Por RICARDO AZENHA LOUREIRO ALBUQUERQUE
Mestre em Engenharia de Produção pela UFSC. Professor da Faculdade Nobel

 

Guerra e Internet

 

You're Either With Us or You're With The Terrorists!Em tempos de guerra é inevitável não comentá-la, principalmente uma guerra que se confunde com um enlatado americano no horário nobre.

Por incrível que pareça, o homem sempre esteve, e está em guerra, seja na Europa, na Ásia, no Oriente Médio, na África, na América do Sul e até mesmo no Brasil com suas guerras urbanas do Rio e São Paulo. Temos conflitos diários e sanguinários, mas nenhum chama tanto a atenção das pessoas do mundo todo quanto uma guerra que envolve os norte americanos, talvez pela capacidade do Tio Sam de conseguir transformar um conflito armado em um seriado de televisão, principalmente esta última.

Em 1991 tivemos a primeira guerra do Iraque, e a grande “sensação” na época foi assistir aos bombardeios ao vivo e a cores, ou melhor em tons de verde por causa das lentes de visão noturna.

Naquela época a Internet ainda servia apenas as instituições universitárias e militares. A maioria das pessoas nunca tinha ouvido falar sobre a grande rede, e a tecnologia de transmissão de imagens e sons pela Internet estava apenas “engatinhando”.

12 anos se passaram, as razões para guerra continuam as mesmas, os homens no poder continuam os mesmos - numa democracia “patriarcal imperial”, onde ficou para o filho o que o pai não conseguiu realizar mas isso é outra história.

Nesses 12 anos a tecnologia evoluiu muito, se popularizou no mundo todo, inclusive no Iraque. Se em 1991 era necessário ter uma antena parabólica internacional e ser assinante da CNN para poder acompanhar a guerra ao vivo, hoje, além das emissoras de TV’s a cabo que fazem a cobertura, temos a Internet.

Além de assistirmos aos bombardeios com imagens bem definidas, mesmo durante a noite, temos jornalistas acompanhando os militares diretamente do Front com pequenas câmeras digitais transmitindo imagens com uma qualidade um pouco sofrível, meio “robotizada” (talvez na 3ª guerra do Iraque estás imagens também estejam melhores).

Como são jornalistas americanos transmitindo imagens do exército americano na maioria das vezes as informações que nos chegam podem não ser confiáveis, o mesmo acontece do lado do Iraque, pois, existe também uma guerra de informações. Na Internet também podemos encontrar muita informação sobre a guerra, principalmente em blogs que são páginas que funcionam como diários, onde as pessoas incluem diversos tipos de informações. O interessante dos blogs referentes a guerra é que podemos ter uma visão diferente dos acontecimentos diários no Iraque.

Talvez um dos mais interessantes blogs sobre a guerra é o que a jornalista da globonews Helena Nacinovic cita em sua matéria “Blogs de jornalistas e iraquianos formam frente virtual de informações sobre a guerra” (http://globonews.globo.com/GloboNews/article/0,6993,A507478-1269,00.html) seja o blog do iraquiano Raed (http://dear_raed.blogspot.com/).

Uma forma de encontrar blogs sobre a guerra do Iraque é, no site google fazer uma busca por +blog +iraq +war. Mas lembre-se, não se pode confiar em tudo o que se vai ler.

RICARDO AZENHA LOUREIRO ALBUQUERQUE

     

 

 


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