“O dia está próximo e Marte
comanda a hora!”
Scheller
O
11 de setembro foi, sem dúvida nenhuma, um marco no processo
geral de ofensiva política, econômica e militar do imperialismo
norte-americano reiniciada no final da década de 80. Esta ofensiva
adquiriu maior força, acobertada pelo discurso de combate ao
terrorismo internacional.
Os ataques a Word Trade Century, pelo menos num primeiro
momento, neutralizou as forças anti-imperialista e forjou uma
“solidariedade” inter-capitalista com o império atacado, e ultrajado,
por alguns bárbaros terroristas de algum paisinho do terceiro
mundo. Para sermos mais precisos, criou-se uma mistura de solidariedade
e medo, pelo que poderia fazer a fera imperialista ferida. Especialmente
porque Bush bradava aos quatro ventos: “quem não está comigo
está contra mim.” Poucos, naquele momento delicado, ousariaM
ir frontalmente contra o imperador. Em um primeiro momento,
até mesmo a esquerda mundial vacilou.
Às vésperas dos ataques, os EUA viviam momentos de descrédito.
Atravessavam uma crise econômica que avolumava-se e transbordava
em recessão, esvaziava-se assim o mito da Nova Economia. Adotavam,
também, uma política externa de isolamento bastante impopular.
Eles, por exemplo, não ratificaram o Tribunal Penal Internacional,
não assinaram o protocolo de Kyoto de proteção ambiental, se
retiraram da Conferência de Durban contra o racismo (solidários
aos governo fascista de Israel). Não aceitaram o protocolo sobre
verificação de armas biológicas e minas terrestres, romperam
unilateralmente com o tratado de mísseis anti-balísticos, que
tinham com a Rússia, e implementam o programa bilionário de
guerra nas estrelas.
Os ataques permitiram a Bush e as forças mais conservadoras
saírem de um certo isolamento interno e externo. Esta solidariedade,
e o medo, permitiram que os EUA desfechassem, sem nenhuma resistência
internacional, um ataque militar ao pobre Afeganistão, onde
diziam que se refugiava o autor intelectual dos atentados: Osama
Bin Laden. Até o Vaticano deu uma justificativa moral para os
ataques norte-americanos – “direito à autodefesa, mesmo por
meios agressivos” – “Os EUA têm o direito e o dever de responder
aos ataques”. Transforma-se uma guerra colonial em uma guerra santa.
Uma guerra
suja no Afeganistão
O conflito no
Afeganistão foi um acontecimento em todos os sentidos sui
generis. Foi uma resposta militar contra toda uma nação
inteira à partir de um atentado perpetrado por um grupo terrorista
com ramificações internacionais, inclusive em países historicamente
aliados aos EUA como a Arábia Saudita e o Paquistão. Repetimos:
O único motivo para a agressão era a presumível presença de
Bin-Laden no país.
Imagina se este passasse a ser o procedimento padrão
de todos os países. Os ingleses poderiam bombardear bairros
ou cidades norte-americanas com alta densidade populacional
de católicos, por que foi desses bolsões que saiu grande parte
do dinheiro que sustentou a ação armada e terrorista do IRA.
Os cubanos também teriam todo direito de bombardear Miami por
que é lá que se concentram os terroristas cubanos responsáveis
por centenas de atentados ao povo e a economia daquela pequena
ilha. Afinal, os EUA foram, e são, os principais financiadores
e adestradores de terroristas no mundo. Patrocinaram, e patrocinam,
a mais perversa forma de terrorismo: o terrorismo de Estado.
A verdadeira história dos atentados de 11 de setembro
e da guerra contra o pobre Afeganistão ainda está para ser contada.
O objetivo alegado era pegar Osama Bin Laden, o que não ocorreu.
Ele escapou e continua dando declarações bombásticas, como também
escapou o Mullah Omar, líder máximo dos Talibãs. Ninguém mais
fala do assunto.
