Por MARC W. HEROLD
Departamento de Economia - Whittemore School of Business & Economics - University of New Hampshire


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Por que os investidores estrangeiros ignoram o Afeganistão de Karzai?

(Tradução de Edinaldo Tebaldi)

 

O Afeganistão não recebeu nenhuma operação expressiva de investimento direto estrangeiro direcionado para o setor produtivo após o fim da guerra que depôs o governo Taleban, apesar das frenéticas viagens que o ministro Karzai tem realizado ao exterior procurando investidores. Esse cenário contrasta com o Afeganistão sob o comando do Taleban [1996-2001], quando gigantes americanas como a UNOCAL – envolvida na construção de um gasoduto – e a Telephone Systems International Inc., sob licença do Taleban, empreenderam um projeto para construir uma rede de comunicação integrada de alta tecnologia no valor de US$ 240 milhões[1]. Apesar de todos os erros do Taleban, eles foram capazes de gerar um certo grau de estabilidade política e garantir o cumprimento dos contratos firmados. Além disso, em um ano eles foram capazes de reduzir o cultivo da papoula (papaver somniferum)  para quase zero. Na contramão, sob o governo non failed[2] de Karzai, a produção de papoula cresceu significativamente e a participação do Afeganistão no mercado mundial de heroína aumentou de 12% em 2001, para 76% em 2003[3].

Até essa data, o fluxo de investimento direto para o Afeganistão deve-se a duas empresas de telefonia celular, duas empresas de serviços aéreo expresso, três hotéis, quatro [pequenas] linhas aéreas estabelecendo ligações com Cabul, uma agência chinesa de importação, e alguns agentes privados que estabeleceram restaurantes [e.g., B’s Place, propriedade de um australiano[4], e o New Thai] e Bares [e.g., Irish Club, propriedade de um Britânico, porém forçado a fechar recentemente[5]]. Garçonetes de mini-saia [substituídas em abril de 2003 por vestidos com abertura lateral até o joelho[6]] servem cerveja Tsing Tao acompanhada de carne de porco assada no Restaurante Chinês de Cabul, aberto em novembro 2002[7]. As empresas World Airways e Swiss Skies estabeleceram um contrato de 30 meses totalizando US$ 102 milhões para operarem vôos quinzenais entre o aeroporto de Dulles-EUA e Cabul. O principal alvo deste projeto é o passageiro vinculado às grandes ONGs e às comunidades governamentais de Washington e Genebra[8]. O banco britânico Standard Chartered Bank e o Banco Nacional do Paquistão (estatal) requisitaram licença para instalarem filiais em Cabul, as quais operariam como banco comercial[9]. Um investidor americano da Florida, Stephen King, comprou a empresa estatal têxtil algodoeira Gulbahar[10]. Um outro investidor americano - Marc Seidner, proprietario da Permanente Corp., juntou-se com Americanos de origem Afegã e propôs um projeto de US$ 2 bilhões ligado a agricultura e reflorestamento no Afeganistão, o qual:

"... durante a próxima década... pode transformar grandes áreas desérticas e improdutivas em férteis florestas, pomares, e granjas avícolas (criação de frango e peru) e gerar uma renda de aproximadamente US$ 6 bilhões por ano.”[11]

Observa-se também um fluxo de investimentos de menor porte para o Afeganistão proveniente de seus vizinhos Irã e Paquistão. Afegãos que estavam exilados também realizam investimentos no Afeganistão, os quais têm conhecimento privilegiado sobre o país, uma compreensão melhor dos riscos envolvidos e expectativas dos benefícios, além de retorno imediato do investimento.

Nenhum projeto de investimento nos setores manufatureiro, mineração, e gás encanado foram iniciados até essa data[12].

