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Por KAYOKO UENO
Kayoko Ueno é doutora em
Sociologia, e atualmente é professora de Sociologia na
Universidade de Tokushima, Japão |
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O suicídio é o maior produto de
exportação do Japão?
Notas sobre a cultura de suicídio no
Japão
[Tradução: Eva Paulino
Bueno]
No
ano 2004, quase nenhuma semana transcorreu sem alguma notícia sobre
as bombas suicidas dos muçulmanos no Iraque ou Palestina, ou em
Chechênia. Nós, os japoneses, vivemos em uma sociedade rica e
geograficamente afastada dos acontecimentos no Oriente Médio e na
Rússia, e muitos de nós vemos estas notícias das bombas suicidas
como uma coisa estranha, ou como um jogo de vídeo game. Por outro
lado, há alguns japoneses, especialmente os que são da geração que
passou pela guerra, que vêem as notícias de forma diferente,
traçando a figura dos bombardeiros suicidas aos “Kamikazes” do
Japão, aqueles esquadrões de ataque aéreo do fim da segunda guerra
mundial. De fato, um de meus colegas mais velhos outro dia veio
conversar comigo, apontou para um item destes nas notícias, e
sussurrou, melancolicamente, “essa é uma invenção japonesa.”
A sociedade japonesa já há muito tempo
fornece materiais únicos para estudos sociais sobre o suicídio.
Primeiramente, isto pode ser causado por causa do que se crê que é a
nossa forma peculiar — de acordo com os observadores ocidentais-- de
cometer o suicídio, tal como, por exemplo, o Hara-kiri ou o
Shinjyuu. O Hara-kiri era um privilégio das classes
superiores, e concedido somente aos samurais (guerreiros)
para protegê-los de serem executados por inimigos. Já o Shinjyuu,
a forma de suicídio cometida entre pessoas íntimas, era mais comum
entre os plebeus. Esta última forma de suicídio ia desde o suicídio
de amantes, do qual desenvolvemos um gênero literário — tal como o
que se encontra nas peças de kabuki de Monzaemon Chikamatsu, o mais
famoso escritor de peças para kabuk — até outros suicídios por
familiares tais como o boshi-shinjyu (suicídio de mãe e filho/a), o
ikka-shinjyu (o suicídio de toda a família), os quais ocorriam em
todas as classes sociais. Ao mesmo tempo, antes da emergência
moderna dos problemas de abuso de crianças e de velhos no Japão por
volta de 1990, nós temos narrado o tipo de suicídio familiar de
forma não-criminalizada, com a ausência de punições para quem teve a
idéia do suicídio, porque, de todas formas, esta é a pessoa que
mata toda a família, incluindo a criança desprotegida, os pais
velhinhos, e os familiares que estão doentes.
Em segundo lugar, como já foi várias
vezes dito, o ato de suicídio japonês é peculiar porque ele em geral
é associado a um significado de valor e vingança. O suicídio tem uma
associação de larga data com a salvação do nome ou fama da pessoa ou
da família. A análise do suicídio tem sido considerada como um passo
importante na compreensão da cultura, sociedade, e povo japonês.
Entre os que foram fortemente levados por este tipo de motivação
está, por exemplo, a antropóloga cultural americana, Ruth Benedict.
No seu livro clássico sobre o Japão da ocasião da guerra, The
Chrysanthemum and the Sword—O crisântemo e a espada — ela
analisa características do comportamento japonês.
De acordo com Benedict, os japoneses,
que não têm nem uma bússola interior forte nem o sentimento cristão
da culpa, estão fortemente inclinados a salvar seu nome, ou mesmo a
fama da nação, através do suicídio (Benedict, 1954). Similarmente,
Emile Durkheim, o francês fundador da sociologia profissional
moderna, é também conhecido por estudos sobre o suicídio, em parte
referindo-se ao ritual da auto-imolação através do corte do ventre
observado no Japão. De acordo com ele, o Japão é o tipo de sociedade
onde existe prestígio social associado ao suicídio, e a recusa desta
honraria tinha efeitos similares aos da punição real (Durkheim,
1952).
Por outro lado, o que deveria ser
igualmente ou talvez ainda mais enfatizado neste contexto é que os
japoneses, e não os observadores ocidentais, foram os que
reconheceram e mais efetivamente utilizaram esta associação: o
suicídio e o ethos japonês. Maurício Pinquet, o autor de “La
mort voluntaire au Japon” — “A morte voluntária no Japão” —
exemplificou a identidade cultural japonesa através da análise da
“morte voluntária,” mas nunca deixou de ressaltar que a frase “Nação
do suicídio” foi primeiramente uma invenção japonesa nos últimos
anos da década de 50 (Pinguet, 1984).
