Numa versão mais elaborada, os comentários
pessoais que poderiam ser feitos ao desempenho da nova maioria
na fase de transição seriam os seguintes:
1) Unificar o discurso
Essa regra, classificada então como
absoluta, válida em qualquer momento e em qualquer circunstância
do jogo político, foi cumprida de modo satisfatório, com pequenos
deslizes setoriais na montagem da equipe ministerial ou na
orientação a ser dada à política econômica do novo governo.
Em discurso pronunciado no dia 28 de outubro que pode ser
considerado como praticamente impecável – não fosse a referência
a alguns caudilhos políticos do passado que melhor seria ter
deixado no limbo, a despeito do fato incômodo que eles também
pertencem ao presente – o vencedor ofereceu uma visão bastante
clara do que pretenderia fazer no comando do País.
Tivemos então a impressão de que
a liderança estava sendo exercida em todas as suas dimensões.
Mas é óbvio que o Príncipe não pode ocupar-se pessoalmente
de todos os detalhes da nova administração, daí a delegação
de poderes ao chefe operacional do partido, que desempenhou-se
relativamente bem nesse período. O poder é contudo algo tão
fascinante e atraente que, inevitavelmente, outros personagens
sentir-se-ão atraídos por suas luzes e possibilidades de mando,
o que de fato ocorreu, em condições bastante limitadas, felizmente.
Assim, não ocorreu o fenômeno da “dupla linguagem”, mas houve
pequenos incidentes verbais sobre como melhor encaminhar os
temas econômicos na fase de transição e além. Minha pontuação:
começo com 9 pontos no boletim.
2) Falar ao País, não ao partido
Ocorreu aqui uma das mais gratas
surpresas de qualquer período de transição ocorrido historicamente
no Brasil – descontando-se aquela entre FHC I e FHC II – no
sentido em que o País uniu-se, em lugar de dividir-se, tanto
quanto tinha sido o caso durante a campanha eleitoral. A nova
maioria, por obra e graça das suas lideranças, mas também
em razão das circunstâncias excepcionais de consolidação democrática
do País, da maturidade eleitoral demonstrada pela população
(com a infeliz exceção de Brasília) e em virtude de novos
mecanismos institucionais concebidos para a fase de transição
– o que devemos creditar inteiramente à presidência esclarecida
de FHC – logrou beneficiar-se de um arco impressionante de
apoios políticos e de simpatias generalizadas no âmbito do
sistema político e da população em seu conjunto, a ponto de
ter passado a desfrutar de uma aprovação superior a 70% da
opinião pública, proporção bem maior do que aquela conquistada
no pleito eleitoral (61.27%).
Em grande medida, esse “crescimento”
pós-eleitoral se deve precisamente ao fato de que o eleito
falou mais ao País do que ao partido, ainda que ele tenha
tido de ocupar-se pessoalmente de certos equilíbrios internos
à sua agremiação política (sobretudo na fase final de montagem
do governo). O primeiro discurso ao País continuou sendo tranquilizador
e “consensuador” e a menção do resgate da dignidade do povo
– tão importante na fase eleitoral – bem como o compromisso
com os excluídos e marginalizados compareceram nessa declaração
mediante a decisão de se implantar imediatamente um programa
de combate à fome, algo impossível de despertar oposição de
quem quer que seja (ainda que os economistas “alimentem” dúvidas
sobre sua eficácia relativa). Novos pontos ganhos: 9,5, com
louvor.
3) Dirigir-se ao mundo, seletivamente
Difícil escapar da sensação de contentamento
com tantos telefonemas e tantas mensagens de congratulações,
além dos inúmeros convites para visitas pré-posse, inclusive
– parbleu! – do próprio líder do Império. Essa coisa
de “tour du monde” antes da posse parece coisa de subdesenvolvido,
de colonizado cultural, mas parece que foi incorporado como
uma espécie de hábito de todo presidente eleito. Que seja:
algo de útil pode resultar desses contatos informais – ainda
que com um certo sentido diplomático – anteriores à assunção
de responsabilidades governativas, se mais não fosse para
uma espécie de “treino” nos meandros do poder e da administração
de uma agenda por certo algo mais complexa do que as simplificações
realizadas durante a campanha eleitoral.
