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Por HENRIQUE SAMET
Professor da Faculdade
de Letras da UFRJ; mestre em História pela UERJ, Doutorando pela
UFRJ. |
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Non Passaran
olvidados:
Judeus do
Brasil na Guerra Civil Espanhola e Resistência Francesa
A Guerra Civil
Espanhola (1936-1939) atrai a atenção de historiadores de
nacionalidades diversas não só por ter sido a antevéspera de uma
conflagração maior mas porque envolveu cidadãos de muitas origens,
agrupados nas famosas Brigadas Internacionais, um chamado e
recrutamento de voluntários patrocinados pela esquerda,
principalmente, a comunista, para combater ao lado das forças
republicanas em luta contra o franquismo.
Já existem
trabalhos acadêmicos, teses, artigos, e memórias, abordando a
específica participação de brasileiros nesta empreitada perdida que
mobilizou sonhadores idealistas, românticos, aventureiros e
revolucionários.
No entanto,
como seria de se esperar, a ênfase temática é dada ao grupo
majoritário, basicamente 14 militares e dois civis brasileiros, que,
reprimido o levante de 35, ameaçados de cadeia, com penas a cumprir
e sem uma perspectiva breve de mudança de rumos na política
nacional, optaram e foram incentivados a transportar o ardor de seus
ideais para outras paragens. En passant, mencionam, sem agregá-los a
conta de brasileiros (16), um número ainda não especificado de
judeus, então residentes no Brasil, (talvez mais que 6 e certamente
4), que, expulsos do país, ou achando conveniente dele se retirarem,
após o levante de 35 e prisões, também fizeram esta opção e foram
levados a se defrontar diretamente não só com o franquismo espanhol
mas, posteriormente com os nazistas em terras francesas. De certa
forma, junto com o grupo maior de nacionais foram os pré-pracinhas
brasileiros mas com três “agravantes”: eram comunistas, judeus e
partisans.
Este artigo
não pretende, de forma alguma, esgotar o assunto. Apenas tenta
singularizar as informações sobre estes judeus “brasileiros”,
disponíveis em arquivos, livros e sites da Internet.
Em
conseqüência do levante de 27 de novembro de 1935 no Rio de Janeiro
efetuou-se a mais rigorosa caçada à organizações e suspeitos de
simpatia ao comunismo até então realizada no Brasil.”Procurava-se
Prestes e outros elementos comunistas nos meios judaicos”.
O levante
incitou uma radicalização da postura governamental frente ao grupo
étnico judaico como um todo. Abarcava judeus vinculados diretamente
ao levante, desbordava quando atingia os suspeitos de simpatias ao
Partido Comunista e extrapolava ao reprimir sociais-democratas,
simpatizantes da Aliança Nacional Libertadora, e todo humanista com
algum tipo de atividade ou pensamento libertário. Chegava ao
absurdo ao suspeitar e prender qualquer um, pelo simples “indício
inicial” de ser judeu. Enfim, estendeu-se à judeus e organizações
judaicas com uma margem imensa de indistinção. Pessoas e
organizações, de origens judaicas, desligadas de atividades
políticas e de qualquer intenção revolucionária, foram,
sistematicamente, incomodadas ou presas. Virou anti-semitismo.
Falava-se em depurar desintoxicar e sanear o Brasil de comunistas a
planta exótica, e as toxinas que envenenavam-no.
Absurdos foram executados
como invadir no Rio de Janeiro o estabelecimento de um magarefe que
executava o abate de animais conforme o ritual religioso judaico e
considerar um pequeno quartinho onde tradicionalmente, no âmbito
religioso judaico, começava a iniciação escolar das crianças (cheder)
e considerá-lo local de doutrinação comunista. O magarefe ficou
preso dois dias.
O acirramento
drástico de repressão aos judeus se deu na noite de 26 para 27 de
novembro de 1935, quando atenta ao desencadeamento do movimento
comunista no Nordeste, “com irradiação para esta capital”, foi
efetuada pela Seção de Segurança Social dirigida por Serafim Braga
uma “batida” na Organização Revolucionária Israelita “Brazkor” (Brazilianer
Tzentral Komitet Far Di Idishe Ibervonderer In Rotfarband) na qual
foram presas de 18 a 25 pessoas.
Uma versão
aponta que foram todos (naquela noite 18) surpreendidos no Arbeter
Kich (Cozinha dos Trabalhadores) quando realizavam uma refeição.
Para efeitos publicitários, as investigações das suspeitas foram
remetidas para dois meses anteriores, isto é setembro.
