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Por PAULO ROBERTO DE ALMEIDA
Doutor
em Ciências Sociais, diplomata, autor de vários trabalhos sobre
relações internacionais e política externa do Brasil
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Queremos
um Outro Brasil?: nós também, mas sustentável...
algumas
considerações sobre propostas econômicas ditas “alternativas”
As
demandas efetuadas, atualmente e no passado recente, por grupos de
parlamentares e de militantes do PT, bem como por representantes de
outros movimentos sociais e políticos, em favor de mudanças na
atual política econômica do governo Lula, apresentam sérias
dificuldades para sua implementação prática, isto é, sem risco e
a um menor custo do que a manutenção das linhas em vigor. Da mesma
forma, as propostas do PMDB, emitidas em março de 2004, não
apresentam a consistência necessária com o atual momento da
conjuntura econômica e política.
O
presente texto, de caráter expositivo e dissertativo, destina-se a
comentar e avaliar criticamente o conjunto de “propostas” que
emergiu no período recente, como resultado de reuniões de membros
do PT identificados com uma alegada “oposição de esquerda”,
bem como do núcleo dirigente do PMDB. Desde já, e a partir de
observações críticas às propostas do PT e do PMDB que serão
feitas neste trabalho, considero que algumas delas são redundantes,
e outras de difícil implementação.
Como
tem sido observado de maneira recorrente nos últimos meses, tornou
a erguer-se o coro de reclamações e de demandas de mudança em
relação à política econômica do governo federal, por parte de
grupos ou movimentos carentes de ampla audiência nacional, mas
aparentemente também carentes de idéias inovadoras nessa área.
Refiro-me,
em especial, às diferentes propostas efetuadas por membros do PT
– reunidos em seminário em São Paulo no dia 21.03 – e pelo
PMDB, que conta com maiores bases político-partidárias – em nota
divulgada por sua executiva nacional em 24.03 –, mas deixo de
considerar aqui o teor da declaração política aprovada pelo próprio
PT em 5 de março de 2004. Este último documento recomendou, tão
somente e para o próprio partido, mas não necessariamente para o
governo, “mudanças na política econômica necessárias à
implantação e consolidação de todos os nossos programas sociais,
econômicos e administrativos e de desenvolvimento” que o partido
vinha preconizando no período recente, mas ele não adentra,
contudo, no detalhamento de medidas de política econômica que
seriam necessárias para atingir aqueles objetivos, como é
efetuado, em contrapartida, naqueles documentos referidos acima.
Seminário
de membros do PT em São Paulo, em 21.03.2004
No
primeiro caso, tratou-se de um grupo de 15 deputados federais, 12
estaduais e de algumas dezenas de vereadores petistas de todo o País
que tenta consolidar-se enquanto movimento organizado, dentro do
partido, para influenciar ou mesmo mudar a política econômica do
governo. A eles juntaram-se, no seminário, acadêmicos que poderiam
ser considerados de “oposição de esquerda” – ou como tal
identificados nos meios de comunicação, mas que constituem, na
verdade, formuladores teóricos de políticas ditas
“alternativas” que não ostentam, de fato, qualquer experiência
executiva ou simplesmente administrativa. A presença de um certo número
de militantes – várias centenas – pode deixar a impressão de
apoio extensivo às suas propostas, mas na verdade a representação
pode ser considerada como carente de maiores bases na sociedade ou
na opinião pública.
O
que, exatamente, foi demandado pelos militantes do PT no seminário
de São Paulo? Transcrevo as propostas e acrescento em seguida meus
comentários.
1-
Rever a política cambial e reforçar as reservas em moeda
internacional, garantindo maior capacidade de negociação externa e
diminuindo a vulnerabilidade da economia;
PRA:
A política cambial, que corresponde à mesma seguida por 95% de
membros do FMI, não necessita de revisão, uma vez que o regime de
flutuação – com intervenções pontuais por parte das
autoridades monetárias, Tesouro e BC, em caso de necessidade –
conforma a melhor opção que um país como o Brasil poderia
desejar. Qualquer outro regime – de administração de bandas ou
de âncora nominal, ou mesmo de flutuação declaradamente
“suja” – poderia trazer mais custos do que benefícios ao País,
dado o nível reconhecidamente baixo das reservas em divisas e os
limites ainda remanescentes à plena conversibilidade monetária.
