O Sentido Social do Castilhismo
Em 24 de outubro de 1903, aos 43
anos, Júlio de Castilhos morria durante operação de câncer
na garganta, realizada em sua residência, em Porto
Alegre. O transcurso do primeiro centenário da morte do
fundador da ordem republicana que regeu ferreamente a vida
do Rio Grande por mais de três décadas apenas exacerbou
a criticaria lançada nos últimos anos contra ele e o
Estado que fundou.
A grande mídia, obras literárias, ensaios, etc., de
pretensões historiográficas e revisionistas centram-se
sobretudo na denúncia do caráter ditatorial do Estado
republicano sulino, comandado por Júlio de Castilhos e,
após sua morte, em 1903, por Borges de Medeiros, até
1928, e na apologia direta e indireta dos políticos e
movimentos das elites que se opuseram frontalmente a eles.
A ascensão do
castilhismo-borgismo não significou o assalto ao
poder rio-grandense por homens sedentos de poder, como
propõem explicações simplistas, de cunho liberal,
conservador e idealista. Não representou igualmente a
consolidação de bloco político revolucionário, como
sugeriram interpretações apologéticas daqueles
sucessos.
Antes de 1889, os republicanos,
mantidos no ostracismo pelo regime eleitoral censitário
imperial, defendiam projeto reformista-conservador para o
Rio Grande. O golpe militar republicano de 15 de novembro
pôs abaixo a monarquia e o governo liberal recém-eleito,
permitindo que os republicanos se mantivessem no governo,
inicialmente apoiados pelo governo central, temeroso de
revanchismo liberal-monárquico. Os liberais sulinos
dominavam a política provincial sulina em nome dos
interesses pastoris.
Primeiros tempos
Com o poder regional nas mãos,
os republicanos terminaram interpretando forças sociais
proprietárias em ascensão nas últimas décadas da
monarquia, mantidas em geral à margem da gestão política
da província. Esse processo permitiu-lhes assumir conteúdo
político e, sobretudo, conquistar base social e eleitoral
que jamais haviam possuído antes de 1889.
Na segunda
metade do século 19, setores urbanos e rurais –
economia colonial da Serra; agricultura capitalista do
litoral e da Depressão Central; manufaturas e indústrias
de Porto Alegre, da Serra e do Litoral; etc. –
arrebataram a hegemonia econômica ao latifúndio do
meridião do Rio Grande do Sul, que mantivera porém
ferreamente o controle político provincial.
O crescimento econômico mais
acelerado do setentrião em relação ao meridião
determinara desigual expansão demográfica. Em 1920, os
municípios dos vales do Taquari e do Caí, no norte do
RS, possuíam uns 25 habitantes por km².
A população dos municípios da fronteira sul e
oeste não superavam os cinco habitantes por km².
A nova distribuição populacional teve profundas
conseqüências na reorganização republicana do poder
regional.
Nos fins do Império, a economia
exportadora sulina ingressara na estagnação, explicada
pelos republicanos como resultado do esgotamento de padrão
de crescimento atrelado quase exclusivamente à produção
pastoril-charqueadora que vendia charque e couro sobretudo
para as demais províncias brasileiras.
Os de cima e os de baixo
Na época, o novo e frágil
Partido Republicano Rio-grandense propunha a diversificação
da produção, assentada no mercado regional, que
garantisse crescentemente a autonomia do Rio Grande. Nos
fatos, o PRR propunha a potenciação da produção e
reprodução capitalista, através da ampliação do
mercado regional.
Após a proclamação da República,
comerciantes, criadores serranos, exportadores,
financistas, industrialistas, plantadores, proprietários
coloniais, etc., em geral sem representação política
institucional, aderiram ao projeto do PRR, já que a
interpretava suas necessidades.