Investidores potenciais examinam a relação risco-retorno, garantia de cumprimento dos contratos, e a possibilidade de retirar seus investimentos rapidamente se necessário. Os investimentos simplesmente não acontecerão se o país não for dotado de uma estrutura institucional que proteja o investidor. Além disso, outros fatores aumentam significantemente o custo de conduzir negócios no Afeganistão, entre os quais, corrupção sistêmica, regulação ineficiente e burocrática, ausência de um sistema bancário e de infra-estrutura legal etc.[13]. Investidores estrangeiros são avesso ao risco e não irão investir centena de milhões de dólares para construir um sistema de transmissão de gás que passe pelas províncias de Herat, Helmand e Candahar e conecte os fornecedores do Turcomenistão ao Paquistão. Eles também não gastarão os milhões de dólares necessários para construir infra-estrutura e desenvolver as minas de cobre da isolada Ainak, na província de Logar[14].

Em 1º de setembro de 2003, rebeldes do Taleban atacaram os guardas que faziam a segurança da rodovia em reconstrução que liga Cabul a Candahar, matando pelo menos seis policiais e empregados da Louis Berger Group[15].

A O.P.I.C, uma companhia de seguros do governo americano, ofereceu cobertura de US$ 40 milhões para a Hyatt International implementar o projeto de construção de um hotel de luxo com 205 quartos, o qual deveria ser construído, como era de se esperar, em frente à embaixada dos Estados Unidos em Cabul[16]. A O.P.I.C também concedeu um empréstimo para o Berkeley Group/ World Airways[17]. Em 16 de junho de 2003 o Afeganistão juntou-se a agência multilateral de garantia de investimentos do Banco Mundial [ MIGA- sigla em Inglês ], a qual fornece seguro de risco político para investimentos [remessa de lucros, expropriação, quebra de contrato, danos de guerra, e distúrbio civil ][18]. Esses esquemas socializam o risco do investimento direto estrangeiro no Afeganistão.

Os investimentos diretos que ocorreram [veja a tabela 1 abaixo] foram direcionados aos setores de prestação de serviços e geograficamente localizados em Cabul, cidade protegida pela Força Internacional de Assistência à Segurança (ISAF). As companhias de telefonia celular operam em meia dúzia de cidades relativamente importantes. O investimento dessas empresas é pequeno e consiste basicamente em torres (bens de capital) e pessoal. Um cyber café foi instalado no Hotel Intercontinental de Cabul pela AWCC. Foram estabelecidas duas linhas aéreas com serviços semanais a Cabul: World Airways/Swiss Skies ligando Washington-EUA a Cabul e L.T.U. ligando Dusseldorf-Alemanhã a Cabul. Contudo, o vôo semanal da L.T.U. foi condenado por uma associação de pilotos alemães como sendo perigoso devido às minas ao lado das pistas de decolagem e a possibilidade de lançamento de foguetes antiaéreos contra a aeronave no aeroporto de Cabul[19]. A empresa aérea AZAL, uma estatal do Azerbaijão, está operando três vôos por semana entre Cabul a Baku. Em maio de 2002 a companhia aérea Mayan, uma empresa privada do Irã, passou a oferecer vôos entre Teerã e Cabul duas vezes por semana usando um Airbus. A companhia aérea Ariana pode interromper suas operações devido a um ataque[20] contra um Boeing 727 que decolou de Cabul em 26 de Julho de 2003. O empreendimento das outras duas companhias aéreas de entrega expressa é menos exposto aos problemas internos do Afeganistão. A DHL usa um velho aparelho russo alugado (Antonov-12) para voar entre Cabul e Bahrain, um centro de operações da DHL no oriente médio. Em resumo, um total de aproximadamente US$ 120 milhões foi investido no Afeganistão, porém 88% desse total é devido a dois projetos de investimento realizados por um consorcio de telefonia celular, e 75% é originário de apenas uma fonte, o fundo de Aga Khan.

