Por ANTONIO OZAÍ DA SILVA

Docente no Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual de Maringá, doutorando em Educação (FEUSP) e autor de “História das Tendências no Brasil”.

 

Os perplexos, as ilusões perdidas e os novos radicais

 

“Faltou-me coragem de inquirir sobre as fraquezas dos maus, porque descobri que são as mesmas fraquezas dos santos”.

“Assim todo movimento herda os filhos dos outros”.

(Umberto Eco, 2003: pp. 65 e 194)

 

Théodore Géricault, La Balsa de la Méduse, Paris, 1819, Óleo sobre tela.Os homens e as mulheres vivem, se amam, brigam e se matam por interesses egoístas, mas também pelo altruísmo de caráter religioso e/ou político e por bens simbólicos e ideologias. A história dos cismas religiosos guarda paralelo com as dissensões políticas. Umberto Eco, em O Nome da Rosa, mostra como as diversas heresias surgem, são dizimadas e ressuscitam incorporadas pelas novas gerações sob diferentes denominações. E isto ocorre não porque as discussões bizantinas sobre a pobreza e o sorrir de Jesus Cristo tenham alguma importância para o homem simples. Não; o sucesso dos hereges reside na esperança de que a vida possa ser diferente. Esperança que nasce do desespero. Como nota o personagem de Umberto Eco, o frade franciscano Guilherme de Baskerville: “Freqüentemente, para muitos deles, a adesão a um grupo herege é apenas um modo como outro qualquer de gritar o próprio desespero”. (p. 149) Estas palavras nos remetem ao século XIV. Desde então, a política emancipou-se da religião, homens e mulheres seguiram profetas armados e desarmados, mataram e morreram pelas verdades que acreditavam e, sobretudo, pela esperança de que o reino do céu se realizasse na terra. No grito de desespero a utopia encontra guarida.

Os perplexos

Vivemos numa época na qual a esperança foi confrontada com o medo. Políticos e intelectuais insistiram nesta retórica. Porém, o exaurir da esperança não cede, necessariamente, lugar ao medo. Em geral, é seguida pela desesperança, ceticismo, resignação ou perplexidade.

Talvez porque os políticos e intelectuais estejam mais diretamente envolvidos com os mistérios da arte de governar, eles sejam os primeiros a se espantarem com o espetáculo da política. A direita observa que o presidente Lula, contra os mais obstinados augúrios, conseguiu domar o “risco Brasil” e garantiu a governabilidade, ampliando a sua base de apoio com o manejar dos meios de aliciamento dos políticos e partidos. E, quando necessário, soube punir os “amigos” com a perda de posições e cargos nas instâncias vinculadas ao governo federal.

A esquerda também se quedou perplexa. À medida que o tempo passou, ficou patente que as perspectivas mudancistas caíam no vazio da rotina e discurso governamental. A estratégia da governabilidade pareceu-lhe a repetição da política neoliberal, sob o signo do continuísmo. A esquerda petista evoluiu da perplexidade visível nos primeiros meses para a crítica aberta e o enfrentamento direto com o governo e a maioria da direção partidária. O resultado é conhecido: rebeldes e radicais foram enquadrados e, no extremo, expulsos sob o argumento da disciplina partidária.

Não obstante, as avaliações da esquerda petista não são condescendentes. Isto fica evidente nas teses apresentadas na última reunião do Diretório Nacional do PT[1], realizada nos dias 13 e 14 de dezembro de 2003:

“A política econômica adotada pelo governo federal, até o momento, vem sendo dominada não pela transição, mas sim pelo continuísmo”. (Articulação de Esquerda)

“Não há reforma agrária, o desemprego bate recordes e cai a renda dos assalariados, enquanto continua a deterioração dos serviços públicos”. (O Trabalho)

“O primeiro ano do governo Lula foi marcado pela construção de um leque de alianças que inclui amplamente setores burgueses, por uma política econômica fundamentalmente conservadora, e, de outro lado, por avanços limitados na promoção de mudanças”. (Democracia Socialista)

"Um espectro ronda o PT, o de sua dissolução como sujeito político, como força motriz que deve se retro-alimentar das energias emanadas da sociedade civil democrática e das referências estratégicas do mundo do trabalho. De sujeito político ativo na campanha Lula, caímos à condição de sujeito passivo na relação com o Governo. Estamos agora a meio caminho de sermos apenas mais um objeto político e ente homologatório das decisões emanadas do Planalto". (Tendência Marxista)