As políticas aduaneira e tributária
e os importantes investimentos efetuados pelos
republicanos na ampliação dos meios de comunicação –
ferroviários, rodoviários, fluviais, lacustres e portuários
– expressaram claramente a opção pela extensão e
generalização dos espaços de produção, de circulação
e de realização capitalista no Estado.
Foi também significativa a adesão
de setores médios urbanos, interessados na proposta de
qualificação e de expansão da intervenção do Estado.
Sobretudo em relação ao regime liberal-latifundiário, o
programa republicano abria espaços relativos e
subalternizados de expressão e de realização às
classes plebéias e operárias.
Novo Rio Grande
No Sul, ao contrário de outras
regiões do Brasil, a proclamação da República garantiu
a transição do controle do poder político regional das
mãos dos interesses pastoris para as do novo bloco
social, mais amplo e diversificado. O novo regime
eleitoral republicano ensejou que o Norte mais populoso
vergasse um Sul despovoado em pleitos em que a trapaça
era regra e não exceção.
Em Júlio de Castilhos e sua
época, o historiador Sérgio da Costa Franco,
pioneiro na definição do sentido social e político da
ordem republicana, lembra que, apesar da chegada dos
castilhistas ao poder não ter significado a mudança
radical de uma classe social por uma outra, determinou uma
clara promoção de grupos sociais que estavam até então
à margem do poder.
A política de diversificação e
autonomia econômica, através do apoio à policultura, à
agricultura capitalista, ao artesanato, à manufatura, à
indústria, ao comercio etc., do novo regime interpretava
as necessidades dos setores sociais mais dinâmicos,
sobretudo no nordeste do RS.
A proposta de equilíbrio orçamentário,
um dos dogmas da doutrina governamental comtiana,
correspondia às necessidades de produção mercantil
simples que se ampliava através da extensão de sua área
de atuação, permitido pelo crescimento do mercado
regional e nacional garantido sobretudo pela melhoria dos
transportes.
Visão diversa
O castilhismo-borgismo não possuía
antagonismos estruturais com a produção latifundiária,
à qual propôs opções modernizadoras. Porém, a
economia pastoril-charqueadora exigia abatimento das
barreiras alfandegária e desinteressava-se da ampliação
do mercado regional, ao vender seus produtos no exterior
do Rio Grande.
Nos primeiros anos da República,
os federalistas – sucessores políticos dos liberais –
viam os investimentos em obras infra-estruturais nas quais
não estavam diretamente interessados como desvio das
rendas públicas de seu destino natural, ou seja, a
satisfação das necessidades e dos interesses
pastoris-charqueadores.
Os federalistas opunham-se também
ao protecionismo castilhista-borgista da produção
regional, realizado através da repressão ao contrabando
de mercadorias do Prata que interessava à produção
pastoril-charqueadora, pois barateava os meios de subsistência
de seus trabalhadores. O contrabando deprimia as rendas do
Estado e a produção sulina, sobretudo serrana,
restringindo o mercado regional.
À medida que o PRR expressou
mais e mais o novo bloco social, em contradição com a
economia pastoril, republicanos históricos, positivistas
ou não, ligados direta ou indiretamente ao latifúndio,
aderiram à oposição, acusando o castilhismo-borgismo de
ditatorial. Republicano histórico, Joaquim
Francisco de Assis Brasil foi o principal expoente desse
movimento, tornando-se o maior líder ruralista gaúcho.
Pouca força
Os federalistas e republicanos
dissidentes conquistaram poder regional em novembro de
1891, quando da queda do marechal Deodoro da Fonseca, mas
foram facilmente defenestrados do governo pelos
castilhistas, em junho de 1892. A fragilidade do Governicho,
que se apoiou igualmente na violência, comprova a
perda de dinamismo social e político do bloco
liberal-pastoril. A capacidade do PRR de manter-se no
poder não se devia à repressão ditatorial, mas
sobretudo à coesão das forças sociais que apoiavam seu
projeto.
