|
Por ALEXANDER
MEIRELES DA SILVA Doutorando
em Literatura Comparada (UFRJ). Mestre em Literaturas de Língua
Inglesa (UERJ). Professor Titular de Literaturas de Língua
Inglesa da FEUDUC (Fundação Educacional de Duque de Caxias -
Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Duque de Caxias) e
de Língua Inglesa e Literaturas correspondentes da UNIG
(Universidade Iguaçu).
|
|
O
conto de fada e a problemática do pertencimento social
Se
há uma característica que vem marcando o processo de
desenvolvimento da civilização desde o seu início é a idéia de
que, para existir, a sociedade depende da integração do homem com
seu meio. Essa ênfase ao pertencimento social é decorrente dos vários
elementos que ameaçavam constantemente a integridade dos grupos
humanos no passado, tais como: guerras, pestes e invasões
estrangeiras. Essa necessidade de coesão social fomentou a criação
de narrativas que gradativamente ajudaram a cristalizar um sistema
de idéias sobre a expectativa da sociedade em relação ao papel
social do indivíduo. Nesse sistema, o ‘Outro’ é aquele que,
deliberadamente ou não, se encontra isolado do convívio com seus
semelhantes, ou não compartilha dos mesmos costumes. Nesta condição,
ele se torna o desvio a ser evitado, o exemplo do negativo e do
perigoso. Conforme será visto a seguir, dentre as várias formas de
criação de narrativas, o conto de fada também se
utiliza significativamente da imagem de ameaça que o ‘Outro’
representaria para a integridade da sociedade. A fim de desenvolver
e exemplificar tal idéia, este artigo discutirá como o conto de
fada “Chapeuzinho Vermelho” funda sua forma num discurso
legitimador da integração social através das personagens do lobo
e da avó.
A
edição do conto de fada, tal como o conhecemos hoje,
surge na França de fins do século XVII sob iniciativa de Charles
Perrault(1628-1703). Ao contrário do que possa ser pensado,
Perrault não criou as narrativas de seus contos, mas as editou para
que estas se adequassem à audiência da corte do rei Luís
XIV(1638-1715). Foram as narrativas folclóricas contadas pelos
camponeses, governantas e serventes que forneceram a matéria-prima
para estes contos. Apesar do distanciamento da camada popular e do
desprezo pela sua cultura, a classe nobre conhecia tais narrativas
através do inevitável contato por meio do comércio ou pela presença
das governantas e outros serviçais em suas residências. Após
coletar tais narrativas, Charles Perrault eliminou o quanto pôde as
passagens obscenas ou repugnantes que continham incesto, sexo grupal
e canibalismo, para manter o seu apelo literário junto aos salões
letrados parisienses. Assim, veio a público as “Histórias
ou contos do tempo passado, com suas moralidades: Contos de Mãe
Gansa”(1697), dando forma editorial para “A Bela
Adormecida no Bosque”, “Chapeuzinho Vermelho”, “O
Gato de Botas”, “As Fadas”, “A Gata
Borralheira”, “Henrique do Topete” e “O
Pequeno Polegar”. Portanto, antes de ter sido voltado para as
crianças, o conto de fada foi originalmente criado
tendo-se em mente os leitores adultos.(COELHO, 1997: p.35)
Dois
fatores principais podem ser apontados para ajudar a esclarecer a
transferência dos contos de fadas do universo adulto para o
infantil. O primeiro é que, até o século XVII, a criança não
era percebida como um ser socialmente distinto do adulto. Ela
compartilhava com os adultos o mesmo tipo de roupa, os cômodos, o
trabalho e também os ambientes sociais.(SHAVIT, 1999:p.317) Assim,
circulando entre adultos, as crianças entravam em contato com os
contos de fadas e invariavelmente se sentiam atraídas para o seu
universo imaginativo. Cabe destacar também o papel-chave que as
governantas, vindas da camada popular, desempenharam nesse processo
ao contarem as narrativas folclóricas para os filhos dos nobres que
ficavam aos seus cuidados. O exemplo desta importância está na
capa da primeira edição de “Contos da Mãe Gansa”,
em que Perrault mostra uma senhora idosa contando estórias para
crianças ao pé da lareira.