"Para um governo que se elegeu com a bandeira das mudanças e o compromisso histórico de realizar as transformações que a sociedade brasileira necessita há mais de 500 anos, onze meses de política na contra-mão desse processo, nos trouxeram grandes problemas. O mais grave é a tendência a divisão da nossa base social organizada, como resultado dessa estranha metamorfose que empurra o PT para uma situação cada vez mais difícil de perda de identidade e vai retirando do nosso governo as condições de realizar as verdadeiras mudanças estruturais da sociedade". (Brasil Socialista)

Ao que parece, salvo casos individuais, o tempo da perplexidade passou. Desconsiderando-se os que, por razões óbvias, apóiam e participam do governo desde o início e apostam que este ruma na direção certa (o denominado Campo Majoritário); e, ainda os deslumbrados, em especial aqueles intelectuais que parecem se redimirem diante da imagem do ex-operário; resta apenas a crítica interna. A crítica pública está sob suspeita. As expulsões já demonstraram que a política oficial petista é a do “amigo-inimigo” e que, portanto, não se admitirá, em nome da disciplina e da governabilidade, a crítica dos “amigos”; estes tendem a serem classificados como hereges e submetidos às punições cabíveis. Diante disto, a tarefa da esquerda que insiste em disputar posições política no Partido, enquanto este atua despudoradamente como correia de transmissão do governo, é hercúlea.

As ilusões perdidas

A desesperança tende à desilusão. Para muitos, a eleição de Lula representou o último suspiro da esperança e seu governo resultou em decepção e dor. Muitos se perguntam se terá valido a pena os anos dedicados à militância. É compreensível. Afinal, são vidas que se consumiram em reuniões e atividades partidárias de todos os tipos que resultaram na eleição do Companheiro Presidente. Os mais susceptíveis a sofrerem as agruras da realidade, tal como a lêem, são os diretamente engajados na militância. Uns rompem e se recolhem; outros articulam um novo partido. Uns e outros recusam o sacrifício do intelecto, isto é, de terem que abdicar da crítica. Entre os que se afastam do petismo há quem seja digno do elogio concedido a Cyrano de Bergerac:

“Não deves lastimar a quem viveu sem pactos,

Livre no seu pensar e livre nos seus atos”. (ROSTAND, 2003: 296)

 

No entanto, não deixa de ser notável que tanto os perplexos quanto os que perderam suas ilusões confundam as críticas pertinentes com cobranças equivocadas: há os saudosistas que criticam o PT por romper e negar suas origens e imaginam que o partido maculou o espírito revolucionário que, parece, foi incubado nos seus primórdios, reafirmado em genéricos apelos a um socialismo indefinido e sintetizados em resoluções políticas cuja retórica expressa o consenso possível entre as diversas tendências internas que permaneceram no partido e se adaptaram às suas mutações. O partido que criticam não existe há muito tempo e, sob certos aspectos, nunca existiu!

À prática real partidária de crescente acomodação às exigências do jogo eleitoral, a esquerda martelou o discurso crítico, o apego às raízes e as declarações de fidelidade ao socialismo. Mas a dinâmica gerada pela prática eleitoralista e, simultaneamente, o crescimento do aparato partidário e da sua inserção no Estado, mostrou-se capaz de absorver a crítica: esta termina por se reduzir ao discurso pretensamente radical reafirmado nos encontros e congressos oficiais do partido; os críticos, como partícipes da máquina partidária e estatal, findam por moderar a crítica ou por anulá-la diante das necessidades concretas impostas pelas disputas internas e pela ação eleitoral. Como exemplo, observemos o silêncio da esquerda petista diante da campanha “paz e amor” de Lula, em nome da viabilidade da vitória; agora, exigem o seu calar-se em nome da governabilidade.

