessoas, isto é, intelecto e intuição, têm papel de
suma importância na solução de problemas e tomada de decisões, além
de contribuir para o processo de inovação. Elas são têm o potencial
de uso em diversas situações do cotidiano das pessoas e empresas. O
intelecto humano compreende vários fatores e um dos mais importantes
é a criatividade, juntamente com a intuição e imaginação.
Destacam-se aqui os contextos onde uma decisão criativa ou intuitiva
pode ocorrer.

Figura 1 – Dinâmica do processo
criativo.
Adicionalmente, e para concluir, há três
pilares ou D’s (como costumo expor) da tomada de decisão,
compreendendo dados, determinação e desejo, os quais podem ser
igualmente empregados na solução de problemas. Eles se relacionam
entre si existe a necessidade desses três pilares coexistirem. A
inexistência de um deles significa uma decisão inadequada. Embora
isto seja apresentado aqui de forma sintética, uma vez que
retornarei ao tema com um detalhamento em breve, é essencial a
coexistência dos três pilares em qualquer tomada de decisão. |
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