“(...)
entidade que de certo tempo vinha sendo observada por esta seção,
dados seguros informes do nosso “serviço secreto” de que alli era um
poderoso núcleo filiado ao Partido Comunista do Brasil - Cozinha
Proletária Comunista - rua Visconde de Itaúna n0 151.”
A versão mais
simplista do Brazkor o resumia ao Arbeter Kich (Cozinha dos
Trabalhadores), entidade sem fins lucrativos, dirigida, entre
outros, por Waldemar “Welvul” Gutnik e sua esposa Rifka Gutnick,
aberta a pessoas recém-chegadas no país e sem família, trabalhadoras
em fábricas de bolsas, em costura e que se mantinha com
empreendimentos diversos como bailes, noites culturais, teatros e
rifas para cobrir as despesas.
Entrando na seara política,
um memorialista da coletividade judaica afirmou que o “Brasker”,
corruptela idish de Braskor, era uma espécie de Socorro Vermelho
para angariar recursos e para contratar advogados de colegas
perseguidos pela polícia. Na verdade era as duas coisas
e mais um aparato étnico judaico dentro do PCB, montado a partir da
necessidade de auxiliar a colonização de uma região na Rússia,
Birubidjan, onde os judeus seriam reassentados, após a Revolução de
Outubro, mas que se transformou em instrumento de ação partidária no
âmbito da comunidade judaica.
De uma
conferência do capitão Delegado da DESPS Afonso Henriques Miranda
com o Chefe de Polícia Filinto Muller teria saído a decisão de
expulsar os 18 elementos do Brazkor do Brasil que estavam recolhidos
na Casa de Detenção.
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Nome |
Nacionalidade |
Profissão |
decreto
expulsão |
Navio |
Embarque |
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Abrahão
Rosemberg |
polonês |
alfaiate |
janeiro de
1936 |
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ignorado |
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|
Sojer
Kaplansy |
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|
|
|
|
Jacob Gria |
lituano |
alfaiate |
22 de abril
de 1936 |
Comandante
Riper” |
em 10 de
Julho de 1937 |
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|
Armando
Guelman |
|
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13/1/36 |
|
ignorado |
|
5 |
Jayme Sterneberg |
polonês |
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22 de abril
de 1936 |
Comandante
Riper” |
em 10 de
Julho de 1937 |
|
6 |
Waldemar
Roiteberg |
rumeno |
|
13/1/36 |
Almirante
Alexandrino |
Outubro de
1938 |
|
7 |
Josef
Fridman |
polonês |
marceneiro |
janeiro de
1936 |
Bagé |
15 de julho
de 1936 |
|
8 |
José Weiss |
russo |
padeiro |
|
|
janeiro de
1936 |
|
9 |
Moisi Lipes |
romeno |
|
janeiro de
1936 |
Almirante
Alexandrino |
Outubro de
1938 |
|
10 |
David Lerer |
polonês |
marceneiro |
janeiro de
1936 |
Bagé |
15 de julho
de 1936 |
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11 |
Moyses Kava |
polonês |
|
13/1/36, |
revogado |
revogado |
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12 |
João
Schachter |
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22/4/36 |
Comandante
Riper” |
em 10 de
Julho de 1937 |
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13 |
Jayme Gardelaran |
rumeno |
comerciante |
13/1/36 |
revogado
1954 |
revogado
1954 |
|
14 |
Waldemar
Gutnik |
rumeno |
prestamista |
10/02/36 |
Bagé |
15 de julho
de 1936 |
|
15 |
Rubens Goldberg |
polonês |
passador |
janeiro de
1936 |
Bagé |
15 de julho
de 1936 |
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16 |
Henrique
Jvinblaski |
polonês |
|
janeiro de
1936 |
Bagé |
|
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17 |
José
Hachternwacker |
rumeno |
|
06/01/36 |
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18 |
Nicolao Marinof |
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19 |
Carlos
Garfunkel |
rumeno |
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13/1/36 |
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20 |
Matis
Janovsai |
polonês |
hoteleiro |
Dezembro 1935 |
Comandante Riper” |
em 10 de
Julho de 1937 |
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21 |
César Zibenberk |
rumeno |
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13/01/36 |
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22 |
Sgulin Seko Vrabel |
polonês |
vendedor
ambulante |
6/1/36 |
Comandante
Riper” |
em 10 de
Julho de 1937 |
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23 |
Nute Goifman |
Rússia |
padeiro |
13 de junho
de 1932 |
revogado |
revogado em
30 de agosto de 1937 |
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24 |
Baruch Zell |
Polônia |
operário e
garçom |
12 de março
de 1934 |
revogado por
decreto de13 de agosto de 1947 |
revogado por
decreto de 13 de agosto de 1947 |
Arquivo
Nacional Caixa s n0171, 226, 227,228 e prontuários DESPS
do APERJ
Neste artigo,
no entanto, só abordaremos a trajetória daqueles que supomos
batalharam na Espanha e posteriormente na França. Depoimentos de
participantes diretos e indiretos sobre os eventos do caso Brazkor
são muito inespecíficos e são citados viajantes, irmãos, como
combatentes mortos na Espanha sem a menção sequer de nomes.