Entretanto, talvez o maior equívoco dos desiludidos consista em cobrar do governo Lula uma postura política negada na própria trajetória do PT nos últimos anos, e principalmente, na campanha eleitoral. E isto é particularmente curioso entre os intelectuais. Estes, a rigor, deveriam ser os mais preparados teoricamente para analisarem os fenômenos sociais e a não tomaram o efeito pela causa. O PT que agora esconjuram é o mesmo PT burocratizado e eleitoralista dos anos 90. A política petista no governo federal é o desenlace da involução do partido nestes anos; da sua prática administrativa à frente das prefeituras; da sua política de alianças cada vez mais flexível; do crescente processo de burocratização e do usufruto dos recursos públicos; enfim, da sua estratégia de acumulação de forças anunciada no V Encontro Nacional em 1987, a qual passou a ser compreendida enquanto acúmulo de condições para chegar ao governo federal. Esta política foi sintetizada por Lula em sua campanha eleitoral.

Ainda que sob o risco da redundância, é preciso dizê-lo: a desilusão é própria de quem tem ilusões. Ora, quem tomou o PT e o Lula pelo que já não são mais há muito tempo; quem tomou o discurso de Lula pelo que ele não disse; quem imaginou que a única alternativa era a esperança ou o medo e que a esperança significava tudo o que foi constantemente negado pela trajetória do PT; estes alimentaram ilusões e, portanto, desiludiram-se.

Se a ruptura dos desiludidos é motivada por aspectos conjunturais, equivocam-se duplamente. Afinal, a política dá voltas e o que é criticado hoje pode ser esquecido pelos bons resultados conquistados amanhã. Os que se desiludem devem saber que a política se pauta principalmente pela ética da responsabilidade, isto é, pelos resultados conquistados. Em suma, a saída do PT, ainda que justificável diante da crítica, é tardia. Porém, como dizem os “simples”: “antes tarde do que nunca”. Melhor a decisão de procurar outros rumos e viver a vida, do que persistir no papel de carpideiras.

Observemos que os “simples” mantêm a esperança e, ainda que definitivamente se decepcionem, possuem imensa capacidade em renová-la. Talvez isto se explique pela própria condição de vida dos “simples”, os quais não têm tempo para análises políticas e filosóficas. As necessidades imediatas são mais forte e permanentes dos que os governos e os profetas de cada época e tendem a gerar o desespero: a esperança renovada é o seu antídoto.

Os novos radicais

“Há duas maneiras de fazer política. Ou se vive “para” a política ou se vive “da” política. Nessa oposição não há nada de exclusivo. Muito ao contrário, em geral se fazem uma e outra coisa ao mesmo tempo, tanto idealmente quanto na prática”, escreveu Max Weber. (1993: 64) Invariavelmente, uns e outros precisam fundir os interesses particularistas aos interesses universais, e vice-versa. Pois, deixando de lado os oportunistas, bajuladores e aqueles capazes de vender a alma para galgar uma posição que dê status e poder, mesmo os mais idealistas, os que defendem uma ideologia e tornam a política a essência do seu viver, mesmo esses encontram-se expostos ao reino das necessidades. E, por mais franciscanos que pareçam ser, seria absurdo exigir-lhes que vivam como tais.

Como as ordens religiosas que nascem de um gesto de abnegação do seu fundador (ou fundadores) e, ao evoluírem, acumulam capital econômico e capital simbólico, os partidos políticos tendem a se burocratizarem e a se enriquecerem, negando o status original. O vínculo com o passado é mantido pelo mito da origem, pela retórica; em muitos casos, perde-se até mesmo os escrúpulos, isto é, a necessidade de encobrir a prática conservadora com o discurso pretensamente fiel aos objetivos que motivaram a sua fundação.

O militante político abnegado, como o religioso, que serve sinceramente à causa que abraça, também vive dela. Viver “para” a causa e viver “dela” é uma diferença muito sutil, já que uma se amalgama à outra. Como duvidar da sinceridade dos que dedicam a vida por uma ideologia? Por acaso poderá ser condenado porque sua situação econômica e social apresenta melhorias? Se ele conquista um cargo e, por isso, usufrui privilégios e recursos financeiros proibitivos à maioria dos seus companheiros, não é isto uma conseqüência natural da sua militância? Não foram os seus companheiros que o colocaram “lá”?

Max Weber salienta que o aspecto econômico é a questão essencial para compreendermos a condição do homem político. “Daquele que vê na política uma permanente fonte de rendas, diremos que “vive da política” e diremos, no caso contrário que “vive para a política”. (Id.: 65) Portanto, quanto maior a independência econômica do homem político, maior a possibilidade de que este “viva para a política”; quando menos independente, maior a tendência para se fazer da política um meio de vida, isto é, para se viver dela.