O Japão fazia propaganda do suicídio, de
certa forma encorajando seus membros a cometer atos suicidas, ao
implantar vocabulários relacionados ao salvamento da fama, para
impedir uma possível rebelião contra o governo. A figura do Kamikaze
foi idealizada para glorificar a guerra. É importante lembrarmos
que, antes de a Toyota, a Mitsubishi, e outras companhias japonesas
serem criadas e transformadas em representantes do poderio e
capacidade japoneses, entre outros fenômenos que atestavam a nossa
“macheza” estava a nossa capacidade de cometer o suicídio. Assim, o
suicida funcionava como uma “bala humana” usada contra o inimigo,
não somente metaforicamente mas no sentido literal da palavra. Assim
também funciona a resistência no Iraque em Israel. Onde quer que
exista escassez de armas, ou de outros produtos manufaturados para
exportar,os recursos humanos se tornam no substituto ideal.
Visão estatística: o suicídio como
uma questão de gênero
Já que o suicídio está bem incorporado
nos padrões comportamentais japoneses, a prevalência do suicídio não
é assunto negligenciável. As últimas estatísticas da Agência de
Polícia Nacional Japonesa diz que o número em 2003 chegou a 34.427
(27,0 por cada cem mil habitantes). Para cada cem mil pessoas, no
ano 2000, a taxa no Japão foi de 34,1, comparado a 10,4 nos Estados
Unidos, e 4,1 no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde e do
Trabalho Japonês, depois da segunda guerra mundial, o Japão passou
por três ondas de suicídio. A primeira onda teve seu ponto mais alto
em 1958, com 23.641 mortes; a segunda alcançou o máximo em 1986 com
25.667 mortes. Atualmente, estamos no meio da terceira onda, que
começou em 1998. Estas ondas são observáveis não somente em termos
do número, mas também em termos da taxa por cada cem mil habitantes.
A alta taxa de suicídio no Japão também
tem sido assunto de muitas discussões. Muitas coisas foram
observadas em relação a estas estatísticas, mas as características
do gênero são particularmente merecedoras de nota. As estatísticas
de suicídio claramente mostram que os homens cometem mais suicídio
que as mulheres, e esta característica está sendo acentuada
ultimamente. De fato, as duas últimas ondas foram quase que
totalmente resultantes do aumento do número de suicídio pelos
homens. Em 1980, a taxa de suicídio (o número de suicídios para cada
cem mil habitantes) foi de 22,9 para os homens, e 13,3 para as
mulheres. Esta taxa passou para 40,1 e 13,5 respectivamente em 2003.
Por que os homens cometem mais suicídio
que as mulheres? Seria porque, como Durkheim escreveu, os homens são
mais excessivamente auto-reflexivos, ou mais angustiados por
necessidades ilimitadas e com menos forças regulatórias exteriores,
ou, talvez simplesmente porque eles estão menos envolvidos na
sociedade? (Durkheim, 1952) Suas hipóteses podem ser ainda
relevantes no Japão contemporâneo. Entretanto, em certa medida, a
taxa mais alta de suicídio entre os homens se deve a diferentes
papéis e expectativas sociais designadas a eles.
A divisão por idade quanto à taxa de
suicídio entre homens e mulheres mostra como os papéis dos dois
gêneros tem uma parte importante na explicação. Homens de 50-64
anos, especialmente de 55 a 59, têm a taxa mais alta de suicídio.
Mas este é um desenvolvimento bem recente, que não se observa entre
as mulheres. O fato que o número de suicidas está aumentando entre
homens de meia idade com problemas financeiros ressalta a
responsabilidade masculina de manter a sua família, e algumas vezes
os seus empregados. Esta é uma realidade ainda mais pungente em dias
de dificuldades econômicas. Alguns suicídios são como uma tentativa,
por parte dos suicidas, de conseguir dinheiro do seguro de vida para
sua família. Um fenômeno que tem sido observado é que um dos padrões
mais comuns em suicídios é que eles ocorrem quando o período de
carência do seguro termina. Por outro lado, as mulheres mais ou
menos na mesma faixa etária vêem seu papel relacionado com a
responsabilidade de cuidar dos membros da família. A taxa de
suicídio de donas de casa sempre foi muito baixo, e continua sendo.
Entretanto, a taxa de suicídio entre as mulheres aumenta à medida
que elas envelhecem.
A diferença de gênero na taxa de
suicídio tem sido usada para documentar o tratamento injusto que os
homens recebem, e para diminuir a força das denúncias das feministas
que falam da opressão da mulher. Mas esta taxa também pode ser usada
para substanciar a permanência dos padrões do gênero ditados pelo
patriarcado. O fato que homens cometem suicídio mais que as mulheres
revela uma família do tipo paternalista, em que quem ganha o pão,
quem sustenta a família, está mais em risco, especialmente com o
colapso do sistema de emprego vitalício.