Daqueles
diretamente envolvidos com as prisões do Brazkor e/ou luta na
Espanha temos algumas informação sobre:
Moises Lipes
ou Moisi Lipes, nascido em data que ignorava, na România, em
Novasubis, filho de Egoes ou Iossf Lipes e Neuman ou Nhma Lipes;
casado; estofador; residente na rua General Caldwel n0
188-fundos, remetido, junto com outros 22 presos do Brazkor, para a
Casa de Detenção, onde ficaria até ser expulso do país, através do
processo à cargo da 2a Delegacia Auxiliar, dirigida pelo
Dr. Dulcídio Gonçalves, por perigoso à ordem pública e nocivo aos
interesses do país, de acordo com o art. n0 113 parágrafo
15 da Constituição de 1934. O Decreto de expulsão data de 13 de
janeiro de 1936
Foi embarcado no navio
Almirante Alexandrino em 15 de maio ou em outubro de 1936.
Existe só um único registro memorial de parte de Abraham Josef
Schneider, afirmando que Moises Lipes combateu e morreu na guerra
civil espanhola. É caso de comprovação pendente.
Mas, nas
rodadas de expulsão e embarque, misturavam-se aos expulsos do caso
Brazkor, judeus presos e condenados à deportação pelo Estado de São
Paulo, como se fossem parte de uma mesma causa. Por exemplo,
seguiram para a Polônia no vapor “Bagé”, via Hamburgo, em 15 de
julho de 1936, Rubens Goldenberg, Joseph Fridman, David Lerer, Motel
Gleizer, Nicolau Smoritchersky, Waldemar Gutnik e Henoch Zwirblanaky.
. Nicolau Smoritchersky,
romeno, aparentemente, nada tinha a ver com as prisões do Brazkor
pois foi preso em São Paulo, provavelmente com o nome de
Nicolau Smor
e expulso através do decreto de 30 de março juntamente, com:
Alexander Wanstein; russo, Sabina Krichner; rumena,
Rubens Gotlib; polonês, Moysés Kabinas ou Kalinos;
rumeno
e João Gratz; iugoslavo.
Segundo o
comandante do navio “Bagé”. Amaury de Bustamante Fontoura. a estiva
do porto de Havre, quando este atracou, de passagem para Hamburgo,
avisada por membros do PCB, estava mobilizada para dar liberdade aos
expulsos e por precaução o dito comandante pediu garantias à polícia
do porto. Ao saber disso os estivadores declararam greve. O
comandante comunicou-se com o cônsul brasileiro e este repassou a
informação ao embaixador em Paris Souza Dantas. Do contato das
autoridades brasileiras e francesas foi resolvido o desembarque dos
comunistas sob a responsabilidade das autoridades locais, que seriam
encaminhados por terra à fronteira da Suíça. Saíram do navio
transportados pela polícia local e acompanhados pelos estivadores.
A referência
mais objetiva à participação de Nicolau Smoritchersky na Guerra
Civil é a citação de seu nome em uma “Relação de brasileiros que
fizeram parte das Brigadas Internacionais à serviço da Espanha
Republicana”, um dossiê datado de 17 de março de 1939 produzido ou
recebido pela Delegacia Especial de Segurança Política de Social (DESP).
/
Rifka Gutnik,
esposa de um dos expulsos, tem uma descrição mais vivaz não só do
incidente em La Havre e de como as famílias dos afetados negociaram
a libertação de uns e outros também condenados a expulsão:
E levou meses
assim, até que começaram a exportar. Exportaram uma turma, parece
que de sete de uma vez e depois tinha mais uma turma para ser
exportada. E a polícia, cá entre nós, engoliu o dinheiro das
passagens, chamou eles de noite e disse: “olha, nós vamos soltar
vocês, mas com a condição que vocês sumam daqui.” Mas sem
documentação, sem nada. Alguns preferiram sair, outras não queriam e
disseram: “olhe, ou você solta a gente com documentação legal, ou
então, que garantia eu tenho se saio daqui até o portão e depois
atiram atrás de mim dizendo que eu fugi?” Aí levaram aqueles que não
queriam aceitar até a fronteira de Goiânia e soltaram no meio do
mato. Os que aceitaram, soltaram pela porta dos fundos e eles se
salvaram de certo.. Desses, eu acho que não vivem mais ninguém.