Não duvidamos da sinceridade dos idealistas e pragmáticos que se dedicam à causa política. Apenas ressaltamos que suas necessidades concretas impelem-nos a viverem da política. Esta passa a ser fonte de ascensão econômica e social, possibilidade de emprego e de exercício de poder. Para além das dificuldades políticas e conjunturais, este é um dos fatores que impedem a ruptura definitiva com a condição de petista. Como se desvencilhar das posições ocupadas no legislativo, nos executivos (desde o âmbito municipal) e no aparato do partido? E se o abandono da legenda petista significar a impossibilidade da reeleição ou da possibilidade de, finalmente e após tantas lutas, galgar um posto público? É muito difícil...

Por outro lado, permanecer no leito petista significa manter-se em rota de colisão com a direção majoritária e o governo Lula. Se a Reforma da Previdência produziu os primeiros expurgos da “Era Lula” e a dissidência que organiza um novo partido – e também os que optam por um caminho solitário –, outras reformas virão e outras polêmicas se anunciam no horizonte político. Como se comportará a esquerda petista? Até onde ela será capaz de anuir em nome da governabilidade? Qual o limite entre a crítica aceitável pela burocracia petista e aquela caracterizada como questão disciplinar? Será que a esquerda petista, em ano de eleições, teria a ousadia de romper com uma legenda que tem demonstrado força eleitoral e que, pelos prenúncios, ampliará ainda mais a sua inserção nos governos e legislativos municipais?

A esquerda petista, em seu conjunto, tende a continuar no PT com os mesmos argumentos justificativos, a retórica crítica, a prática institucional motivada pelos mesmos objetivos eleitorais e submissa às exigências da governabilidade, isto é, equilibrando-se na corda bamba entre a crítica e a observância da coerção da maioria. As deserções, por enquanto, tendem a ser individualizadas ou restrita a pequenos agrupamentos regionalizados.

Pressionada internamente pela política majoritária e prisioneira da própria dinâmica de burocratização e crescimento eleitoral – e do poder econômico – do partido, a esquerda petista sabe que não pode desconsiderar a possibilidade de sucesso do governo Lula. Note-se, aliás, que o Campo Majoritário petista analisa a estratégia lulista como uma necessidade ditada pelas condições econômicas herdadas do governo anterior, justificada pela premência da estabilidade econômica e a garantia da governabilidade. Há nas hostes majoritárias um otimismo que contrasta com o ceticismo e a crítica dos de dentro e de fora do PT:

“A garantia da governabilidade, a retomada do desenvolvimento econômico, a recuperação da soberania nacional e a implementação dos programas sociais e redistributivos constituem a síntese da positividade que o governo do Presidente Lula está afirmando no País depois de quase um ano de poder. Com isso, a desconfiança foi vencida, a crise está ficando para trás, o orgulho nacional está sendo restaurado e a esperança de que o Brasil será mais justo e eqüitativo está sendo renovada. Apesar das dificuldades, dos sacrifícios e dos enormes desafios a vencer, o povo percebe que o Brasil está no caminho certo e que o governo tem rumo, tem programa e tem objetivos. O povo percebe que o Brasil está caminhando de forma resoluta no sentido das mudanças, que são reivindicadas e aguardadas há anos e que sempre foram postergadas. Mudanças processuais, sem sobressaltos para a sociedade, sem desestabilizar politicamente o País e sem desorganizar a economia, como sempre enfatizaram o presidente Lula, o governo e o PT. Mudanças, que agora estão deixando de ser expectativas, promessas, para se tornarem realidade”.[2]

Para a maioria petista o projeto político mudancista está em curso e foram construídas as condições necessárias à sua consolidação. Por outro lado, a esquerda petista é chamada a se co-responsabilizar com a política governamental e suas críticas tendem a ser catalogadas como próprias dos “inimigos”, dos que fazem o jogo da direita e contribuem para desestabilizar o governo. Na essência, é o argumento da submissão à disciplina, isto é, à maioria que sustenta e se funde com o governo.