A
partir de meados do século XVII – e gradativamente até o século
XIX –, a Revolução Industrial, a diminuição da mortalidade
infantil e o aumento da expectativa de vida contribuíram para o
desenvolvimento da noção social de infância. Uma vez configurada
socialmente a criança, a Igreja, os moralistas e os pedagogos
perceberam o potencial educativo e disciplinador dos contos. Aqui
reside o segundo ponto da ligação das crianças com os contos de
fadas: a exemplaridade. Em todos estas estórias havia
a intenção de se transmitir determinados valores ou padrões a
serem respeitados pela comunidade ou incorporados pelo comportamento
de cada indivíduo. É por esta razão que até hoje se vê o conto
de fada mais como um instrumento pedagógico do que como uma arte
literária. Dentre os muitos valores transmitidos, aqueles
relacionados à noção de pertencimento social
ocuparam lugar de destaque, o que é facilmente exemplificado através
do conto de fada “Chapeuzinho Vermelho”.
“No
que você pensa quando vê alguém de vermelho carregando um
cesto?” (WILSON, 1993: p. 271), instiga a escritora canadense
Margaret Atwood ao referir-se à ilustração da capa de seu romance
“A história da Aia’(1985), em que se vê uma figura
feminina com vestido vermelho carregando uma cesta. Efetivamente, a
estória da menina que carrega uma cesta com comida para a casa da
avó e encontra o lobo mal enraizou-se na cultura ocidental,
dispensando qualquer apresentação. No entanto, não se pode
esquecer que a versão literária mais conhecida atualmente deste
conto de fada é a dos irmãos Grimm, publicada em “Contos
da infância e do lar”(1813-15). Diferentemene do conto de
Perrault, que termina com Chapeuzinho Vermelho sendo devorada pelo
lobo, a estória dos irmãos Grimm acrescenta a figura de um
caçador que resgata, intactas, Chapeuzinho e a avó da barriga do
lobo. Apesar dessas diferenças, ambos os contos são
prioritariamente lidos como um alerta para as crianças sobre as
conseqüências de desobedecerem às ordens dos pais. No entanto,
mais importante do que as particularidades entre tais versões, é o
fato de que, ao contrário de outros contos de fadas cujas raízes
folclóricas se perdem nas brumas do tempo, “Chapeuzinho
Vermelho” apresenta elementos que permitem pensar sua
genealogia. O lobo é a chave para se perceber em “Chapeuzinho
Vermelho” um discurso legitimador da integração social.
Diferentemente
de outros vilões dos contos de fadas que são ligados ao mágico
(bruxas, ogros, trolls, gigantes e duendes), o lobo que encontra
Chapeuzinho no meio da floresta é uma fera real. Portanto, lugar do
bestial ou da transgressão, a floresta era tida como a habitação
dos seres banidos da companhia humana. Nesse sentido, “Chapeuzinho
Vermelho” subverte a atmosfera de fantasia dos contos de
fadas, sugerindo que a estória pode ter se originado relativamente
tarde (na Idade Média), como um conto admonitório que advertia as
pessoas para os perigos da floresta, incluindo aí seus predadores,
e da importância de se manter a comunidade unida, especialmente no
inverno, quando a escassez de comida levava os lobos a atacarem com
mais freqüência os camponeses. Como explica Paul Barber, os lobos
sempre foram vistos como comedores de homens.(BARBER, 1988: p.94) Além
de se postar como um símbolo das ameaças da floresta, em contraste
com a segurança proporcionada pelo convívio social, a personagem
do lobo adquire um significado que ultrapassa sua função no texto
se a considerarmos como a representação mais temida do ‘Outro’
do período compreendido entre os séculos XVI e XVIII: o lobisomem.