É sempre bom lembrar que o inimigo número 1 dos norte-americanos
foi no passado um bom aliado e justamente por isto foi por eles
formado na “arte do terrorismo” e jogado contra o governo pró-soviético
do seu país. Naquele tempo os terroristas do Taleban eram considerados,
por Reagan, “guerreiros da liberdade” – Hollywood até os homenageou
com o Rambo IV.
Se a trama que culminou nos atentados de 11 de setembro
e os meandros sombrios desta guerra nos fogem, o final da história
e seus verdadeiros beneficiários todos conhecemos: o maior vitorioso
não foi o povo americano, foi o complexo industrial militar
e as grande companhias de petróleo – que aumentaram suas fortunas
sobre os cadáveres de milhares de compatriotas e do pobre povo
afegão. Após a vitória, passou para as mãos das companhias norte-americanas
o direito sobre a construção e controle de gigantesco oleoduto
e gaseoduto das ricas jazidas do Mar Cáspio – que estava na
mira dos russos.
Na verdade por trás da guerra contra o Afeganistão estavam
os interesses econômicos e geopolíticos do imperialismo norte-americano
- como o controle dos vultuosos recursos energéticos de uma
região estratégica para quem deseja conquistar o planeta: a
Ásia Central (outrora área de influência soviética) e o sul
da Ásia – regiões fronteiriças com a Rússia, China e Índia.
Iniciado o conflito, o mundo assistiu estarrecido a
potência mais poderosa do mundo agredir e ocupar um dos países
mais miseráveis da terra. Uma luta desigual que só os afegãos
morriam, e morriam aos milhares: soldados e civis, mulheres,
crianças e velhos. Nunca se saberá ao certo o número de mortos
– com certeza dezenas de vezes mais do que os que morreram no
World Trade Century. Os soldados do Império nem aos menos se
envolviam nas lutas em terra. Não corriam nenhum risco. O trabalho
sujo, o corpo a corpo, era realizado pelos seus aliados da “Aliança
do Norte”.
Ficaram tristemente famosos os “efeitos colaterais”
da guerra suja de Bush. Quando tardiamente as fotos destes “efeitos
colaterais” – crianças
mutiladas - chegaram ao ocidente iniciou-se um movimento de
contestação que não conseguiu atingir a escala necessária, mas
deixou uma forte impressão na opinião pública mundial.
Também merece um destaque os crimes de guerras cometidos
e acobertados pelo Império. Os EUA e seus aliados descumpriram
descaradamente a Convenção de Genebra. Como não se tratava de
uma guerra convencional e sim de um novo tipo de guerra recém
inventada, a guerra contra o terrorismo, os norte-americanos
não precisavam ficar presos aos limites éticos de nenhuma convenção
internacional. Além do mais, os norte-americanos foram sempre
contra os acordos internacionais que pudessem limitar seus intentos
expansionistas.
Esta ideologia de fundo racista explica o massacre de
quase mil prisioneiros de guerra, muitos estrangeiros, na fortaleza
de Mazar-i-Sharif e o massacre dos últimos defensores de Kandahar.
Também explicam o tratamento desumano dado ao prisioneiros de
guerra, acorrentados, vendados e torturados, amontoados em campos
de concentração em Guantânamo, sem direito a um julgamento justo.
Todos estes atos contra os direitos humanos deveriam ser objetos
de uma investigação séria por parte de tribunais internacionais.
O EUA recusam categoricamente esta idéia. Eles estão acima de
qualquer lei. Ninguém tem o direito de julgar o imperador.
A partir de 11 de setembro criou-se os termos “estados bandidos”
e o “eixo do mal” – no qual, primeiramente, foram incluídos
Iraque, Irã, Síria, Coréia
do Norte e Cuba. Depois chegou-se a incluir
60 países que, segundo o governo norte-americano, abrigavam
grupos terroristas.
Os senhores da guerra
Esta nova onda belicista está ligada a crise econômica
norte-americana e aos interesses dos grande grupos monopolistas,
especialmente o complexo industrial-militar e do petróleo. Bush
e seu staff são filhos deste diabólico e mortífero complexo.
