Por CAROLINE MITROVITCH

Graduada em Filosofia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM)

 

Dupla fidelidade, dupla articulação:

a relação entre literatura e sociedade segundo Antonio Candido

 

Antonio CandidoO texto a seguir caracteriza-se basicamente como uma tentativa de refletir a força de intervenção, para o sistema de entendimento cultural brasileiro, do programa dialético proposto pela atividade crítica de Antonio Candido*.

Nosso trabalho consiste na análise de um ensaio decisivo da maturidade intelectual do crítico: Dialética da Malandragem (de 1970), estudo sobre o romance Memórias de um Sargento de Milícias (1852), de Manuel Antonio de Almeida[1].

Ao longo do desenvolvimento desta pesquisa, ressaltamos duas reflexões que constituem a estrutura de todo nosso estudo:

Primeiramente, trata-se de estudar “uma certa sensação de dualidade que impregnaria a vida mental numa nação periférica”. De fato, estamos diante da seguinte formulação do crítico: “se fosse possível estabelecer uma lei de evolução de nossa vida espiritual, poderíamos talvez dizer que toda ela se rege pela dialética do localismo e do cosmopolitismo[2]. Sendo assim, é preciso analisar como a proposição dialética do local e do universal, a dupla fidelidade, nos termos de Candido, é a chave para a compreensão do processo de “formação” cultural brasileiro.

Além da indispensável referência ao movimento dialético do localismo e do cosmopolitismo, para circunscrever o âmbito de Dialética da Malandragem é igualmente indispensável analisarmos a seguinte formulação do crítico: a reflexão dialética depende da análise formal. Para Candido, a conjunção entre literatura e sociedade – enquanto  “estruturas” complementares – se dá na medida em que a concepção de forma é definida pelo crítico para além da esfera literária: a própria realidade histórica é, com efeito, ela mesma “formada”. Nessa direção, este trabalho procura mostrar como a perspectiva formal do crítico desenvolve uma “teoria do realismo literário e da realidade social enquanto formada”.   

O primeiro passo para que se possa refletir acerca da proposição dialética do local e do universal é pensá-la à luz da idéia de realidade formada, isto é, à luz de “uma certa idéia de formação transcorrida em família”. Para explicar essa expressão digamos apenas o seguinte: na virada da década de 50 para 60 a questão do conceito de “formação” figurava-se central no quadro intelectual de reflexão sobre a cultura no Brasil. Em setores diversos, desde a geração de 30, intelectuais como Caio Prado Júnior (autor de Formação do Brasil Contemporâneo), Celso Furtado (Formação econômica do Brasil) e o próprio Antonio Candido (Formação da Literatura brasileira) – sem contar ainda que a mesma palavra emblemática designa igualmente o real assunto dos clássicos que não a trazem enfatizada no título, como Casa-grande e senzala e Raízes do Brasil – anunciavam o conceito de formação como cifra de uma experiência intelectual básica, a saber: na esfera da cultura, a idéia de formação baseia-se no princípio de que as formas culturais nacionais são, ao mesmo tempo, fundadas sob uma herança colonial que se repõe a par com o progresso e com a modernização capitalista, por um lado, e, por outro lado, sob o desejo histórico dos brasileiros de ter uma cultura, com todas as contradições que esse princípio desejante possa provocar[3].

Podemos dizer que no núcleo dessa tradição “formativa” localiza-se a síntese de Paulo Emílio Salles Gomes, que dará o tom a toda obra de Candido: “não somos europeus nem americanos do norte, mas destituídos de cultura original, nada nos é estrangeiro pois tudo o é. A penosa construção de nós mesmos se desenvolve na dialética rarefeita entre o não ser e o ser outro[4]. Hamletiano dilema, pensarão alguns, define a origem e os princípios do intelectual (o teórico ou o artista, diga-se de passagem) do mundo da economia dependente: “um certo sentimento íntimo de inadequação, esse o drama do intelectual brasileiro, situado entre duas realidades, condenado a oscilar entre dois níveis de cultura[5].

A superação desse desconforto intelectual pode resultar num trabalho de mão dupla, em que a trama civilizatória concorre no sentido da incorporação do meio acanhado para a norma culta metropolitana do mesmo modo que assegura o arranjo e a adequação dessa norma à realidade local. “Dialética do local e do cosmopolita”, “dupla fidelidade”, são algumas das definições que Candido usará, em diferentes momentos, para essa oscilação definidora da trama das idéias no contexto periférico.

Uma proposição dialética, portanto, é a base do conceito de formação, descrevendo o processo em que as ideologias entre nós – via de regra elaboradas em outros espaços – moldam-se, como uma escultura se molda, adaptando-se, chocando-se, por vezes, e superando-se diante do novo contexto. Em outras palavras, esta oposição é a chave para se compreender esse processo de formação cultural, digamos com Schwarz: “a dialética do local e do universal dá o balanço dessa oposição, situando os termos inimigos no interior de um mesmo movimento de afirmação da identidade nacional, em que eles se complementam harmoniosamente” [6].