O novo fenótipo
Porque nós estamos em uma “nação de
suicídio”, o assunto do suicídio periodicamente volta à tona, graças
à mídia que se aproveita para debater este assunto quando não há
outros mais interessantes. Em meados dos anos 80, nós tivemos uma
vasta cobertura do suicídio devido ao ijime (ser abusado por
colegas mais velhos ou mais fortes) entre crianças de escola. Outras
vezes, nós observamos jovens suicidas seguindo o exemplo de seu
ídolo depois da cobertura massiva da mídia do suicídio de alguma
figura carismática. Toda vez que a imprensa dá cobertura a tais
incidentes com detalhadas informações, algumas pessoas imitam o
suicídio. É como se as razões e os métodos do suicídio tivessem sido
sugeridos pelo discurso da mídia.
E a mesma coisa pode ser dita sobre as
reportagens recentes sobre os pactos de suicídio ligados à Internet.
Ao navegar pela database do Asahi Shinbun, um importante
jornal japonês, usando palavras chave como “internet” e “suicídio”,
pode-se descobrir que um incidente específico de pacto suicida
primeiro ocorreu em outubro de 2000, mas foi noticiado sob a
costumeira manchete de Shinjyuu. Embora as vítimas mal se
conhecessem, suas histórias não mereceram a continuação da
reportagem em dias subseqüentes. Em fevereiro de 2003, outro pacto
suicida foi noticiado, e se tornou um marco para os pactos de
suicídio pela Internet no Japão, devido à extensa cobertura
jornalística. O artigo falava de um jovem e duas mulheres que se
encontraram na Internet, e se mataram com gás, usando “briquetes.” O
Asahi Sinbun e outros órgãos da imprensa continuaram fazendo
reportagens com histórias novas a cada dia. Alguns outros pactos de
suicídio com briquetes ocorreram em março, e foram seguidos por
incidentes ocasionais do mesmo tipo até os dias atuais.
Sempre houve pessoas desejando estarem
mortas, ou tendo pensamentos sobre a morte voluntária. Mas, antes,
ninguém os encorajava diretamente a morrer. Nos meios de comunicação
convencionais, se alguém diz ou escreve “eu quero morrer,” a
resposta mais provável é “Espere, não morra!” Já na Internet, pelo
contrário, qualquer um se sente livre para escrever o que quiser sob
um nome falso. No momento em que alguém menciona intenções de
cometer o suicídio, palavras inventivas aparecem imediatamente e
alcançam o candidato ao suicídio. Palavras e expressões horríveis
tais como “você é uma porcaria,” “você está morto,” “você não merece
viver,” “o mundo estará melhor sem você” começam a se juntar. Estas
frases curtas aparecem do nada, e até começam a percorrer páginas
genuínas de consulta. No mundo pós-moderno da Internet, as palavras
perdem sua ligação ao sujeito responsável por elas. Portanto, as
páginas de suicídio pela Internet estão se tornando um campo fértil
para o desenvolvimento de todos os tipos de comunicação negativa.
Uma das páginas mais populares para a prevenção de suicídios teve
que baixar a regra que os usuários só poderiam participar por no
máximo meia hora, pra impedir que as emoções negativas se
expandissem.
Também, antes da era da Internet, não
havia quase nenhuma oportunidade para as pessoas que estavam
contemplando o suicídio se encontrassem com outras pessoas com as
mesmas idéias. Agora, encontrar companheiros é muito fácil. Em um
minuto, os japoneses podem encontrar termos como “eu também quero me
matar,” nestas páginas de suicídio. É um novo fenótipo da cultura do
suicídio em grupo, com uma nova ênfase na cessação do sofrimento, do
medo, do isolamento. É como se, de repente, o suicídio fosse
aceitável, desde que fosse praticado junto com outras pessoas, e sem
dor. Também é importante observar que, no discurso da mídia, aqueles
que recrutaram companheiros raramente tiveram alguma sanção social.
Provavelmente porque, uma vez que tal ato é considerado suicídio,
ele é, por definição, um ato voluntário entre participantes. E mesmo
que não seja, uma vez que os participantes estão mortos, quem vai
levar a culpa?
Suicídio ou assassinato social?