Em 11 de agosto, durante a transmissão de comando da ISAF para a OTAN em Cabul, o ministro Karzai [mais uma vez] distinguiu-se pelo discurso desprovido de substância. Segundo ele,

"... hoje nós temos uma cidade verdadeiramente internacional. Hoje nós temos uma cidade onde as pessoas podem vir e investir....nós temos nesta cidade um restaurante Tailandês... nós temos restaurantes da Índia e da China...." [21]

Sim, um exército internacional está em Cabul sem o qual Karzai seria história há muito tempo. Os investidores estrangeiros estabeleceram alguns restaurantes no Afeganistão, mas isto está muito distante do anunciado pelo ministro do comércio de Karzai, Sayed Kazemi, o qual disse em abril que os investidores estrangeiros estavam se preparando para investir bilhões de dólares no país. O primeiro restaurante chinês, Golden Lótus (lótus dourado), foi aberto em Cabul na década de 70.

Por sua vez, a ajuda financeira concedida pelas organizações internacionais é significativa e totalizou US$ 1.836 milhões [janeiro 2002 - março 2003]. Esse montante representa 42% do PIB do país, estimado em cerca de US$ 4.4 bilhões, em 2002, pelo Banco de Desenvolvimento da Ásia. 

O cenário descrito acima mostra claramente que os investimentos diretos realizados no Afeganistão não requerem compromissos de longo prazo e podem ser rapidamente retirados do país. Portanto, os investimentos não acontecerão até que alguma evidência de estabilidade e previsibilidade exista no Afeganistão. A existência de um sistema legal para se fazer cumprir contratos é um elemento crucial que não está presente no Afeganistão de Karzai.

Os investimentos consumados até agora servem exclusivamente às classes média-alta [exilados no estrangeiro, exilados que retornaram ao Afeganistão, e os burocratas de Karzai] e contribuem muito pouco para gerar estabilidade política. O salário médio em Cabul é US$ 1/dia. Um Nokia da AWCC custa US$ 290, e um Motorola custa cerca de US$ 350[22]. Uma hora no novo cyber café custa US$ 5. Vôo de ida e volta Teerã-Cabul nas linhas aérea Mahan custa $330. Vôo de ida e volta na classe executiva Dulles, EUA -Cabul custa US$ 7.500. Esses números dizem muito sobre o papel do investimento estrangeiro na "reconstrução afegã." Como tem sido apontado tanto por mim quanto por outros autores há muito tempo, os investidores estrangeiros em atividades não-extrativas não desenvolvem mercados, eles seguem os mercados e tendem a produzir produtos complicados, de maneira complicada a fim de apropriar-se dos escassos lucros[23]. Dado a distribuição de renda, a pobreza endêmica, e o ambiente de elevado risco no Afeganistão, nenhum investidor racional irá se expor aos riscos de investir seus recursos no Afeganistão do Ministro Karzai.

 

O Afeganistão é arriscado demais para investir.

Tabela 1: Investimento Direto Estrangeiro no Afeganistão de Karzai

Companhia

Data Projeto

$ Invest.

Descrição

Proprietário(s)

Afghan Wireless Communication Co. (AWCC)

5/2002

(1998)

US$ 50 milhões

Rede de telefonia celular (GSM); começou a operar em Cabul (abril 2002) e em quatro outras cidades. O maior fornecedor da AWCC é a WorldCom-EUA (proprietária da Embratel)

Uma ‘joint venture’ entre um exilado Afegão, Ehsan Bayat's TSI International [NY] e o governo de Karzai [20%]

DHL Worldwide Express

3/2002

?

Serviço expresso aéreo entre Cabul-Bahrain; usa um avião alugado AN-12, o qual tem capacidade para 18 ton. de carga

A DHL tinha servido o Afeganistão até 1987

Mahan Airlines (Irã)

5/2002

?

Serviço aéreo duas vezes por semana entre

Teerã e Cabul; usa um Airbus

Mahan Airlines é uma empresa privada Iraniana

FedEx

11/2002

?

Entrega aérea expressa e serviço de transportes rodoviário em Cabul

FedEx  associada com a Afghan Express Ltd.

Hotel Intercontinental de Cabul

2002

US$ 8 milhões

Renovação de um velho hotel de 200 quartos

Alugado por 15 anos pelo grupo Dubai's Al Yaqoub. O InterCon hotel é agora propriedade da rede de hotéis Six Continents Hotel

Companhia Indiana

9/2002

US$ 0.25 milhões

Manufatura de gases industriais

Anunciado como uma ‘joint venture’

Azerbaijan Airlines (AZAL)

1/2003

?