O resultado do confronto entre
republicanos e federalistas, em 1893-5, e borgistas e
assisistas, em 1923, não era indiferente às classes
trabalhadoras. A vitória do projeto modernizador dos
republicanos, ainda que conservador, significou um maior
espaço relativo de realização econômica e intervenção
social e política para as classes subalternas.
Porém, na República Velha, as
classes trabalhadoras, frágeis, inexperientes e
dispersas, não conseguiram expressar em forma clara e
permanente projeto político e social autônomo. Nesse
relativo, chimangos e maragatos convergiam
na necessidade de manter na submissão as classes
populares sulinas.
A historiografia
sul-rio-grandense explicou tradicionalmente o centralismo
e o autoritarismo castilhista-borgista como decorrências
da adesão ao credo comtiano. Ao contrário, é necessário
definir os interesses sociais e econômicos que levaram à
adoção dessa filosofia como principal expressão
cultural do republicanismo sulino.
A revolução conservadora
Os castilhistas-borgistas
compreendiam-se como defensores do Estado republicano e da
autonomia regional federalista obtidos através da derrota
das forças monárquicas em 1889. Viam-se como intérpretes
da ciência, do progresso e da civilização contra os
resquícios da monarquia escravocrata.
O autoritarismo castilhista não
foi um exotismo ideológico. A ditadura científica
positiva permitiu que a nova ordem mantivesse
afastados do poder os fortes interesses oligárquicos,
impulsionando as transformações econômicas e sociais
capitalista em curso, sem diminuir o controle sobre as
classes trabalhadoras.
O castilhismo fundou o moderno
Estado gaúcho; ampliou a produção, a circulação e a
realização de mercadorias; combateu as supervivências
pré-capitalistas sobretudo na produção latifundiária.
A economia pastoril mercantil extensiva apoiava-se na
renda da terra, possuía ampla esfera de produção
natural e praticava formas não-capitalista de
assalariamento, o que lhe determinava frágil expansão
demográfica, escasso consumo e baixa taxa de acumulação.
O castilhismo-borgismo limitou a
apropriação das terras públicas do norte do Estado
pelos latifundiários; taxou a transmissão da
propriedade, os imóveis rurais, a propriedade da terra;
cobrou a dívida colonial; investiu nos meios de
transportes e na educação; apoiou a policultura, a
agricultura capitalista, a manufatura e a indústria.
Programa modernizador
Quando a melhoria da produção,
circulação e realização capitalista sulina exigiu,
expropriou capitais privados, sobretudo internacionais,
renegando sem pruridos o axioma comtiano de realismo orçamentário,
ao contrair importante dívida pública, para passar ao
controle do Estado a rede ferroviária e portuária sulina
explorada em forma predatória por capitais estrangeiros.
O castilhismo-borgismo opôs-se
ao antigo bloco dominante hegemônico, interpretou os
segmentos proprietários ascendentes e exerceu sua dominação
sobre as classes subalternas, do campo e da cidade,
expressando assim a sua essência elitista e seu programa
pró-capitalista de ordem no progresso. Em 1893-5,
a violência da Guerra Federalista – dez mil mortos em
população regional de um milhão de habitantes –,
registrou a tentativa dos sectores pastoris de
reconquistarem o poder, e não um surto de barbarismo
mal-explicado como tradicionalmente se propõe.
Do resultado da Revolução
Federalista dependeu a orientação da história gaúcha.
Se os federalistas tivessem vencido, a colonização teria
sido interrompida; o contrabando, liberalizado; as rendas
estatais, empregadas na defesa dos interesses pastoris. A
vitória dos pica-paus impediu que o Rio Grande se
transformasse, no melhor dos casos, em um Uruguai falando
português ou, no pior, em um imenso Bagé!
Em 1893-5, os republicanos
acusaram os federalistas de monarquistas,
restauradores e separatistas. É mais correto propor que
as simpatias monarquistas eram fortes entre eles.