Tinha dois ou três aqui no Brasil, em São Paulo, mas os três já não
vivem mais. Os outros se perderam pelos caminhos, um ou dois
chegaram a voltar. E um voltou, estava com febre amarela e faleceu
logo e o outro ainda viveu um pouco aqui. Um era de Niterói e tinha
família, que mandaram buscar e quando chegaram ele já estava preso.
“Acho que oito
meses depois mandaram uma turma de uns sete, e ele foi. Mandaram
eles num navio de brasileiros mas daqui avisaram para a Europa, para
a França, para os outros países, que iam presos políticos, que
naturalmente não tinha nada que ver. Então quando chegaram na
França, em Havre, o pessoal lá arranjou um jeito de tirar eles.
Então, os operários do cais fizeram greve e assaltaram o navio
exigindo os presos do Brasil. Aí o pessoal do navio pegou eles,
fechou num portão e fecharam as janelas para não serem vistos por
ninguém. Quando chegou a hora do almoço, os operários do cais se
retiraram. Nesse ínterim, eles, do navio, aproveitaram, entraram e
transferiram todos eles para a polícia da França. Quando o pessoal
voltou do almoço, começaram a exigir os presos. O capitão disse que
não tinha mais nada com eles porque eles já tinham sido transferidos
para a polícia. Aí fizeram a greve, tudo quanto é pessoal do cais e
tudo quanto é de... Não havia mais condução, nem ônibus, nem bonde,
nem táxi no Havre. Todos fizeram greve: todo mundo assaltou a
polícia exigindo os presos; então soltaram eles com a condição que
se retirassem antes que o navio saísse do cais. Aí os operários
arranjaram uma comissão para acompanhar eles até Paris. E eles
ficaram em Paris. Desses, depois, dois irmãos foram lutar na Espanha
e pereceram lá”.
“A história do
navio foi em junho de 36. Eles foram presos em 35, em novembro, e
deportados em 36. Uma turma daqui de São Paulo foi antes dele, não
sei em que navio e ficaram na Espanha. Foi antes da Guerra Civil da
Espanha, no tempo da Frente Popular. Dentre esses que foram
deportados, um tinha um irmão e uma irmã que estavam aqui e eram
inclusive parentes do meu marido. Não sei quantos foram, uns três ou
quatro que soltaram na Espanha no tempo da Frente Popular. Eram uns
sete ídiches”.
No entanto,
outros fatores que não os descritos por Rifka Gutnik, interferiram
na libertação de alguns presos do caso Brazkor. Em maio de 1937,
meses após deixar o Ministério das Relações Exteriores, assumiu o
cargo de Ministro da Justiça José Carlos de Macedo Soares. Após
assumir o novo posto, em 3 de junho de 1937, José Carlos de Macedo
Soares, ao final do Estado de Guerra, sucessivamente prorrogado pelo
governo federal desde março de 1936, decretou a libertação de 308 a
400 presos políticos contra os quais nada fora ainda imputado, sem
processo formado ou ainda não condenados, detidos na Casa de
Detenção, desde final de 1935 e todo o ano de 1936.. Este episódio,
conhecido como a "Macedada", deu uma certa impressão de
liberalização do regime, as voltas com a possibilidade de eleições
presidenciais. Contudo, esta expectativa pouco durou já que, ainda
no fim de outubro de 1937, o Estado de Guerra voltaria a vigorar,
com o apoio de Macedo Soares, após a divulgação, pelo governo, do
Plano Cohen. A "Macedada", então, foi usada com propósitos de
despertar um alarmismo social e justificar as medidas de repressão
institucional que antecederam ao golpe de 10 de novembro daquele
ano.
Para nossa
intenção, o relevante é ressaltar que esta libertação coletiva de
presos atingiu parte dos quadros militares da ANL e do PCB, assim
como numerosos civis, dentre eles, alguns dos judeus detidos no caso
Brazkor.
Foi o caso de Jayme
Gardelsman, nascido em 30 de novembro de 1899, na Romênia,
Bessarábia, filho de Zeida e Sara Gandelsman, solteiro,
comerciante, residente na rua São Francisco Xavier n0 910
que figurava nos arquivos da antiga 4a Delegacia Auxiliar
desde quando chegara ao Distrito Federal, procedente da Rússia em 9
de julho de 1927, suspeito de professar “o credo predominante
naquele país”.
Em 27 de novembro de 1935, fora preso junto com os componentes do
Brazcor e remetido, a Casa de Detenção para ser expulso do país. No
seu caso foi apresentada defesa que foi desconsiderada, sendo o
decreto de expulsão do país assinado em 13 de janeiro de 1936. Da
Casa de Detenção Jayme Gardelsman, segundo sua própria declaração,
foi liberto em 16 de junho de 1937 provavelmente em decorrência da “Macedada”
Alguns do militares e civis libertos embarcaram então para a
Espanha.