A campanha republicana foi financiada, em grande parte, pelas
empresas Enron, Lockeed, Raython entre outras – todas interessadas
numa política expansionista e guerreira. Todos os chamados falcões
da Casa Branca e do Pentágono, como Dick Cheney, vice presidente;
Donald Rumsfeld, secretária da defesa e a
assessora de segurança nacional Condoleezza Rice são
ligados a este esquema.
Entre 2001 e 2003 o orçamento militar pulou de 300 bilhões
para 380 bilhões de dólares.
Somados aos 38 bilhões, que serão utilizados na segurança
interna, os gastos militares atingirão um total 418
bilhões de dólares. Isto é
quase o PIB da Rússia ou do Brasil e representa 36% dos
gastos militares de todo o mundo. Imagina o que poderia produzir
este dinheiro se ele fosse utilizado na alimentação, na saúde,
na educação e na construção de casas populares. Ou seja, fosse
utilizado à serviço da paz e não da guerra.
Nas guerras imperialistas os estoques gigantescos
de armamentos, que estão parados nas bases militares, podem
ser finalmente utilizados de maneira útil: matando gente. E
os grandes monopólios de armamentos podem novamente produzir
à todo vapor e vender os seu produtos ao justo preço de mercado
– monopolizado - para o Estado imperial. Este, por sua vez,
utiliza estes armamentos modernos, e caros, para derrubar as
barreiras alfandegárias de outros estados indóceis e ocupar
novos territórios – ou seja, conquistar mais matérias primas
básicas de baixo preço e mais consumidores em potencial para os seus
produtos. E para isto, é claro, é preciso morrer muita gente.
Esta é uma das leis de ferro
do imperialismo. Assim procura solucionar a sua crise.
A nova
doutrina militar
No final do ano passado foi anunciada a nova doutrina
militar norte-americana que incorpora a noção de ação preventiva
contra grupos suspeitos de planejar ações terroristas e países
que lhes dêem guarita ou apoio de qualquer tipo. Segundo ela,
os EUA deveriam agora estar preparados para utilização de artefatos
nucleares. Alterava-se o conceito de ação defensiva e de auto-defesa.
A nova doutrina militar é mais um capítulo do naufrágio
da Nova Ordem apregoada por Reagan/Bush e também pelo democrata
Bill Clinton. Os EUA pretendiam naquele momento acobertar as
suas ações através de órgãos como a ONU, especialmente o seu
Conselho de Segurança. Este deveria ser o garantidor da paz
e o severo juiz das ações daqueles que fugiam da nova ordem
pretendida. Por trás de tudo isto estaria os EUA. Seria a Pax
Americana. Foi neste esquadro de ampla hegemonia política e
ideológica norte-americana que ocorreu a Guerra do Golfo.
Mas passado pouco tempo este esquema não serviria mais
aos interesses da super-potência norte-americana. Os EUA tinham
pressa em ampliar sua hegemonia econômica, política e militar
pelo mundo, punir exemplarmente e rapidamente aqueles que desafiassem
o seu poderio. Os mecanismos da ONU eram lentos e sujeitos a
alguns imprevistos – resistência da China, Rússia – ou mesmos
de aliados menos fiéis como a França. O império não podia ficar
submetido a vontade de potências de segunda categoria. Afinal,
o orçamento militar norte-americano é superior a todos os orçamentos
militares dos aliados juntos.
Os ataques contra o Iraque em 1998 e contra a Iugoslávia
em 1999 foram conduzidos sem o aval do conselho de segurança
da ONU e já com algumas resistências de alguns poucos países
que compõe a OTAN. A guerra contra o Afeganistão também se deu
à margem de qualquer decisão do Conselho de Segurança da ONU.
Os EUA começaram a usar seu poder militar de maneira unilateral,
através de negociações diretas com países aliados como a Inglaterra
e em alguns casos particulares com a Rússia. Utilizaram-se particularmente
da OTAN.