Diante disso, todavia, comecemos por destacar que a mais arraigada de nossas sensações, o permanente sentimento de inadequação de todo intelectual situado ‘na periferia do capitalismo’, ao lado de nossa tão enviesada preterição do vínculo local, faz com que entre nós, brasileiros, a cada nova geração a vida intelectual pareça recomeçar do zero. Cultivamos, decerto, um profundo desinteresse pelo trabalho das gerações anteriores e, daí, a conseqüência tão corrosiva da descontinuidade das reflexões[7].

Antonio Candido, ao contrário dessa tendência, propõe romper com essa atmosfera teórica, estreando no quadro intelectual do pensamento brasileiro “pela porta dos fundos”, revendo, no caso, o método crítico de Sílvio Romero. Essa atitude de nosso autor configura então um ato de independência, como assinala Paulo Arantes [8]: para Candido, devemos começar colhendo um problema em sua feição local. Esse é um preceito formativo básico para a experiência de todo intelectual brasileiro. Nessa atitude de nosso crítico está claramente pressuposta a convicção de que se pode alcançar a real universalidade do problema em questão mediante o aprofundamento das sugestões locais, que não são outra coisa senão parte da evolução mundial do conjunto. Com efeito, “como não há mesmo como saltar por sobre a própria sombra, melhor estudar os atropelos de um Brasil errado mas vivo, do que bisonhamente reexportar poéticas confeccionadas com as sobras de uma cultura de enclave[9].

Está aqui um momento em que podemos perceber como o ensaio de Candido Dialética da Malandragem encontra seus pressupostos atrelados à idéia de “formação”, quer dizer, ao movimento dialético do local e do universal: com esse ensaio, a crítica literária brasileira vive a passagem da crítica de função puramente local à crítica de sondagem do mundo contemporâneo. Nesse sentido, Candido se move na esteira de um grande precursor: Machado de Assis. De fato, Machado opunha aos assuntos deliberadamente pitorescos do nacionalismo romântico um “certo sentimento íntimo” que permitia ao artista ser de seu tempo e de seu país ainda quando falasse de outros lugares e épocas. Schwarz sublinha que a formulação de Machado é igualmente aplicável à Dialética da Malandragem, que tenta, no plano da crítica, o que o romancista propunha no plano de um programa para a ficção.  Portanto, pensando a dialética de local e universal, que está pressuposta no movimento crítico da “Malandragem”, podemos ressaltar um aspecto que faz a crítica de Candido fundamental para a realidade do pensamento intelectual brasileiro: colhendo um problema histórico-social em sua cor local, a crítica literária brasileira pisa num terreno que não tem o hábito de freqüentar, qual seja, a apreciação da cena internacional e a interpretação da sociedade contemporânea.

Diante dessas breves considerações, podemos retomar e analisar o segundo momento reflexivo de nosso estudo: o argumento do crítico segundo o qual a reflexão dialética depende da análise formal. Para Candido, não apenas a realidade histórico-social apresenta-se “formada” dialeticamente, a idéia de “formação” é manipulada também no âmbito da realidade artística. O redimensionamento e a valorização da função estruturadora da forma, como elemento moldado pelas mediações da vida social e artística, configuram a originalidade da atividade intelectual de nosso autor. 

Quanto a essa questão, comecemos ressaltando a distinção que Candido estabelece entre “manifestações literárias” avulsas e seu conceito de literatura propriamente dito – idéia teórica fundamental do livro Formação da Literatura Brasileira, desdobrando-se na noção de sistema literário: a literatura é encarada pelo crítico como um sistema de obras ligadas por denominadores comuns que fazem dela aspecto orgânico da civilização, assim, a literatura é vista como um fato de cultura, algo, portanto, que não surge pronto e acabado, antes se configura ao longo de um processo cumulativo de articulação com a sociedade.

É, então, nesse sentido que a noção de forma do crítico deve ser compreendida: ela neutraliza a velha dicotomia, tão cultivada entre nós, entre análise literária e análise sociológica. De fato, sem se deixar levar por uma linhagem crítica que compreendia a obra como mera duplicação tautológica da realidade, nem pelo extremo oposto, que incorria na ilusão da autonomia da obra de arte com relação ao sistema na qual está inserida, para Candido, a reflexão sobre a “forma”, tida como dupla articulação – social e artística – implica a percepção de que ela funcionaria como princípio mediador, capaz de organizar em profundidade os dados da ficção e do real, sendo parte dos dois planos.