Quanto
ao reforço das reservas, trata-se de recomendação positiva, e o
BC já vem operando de maneira discreta no mercado, acumulando
divisas em volume superior ao ritmo estrito das movimentações
cambiais por ele mesmo efetuadas. Reservas não são normalmente
utilizadas para “negociação externa”, mas tão simplesmente
para permitir alterações mais importantes dos diferentes
componentes do balanço de pagamentos, em especial em sua componente
diretamente financeira. A diminuição da vulnerabilidade da
economia não decorre tão simplesmente de um determinado volume de
divisas – variável segundo os casos concretos – mas
geralmente se dá em função de patamares bem mais significativos
de intercâmbios globais, com ênfase nos fluxos conjuntos de
exportação e de importação, bem como na absorção de um maior
volume de investimentos diretos estrangeiros.
2-
Redução drástica do superávit primário, garantindo mais
recursos para investimentos;
PRA:
Seria a fórmula mais direta e mais segura de produzir um pequeno
impulso – um “soluço” – de crescimento no curto prazo,
seguido de fuga de capitais, aumento na taxa de risco-país no
exterior, possível deterioração cambial e provável repique
inflacionário. Esses “economistas” não parecem se dar conta de
que o superávit primário de 4,25% do PIB não corresponde, de
fato, a uma “poupança” do Estado, mas mais precisamente a uma
“não-gastança” que não chega a cobrir os requerimentos do
serviço da dívida interna. Os juros pagos pela dívida pública
acumulada correspondem a cerca de 8% do PIB, com o que a “não-gastança”
estatal se converte, na verdade, em déficit nominal de 3,75% do
PIB, que deve ser coberto de alguma forma, sob risco de colapso do
sistema público de financiamento corrente. Os investimentos só irão
aumentar em caso de crescimento sensível da taxa de poupança doméstica,
ou de fortes transferências a partir do exterior, ambos os
movimentos de ocorrência aleatória hoje em dia.
Os
recursos para investimento aparecerão quando o Estado deixar de ser
o “despoupador líquido” de recursos, que ele é hoje e nos últimos
anos, e converter-se em uma das fontes de redirecionamento da poupança
doméstica. O superávit primário, no entanto, precisaria crescer
até o nível de 7 ou 8% nominais, com o que a taxa de juros também
despencaria para patamares bem mais razoáveis.
3-
Redução acentuada da taxa de juros de forma a alcançar
rapidamente o patamar de um dígito;
PRA:
Essa redução também está ligada ao movimento descrito
anteriormente, isto é, que o Estado deixe de consumir recursos
importantes do público (que normalmente seriam destinados a consumo
ou investimento) com gastos puramente financeiros, que requerem essa
destinação dado o estoque de dívida acumulada e os déficits
nominais ainda registrados. Os juros só são elevados nas proporções
conhecidas no Brasil devido aos excessos de gastos e saldos a
descoberto operados no passado recente. O “superávit” atual, na
verdade, esconde um déficit real ainda preocupante. Um superávit
nominal, ou real, permitirá baixar os juros a um dígito.