“A
menina partiu. Na encruzilhada encontrou um lobo, que perguntou:
‘Para onde está indo?’”(TATAR, 2002:p.334). “A história
da Avó”, de onde a citação anterior provém, é uma versão
anônima de 1885 do conto “Chapeuzinho Vermelho”,
coletada pelo folclorista francês Paul Delarue, sendo considerada
por muitos estudiosos como uma das narrativas folclóricas mais próximas
da tradição oral que precedeu Perrault, e que o teria auxiliado na
composição de seu conto de fada. Neste pequeno trecho,
encontram-se dois elementos indicadores de que, nas antigas versões
orais, o vilão de “Chapeuzinho Vermelho” poderia ser, na
verdade, o lobisomem folclórico: a habilidade de fala e
a encruzilhada.
Sendo
o único elemento que realmente se remete ao universo fantástico
dos contos de fadas, a habilidade de fala do lobo pode também ser
lida como uma indicação de que a fera que está espreitando a
menina do capuz vermelho é o temido lobisomem. Ao contrário da
imagem criada e veiculada pelo cinema –na qual o lobisomem é um
ser de forma híbrida que anda em duas pernas como o homem, mas
possui feições de lobo–, o lobisomem folclórico não passava de
um ser humano que ora assumia a forma de um lobo normal, ora
a alma possuía o corpo de um lobo ou era acometido por
uma insanidade ou doença que o levava a apresentar uma fúria
animalesca.(BARING-GOULD,2003:pp.17-20) Nestes três casos, o
lobisomem ainda poderia manter sua capacidade de comunicação, o
que apenas servia para denunciar sua condição sobrenatural. Mas se
o modo da transformação poderia variar, o locus desta era
bastante definido: a encruzilhada. Era neste local que
a pessoa tanto se transformava em lobo quanto retornava para
reassumir a forma humana. A encruzilhada, onde ocorre o primeiro
encontro de Chapeuzinho Vermelho na versão oral de Paul Delarue e
na versão de Perrault (próxima da narrativa folclórica), é de
fato um dos elementos mais constantes relacionado ao folclore do
lobisomem, sendo citada desde a Roma Antiga até os dias de hoje no
interior do Brasil(CASCUDO, 1983: p.158), fato este que reforça a
conexão da personagem do conto de fada com a besta folclórica.
Não
se pode deixar de notar no folclore do lobisomem a advertência àqueles
que, buscando destacar-se de seus semelhantes, infringiam e ameaçavam
a ordem social. No entanto, outro fator que liga a figura do
lobisomem à alteridade remonta à queda do Império Romano, quando
a Europa mediterrânea passou a ser assolada pelas invasões nórdicas.
Entre os antigos nórdicos, era costume que certos guerreiros
vestissem as peles das feras que haviam abatido, o que lhes dava um
ar de ferocidade, calculado para incutir o terror nos corações dos
inimigos. Estes guerreiros – chamados de berserkir – eram
objetos de aversão e terror entre os habitantes das terras
invadidas, já que eles pilhavam, destruíam e matavam tudo em seu
caminho, não respeitando igrejas, governos ou a idade e sexo de
suas vítimas. Nesse sentido, é perfeitamente possível que a
superstição tenha se difundido devido ao medo popular destes nômades
vestidos com pele de lobo e urso, acreditando-se que estivessem imbuídos
com a força das feras, cujas peles vestiam.(BARING-GOULD,2003:p.33)
As
sucessivas invasões bárbaras penetraram fundo na psique dos
europeus, gerando um estado de profundo temor do estrangeiro nômade,
ou seja, de todos aqueles que não pertenciam a um lugar fixo e
integrado a uma comunidade. Contribuiu também para este medo do
‘Outro’ e do desenvolvimento da imagem do lobisomem o fato de
que este estrangeiro, muitas vezes apenas por não ser cristão,
recusava-se a inclinar-se diante da cruz, algo que para os olhos do
camponês cristianizado era considerado sinal de pacto com o diabo.
