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Governo
Eletrônico no Brasil
Governo
eletrônico é uma tendência global. Governos de todo o mundo têm
concentrado esforços no desenvolvimento de políticas e definições
de padrões em termos de tecnologias da informação e comunicação,
comumente chamadas de TIC’s, visando construir uma arquitetura
interoperável a fim de munir os cidadãos com acesso a informações
e serviços.
Nesse
sentido, tecnologias da informação(TI) têm sido empregadas por
governos a nível mundial nas esferas municipal, estadual e federal.
A aplicação da TI no provimento de acesso a informações e serviços
é denominada de governo eletrônico (ou governo digital como um
conceito mais amplo). Vale observar que a maioria dos governos, que
têm empreendido esforços para construir um governo eletrônico,
visam:
-
Ação
pública direcionada ao cidadão
-
Oferta
de meios de acesso a informações e serviços
-
Organização
das informações dentro dos órgãos do governo
-
Troca
de informações entre as várias esferas do governo
-
Suporte
a interoperabilidade
Dentro
desse contexto, um aspecto chave para o sucesso de qualquer governo
eletrônico é a interoperabilidade. Embora seja fundamental o
suporte à organização e troca de informações entre os diversos
órgãos do governo, é de suma importância considerar a
interoperabilidade a qual leva em conta:
-
Existência
de sistemas legados
-
Diversidade
de plataformas de hardware e software instaladas
-
Multiplicidade
de produtos e componentes utilizadas nos órgãos
O
governo brasileiro, preocupado com essas questões, está com uma
iniciativa, sob a coordenação da Secretaria de Logística e
Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Instituto
Nacional de Tecnologia da Informação da Presidência da República
e SERPRO, visando definir os Padrões de Interoperabilidade de
Governo Eletrônico, chamada de Arquitetura e-PING. O leitor
poderá encontrar informações no site http://www.eping.e.gov.br/.
Objetivando obter contribuições e sugestões de toda sociedade, o
Governo Lula submeteu à consulta pública, desde 1 de Junho de
2004, a versão 0 da Arquitetura e-PING. Esta iniciativa do governo
federal encontra-se disponibilizada no site http://www.governoeletronico.e.gov.br/consultas/consultas/dsp_dadosconsulta.wsp?tmp.id=15.
Aliado
a esse esforço o Ministério do Planejamento em parceria com a Agência
Interamericana de Cooperação para o Desenvolvimento da Organização
dos Estados Americanos (IACD/EOA) promoveu em Brasília, no período
de 10 a 12 de Maio de 2004, o Seminário Internacional “Experiências
de Governo Eletrônico no Brasil”, que contou com a participação
de representantes e coordenadores de e-gov de 16 países
latinos-americanos, conforme divulgado pelo referido ministério.
Na ocasião, os participantes tiveram a oportunidade de conhecer a
política brasileira de software livre e diversos outros programas
de governo eletrônico desenvolvidos no país, como o infovia Br@sil,
comprasnet, receitanet, prevnet, votação eletrônica e certificação
digital.
Do
exposto acima, vale destacar que as aplicações da tecnologia da
informação a serviços dos governos podem ser enquadradas em três
categorias:
-
Acesso
à informação
-
Participação
de cidadãos
-
Serviços
de transação
Nesse
sentido, observa-se que nosso governo tem buscado atender essas
categorias através de seus programas, entretanto para que maioria
da população possa beneficiar-se destes recursos, os pilares da
inclusão digital, discutidos em
http://www.espacoacademico.com.br/024/24amsf.htm,
não podem ser desconsiderados.
Aos
leitores interessados neste tópico, sugerimos visitar os sites
abaixo: http://www.governoeletronico.gov.br/governoeletronico/index.html
http://federativo.bndes.gov.br/destaques/egov/egov_inclusao.htm
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