4-
Desindexar as tarifas públicas em relação ao dólar e
flexibilizar as metas de inflação que poderiam sair dos atuais
5,5% para 10%;
PRA:
Nem todas as tarifas públicas estão indexadas ao dólar, e ainda
que o estivessem, isso apenas expressaria a existência de um
indexador que não é, a priori, bom ou mau para a economia em seu
conjunto, pois isso depende de variáveis diversas que influenciam
no resultado final (como parece ser a atual fase de revalorização
do dólar nos mercados europeus, depois de acentuada queda nos últimos
meses de 2003). O tipo de contrato utilizado em várias das empresas
de serviços públicos funcionando em regime de concessão ou em um
sistema de livre iniciativa “monitorada”, prevê a adoção de
algum corretor nominal, que pode ser um índice de preços (cuja
trajetória pode ser mais danosa ao bolso do consumidor do que o
comportamento do dólar). Não parece razoável ao Estado interferir
de maneira arbitrária nos contratos existentes, aumentando a
insegurança e, portanto, o risco-prêmio para os contratadores de
novos empréstimos externos.
Quanto
à flexibilização do regime de metas de inflação, adotado pelo
Brasil desde fevereiro de 1999, ela pode ser tecnicamente
considerada, em seus méritos próprios, tanto no que se refere às
modalidades de cálculo, quanto aos “alvos” conjunturais
adotados pelas autoridades monetárias. Mas não parece ser razoável
um aumento de praticamente 100% no teto da meta inflacionária, uma
vez que não há nenhuma garantia de que esse objetivo seria contido
nos limites alternativos preferidos. Em qualquer hipótese, um
patamar de 10% para a inflação configura um quadro de incitamento
à revisão obrigatória e necessária de todos os contratos e
indicadores de remuneração, deslanchando assim a conhecida corrida
para a frente de “remarcações” e “recomposições” do
poder de compra que tanto infelicitou o Brasil num passado não
muito distante.
A
adoção ou aceitação de uma “pequena” inflação redundaria
naquela figura de estilo utilizada pelos economistas: não existe
“meia gravidez”, pois esta logo se revela uma gravidez completa.
Trata-se, assim, do maior desserviço que a política econômica
poderia fazer ao País na presente conjuntura, revertendo um quadro
que no passado revelou-se deplorável em termos de cálculo econômico
e sobretudo naquilo que representa de custos insuportáveis para os
detentores de baixos salários, incapazes de qualquer mecanismo de
defesa contra a alta de preços nos mercados de consumo.
5-
Rever o papel dos bancos públicos, favorecendo o microcrédito,
financiando a produção e reduzindo o spread bancário.
PRA:
Não parece haver maior problema com esse tipo de proposta, que
responde a critérios básicos de racionalidade instrumental. Apenas
deve-se observar que os bancos públicos não dominam o conjunto da
oferta de dinheiro existente na economia e que eles mesmos estão
submetidos a um comportamento compatível com o nível de risco
existente no sistema como um todo. O microcrédito é um poderoso
indutor de novas iniciativas entre os agentes econômicos e deve
portanto ser estimulado tanto quanto possível.
Quanto
à redução do spread
bancário, ele tem pouco a ver com o funcionamento dos bancos públicos,
dependendo bem mais do nível geral de tributação, da elevada
oligopolização existente no sistema bancário e da percepção
geral quanto aos níveis de risco aceitáveis para os agentes econômicos.
Uma parte, também, do problema está vinculada aos níveis de
recolhimentos obrigatórios impostos pelas autoridades monetárias
ao sistema bancário.
Uma
sexta proposta feita por economistas acadêmicos previa o controle
do fluxo de capitais, mas ela não dispunha, ainda, do necessário
consenso de todos para ser aprovada como recomendação formal.
Trata-se de outra sugestão contraproducente, na medida em que ela
provocaria, não a retenção de capitais escassos, mas a aceleração
da fuga de capitais já conhecida em outras épocas. Ela vinha
acompanhada de outras demandas por mais intervencionismo estatal, o
que é, de certa forma, compatível com a visão do mundo de seus
formuladores. Cabe ressaltar que, de todo modo, o Brasil não é um
país que ostente liberdade de movimentação de capitais, muito
pelo contrário: subsistem diversos mecanismos de retenção ou de
monitoramento dos ativos estrangeiros e de residentes nacionais. Uma
proposta alternativa seria a taxação flexível, o que já está
previsto na legislação – sob a forma de um imposto sobre operações
financeiras – e que pode ser utilizada em caso de necessidade.
