O segundo Fórum Social Europeu (FSE) aconteceu de 12 a 15
de novembro último em Paris – la Villeette, Saint Denis,
Bobigny e Ivery, reunindo um público aproximado de 50.000
pessoas.
Quatro representantes brasileiros do Fórum Social Mundial
(FSE) de Porto Alegre, fizeram a abertura oficial na quarta-feira,
12 de novembro, entre 18 e 19 horas, quase que simultaneamente nos
quatro locais.
Com a proximidade das eleições regionais os partidos UMP,
PS, PCF, les Vets, les chevénementistes, LCR, organizaram exposições
abordando temáticas alternamundialistas, porém, por não
fazerem, diretamente, parte do conteúdo do encontro, o espaço de
intervenção reservado aos oradores de formações políticas foi
limitado a duas sessões plenárias nos dias 13 e 14, consagradas
às relações entre partidos políticos e movimentos sociais.
O público foi composto por integrantes de movimentos
sociais de todas as regiões Européias, dos quais, muitos haviam
participado dos fóruns em Florença e Porto Alegre e tiveram um
ance de mobilizações contra o modelo neoliberal em numerosos países
da Europa; contra a reforma das aposentadorias, em defesa dos
servidores públicos, contra os políticos agrícolas, pelos
direitos das mulheres, contra os políticos securitaristas e a
guerra contra o Iraque.
Suas mobilizações estão imbuídas de esperança de uma
nova Europa sem desemprego nem precariedade, dotada de uma
agricultura que assegure a soberaneidade alimentar, que preserve
os empregos, o meio-ambiente e a qualidade da alimentação; um
continente aberto ao mundo que permita a cada um de circular
livremente, que reconheça a cidadania de residência a
estrangeiros que nela residem, que promova a diversidade cultural
e o direito dos povos à autodeterminação.
O sucesso do Fórum Social Mundial (FSM) de Porto Alegre não
deixou de ser comentado pela imprensa durante o evento, sendo o
FSE considerado como uma continuidade do processo engajado na
capital gaúcha, permitindo a troca de experiências, proposições,
decisões de coletivas e criação de ações alternativas, sempre
na crença de que “um novo mundo é possível” (tema do último
FSM).
As manifestações e amadurecimento das idéias terão
continuidade até o próximo FSM que acontecerá em Mumbaí, na Índia,
de 16 a 21 de janeiro de 2004.
CELUY
ROBERTA HUNDZINSKI DAMÁSIO