Entretanto, após a morte de Pedro II, os federalistas
compreenderam a impossibilidade da restauração da
monarquia. Mais ainda, entre suas filas encontravam-se
republicanos dissidentes, em geral grandes fazendeiros da
Campanha.
A volta do rei
Sentimentos separatistas eram
compartilhados por chefes rebeldes, sem que se
transformassem em políticas ou ações concretas. O ideário
federalista organizava-se em torno do anticastilhismo,
denunciado como regime despótico e antiliberal. As
reivindicações federalistas de mais democracia
referiam-se exclusivamente às elites.
Porém, uma vitória federalista
em 1893-5 colocaria em discussão a união do Rio Grande
com o resto do Brasil. Seria difícil a acomodação do
parlamentarismo e do centralismo dos maragatos com o
presidencialismo e o federalista republicano nacional. A
economia pastoril da Campanha prescindia do norte do
Estado e articulava-se intimamente com o norte do Uruguai.
Não seria antipática aos chefes federalistas a separação
da Campanha do RS e uma eventual adesão ao Uruguai.
Uma linha invisível passava por
Uruguaiana, Alegrete, Santa Maria, Rio Pardo e Porto
Alegre dividindo o Estado em duas regiões com organizações
crescentemente díspares. Os líderes pastoris sabiam que
podiam controlar a Campanha e, até mesmo, as Missões,
mas que as elites da Serra, Depressão Central, Planalto Médio
e Alto Uruguai se oporiam sem quartel ao domínio
liberal-pastoril.
Em 1896-5, a defesa de projetos
econômico-sociais diversos dos federalistas e
republicanos expressou-se igualmente na organização, nas
táticas e nos armamentos dos exércitos antagônicos.
Formadas por fazendeiros e seus peões e agregados, as
tropas maragatas estavam precariamente armadas, dependendo
das cavalhadas para a locomoção.
Guerra e sociedade
A unidade básica federalista era
o fogão, cinco a oito homens – a força de
trabalho de uma fazenda –, que se alimentavam, acampavam
e combatiam juntos. Os republicanos possuíam tropas
militares modernas, formadas em boa parte por soldados,
suboficiais e oficiais profissionais, que se serviam das
ferrovias para locomoverem-se e conheciam divisão e
especialização de funções – infantaria, cavalaria,
artilharia, intendência, etc.
O grande limite da modernização
castilhista foi sua negativa de pôr fim ao latifúndio,
tarefa imprescindível ao desenvolvimento da produção
agrícola, manufatureira e industrial, que esbarrava no
acanhado mercado e na baixa taxa de acumulação sulina. A
consolidação da autonomia sonhada pelos filhos de Comte
exigia mercado consumidor regional forte e em expansão.
A expropriação do latifúndio
era programa que se encontrava além dos mais avançados
sonhos modernizadores do castilhismo-borgismo. A sua
realização necessitava mobilização das classes
trabalhadoras do campo, de conseqüências e
desdobramentos inaceitáveis aos republicanos. A
democratização da terra restringiu-se ao apoio
republicano à expansão da propriedade colonial no norte
do Estado.
A luta entre o projeto
modernizador castilhista-borgista e a manutenção do status
quo liberal-latifundiário deu-se também no terreno
simbólico. Na segunda metade do século 19, o Partido
Liberal reivindicara o ideário farrapo, apesar de
abandonar a luta republicana e separatista. Mantivera-se
portanto muito forte a identificação entre o movimento
farroupilha, os criadores e a Campanha.
Luta simbólica
O PRR resgatou a saga
farroupilha, sobretudo no que dizia respeito ao
republicanismo e a autonomia regional, propondo-a como ideário
de toda a população sulina. Quando da primeira
constituinte regional, os republicanos adotaram o
"pavilhão tricolor da malograda República
Rio-Grandense" e votaram a elevação de
"monumento à memória de Bento Gonçalves e de seus
gloriosos companheiros [...]".