Nota
da Executiva do PMDB, emitida em 24 de março de 2004
O
segundo conjunto de propostas políticas voltadas para a mudança da
política econômica veio de um partido aliado do governo, o PMBD.
Elas merecem, igualmente, exposição e exame crítico.
1-
Redução da carga tributária, sobretudo da pequena e média
empresa;
PRA:
Não há nada indefensável nesta proposta e ela deveria constituir,
em circunstâncias normais, objetivo prioritário do governo.
Ressalte-se que a micro e a pequena empresa já são contempladas
com sistema tributário simplificado, que reduz amplamente suas
obrigações fiscais. O objetivo é portanto meritório, ainda que
as condições para sua factibilidade não parecem reunidas, uma vez
que, seja o governo federal, sejam as instâncias estaduais e
municipais, não parecem estar prontas, neste momento, para iniciar
qualquer programa, de curto ou médio prazo, de redução da carga
tributária.
O
objetivo deveria constar, em todo caso, de um conjunto de metas
prioritárias do governo, a ser definido se possível desde já, e
implementado no médio e longo prazo.
2-
Correção da tabela do Imposto de Renda, para estimular o gasto da
classe média;
A
demanda é de certa forma justa, pois tratava-se de compromisso do
governo anterior que deveria ter sido cumprida neste, tendo sido
adiada por necessidades de caixa, inadiáveis, do governo. Essa
correção pode ser efetuada na presente sessão legislativa, de
modo a que o ano fiscal de 2005 contemple uma redução legítima e
mesmo bem vinda, do ponto de vista dos níveis de demanda agregada.
3-
Redução ordenada da taxa de juros com esforço efetivo de redução
do spread bancário, o que envolve uma atuação decidida dos bancos
públicos no abastecimento do crédito;
Esta
medida coincide com duas outras preconizadas por membros do PT no
seminário de 21.03, o que faz suspeitar de que os mesmos autores
(professores universitários) tenham estado em sua origem. A redução
dos juros, como se disse, depende de fatores não inteiramente sob
controle da autoridade monetária, tendo mais a ver com os níveis
de endividamento público e com o caráter ainda latente do Estado
como “despoupador” líquido de recursos da sociedade. Não se
concebe, por sua vez, como “uma atuação decidida dos bancos públicos”
possa determinar mudanças de real impacto na oferta de crédito na
economia, na medida em que esses bancos constituem apenas uma parte,
e não a mais importante, no mercado de capitais do Brasil. Alguma
sintonia fina é no entanto possível na direção indicada por esta
demanda.
4-
Definição clara de um programa de investimentos em
infra-estrutura, de um programa de habitação popular e para a
classe média, com grande impacto sobre o emprego e a renda;
Totalmente
meritórios e mesmo necessários esses programas, apenas dependentes
de recursos que não podem ser injetados na economia real pelo setor
público, hoje dotado de modestíssima capacidade de investimentos.
Estes teriam de ser feitos pelo setor privado, nacional e
estrangeiro, desde que contemplados com regras estáveis e garantias
de sua manutenção no médio e longo prazo. O quadro tributário
atua aqui como um redutor dessas possibilidades, o que poderia ser
parcialmente compensado pelo já mencionado quadro regulatório. Em
todo caso, não existe nenhum obstáculo à “definição clara”
desses programas, mas seu modo de financiamento permanece, e não
apenas por culpa deste governo, às escuras no momento atual.
5-Estímulo
à grande empresa estrangeira para aumentar suas exportações e
seus investimentos, de forma a equilibrar o seu balanço de divisas;
Esta
medida e a seguinte são claramente inconsistentes com o quadro
legal do País, baseado não apenas numa completa igualdade de
tratamento entre as empresas brasileiras e as estrangeiras,
devidamente registradas e operantes no Brasil, como também na ausência
de interferência estatal na administração operacional das
empresas, que têm total liberdade de escolher mercados e de
selecionar investimentos segundo sua própria lógica de gestão
microeconômica, sem qualquer obrigação de atender às orientações
macroeconômicas deste ou de qualquer outro governo.