A OTAN havia sido criada em 1949 como um movimento defensivo
em relação a um possível
plano expansionista soviético na Europa. Com o fim da URSS e
do bloco socialista seria de se esperar que a OTAN fosse extinta
já que não existia mais o inimigo a quem ela se destinava a
combater. Mas foi justamente o contrário que se verificou –
ocorreu uma expansão de seu raio de ação, com a inclusão de
ex-países socialistas, e um envolvimento maior em conflitos
militares que atendiam aos interesses norte-americanos como
os ocorridos na Iugoslávia em 1999 e no Afeganistão em 2001.
No entanto,
mesmo a OTAN, que não inclui a China, a Rússia e os países emergentes
do terceiro mundo, começou a se tornar um obstáculo, embora
não intransponível. A França e a Alemanha não aceitavam mais
se submeterem docilmente. Elas também tinham seus interesses
particulares.
Sangue
por petróleo
Terminada a guerra contra o Afeganistão o imperialismo
precisava de um novo alvo. O complexo industrial-militar precisava
de um novo alvo. Havia muitos alvos a se escolher e se resolveram
pelo velho inimigo: o Iraque. Novamente um inimigo bastante
enfraquecido. Esta é uma das características deste imperialismo,
prefere presas mais frágeis que não possam oferecer nenhuma
resistência.
O motivo alegado foi: o Iraque possuía armas de destruição
em massas e era uma ameaça a seus vizinhos. Quem diz isto? O proprietário do maior arsenal de armas atômicas
do mundo e que por sinal já as utilizou contra o Japão em 1945,
matando indiscriminadamente 200 mil pessoas.
Uma pergunta fica: Por que apenas o Iraque merece sanções
e agressões militares? A
Índia, o Paquistão e
Israel possuem armas de destruição em massa, inclusive
atômicas. Todos estes países estão mais próximos de utilizá-las
que o pobre do Iraque. Por sinal, a primeira medida dos EUA
quando do início da guerra contra o Afeganistão foi reduzir,
ou eliminar, a pressão sobre o seu aliado Paquistão sobre a
produção e armazenamento de armas de destruição em massa.
Então qual é o verdadeiro motivo da guerra? Novamente
o petróleo. O Iraque têm a segunda reserva mundial de petróleo,
perdendo apenas para a Arábia Saudita. Ele é responsável por
10% da oferta internacional. Os americanos cobiçam esta riqueza
que está fora do seu alcance e nisto não estão sozinhos. A British
Petroleum da Inglaterra já sonha com um retorno ao país do qual
foi expulsa na década de 1960. Ela terá sua parte reservada
no grande botim. Talvez isto ajude a explicar a posição de Tony
Blair. No entanto, a maior parte ficará com as três irmãs norte-amreicanas
– Texaco, Esso e Shell.
Os EUA produzem 7 milhões de barris de petróleo por
dia e consomem 20 milhões, ou seja necessitam importar 13 milhões
de barris ao dia. Para eles esta é uma questão estratégica.
Os árabes, juntamente com o Irã, possuem 62% de todas as reservas
mundiais.
O governo do Iraque mostrando uma habilidade incrível
aceitou a volta dos inspetores da ONU, desarmando a armadilha
norte-americana que contava com a sua recusa para iniciar imediatamente
um ataque mortífero. Sadam tinha fortes motivos para não permitir
a volta dos inspetores, estes cumpriram uma missão vergonhosa
de espionagem contra aquele país até 1998, quando se retiraram
a pedido dos norte-americanos, que preparavam o inicio da operação
Tempestade no Deserto. Segundo o conceituado jornal Wasshinton
Post os inspetores indicaram os pontos a serem bombardeados pela aviação e marinha norte-americanas.
Depois disto, corretamente, foram impedidos de regressar ao
país.