Como não se pode ver ou visitar todo
mundo, a escolha dos “mais iguais” carrega uma simbologia
altamente complexa, mas que de certo modo se casa com o perfil
das relações diplomáticas do País: Cone Sul em primeiro lugar,
demais vizinhos regionais e o Império estão compreensivelmente
situados nas primeiras linhas das prioridades, com um certo
ciúme carregado pelos europeus e demais países provedores
de imigrantes para o Brasil. Alguns convites de visita podem
ser gentilmente recusados, mas outros são praticamente incontornáveis,
como pode ser o da própria capital do Império.
Nesses primeiros contatos, devia-se
realizar uma balança apropriada entre inovação e continuidade,
o que parece ter sido assegurado de modo satisfatório nas
viagens empreendidas em dezembro de 2002. Talvez tenha faltado
um pouco de surpresa ou espontaneidade aqui e ali – já que
o diplomatês parece ter predominado rapidamente – mas o balanço
provisório pode ser considerado como satisfatório, em especial
o encontro na capital imperial. Via de regra, pode-se dizer
que as viagens antecipam um tratamento profissional de alguns
dos problemas mais importantes da fase seguinte: Mercosul,
Alca e negociações comerciais de modo geral. Pontos ganhos
nesta etapa “turística”: 8, com viés de alta.
4) Tranqüilizar os agentes econômicos
A despeito de um bom começo, as fontes
de tensão persistiram, em função das indefinições prolongadas
seja quanto ao pessoal do núcleo econômico, seja quanto ao
próprio conteúdo das políticas a serem implementadas. As mensagens
dilatórias emitidas pela nova equipe não lograram reduzir
as incertezas da conjuntura econômica, razão pela qual câmbio
e taxa de risco continuaram a apresentar um cenário preocupante.
Um novo repique inflacionário agregou à sensação de o Brasil
poderia estar voltando a uma época que se acreditava superada:
o ciclo da alta de preços, as demandas por reajuste ou por
correção e a queda na aceleração inflacionária.
Os novos responsáveis indicados procuraram
transmitir um quadro de seriedade no compromisso com políticas
de estabilização, mas a falta de engajamento pessoal da principal
liderança e a demora na escolha dos “guardiães da moeda” trouxeram
de volta um cenário de tensão na frente econômica. Pode-se
resumir o quadro com duas palavras: há uma grande esperança
depositada nas novas lideranças, mas a confiança dos
agentes econômicos ainda é limitada ao refrão habitual: esperar
para ver. Pior: a confiança ainda não existe, de verdade,
o que termina por diminuir o grau de esperança na capacidade
da nova equipe em reverter o quadro em relativa deterioração.
A reversão do cenário parece depender da uma demonstrada capacidade
de comando, por quem teoricamente está na instância suprema
da tomada de decisão. Até meados de dezembro de 2002, essa
capacidade de liderança não tinha ainda sido demonstrada.
Depois da montagem do novo governo, as reações foram variadas,
alguns depositando no (pequeno) grupo controlador das finanças
públicas, outros reagindo com preocupação à designação de
um (grande) grupo de ministérios e novas secretarias “gastadores”.
Pontos recebidos: 5, no máximo.
5) Designar os principais assessores,
depois negociar
O que ocorreu, inversamente, foi
um longo processo de negociação em câmara secreta, sem a designação
do “núcleo duro” do futuro governo. Mas, de certa forma, os
principais assessores já estavam designados desde o início,
o que trouxe um pouco mais de tranqüilidade do que teríamos
tido sem qualquer tipo de “anúncio ministerial”. Como ocorreu
um delongado processo de designação de quem passaria a comandar,
de fato, a área econômica e a política monetária, os custos
dessa demora foram sendo impostos ao país, sob a forma de
queda no valor externo da moeda e do aumento do custo de vida.
De toda forma, como a montagem da
equipe ministerial foi de certa forma feita ao sabor das possibilidades
políticas (inclusive para se atender às conveniências do mais
importante partido centrista), pode-se prever um certo potencial
de atritos, de desgastes e de fricções no relacionamento com
o Congresso e no funcionamento do governo, sem que o tipo
de arranjo político finalmente logrado garanta as condições
de governabilidade, sobretudo no Congresso. A pressão do tempo
e as indefinições políticas determinaram um certo desequilíbrio
na equipe administrativa, com metade do ministério atribuído
à própria formação central e a outra metade dividida em sem
partidos e seis outros de cada um dos demais partidos da coalizão.
Pontos atribuídos: 4,5 para baixo.