De
qualquer maneira, o “estímulo” – seja lá que forma assumir
– à grande empresa estrangeira seria discriminatório e inaceitável
não apenas do ponto de vista da pequena empresa estrangeira, como
também da perspectiva da empresa nacional, qualquer que seja o seu
tamanho. O proponente incorre aqui num determinismo econômico que
beira a impropriedade constitucional, quando não a irracionalidade
econômica, já que quaisquer medidas setoriais ou discriminatórias
desse tipo distorcem as condições de concorrência e o próprio
ambiente produtivo, e poderiam incitar as empresas eventualmente não
contempladas a tentar compensar desvantagens temporárias ou
microeconômicas com outros expedientes pouco recomendáveis do
ponto de vista da economia como um todo (preços de transferência,
sub ou superfaturamento no comércio exterior da empresa, movimentos
de capitais, pagamentos internos e transferências de rendas disfarçadas
de seus objetivos reais etc.).
A
melhor situação, do ponto de vista das empresas privadas,
nacionais ou estrangeiras, grandes ou pequenas, é a criação e a
manutenção de um bom ambiente de negócios, estável e não
discriminatório, com regras claras, transparentes e equalizadoras,
tanto quanto possível. Não cabe às empresas, individualmente,
resolver problemas de balança comercial ou de transações
correntes, e muito menos de balanço de pagamentos, áreas que
pertencem ao governo; suas únicas funções na economia são as de
produzir nas melhores condições possíveis, gerar lucros e criar
empregos, recolher os impostos devidos e, como condição de sua
manutenção e ampliação nos mercados, investir em aperfeiçoamentos
e estratégias inovadoras, por seu próprio interesse empresarial.
6-
Que as empresas multinacionais assumam o compromisso a ser
determinado pelo governo de reinvestir parte do lucro na produção
destinada à exportação e na transferência tecnológica;
Como
no caso anterior, as empresas, estrangeiras ou não, não podem e
geralmente não são levadas a assumir compromissos estranhos a seus
interesses individuais, quer sejam eles “determinados” ou não
pelo governo. Atente-se, de todo modo, para o caráter impositivo da
medida proposta, em total contradição com o que estipula o texto
constitucional.
Num
regime de iniciativa privada, como o brasileiro, elas atuam em seu
único e exclusivo interesse, ainda que possam proclamar, de modo
algo hipócrita, que também querem ou desejam cumprir alguma “função
social”. Elas já o fazem, gerando empregos e distribuindo renda,
ainda que várias esperam entrar em “relações especiais” com
governos locais ou de nível nacional para “oferecer” alguma
nova atribuição econômica ou social, mas geralmente em troca de
algum favor ou tratamento especial. Como esse tipo de troca de
favores recíprocos costuma gerar problemas de administração – já
que configurando usualmente tratamento fiscal privilegiado, o que
pode ser fonte de possível corrupção –, o melhor, para qualquer
governo, seria assegurar tratamento isonômico para toda e qualquer
empresa operando no mercado. As empresas farão o que for melhor
para elas, no mercado interno ou externo, daí decorrendo benefícios
diretos e indiretos para o país como um todo.
Considerações
finais
Creio,
pessoalmente, que tanto as propostas de membros do PT quanto as dos
quadros dirigentes do PMDB correspondem a um real desejo de ver o
Brasil superar o presente quadro de dificuldades econômicas e de vê-lo
iniciar um ciclo ascendente de crescimento sustentado. Parece-me,
contudo, que os autores, mesmo bem intencionados, não levaram em
consideração alguns constrangimentos reais das finanças públicas,
bem como outras realidades econômicas e empresariais que atuam
segundo dinâmicas próprias que não necessariamente têm a ver com
as prioridades sociais ou governamentais.
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