Como lembra Georges Duby, durante a Idade Média, não é necessário
ir muito longe para se sentir estrangeiro. No entanto, não se pode
esquecer que há também o estrangeiro absoluto, ou
seja, aquele que não pertence à comunidade cristã: o pagão, o
judeu, o muçulmano.(DUBY, 1995:pp.62-63) Portanto, não é por
acaso que os vilões dos contos de fadas considerados hoje “clássicos”
são geralmente representados como ‘Outro’: a bruxa de “João
e Maria” mora na floresta e é estereotipada como judia; o
Barba Azul é geralmente representado como um muçulmano e mora num
lugar afastado e sombrio.(SILVA, 2004:p.8) Além do pagão, do judeu
e do muçulmano, também o eremita era objeto de temor e perseguição,
pois sua condição anacoreta é a antípoda da coesão social.
Uma
pergunta que talvez possa ocorrer sobre “Chapeuzinho
Vermelho” na mente de um leitor adulto é: Por que uma senhora
idosa e doente como a avó de Chapeuzinho Vermelho estaria morando
em uma casa distante, no meio de uma floresta, e cercada de lobos? A
resposta talvez seja: porque ela também é um lobo. Esta leitura da
personagem da avó como um lobisomem é possível se mais uma vez
nos atermos aos elementos folclóricos contidos nas versões de
Perrault e dos irmãos Grimm. Em ambas as versões, a mãe de
Chapeuzinho pede que a filha leve uma cesta com alimentos para a avó,
pois, nas palavras da mãe: “me disseram que [a avó] está
doente”(PERRAULT, 2002: p.336) A menção logo no início da
narrativa da condição física da avó é relevante se
considerarmos que a licantropia – a mudança de homem ou mulher
para a forma de um lobo – já havia sido considerada uma doença
desde finais da Idade Média. De fato, até hoje no interior do
Brasil se olham as pessoas com anemia profunda (‘amarelas’ no
linguajar popular), ou com tuberculose, com certa suspeita. Tais
enfermos são possíveis candidatos a
lobisomens.(CASCUDO,1983:p.156) A melancolia excessiva também era
tida como uma das causas que poderiam levar alguém a se transformar
nestes seres fantásticos. É interessante imaginar que, nas antigas
narrativas orais, a simples menção do estado de saúde da avó no
começo da estória já serviria de ‘indício’ para prender a
atenção do público ouvinte até o momento de confirmação da
‘doença’ da avó.
Outro
fator que evidencia a proposta de licantropia da avó é o local de
sua moradia. Apesar de Perrault situar a casa da avó “numa outra
aldeia”(PERRAULT, 2002:p.336), a versão dos irmãos Grimm não
deixa dúvidas: “Sua avó morava lá no meio da mata”(GRIMM,
2002:p.30). Durante a Idade Média e nos séculos seguintes,
considerando o preconceito social contra qualquer um que decidisse
pela vida na floresta, pode-se propor que o modo de vida da
personagem é algo derivado de uma condição física que a
impossibilitaria de manter convívio contínuo com outras pessoas
– o mesmo destino reservado aos leprosos, loucos e demais
marginalizados, que eram isolados
da sociedade.
Talvez
a principal situação que liga a vovozinha ao lobisomem transcorra
quando Chapeuzinho Vermelho chega ao seu destino e encontra o lobo
na cama da avó, fazendo-se passar por ela. A versão dos irmãos
Grimm diz: “Lá estava sua avó, deitada, com a touca puxada para
cima do rosto. Parecia muito esquisita.”(GRIMM,2002:p.33) Embora
em todas as versões fique claro que o lobo mata e devora a avó, a
simulação que o lobo faz para se passar pela senhora cria uma
justaposição dos personagens que possivelmente estaria presente em
alguma narrativa oral de um tempo em que o lobo e a avó eram um único
ser. Nesse sentido, a estranheza de Chapeuzinho em perceber o ser
debaixo do cobertor como sua avó adquire um novo significado.