A solução dos confrontos
militares de 1893-5 e 1923 e a consolidação da ordem
castilhista-borgista significaram indiscutivelmente a vitória
da cidade sobre o campo, da modernidade capitalista sobre
o arcaísmo do latifúndio. Porém, paradoxalmente, no
relativo às representações simbólicas, os grandes
fazendeiros sobrepuseram-se aos republicanos das cidades.
Após o fim do Estado Novo, os
interesses pastoris, relegados a um segundo plano político
e econômico, reforçaram a identificação da Revolta
Farroupilha ao ideário pastoril-latifundiário, através
de movimento tradicionalista e seus Centros de Tradição
Gaúcha – CTG. A modernização castilhista do movimento
farrapo naufragou por falta de conteúdo histórico.
A
incessante campanha contra o castilhismo-borgismo dos últimos
anos assume claro caráter liberal-conservador. Esse
movimento desenvolve-se sobretudo através da apologia dos
grandes líderes federalistas e libertadores – Gaspar
Silveira Martins, Gumercindo Saraiva, Assis Brasil, etc.
– e da execração dos próceres republicanos – Júlio
de Castilhos, Borges de Medeiros, etc.
São claras as razões dessa operação ideológica,
que tem exemplo excelente no ensaio de Décio Freitas
sobre Júlio de Castilhos – O homem que inventou a
ditadura no Brasil.
Campanha anti-republicana
Em nome dos interesses gerais, o
castilhismo-borgismo implementou a modernização do Rio
Grande apoiada no desenvolvimento da produção e do
mercado interno, tendo inclusive promovido o
intervencionismo do Estado na economia e a expropriado do
grande capital internacional. Na construção de sua
proposta de um Rio Grande autônomo, ampliou fortemente o
aparelho do Estado e sua intervenção reguladora,
organizadora e distributiva, invertendo o minimalismo
estatal, o liberalismo social extremado, e o não
intervencionismo econômico dos
liberais-federalistas-libertadores.
O castilhismo-borgismo pensou e
pautou grande parte de sua ação política no positivismo
comtiano. Apesar do conteúdo conservador dessa
corrente, o procedimento republicano contradita
profundamente a atual defesa liberal de pragmatismo político-social
e fim dos projetos racionais e conscientes de organização
social e econômica.
A construção do Rio Grande
moderno foi em grande parte obra do castilhismo-borgismo.
Sobretudo no subconsciente da classe média regional
subsiste avaliação positiva da ação, das obras, dos
serviços, da administração honesta e econômica, etc.
por ele promovida. São tempos ainda vistos como uma espécie
de idade de ouro gaúcha.
Campanha anti-republicana
O trabalhismo getulista e
brizolista foi herdeiro político e orgânico do
castilhismo-borgismo. Nas últimas décadas, ele vem
perdendo força para nova proposta político-social que,
ao abandonar suas raízes sindicalistas e
anti-capitalistas originais, retomou o ideário do bom
governo e da paz social da república
positivista, com inegável apoio das classes médias
sulinas.
A defesa das velhas lideranças
liberais-latifundiárias da República Velha e a
critiquice incondicional do castilhismo-borgismo não são
operação cultural inocente. Ao contrário, constituem
execração do direito e da obrigação do Estado de
intervir em favor do desenvolvimento social e da apologia
indireta das propostas neo-liberais de internacionalização
da economia e da sociedade.
Ao voltar à liça desfraldando
as velhas bandeiras do liberalismo e da grande
propriedade, os maragatos do novo milênio constrangem-se
apenas em envergar aquele que foi a mais querida marca
material de seus ancestrais sociais e ideológicos, já
que ela constitui hoje o símbolo de tudo que abominam e
daqueles que combatem – o orgulhoso lenço vermelho que,
negando-se a aceitar qualquer derrota, retorna sempre
bizarro ao combate.