Da esquerda petista surgem os novos radicais. As diversas tendências petistas sofrem a pressão das opções políticas externas ao PT, em especial do novo partido que se gesta e que canaliza as expectativas individuais e coletivas, de agrupamentos ávidos de se constituírem na alternativa histórica ao petismo considerado esclerosado. Como demonstra a história da esquerda, ela se alimenta dos próprios filhos. Assim, as dissidências disputam os quadros das organizações mais estabilizadas, colocando-se como receptáculo para os descontentes e os novos radicais. O cismático tende a se vê enquanto expressão da tradição revolucionária traída ou negada e instrumento de resgate da radicalidade perdida no processo de institucionalização da organização mãe. Se a revolução devora os seus próprios filhos, a esquerda alimenta-se da mesma fonte.

É certo que determinadas conjunturas sociais produzem uma geração disposta a viver “para” e “da” política. Nos anos 1970-80, o ascenso das lutas sociais, a demanda pelas liberdades democráticas e um certo romantismo idealista, empolgaram a velha e nova gerações canalizando energias e seus sonhos para a construção do Partido dos Trabalhadores e instituições como a CUT. Todavia, com o passar dos anos, a militância política tornou-se, cada vez mais, uma atividade restrita basicamente à minoria incrustada nos aparatos institucionais do partido e do Estado. À proporção que os movimentos e organizações conquistaram espaços arrefeceram-se as energias que as alimentavam. Em outras palavras, os partidos de esquerda esgotaram o manancial, envelheceram e, junto com o enfraquecimento do ímpeto mudancista – entendido por uns como reformismo; por outros, como revolucionário – exauriu-se a capacidade de renovação a partir da incorporação das novas gerações.

É verdade que os partidos, em especial o Partido dos Trabalhadores, não se ressentiram com a nova realidade. Pelo contrário, o partido profissionalizou-se, aperfeiçoou o marketing e concentrou sua ação nos períodos eleitorais. A “velha” militância que colava cartazes, pichava muros, fazia a campanha eleitoral e nutria a vida do partido nos períodos entre as eleições, foi incorporada ao novo padrão, passou a depender economicamente da organização e a viver em função desta – a organização-meio transformou-se num fim em si. Os da “velha geração” ainda apegados aos princípios dos primórdios petistas intensificaram o papel de críticos.

A conjuntura é desfavorável para os novos radicais, e estes, não são tão novos assim. Em velhas ou novas organizações, quando se encontram, são sempre os mesmos. Contudo, eles expressam a heresia que resiste e ressurge sob novas formas e denominações. Os hereges sempre são minoritários e representam a escolha mais difícil. Daí o fascínio que irradiam.


[1] As teses, oito no total, foram publicadas no site do Partido dos Trabalhadores: http://www.pt.org.br, em 09.12.03; acessado em 10.12.03.

[2] Tese: “O Governo Lula e as Perspectivas para 2004”. Campo Majoritário – Chapa: Um Outro Brasil é Possível.

 

 

Referências bibliográficas

ECO, Umberto. (2003) O Nome da Rosa. Rio de Janeiro: O Globo; São Paulo: Folha de S. Paulo.

ROSTAND, Edmond. (2003) Cyrano de Bergerac. São Paulo: Nova Cultural.

Tese: "Balanço de um ano, rumo a 2004". Assinada por Markus Sokol e Laércio Barbosa.

Tese: "Contribuição ao debate - Balanço de 1 ano de governo". Tendência Democracia Socialista.

Tese: "O Primeiro Passo". Tendência: Ação Democrática Chapa: Por um socialismo democrático.

Tese: "O PT Agora". Tendência Marxista (TM).

Tese: "Texto para discussão interna - Movimento PT". Assinada por Romênio Pereira, com a contribuição da Tendência Interna Movimento PT.

Tese: "Uma nova etapa histórica". Assinada por: Valter Pomar, Iriny Lopes, Sonia Hypolito, Marlene da Rocha, Júlio Quadros, Valtecir de Castro e Múcio Magalhães.

Tese: “O Governo Lula e as Perspectivas para 2004”. Campo Majoritário – Chapa Outro Brasil é Possível; com o apoio de: Ricardo Berzoini – Membro do DN e Ministro da Previdência Social; Francisco Campos – Secretário Nacional de Mobilização; e Alex Paixão – Membro do DN

Tese: “Por uma Estratégia de Governo Democrático-Popular: uma crítica a Estratégia do "Risco Brasil". Tendência Brasil Socialista.

WEBER, Max. (1993) Ciência e Política: duas vocações. São Paulo, Editora, Cultrix.

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