Os EUA, mesmo assim, não desistiram e exigiram da ONU
autorização para caso houvesse alguma resistência por parte
do Iraque pudesse ter carta branca para ocupar o país. Esta
lhes foi negada, em troca aprovou-se uma resolução mais dura
que a anterior. O Iraque mais uma vez aceitou a resolução da
ONU. Mas, infelizmente, esta atitude nobre talvez de nada valha.
Porque as verdadeiras razões para a guerra são outras. Não se
trata de desarmar o Iraque e sim destruí-lo enquanto nação soberana
e apropriar-se de suas riquezas.
Até agora os inspetores da ONU não encontraram qualquer
indício de existência de armas biológica ou de destruição em
massa. Hoje o Iraque é um país em ruínas. Mais de 80% de sua
capacidade militar e de sua infra-estrutura foram destruídas
na última guerra. O povo passa fome e morre de inúmeras doenças
graças ao embargo econômico que dura mais 10 anos. Neste período
já morreram mais de um milhão de meio de pessoas, uma grande
parte são criança que nem haviam nascido quando ocorreu o conflito.
Um lento genocídio se comete ali.
O mundo
resiste
No entanto, os objetivos americanos estão sendo ameaçados
por dois lados: de um lado o crescimento do movimento anti-guerra
em todo o mundo, inclusive no território norte-americano – houve
recentemente uma manifestação que reuniu cerca de 200 mil pessoas
em Washington e outras centenas de milhares em outros estados.
A pressão sobre os governos que compõe a OTAN cresce. Manifestações
gigantesca ocorreram na Grécia, França, Inglaterra, Itália e
Turquia. Os povos de todos os países do Oriente Médio se colocam
contra a guerra e realizam grandes manifestações contra o imperialismo
norte-americano e seu principal aliado Israel
De outro lado, até governos de países capitalistas
importantes, aliados tradicionais, como o da França e da Alemanha
dizem que são contrárias a guerra, também são contrárias a Rússia
e a China – a duas juntamente com a França tem assento permanente
no Conselho de Segurança da ONU e pode de veto – ou seja, hoje
a guerra não passaria facilmente por este Conselho.
O próprio Vaticano que deu apoio tácito a
guerra contra o Afeganistão já se posicionou duramente contra
uma nova guerra contra o Iraque. Todos os países árabes, sem
exceção, condenam a guerra. Ou seja, até inimigos histórico
do Iraque, como o Kuait, o Irã e a Arábia Saudita defendem uma
política de paz para
a região.
Hoje somente o governo inglês apoia integramente
as ações militares americanas e já mandou tropas para a região.
Cresce na opinião pública inglesa o repúdio a guerra, a pesquisa
feita pelo The Guardian revelou que 46% dos ingleses são contra
a guerra e somente 33% defendem a alinhamento automático com
os EUA. Isto poderá ter algum efeito sobre o governo trabalhista
no próximo período. Os EUA caminham, assim, para um isolamento
internacional ainda maior.
Mas, os preparativos
de guerra continuam a todo o vapor. Mais de 100 mil soldados
já se encontram na região, espera-se a chegada de mais 50 mil
nos próximos dias. O efetivo total pode chegar a 250 mil soldados.
O objetivo não é mais apenas derrubar o governo e sim colonizar
o país, colocando um governador-geral norte-americano com o
objetivo de “reconstruir” o país e, quem sabe, no futuro, entregá-lo
a um governo confiável. Espera-se que um ataque fulminante ocorra
entre o dia 15 de fevereiro, após o Ramadan, e o início de março.
Portanto, a guerra é iminente e os povos do mundo não
têm tempo a perder. É preciso construir um amplo e unitário
movimento pela paz. Um movimento que inclua partidos políticos,
movimentos sociais, igrejas e governos. Foi aprovado no Fórum
Social Mundial que o
dia 15 de fevereiro será o
dia internacional de luta contra a guerra e pela paz. Vamos
transformá-lo num grande acontecimento, um grito ensurdecedor
dos povos que consiga encobrir o som dos tambores de guerra
do Império.