Mais embasado
e consolidado em citações memórias e fontes é a figura de Wolf
Reutberg ou Waldemar Roitberg ou Waldemar Roitemberg, ou Reutemberg,
romeno que imigrou para o Brasil quando criança. Trabalhou na Light
Power em São Paulo, filiou-se ao PCB na década de 30 e foi militante
da ALN.
Foi preso em janeiro de
1936, acusado de fazer parte de célula comunista na dita Light
Power. Remetido de São Paulo para o Rio de Janeiro, ficou na Casa de
Detenção, junto com outros 22 judeus presos da Organização “Brazkor”.
O processo, à cargo da 2o Delegacia Auxiliar Dr. Dulcídio
Gonçalves cita-o, como era praxe nos trâmites sumários, como
perigoso à ordem pública e nocivo aos interesses do país de acordo
com o art. n0 113 parágrafo 15 da Constituição de 1934.
O decreto de expulsão foi
assinado em 13.01.1936.
Embarcado no navio Almirante
Alexandrino em 15 de maio ou outubro de 1936.
Expulso do
Brasil, Reutberg se dirigiu à Espanha, participando dos combates nas
fileiras das Brigadas Internacionais.
Permaneceu um ano e meio em
terras espanholas e obteve o posto de capitão. .
Com a derrota republicana e retirada para a França, ainda baixo
governo da 3a República Francesa, os brigadistas foram
internados em centros precários que se situavam próximo ao
Mediterrâneo (Argelès, Saint-Cyprien, Les Milles, etc.). No campo de
Saint Cyprien, por exemplo, localizado a beira mar, os homens
ficavam ao léu sem abrigo contra sol, vento e chuva, aliado a uma
severa vigilância exercida por soldados mercenários vindos do
Senegal.
No
de Argelès, os franceces encurralaram os internados na praia, vinte
quilômetros de mar, e os cercaram com arame farpado, também ao ar
livre, na chuva, em pleno inverno, de um vento terrível que
levantava a areia.
No
Saint Cyprian,
também localizado numa praia mediterrânea, nada havia onde os
prisioneiros pudessem se abrigar: nem casas, nem barracões, nem
tendas, nem uma simples árvore. Os prisioneiros cavaram buracos na
areia úmida e se aconchegavam para poder suportar o vento, a neve e
o frio.
Na primeira
quinzena de fevereiro de 1939, Reutberg foi recolhido a um desses
locais - provavelmente o campo de Vernet - próximo de Toulouse no
Departamento de Ariège, que se situava, no sul da França no Pirineus
Oriental.
Em abril de
1939, os estrangeiros das Brigadas Internacionais foram separados
dos espanhóis e enviado para o campo de concentração de Gurs, também
nos Pirineus Oriental. Lá, em 1939, Wolf Reutberg, conviveu,
certamente, com o revolucionário brasileiro de 1935, o militar
Hermenegildo de Assis Brasil.
Neste período o embaixador
do Brasil na França Souza Dantas, por ordem do governo brasileiro,
foi visitá-los e sugerir a repatriação, o que para alguns
significava somente trocar de prisão pois tinham penas a cumprir no
Brasil, por participação no levante de 1935. Dirigindo-se a
Hermenegildo, o representante diplomático teria dito:
“ - Vocês vão
morrer aí nesses buracos...
A resposta,
rápida e firme, parecia brotar de uma velha convicção arraigada à
qual de dava oportunidade de manifestar-se mais uma vez:
- Aqui nós não
estamos condenados; de um momento para outro poderemos usar a
liberdade para prosseguir na luta.
Os combatentes
resolveram que os não condenados pelo Tribunal de Segurança Nacional
deviam aceitar a repatriação, enquanto os condenados não.
A partir de
fevereiro de 1940, iniciada a 2a Guerra Mundial, os
franceses deslocaram, transportados em vagões de gado, os internados
de Gurs, como trabalhadores forçados, para a construção de
fortificações e bloqueios na fronteira franco-belgo-luxemburguesa,
no prolongamento noroeste da indigitada Linha Marginot. Nesta
altura, Wolf Reutberg estava junto aos brasileiros Dinarco Reis,
Hermenegildo de Assis Brasil e Joaquim Silveira. Nestes momentos de
privações e disciplina coercitiva foi descrito como um indivíduo
alegre, extrovertido, utilizando sua voz para cantar canções de
escola de samba com voz de barítono (ou tenor conforme o
memorialista) nas barracas dos latinos.