Vôos três vezes por semana pela AZAL entre Cabul e Baku

Propriedade da AZAL (100%), usando um Boeing 727-200

Aga Khan Fund para o Desenvolvimento  Economico

2003

US$ 25 milhões

Renovar /expandir um velho hotel de cinco estrelas em Cabul Serena

100% propriedade do grupo Agha Khan. Construção iniciada

Hyatt Regency Cabul

Planejado

US$ 40 milhões

Construir um hotel cinco estrelas com 205 quartos em frente à embaixada americana

Ainda na fase de planejamento pela Hyatt, 3 empresas Turcas de construção e a companhia de reconstrução do Afeganistão

Standard Chartered Bank

Planejado 2003

US$ 1.5 milhões

Estabelecer um banco comercial em Cabul; Aguardando licença.

100% britânico. Banco com uma forte presença regional

China Merchandise Trade Center Ltd.

7/2003

US$ 1.2 milhões

Firma de importação de produtos estabelecida em Cabul

100% propriedade chinesa

Fonte: Compilada pelo autor

 

Continua

Tabela 1: Investimento Direto Estrangeiro no Afeganistão de Karzai - Continuação

Companhia

Data Projeto

$ Invest.

Descrição

Proprietário(s)

World Airways Inc.-The Berkeley Group and Swiss Skies

7/2003

US$ 2.1 milhões, empréstimo da O.P.I.C

Serviço aéreo quinzenal entre Dulles Washington-Genebra – Cabul; usa um MD-11

Swiss Skies é propriedade do The Berkeley Group, Wash.D.C., o qual tem um contrato com a World Airways para executar os serviços. Waleed Youssel é o diretor presidente da Swiss Skies.

Consorcio internacional, Telecom Dev. Corp. Afeganistão lança novo serviço chamado Roshan

7/2003

US$ 55 milhões

Uma segunda rede de telefones celulares in 6 cidades -Cabul, Herat, Candahar, Mazar, Kunduz, Jalalabad

Aga Khan Fund (51%), Monaco Telecom Int'l (35%), MCT (9%), e Alcatel (5%)

Luftransport-Unternehmen (L.T.U.)

8/2003

 

Serviço aéreo semanal entre Dusseldorf-Cabul; usa um Airbus 330

100% propriedade da  companhia aérea alemã

The Chinese Restaurant

11/2002

US$ 0.16 milhões

Restaurante chinês em Cabul

Propriedade de Wong Wentian  (75%) e do governo do Afeganistão (25%)

Três companhias

2002-3

 

Companhias que produzem sistemas de freio, água mineral, e produtos homeopáticos

Capital chinês

Investidor da Florida - EUA, Stephen King

7/2003

$ 2.5 milhões[24]

Comprou o complexo têxtil algodoeiro de Gulbahar

Investidor americano (100%)

Fonte: Compilada pelo autor



* Departamento de Economia - Whittemore School of Business & Economics - University of New Hampshire. E-mail:  mwherold@cisunix.unh.edu

[1] Para maiores informações sobre essa operação da UNOCAL, veja Ahmed Rashid, Taliban: Militant Islam, Oil, and Fundamentalism in Central Asia [New Haven: Yale University Press, 2001] e Adam Tarok, "The Politics of the Pipeline: the Iran and Afghanistan Conflict," Third World Quarterly 20,4 [1999]: 801-820. Sobre a operação de telecomunicação, veja Simon Romero, "Afghan Phone Links Are an American Legacy," New York Times [November 12, 2001]

[2] Nota do tradutor: O termo ‘failed state” refere-se a incapacidade do estado de prover serviços típicos de governo como educação, segurança,  organização institucional etc.  O autor usa esta expressão para ironizar o governo do ministro Karzai. 