6) Recompor um programa de governo
Até o final de dezembro, com exceção
do programa de emergência vinculado às carências alimentares
da população mais desfavorecida, ainda não se tinha ouvido
falar de um “programa governativo”, mas simplesmente de um
“relatório de transição”, no máximo fazendo um “diagnóstico”,
mas não formulando linhas diretrizes de governo. Não era,
aliás, encargo da equipe de transição apresentar algo coerente
para compor um novo programa de governo, pois ela trabalhou
mais setorialmente do que de forma integrada. Ela ofereceu
um balanço da herança recebida, apontando os números mas também
as lacunas, carências e deficiências dos oito anos de tucanato.
Cabe, então, ao chamado “núcleo central”
da nova governança realizar essa tarefa de compor um novo
programa, mas ele aparentemente não conseguirá fazer tudo
isso em pouco tempo. Como parece evidente a qualquer um, não
se deveria exigir qualidades de “super-homens” dos novos responsáveis
econômicos e políticos. No máximo eles conseguirão administrar
a máquina sem causar rupturas desnecessárias.
Esse é o custo das transições políticas
excessivamente paradigmáticas, com alguns “novatos” assumindo
postos de responsabilidade. Em todo caso, seria importante
que o novo governo consiga apresentar um documento contendo
diretrizes executivas como base da sua ação nos primeiros
seis meses. Pontuação média: 5.
7) Atender a circunstâncias excepcionais
Nessa área, o que tivemos foi empirismo
involuntário, uma certa boa vontade dos mercados e muita sorte,
em doses variadas de cada um desses elementos segundo a conjuntura.
O repique inflacionário parece ser o mais importante desafio
da nova equipe política, já que o “repique das reivindicações
classistas” parece estar sendo controlado de forma bastante
satisfatória pelos novos dirigentes (executivos e partidários).
Deve-se reconhecer que a nova equipe
não contribuiu, ela mesma, para agravar a deterioração da
situação econômica, embora se tenha observado um e outro deslize,
aqui e ali. Mas, o entrosamento com a equipe que sai poderia
ter sido maior, caso houvesse uma real abertura de espírito
para reconhecer que a tal de “ruptura” era mais uma palavra
de ordem eleitoral do que uma disposição efetiva para mudar
“tudo isso que está aí”. A disposição para ações conjuntas
em prol de estabilidade macroeconômica permaneceu, todavia,
reduzida durante todo o período de transição. Houve aqui uma
certa deficiência de liderança política. Pontos tolerados:
4.
8) Indicar as linhas do discurso
de posse
Isso não ocorreu, mas de certa forma,
já não havia mais surpresas a esperar, uma vez que o processo
de transição foi mais tranqüilo, do ponto de vista político,
do que se supunha antes da realização do segundo turno das
eleições presidenciais. Espera-se que um pouco mais de “esperança”
seja dispensado nesse discurso de posse, embora a credibilidade
desse tipo de mensagem tenha uma “esperança de vida” cada
vez mais reduzida. Pontos que se pode atribuir a essa não
situação: 6 pontos.
9) Estruturar as bases do apoio
congressual
A situação não parece extremamente
complicada e de fato a nova maioria logrou realizar um amplo
leque de consultas que poderiam assegurar apoios desde a extrema
direita até a extrema esquerda do espectro político, com alguma
confusão e frustrações no centro (como seria de se esperar).
A nova equipe comporta, todavia, apenas um representante de
cada um dos seis outros partidos participando da coalizão,
contra treze ministros do núcleo dirigente. Em todo caso,
a costura de apoios para aprovação de projetos específicos
permanecerá uma tarefa de alta habilidade política, sem grandes
inovações, portanto, em relação à situação atual. Perspectivas
razoáveis nessa frente: 7 pontos.
10) Preparar-se para o pior, manter
a mensagem otimista
Continua válida essa regra e, sobretudo,
a recomendação de que não se deve sair buscando “bodes expiatórios”
dentro ou fora do País. As mudanças sempre têm um custo e
este tem de ser absorvido pela nova administração. Caberia
talvez acrescentar uma nova regra: a de que os principais
custos da governabilidade nas novas condições podem ter origem
não em dados objetivos da realidade externa (dentro e fora
do País), mas no próprio seio da nova equipe dirigente. A
razão é muito simples: toda medida econômica apresenta um
custo político e por isso torna-se aparentemente muito provável
que o setor político do novo governo venha a se chocar com
a ala executiva da direção econômica. O potencial de desastre
é muito grande, na falta de um árbitro capaz de decidir quais
custos absorver e quais outros afastar.