A França foi
invadida a partir de 10 de maio de 1940. Uma ordem do governo
providenciou para que os trabalhadores prisioneiros fossem retirados
em marchas forçadas para um novo campo ao sul, na Bretanha, nas
proximidades do porto de Vannes. Com a queda de Paris e a rendição
francesa em quatorze de junho, os campos de internação passam para a
administração alemã ou do regime de Vichy depois dos acordos
efetuados ainda em 1940 entre o Marechal Pertain e Hitler. Vannes
ficou na zona de ocupação direta alemã.
Os campos de
internamento mudaram então sua natureza e finalidade. Formaram a
rede do sistema repressivo político e racial,instituído na França.
Transformam-se nos locais de internamento de judeus estrangeiros, a
partir já de 1940. Tornaram-se as “reservas”, a partir de 1942, para
as deportações aos campos de morte organizados pelo Ministério do
Interior francês, em colaboração com os nazistas.
Na região de
Toulouse estendeu-se uma rede densa de campos de concentração. Em
junho de 1941 dos 20 000 estrangeiros internados na região 12 000
eram judeus compartilhando espaço com milhares de espanhóis
brigadistas confinados desde fevereiro de 1939. Mais de dois terços
dos judeus presos estavam no sudoeste da França (5. 000 em Gurs, 2.
000 em Rivesaltes, 800 em Le Récébédou, 700 em Noé, 1.000 em Le
Vernet). Na Zona de Vichy, os campos de Les Milles e de Nexon eram
os únicos grandes campos situados fora da região de Toulouse.
Entre os
prisioneiros internados em Vannes, em maio de 1940, foram elaborados
planos de fuga por nacionalidades, na tentativa de aproveitar a
desestruturação do exército francês derrotado nas frentes de combate
e pelo temor de caírem prisioneiros dos nazistas.
Os quatros
brasileiros, Dinarco Reis, Hermenegildo de Assis Brasil. Joaquim,
Silveira e Wolf Reutberg ficaram juntos em um grupo mais amplo. A
fuga deveria ser realizada à noite, entre um posto e outro de
sentinelas, através da cerca eletrificada de arame farpado. A
passagem deveria realizar-se, um a um, tendo sido combinado um ponto
de reunião fora do campo. Só cinco deste grupo, sob fogo de
metralha, alcançaram fugir. Nos cinco primeiros dias após a evasão,
andaram os fugitivos mais de 120 quilômetros, dormindo de dia, ao ar
livre, e marchando à noite, e em 28 de junho de 1940 chegaram a
Paris.
Paris, nos
primeiros tempos de ocupação alemã, era a área em que todos os tipos
de indesejáveis ao comando nazista ficavam mais expostos, pois
vigorava um estatuto e rigor repressivo similar ao território
alemão. Em fins de maio de 1941, estes três brasileiros, certamente
já orientados pelas incipientes forças de resistência organizadas
pelo Partido Comunista Francês resolveram fugir da zona ocupada em
direção a área dominada pelo governo de Vichy. Em dois de junho,
atingiram a linha demarcatória mas Hermenegildo de Assis Brasil foi
atacado por um processo infeccioso generalizado, o que levou o grupo
a retomar o caminho de volta em busca de recursos médicos. No dia
quatro de julho de 1941 morreu de septicemia.
Wolf Reutberg,
ao que se sabe, depois destes acontecimentos integrou-se nas
fileiras da Resistência Francesa. Em março de 1942 o Partido
Comunista Francês organizara as FTP, “Les Francs-tireurs et
partisans”, compostas por organizações paramilitares, organizações
especiais, sindicais, juventude comunista e ‘Main d’œuvre
immigrée-MOI’, mão de obra de imigrantes, na verdade a junção dos
brigadistas internados na França com uma série de grupos
estrangeiros, poloneses, italianos e uma significativa presença
judaica.
Não temos uma
descrição detalhada de sua atuação na resistência francesa mas
provavelmente era em um grupo nas redondezas de Paris contra o qual
no final de 1943 foi organizada uma brigada francesa especial a fim
de capturá-los sob pretexto de serem terroristas. Segundo Apolônio
de Carvalho e outros foi preso quase ao final do conflito e fuzilado
em Paris em 1944.
Ernest Yosk,
judeu alemão nascido em 1898, militante social democrata na Alemanha
aos dezenove anos, segundo Apolônio Carvalho foi secretário do
presidente Friedrich Ebert
da República de Weimar pós 1a
Guerra Mundial de 1919 até 1925 e
o protegeu fisicamente em um atentado político, sofrendo ferimentos
leves.
Emigrou nos
fins dos anos 20 para São Paulo e trabalhou como agricultor e
contador e membro do sindicato dos bancários.