Estamos, assim, no vai-e-vem entre ficção e realidade ou, se preferirmos, na dialética entre literatura e sociedade.  A forma manipulada pelo crítico no romance foi, antes de mais nada, produzida pelo processo social. Contudo, é preciso compreender a precedência da forma literária sobre a estrutura social: é a forma artística que põe os problemas que os conhecimentos de toda a ordem e os estudos do crítico ajudam a expor e interpretar. Certamente, a forma que o crítico estuda foi primeiramente produzida pelo processo social, mas é a arte, isto é, a obra em si, que nos guia na descoberta da realidade, é ela que é construída para criar um conhecimento teórico novo acerca dessa realidade exterior. Desse modo, é a forma literária, se levada a sério, que constitui o ponto de partida dialético.   

Assim, a noção de forma, tal como a compreende Candido, parece, então, indicar que estamos diante de uma crítica que desenvolve uma teoria do realismo literário e da realidade social enquanto formada. Ou seja, nessa concepção, embora a forma que compõe o romance  constitua-se pela incorporação de uma outra forma, a da vida real – manipulada no campo da imaginação –, não devemos compreender esse movimento  como a verdade de um realismo espelhista. , “pois a forma, diz-nos Schwarz, não é toda a realidade, além do que ela pode se combinar com elementos historicamente incaracterísticos” (como por exemplo, o aspecto folclórico enfatizado por Candido no romance de Manuel Antonio de Almeida). Não se trata de duplicação da realidade e sim da descoberta e apropriação da própria realidade pelo romance e, por tabela, a apropriação do romance pelo ato crítico de Candido.

Portanto, a forma, como noção que abrange a esfera literária e a própria vida real, assinala que há uma articulação entre estética e fator social que se faz mediante um fundamento prático histórico, visto que se trata da apropriação da realidade pelo romance. Articulação, seja frisado, e não uma confusão! É importante destacar esse aspecto posto que se trata de pensar os dois planos, literatura e sociedade, ambos formados, quer dizer, organizados em estruturas. Entretanto, o que essa articulação explica da unificação entre o literário e o social?

Essa construção não indica outra coisa senão isto: “conteúdos de romance não são conteúdos reais e vê-los esteticamente é vê-los no contexto da forma, a qual por sua vez retoma (elabora ou decalca) uma forma social, que se compreende em termos de sociedade global[10].

A forma – a qual não é evidente, cabendo à crítica identificar e estudar – seria um principio ordenador individual, que tanto regula um universo imaginário como um aspecto da realidade exterior. Em proporções variáveis, ela combina a fabricação artística e a intuição de ritmos sociais preexistentes. De outro ângulo, trata-se de explicar como configurações externas, pertencentes à vida extra-artística, podiam passar para dentro de obras de fantasia, onde se tornavam forças de estruturação e mostravam algo de si que não estivera à vista. Trata-se também de explicar como a crítica podia refazer este percurso por sua vez e chegar a um âmbito através de outro, com ganho de conhecimento em relação a ambos. 

Desse modo, se as conexões de literatura e sociedade são um assunto antigo, a articulação precisa de suas estruturas não o é. Pois, de fato, com  essa idéia de articulação  Candido  afirma sua atitude crítica de que “tanto é possível passar da observação literária para a observação social como o contrário[11]. Ou seja, ao trabalhar como elemento formal o que parecia disposição externa, o crítico é capaz de lançar novas luzes sobre a realidade externa. Nesse sentido, mais uma vez com Schwarz, ressaltemos que “a originalidade de Dialética da Malandragem não está no desejo de ligar literatura e sociedade, que afinal de contas é comum. Está na firmeza (grifo nosso) com que Antonio Candido se deixa guiar pelo discernimento formal, seja para discriminar as componentes da fatura do livro e estabelecer sua organização, seja para buscar seu correlato social, que será construído para explicar a forma[12].

Dentro do universo do marxismo, contudo “sem ostentação de terminologia e com notável liberdade de método” o ensaio de Candido Dialética da Malandragem é tido como texto fundador da análise dialética no contexto intelectual brasileiro, “Dialética da Malandragem configura a primeiro estudo literário propriamente dialético no Brasil[13].  Trata-se de um momento decisivo da história da cultura entre nós: nele nem a forma é uma abstração do gênio artístico que sobrevoa a história ou nasce de suas leis exclusivas, nem a configuração social é uma cadeia que prende de um modo pré-estabelecido os elementos determinantes da construção artística. Com efeito, a exposição de Candido deve sua força persuasiva não à autoridade de um método famoso, e sobretudo, pronto, mas ao interesse e  evidência dos achados, a exatidão das descrições, bem como ao rigor das análises. Aqui está, certamente, a peculiaridade e originalidade da atitude crítica de Candido: ele se volta para o interesse literário tal como a vida o põe, ou seja, importa a Candido a seguinte reflexão: o que me diz esse livro hoje? Trata-se de uma atitude que extrapola o interesse universitário da questão. 