Por que cometer suicídio? O sociólogo
francês Emile Durkheim fez esta mesma pergunta no fim do século XIX,
e disse que mesmo no suicídio, considerado o ato mais espontâneo, a
sociedade tem a resposta. Não as mentes dos indivíduos afetados, mas
o tipo de sociedade a que eles pertencem e as posições que eles
ocupam dentro desta sociedade são decisivos (Durkheim, 1960). O
fenômeno atual do suicídio no Japão é muito social no sentido mais
definido ainda do que nas hipóteses de Durkheim. Primeiro,
sociologicamente falando, os vocabulários, motivos e métodos de
suicídio são delineados principalmente pela sociedade. Como o
“vocabulário de motivos” do sociólogo americano C. Wright Mills
estipula, as razões para uma ação são empregadas no processo de
justificativa desta ação frente a outras pessoas e ao próprio
indivíduo que a comete. E o vocabulário dos motivos vem da
sociedade. O Japão está desenvolvendo um vocabulário de motivos
associado ao suicídio, permitindo que as pessoas acreditem que não
têm nenhuma outra escolha senão a morte. O suicídio é claramente um
ato aceito como o último recurso para resolver problemas ou se
livrar deles de uma vez por todas. Mas o Japão, por outro lado,
falhou por não desenvolver os motivos para a vida que os membros da
sociedade podem utilizar para justificar suas existências. Tais
motivos para a vida são absolutamente necessários particularmente
nesta era de globalização quando o valor econômico é superestimado e
todos podem ser classificados como vencedores ou como perdedores.
Segundo, é aparente que o aumento do
suicídio é inseparável da recessão econômica e dos déficits do
sistema da previdência social no país. As Estatísticas Vitais do
Japão revelam que na última década o número de suicídios está
diretamente relacionado ao desemprego: quanto maior o índice de
desempregos num ano, mais suicídios ocorrem, e vice-versa. A
re-estruturação de companhias, o corte e a diminuição de empresas
têm ocasionado um desemprego massivo para aqueles que já não são
empregáveis na “nova economia.” Como os bancos japoneses sempre
foram cuidadosos ao emprestar dinheiro, as pessoas autônomas que não
têm outro lugar onde pedir dinheiro emprestado acabam caindo nas
garras dos agiotas. Aqueles que caem nesta armadilha, são então
forçados a crer que sua única saída é deixar uma boa soma em
dinheiro no seu seguro de vida para ajudar a família enlutada ou os
seus empregados.
Então vários estudos estimam o número
futuro de suicídios dependendo da taxa de desemprego, mas estes
estudos raramente observam a relação entre o déficit do sistema de
assistência pública e o suicídio. Entre as nações economicamente
avançadas, a porcentagem dos que recebem assistência pública no
Japão tem sido baixíssima (1,5% em 2003), devido a uma avara
política de assistência pública. Os empregados municipais
encarregados deste setor dizem aos que vêm pedir assistência que
eles devem fazer todo o possível para se virarem antes de pedirem
ajuda. Quanto mais esforço por parte dos necessitados seria
suficiente ara satisfazer o sistema? As pessoas abaixo de 65 anos de
idade raramente são qualificadas para receber ajuda, apesar do fato
que a Lei de Assistência Pública não estipula regulamentação de
idade. Aqueles que têm que requerer assistência pública acabam por
sentir-se destituídos de status, o que faz a assistência pública uma
coisa humilhante. Esta assistência é, supostamente, um dos direitos
humanos fundamentais garantidos pela Constituição, que diz o
seguinte: “todas as pessoas têm o direito de manter padrões mínimos
de saúde e vida cultural. Em todas as esferas da vida, o Estado
usará todos os seus poderes para a promoção e a extensão do bem
estar, da segurança e da saúde pública.” Será que estas palavras se
transformaram em letra morta? Se tal não for o caso, talvez ela
tenha sido morta desde o princípio.
Devido ao corrente aumento da taxa de
suicídios, embora muitas coisas tenham sido propostas em relação à
sua prevenção, todas elas estão mais ou menos sob a política de
prevenção relacionada à saúde mental. O lançamento de um sistema de
aconselhamento com uma linha direta pode talvez funcionar para
algumas pessoas, mas não vai funcionar para aquelas com sérios
problemas financeiros. A saúde mental não tem que ver com medida
política, mas como a taxa de desemprego vai ser analisada e como uma
espécie de rede de segurança vai ser colocada à disposição dos que
dela necessitam. É impossível impedir-se suicídios que são induzidos
por razões econômicas com a diminuição do orçamento da previdência
social. Os empregos com salários decentes para homens e mulheres,
assim como um generoso programa de assistência pública podem parecer
uma rota indireta, mas este é, na realidade, o caminho mais secular
de impedir-se o suicídio.
Sempre foi discutível se as ações dos
Kamikazes e o ato de Harakiri deveriam ser considerados
suicídios, já que eles eram, na realidade, mortes obrigatórias. O
mesmo pode ser dito sobre a atual situação do suicídio no Japão. Os
problemas econômicos, a doença, o pessimismo, todos têm feito parte
do problema, pelo qual a sociedade é, acima de tudo, responsável. Há
uma grande distância entre aqueles indivíduos que têm esperança e
perspectivas para o futuro e aqueles que, simplesmente, caem no
abismo. |
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versão em inglês
Suicide as Japan’s major export? A note on
Japanese Suicide Culture

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