. Engajou-se na militância
comunista, apesar dos insistentes apelos da mulher a fim de
demovê-lo deste intento. Filiou-se ao Socorro Vermelho Internacional
e posteriormente a Aliança Nacional Libertadora. Ernest Yoske era
amigo do casal Jayme ou Chaim Rubim Narocki e Aida Glicker Narowsky
ou Narocki, ele polonês, alfaiate do Bom Retiro, São Paulo, ela,
romena, costureira, ambos israelitas e comunistas.
Aida Glicker Narocki e o
marido eram elementos atuantes entre os alfaiates e costureiras do
Bom Retiro.
Foram processados pela Lei
de Segurança, por Leite de Barros, Secretário de Segurança Pública
de São Paulo e expulsos pelo decreto de 2 de março de 1936,
embarcando no porto de Santos no vapor francês “Aurigny” em 14 de
Abril de 1936. Não se menciona, a não ser a Europa, como o destino
dos dois.
Outro amigo de
Yoske era Rubens Gotlib ou Gotlieb Ruwin que saíra de Pinsk, Polônia
em 22 de fevereiro de 1928, chegara ao Brasil, provavelmente em 23
de julho de 1928; e tivera seu passaporte carimbado pelo Consulado
Brasileiro em Varsóvia, pela Sociedade Beneficente Israelita Ezra de
Proteção aos Imigrantes e pela Agência Oficial de Colocação do
Departamento Estadual de Trabalho de São Paulo em 1 de agosto de
1930.
Provavelmente
existia algum elo ligando Rubens Gotlib a Nicolau Smoritchersky, e
Ernest Yoske pois o segundo foi preso em São Paulo, e expulso
através do decreto de 30 de março juntamente, entre outros, com
Gotlib.
Segundo depoimento de José
Rodrigues Cró Filho à polícia paulista, em 14 de maio de 1936,
Ernest Yoske freqüentava reuniões realizadas na casa de Rubens
Gotlib. Na prisão, Yoske, teria sofrido torturas.
Foi expulso no
navio Bagé, saído do Brasil em 15 de julho de 1936, com a idade de
38 anos para a Alemanha nazista (Hamburgo) onde seria provavelmente
preso por ser comunista e judeu. Foi salvo no porto de Havre, no
mesmo incidente descrito no caso de Rubens Goldenberg, Joseph
Fridman, David Lerer, Motel Gleizer, Nicolau Smoritchersky, Waldemar
Gutnik e Henoch Zwirblanaky .quando os operários franceses, avisados
do Brasil, por militantes comunistas, retiraram, a força, após
ruidosa manifestação, os expulsos brasileiros, do navio. Battibugli
atribui a Yoske, neste episódio, a remessa pela escotilha do navio
de um pedido de socorro vazado nos seguintes termos: “Eu sou um
prisioneiro político vindo do Brasil. Vou ser entregue a Hitler. Me
ajudem, eu imploro”.
De lá, da França, foi combater na guerra civil espanhola, onde se
integrou às Brigadas lá chegando ao final de maio de 1937.
O Partido
Comunista do Brasil e o aparato comunista na Espanha, porém, tinham
dúvidas sobre as tendências ideológicas de Ernest Yoske.
Em 8 de agosto de 1937 o Partido Comunista da França comunicou ao
Partido Comunista Espanhol o endereço de Ioske em Albacete, pedindo
para que se fizesse tudo para ajudar camaradas brasileiros, exceto
Ioske, e Ebjerv Bajnerman,um barbeiro polonês, que fora residente em
São Paulo, suspeitos de simpatias e atividades trotskistas, embora
houvessem feito autocrítica, pois supostamente tentaram viajar para
o México (lugar do exílio final de Trotsky) o que demonstraria
persistência ideológica anteriores. Yoske parece que teve êxito em
superar estas restrições pois segundo documentação dos arquivos em
Moscou, no início de 1938, o Comissariado de Guerra das Brigadas
Internacionais em Barcelona nada reportou a não ser sua intenção de
se estabelecer no Chile ou México.
Esta ficha de repatriação
foi o último parecer oficial do PCE sobre a conduta dos voluntários
estrangeiros e demonstra a importância dada, entre os brigadistas,
ao trabalho político, além da atuação militar,. A análise do
combatente militar era menos detalhada que a biografia de
militância, mas tinha o mesmo objetivo: analisar a conduta política
dos voluntários.