Para finalizar, é preciso destacar que esse ensaio de Candido estabelece uma consolidação conceitual e a promoção histórica de seu próprio ponto de vista. Isto é, o que temos neste ensaio de Candido é um pensamento crítico produzindo um conhecimento novo para a história cultural do país: eis aqui, portanto, um dos momentos que destacam a força de intervenção do programa dialético de Candido para a realidade cultural do país: Dialética da Malandragem descobre e identifica uma linha de força teórica – a linha da Malandragem, a dialética entre ordem e desordem – que não figurava até então na historiografia teórico-literária brasileira.  Como diria Roberto Schwarz, “um bom romance é um acontecimento para a teoria”. Entretanto, parece que essa atitude face à literatura raramente é posta em prática entre os estudiosos da realidade brasileira. Schwarz destaca que são raros os trabalhos em que a observação formal, que nesta perspectiva se pode chamar também de experiência estética ou confiança  no valor de conhecimento da arte, foi guia efetivo na descoberta de aspectos novos da realidade.   “São raros os trabalhos luminares. Por isso Dialética da Malandragem não tem precedentes no Brasil[14]. Por essa razão, esse ensaio é considerado por muitos como momento mais alto da teoria literária brasileira. 


* Texto apresentado na forma de “Comunicação Oral” por ocasião do XI Colóquio de Filosofia e Literatura, São Leopoldo, RS. As reflexões que este texto mobiliza compõem uma parte de minha Pesquisa de Iniciação Científica (PIBIC/CNPq-UEM), intitulada ‘Dialética e Dualidade em Antonio Candido’ – pesquisa  desenvolvida no período de agosto de 2002 à agosto de 2003, sob a orientação do Prof. Dr. Paulo R. Martines.

[1] Destaca-se a importância decisiva das análises de Paulo Arantes – três obras em especial: Sentido da Formação, Sentimento da Dialética e Departamento Francês de Ultramar – e de Roberto Schwarz – dois textos fundamentais: A originalidade da crítica de Antonio Candido e Pressupostos, salvo engano, de ‘Dialética da Malandragem’ – para a elaboração desse estudo.

[2] Candido, Antonio. Literatura e Cultura de 1900 a 1945, in: Literatura e Sociedade, 2ª ed., p. 129.

[3] Cf. Alambert, F. Lugar da Dialética, Dialética do lugar – três notas sobre filiações, fidelidades e afinidades na formação intelectual de Roberto Schwarz. In: Capítulos do Marxismo Ocidental, p. 249.

[4] Gomes, Paulo Emílio apud Arantes, Paulo. Sentimento da Dialética, p. 15

[5] Arantes, P. Op.Cit., p. 16.

[6] Schwarz, Roberto. Duas notas sobre Machado de Assis, p. 169.

[7] Importante ressaltar as palavras de Roberto Schwarz nesse contexto: “para reconhecermos os inconvenientes dessa práxis, a que falta não só as convicções das teorias, logo trocadas, mas também de suas implicações menos próximas, de sua relação com o movimento social conjunto, e ao fim e ao cabo, da relevância do próprio trabalho e dos assuntos estudados. Percepções e teses notáveis a respeito da cultura do país são decapitadas periodicamente, e problemas a muito custo identificados e assumidos ficam sem o desdobramento que lhes poderia corresponder (...) Não se trata da continuidade pela continuidade, mas da constituição de m campo de problemas reais, particulares, com inserção e duração histórica própria, que recolha as forças em presença e solicite o passo adiante”. Schwarz, R. apud Arantes, P. Sentido da Formação, p. 34.

[8] Cf. Arantes, P. Idem, p. 37.

[9] Arantes, Paulo. Idem, ibidem, p. 38. Certamente, ao assumir a relevância do trabalho de Sílvio Romero, Candido não deixa passar o aspecto rebarbativo da questão: o estilo crítico de Candido não ignora o senso amistoso do ridículo que traz essa atitude de “não saltar por sobre a própria sombra”. Contudo, ao optar por esse caminho, ressalta o mesmo Schwarz, Candido assume como condição própria, que cumpre reconhecer e superar, o desequilíbrio e a precariedade de nossa herança cultural. Cf. Schwarz, R. apud Arantes, A Idem, idibem, p. 36.

[10] SCHWARZ, R. Pressupostos, salvo engano, de ‘Dialética da Malandragem’, p. 142.

[11] SCHWARZ, R. A originalidade da crítica de Antonio Candido, p. 39.

[12] SCHWARZ, R. Pressupostos..., p. 144-145.

[13] SCHWARZ, R. Idem, p. 129.

[14] Schwarz, R. Idem, ibidem, p. 141.

 

 

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