Talvez ela saiba que quem está na cama é sua avó, mas como deverá
agir? A avó na forma lupina lembrar-se-á da neta?
Como
tantos outros contos de fadas, é difícil precisar as origens de “Chapeuzinho
Vermelho”, mas sua função é clara: servir para as pessoas
como uma fonte de aprendizado sobre o mundo e seus perigos. A advertência
sobre os perigos do isolamento social não se esgota aqui, como
demonstram as contínuas pesquisas e descobertas na área das
narrativas folclóricas. Há, por exemplo, uma estória Latina de
Egberto de Lièges, chamada Fecunda ratis (1023), na qual uma
menininha é descoberta na companhia dos lobos. A menina usa uma
manta vermelha de grande importância para ela. Será que a própria
Chapeuzinho, com seu manto cor de sangue, não seria também um
lobisomem?
Referências
Bibliográficas:
“A
HISTÓRIA DA AVÓ”. In: TATAR, Maria. (ed.) Contos de fadas.
Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 2002, pp. 334-335.
BARBER,
Paul. Vampires, burial and death. New York:
Yale University Press, 1988.
BARING-GOULD,
Sabine. Lobisomem: um tratado sobre casos de licantropia.
Trad. Fernanda M. V. de Azevedo Rossi. São Paulo: Madras, 2003.
BETTELHEIM,
Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Trad.
Arlene Caetano. 9ed. São Paulo: Paz e Terra, 1992.
CASCUDO,
Luis da Camara. “Lobisomem”. In: ---. Geografia dos mitos
brasileiros. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1983,
pp. 145-162.
COELHO,
Nelly Novaes. Literatura infantil. 6ed. São
Paulo: Editora Ática, 1997.
DUBY,
Georges. “O medo do outro”. In: ---. Ano 1000, ano 2000:
na pista de nossos medos. Trad. Eugênio Michel da
Silva. São Paulo: Editora Unesp, 1998, pp. 49-75.
FISKE,
John. “Werewolves and swan-maidens”. In: ---. Myths and
myth makers. London: Random House, 1996, pp. 69-103.
GRIMM,
Irmãos. “Chapeuzinho Vermelho”. In: TATAR, Maria (ed.). Contos
de fadas. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002, pp. 30-36.
KAPPLER,
Claude. Monstros, demônios e encantamentos no fim da Idade Média.
Trad. Ivone Castilho Benedetti. São Paulo: Martins Fontes,
1994.
PERRAULT,
Charles. “Chapeuzinho vermelho”. In: TATAR, Maria. (ed.) Contos
de fadas. Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002, pp. 336-338.
SHAVIT,
Zohar. “The concept of childhood and children’s folktales: test
case – ‘little red riding hood’”. In: TATAR, Maria. (ed.) The
classic fairy tales: a norton critical edition. New
York: W. W. Norton & Company Inc, 1999, pp. 317-332.
SILVA,
Alexander Meireles. ““O Barba Azul”: conto de fadas ou conto gótico?””.
Revista Eletrônica do Instituto de Humanidades nº 9.
(Abril-Junho). Artigo 3. Rio de Janeiro: UNIGRANRIO, 2004, p.
1-10. Disponível na Internet em www.unigranrio.com.br/letras/revista/numero9.htm
TATAR,
Maria. Contos de fadas. Trad. Maria Luiza X. de
A. Borges. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002.
------.
“Introduction”. In: ---. (ed.) The classic fairy tales:
a norton critical edition. New York: W. W. Norton
& Company Inc, 1999, pp. ix-xviii.
WARNER,
Marina. From the beast to the blonde: on fairy tales and their
tellers. New York: The Noonday Press, 1999.
WILSON,
Sharon Rose. Margaret Atwood`s fairy-tale sexual politics.
MississipiUniversity Press of Mississipi, 1993.
ZIPES,
Jack. When dreams come true: classical fairy tales and their
tradition. NewYork: Routledge, 1999.
|
|

|