Na retirada
para a França, já quarentão, Yoske foi internado com os demais
brigadistas no campo de Argelès sur Mer e mais tarde de Gurs nos
Baixos Pirineus; mais tarde, ele veio a fugir, mas permaneceu na
França, onde se incorporou aos grupos de resistência antinazista.
composto por estrangeiros intitulado Main-d'oeuvre immigrée, mão de
obra imigrada (FTP-MOI) que na realidade se compunha de antigos
combatentes brigadistas da Espanha, evadidos dos campos de
internamento franceses e muitos judeus originários da Polônia, e
mais, húngaros, romenos, e pessoal proveniente da Europa Central.
Dos jovens judeus destes grupos muitos estavam distanciados de seus
laços familiares pois tinham se deslocado a Paris para estudar em
virtude do numerus-clausus existentes em seus países de origem e
após a invasão alemã, se engajaram na resistência antinazista.
Em 4 de abril
de 1944, o governo de Vichy, além de promover fuzilamentos de
militantes FTP-MOI, presos ou ainda internados desde o fim da guerra
civil espanhola em seus campos, encetou a deportação de 900 outros
para os campos de concentração e de morte nazistas, sob pretexto
xenófobo e racista de que a Resistência seria ato de estrangeiros
comunistas. Esta última ou uma das últimas levas foi embarcada, em 2
de julho de 1944, a partir de Toulouse e pelo sul da França,
enviados a Dachau no chamado trem fantasma, “Train fantôme”, o
último comboio da morte, citado por Apolônio de Carvalho e que
poderia ter sido detido pelas forças aliadas, segundo testemunhos de
época.
Apolônio
Carvalho, baseado em relatos dos sobreviventes judeus Charles
Michalak e os irmãos Claude e Raymon Levy, cita que, preso no
sudoeste da França, Yoske foi trasladado em vagões de gado, os
“comboios da morte”, rumo aos campos de extermínio do leste europeu.
Na viagem, colegas de infortúnio, elaboraram planos de fuga
deixando-se deslizar através das frestas abertas no piso de madeira
do vagão nos trilhos da ferrovia. Alguns se salvaram mas Ernest,
ajudando os fugitivos, não se incorporou a empreitada final, fato
lamentado e estranhado, visto a audácia e racionalidade positiva que
ressalta em Yoske
. Yoske veio a morrer no
campo de concentração alemão, Dachau, em circunstâncias não
elucidadas.
Mencionado no
pequeno histórico de Ernest Yoske temos a referência ao barbeiro
polonês Ejber Bajnerman, como combatente na Espanha e suspeito de
trotskismo, citado como residente em São Paulo e também preso e
expulso em 13 de junho de 1936, .com destino à Varsóvia após o
levante de 1935.
Pela vertente
feminina apresenta-se a singular figura de Ida Sasam, (talvez Ida
Sasson ou
Ida Sazan),
codinome Elena
Chazanaite, que em 1909, já era membro do PC lituano..
Imigrou
para o Brasil na década de 30, época em que se filiou ao PCB.
Trabalhava como operária
costureira
numa indústria têxtil e era filiada ao sindicato dos alfaiates e
costureiros. Segundo a própria Sasam, possuía instrução primária e
instrução política mediana. Conhecia os idiomas lituano, russo,
alemão, polaco, letão, iídiche e português. Militava
no Socorro Vermelho Internacional.
Não participou da frente de
batalha na Guerra Civil espanhola. mas deu sua contribuição,
trabalhando em hospitais na retaguarda. Na Espanha, filiou-se também
ao PCE.
Podem existir,
fora os aqui mencionados, soldados ainda desconhecidos, judeus
saídos do Brasil que participaram e morreram na luta antifascista
na Espanha e na França dos quais ainda sequer sabemos os nomes. Como
conclusão fica a sugestão de retirá-los do anonimato, de suas
possíveis covas rasas e mesmo resgatar suas cinzas e dar-lhes como
lápide definitiva, uma memória.
http://www.ceveh.com.br/biblioteca/teses/ta/ta-t-15.htm#fnB86.
Thaís Batttibuglia Militância Antifascista: Comunistas
Brasileiros na Guerra Civil Espanhola (1936-1939).Dissertação
apresentada ao Departamento de História da Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São
Paulo, para a obtenção do título de Mestre em História.
Orientador: Orientador: Prof. Dr. José Carlos Sebe Bom Meihy,
São Paulo, 2000.
http://www.ceveh.com.br/biblioteca/teses/ta/ta-t-15.htm#fnB86.
Thaís Batttibuglia Militância Antifascista:
Comunistas Brasileiros na Guerra Civil Espanhola (1936-1939).
Dissertação apresentada ao Departamento de História da Faculdade
de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São
Paulo, para a obtenção do título de Mestre em História.
Orientador: Prof. Dr. José Carlos Sebe Bom Meihy, São Paulo,
2000.
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