[3] "Afghanistan is Biggest Illicit Drug Source: U.M." Dawn [June 26, 2003]

[4] Todd Pitman, "Kabul Adds Western Style at a Price," Washington Post [November 26, 2002]

[5] "Threats Close Kabul's Irish Bar," BBC News [April 26, 2003] at 15:28 GMT

[6] Hamida Ghafour, "Anarchy, Ambition Collide in Kabul," Globe and Mail [August 12, 2003]

[7] "Chinese Mini-Skirted Revolution Hits Post-Taliban Afgha," Sydney Morning Herald [December 17, 2002]

[8] Joe Sharkey, "Getting to Kabul Could Be All the Fun," New York Times [June 3, 2003] e "World Airways Gets $102 mn Contract for Afghanistan Service," Atlanta Business Chronicle [May 1, 2003]. O linha aérea Dulles,Washington -  Cabul foi criada pela "Swiss Skies" em junho de 2003. Todavia, a empresa  é conduzida por Waleed Youssef, engenheiro de transporte aéreo, consultor aéreo, e sócio da empresa de consultoria The Berkeley Group, Washington-D.C. Youssef é diretor presidente da Swiss Skies. 76% da Swiss Skies é de propriedade americana e o proprietário(s) dos 24% restante é desconhecido. Em 2002, o Berkeley Group fechou um contrato de consultoria com o governo Americano (Agência de Comércio e desenvolvimento)  para analisar a aviação civil no Afeganistão. O relatório final foi escrito por Waleed Youssef e publicado em  novembro de 2002.  A Swiss Skies tem um contrato com a World Airways para voar quinzenalmente usando MD-11s entre Dulles e Cabul, com escala em Genebra. Youssef é um entusiasta com a privatização de aeroportos e tem experiência em consultoria envolvendo aeroportos internacionais.

[9] Mike Patterson, "Standard Chartered Step Marks Revival of Afghan Banking," Agence France-Presse [June 29, 2003 at 7:33 AM PDT]

[10] "Afghanistan's $ 30 Billion Investment Aim Starts at Textile Mill," Bloomberg.com [August 5, 2003], Fonte: http://quote.bloomberg.com/apps/news?pid=nifea&&sid=aPms4VlaAFK8

[11] Paul Watson, "Afghan Aid Faces Hurdles," Los Angeles Times (September 1, 2003).  In  this article, Watson notes that Seidner has never managed an agricultural mega-project.

[12] Uma ‘amostra’ da visão oficial do processo de reconstrução é encontrado na seguinte página da Internet: http://www.export.gov/afghanistan/commercial/sectors/transportation.html

[13] veja Danesh Kerokhel, "Investment Turn-Off," Institute for War and Peace Reporting [June 30, 2002]

[14] 300 soldados Árabes da Al Qaeda construíram um campo nessa região em outono de 2001.

[15] "Attack on Road Construction Team Kills Six," IRIN News [September 1, 2003]

[16] "OPIC Agreement Marks Start of Hotel Project in Afghanistan," OPIC Press release [June 9, 2003]

[17] "American Small Business To Open Direct Air Link to Kabul," U.S. Department of State International Information Programs [June 27, 2003]

[18] "Afghanistan Joins Agency to Provide Risk Insurance for Investors," Agence France-Presse [July 4, 2003 at 5:40 AM PDT]

[19] "German Airline Criticized for Kabul Flights," DW - Deutsche Welle [September 1, 2003]

[20] A aeronave foi alvo de disparos.

[21] "ISAF Peace Contribution Drawing Business to Afghanistan: Karzai," Agence France-Presse [August 11, 2003]

[22] Diana Muriel, "Afghan Telecom Risk Paying Off," CNN.com./Business [October 28, 2002]

[23] Veja Marc W. Herold, "An Analysis of the Historical Determinants of United States Investment in Latin American Manufacturing"  [Berkeley, CA.: unpublished Ph.D dissertation in Economics, University of California, 1979], 680 pp.  Essa teoria foi desenvolvida por Stephen P. Magee, "Multinational Corporations, the Industry Technology Cycle and Development," Journal of World Trade Law 11 [1977]: 297-321.

MARC W. HEROLD

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