Crítica
Marxista Nº 17
Sociologia
& Política
184
páginas - 16 x 23 cm
ISSN
0104-9321
Informações:
www.unicamp.br/cemarx/criticamarxista
A
partir do número 17 Crítica
marxista passa a ser publicada pela Editora
Revan. É uma revista de difusão e discussão da produção
intelectual marxista em sua diversidade, bem como de intervenção
no debate e na luta teórica em curso.
Na
seção Artigos encontra-se
o texto de Armando Boito Jr., “A hegemonia neoliberal no governo
Lula”, que por sua vez sustenta que o neoliberalismo logrou
implantar uma nova hegemonia burguesa no Brasil, hegemonia essa de
tipo regressiva que vem sendo mantida ativamente pelo governo
Lula. Na mesma seção, Ellen Meiksins Wood contesta em “O que
é (anti) capitalismo?” a afirmação segundo a qual os
movimentos anticapitalistas apenas saberiam contra o que lutam e não
a favor do que lutam. O artigo de Domenico Losurdo, “Para uma crítica
da categoria de totalitarismo”, desmistifica a noção de
“totalitarismo”, mostrando, notadamente através do
progressivo alinhamento de Hanna Arendt com a ideologia
anticomunista da guerra fria, sua função de cavalo de batalha da
reação liberal. Fechando
a seção Artigos temos
“Marx tardio: notas introdutórias”, onde Pedro Leão da Costa
Netto examina o último período da produção teórica de Marx; e
ainda “Esboço para o estudo do ponto de vista da mercadoria na
literatura brasileira”, de Luiz Roncari.
Na
seção Comentários são
discutidas algumas obras que tiveram repercussão no debate de idéias
nos meios acadêmicos e políticos. Nesta
seção encontram-se os textos: “Pós-grande indústria:
trabalho imaterial e fetichismo – uma crítica a A. Negri e M.
Hardt” de Eleutério F. Prado e ainda “Para realizar a América,
de Richard Rorty, e sua recepção no Brasil” de Suze de
Oliveira Piza.
Retomando
o projeto de publicar textos fundamentais do pensamento marxista,
encontramos na seção Documento
o texto A
marca, de F. Engels até hoje inédito na língua
portuguesa. Esse texto foi escrito em 1882 para explicar aos operários
alemães a história da propriedade da terra e da desagregação
da comunidade camponesa na Alemanha. Quatro
resenhas completam a última seção deste número de Crítica
marxista.