Não há receita pronta para esse tipo
de dilema, mas deve-se ter confiança (e talvez esperança)
no grau de discernimento do supremo mandatário. Avaliação:
8 pontos.
Se ouso tirar uma “média aritmética”
da pontuação acima atribuída – por certo altamente subjetiva,
pois que baseada em uma distribuição linear de valores uniformes
para fatores totalmente dissimilares e de importância desigual
entre si – ela estaria representada pela nota 6,6. Não se
trata de uma aprovação completa, como se vê (que, pelos critérios
tradicionais, poderia requerer um 7 redondo), mas tampouco
de uma reprovação por insuficiência. A situação está mais
para “acompanhar com atenção”, ou ainda, “ajudar na preparação
para os exames”, o que certamente exigirá um reforço nos deveres
de casa e mais aplicação nos estudos. O aluno parece sério
e competente e por isso deve se sair bem nos próximos testes,
ainda que não se possa excluir a intervenção de fatores externos
que degradem o cenário de funcionamento do estabelecimento
escolar (como a diminuição do orçamento e ausência de financiamentos
externos, por exemplo).
Em todo caso, caberia expressar um
moderado otimismo quanto às chances de avanço intelectual
do “estudante” em questão, rumo a uma pós-graduação com louvor.
Pelo menos esta é a esperança.
Preparando a futura avaliação:
desmontando os números de forma objetiva
Um dos mais propalados instrumentos
de “condenação” literal dos oito anos de administração “neoliberal”
do tucanato foi um “balanço” politicamente motivado por parte
de estudiosos ligados à ala progressista da Igreja Católica,
cujo resultado foi a publicação de uma obra sobre um pretenso
“desmonte” da Nação (cf. Ivo Lebauspin e Adhemar Mineiro:
O Desmonte da Nação em Dados. Petrópolis: Vozes, 2002).
Como no caso do “plebiscito” sobre
a Alca, as conclusões estavam provavelmente definidas previamente,
o que permite duvidar dos fundamentos metodológicos e da honestidade
interpretativa do ensaio de “avaliação” ali conduzido. Por
isso mesmo, para diminuir o grau de subjetividade deste tipo
de exercício caberia tentar introduzir alguns critérios objetivos
de avaliação da nova governabilidade, sob a forma de indicadores
econômicos e sociais relativamente isentos que permitam conferir
resultados de meio de caminho (um ou dois anos) e finais (em
2006).
Com o objetivo de permitir uma avaliação
objetiva (e comparada) do governo da nova maioria, caberia
anotar escrupulosamente os dados registrados ao longo das
duas últimas administrações, bem como aqueles que refletem
a situação recebida em 1º de janeiro de 2003. Proponho que
essa avaliação seja feita com base em dados oficiais, homogêneos
no tempo, pois que produzidos, elaborados ou compilados por
instituições públicas, o que nos habilita portanto a dispor
de séries históricas uniformes. Tal é o caso dos indicadores
puramente econômicos e quantitativos, para os quais se oferece
uma primeira amostra no Quadro 1. Adicionalmente, pode-se
selecionar alguns outros índices de caráter qualitativo, que
poderiam incidir sobre os elementos inscritos no Quadro 2.
Cabe observar que alguns dados somente poderão estar disponíveis
bem mais tarde, como é o caso do coeficiente de Gini, para
o que se deve portanto marcar rendez-vous em 2006.
|
Quadro 1: Economia brasileira,
dados básicos e projeções: 1999-2003
|
|
|
1999
|
2000
|
2001
|
2002
|
2003
|
|
Nível de
Atividade
|
|
PIB em US$
bilhões
|
530,8
|
593,9
|
503,7
|
486,7
|
477,8
|
|
População
(milhões de hab)
|
167,9
|
170,1
|
172,4
|
174,6
|
176,9
|
|
PIB per capita
(em US$)
|
3.161
|
3.491
|
2.922
|
2.787
|
2.702
|
|
Crescim.
anual do PIB (%)
|
0,8
|
4,4
|
1,4
|
1,5
|
1,4
|
|
Agropecuária
|
8,3
|
2,2
|
5,7
|
5,8
|
4,0
|
|
Indústria
|
-2,2
|
4,8
|
-0,3
|
1,0
|
0,8
|
|
Serviços
|
2,0
|
3,8
|
1,9
|
1,6
|
1,5
|
|
Investimento
(% do PIB)
|
19,1
|
19,4
|
19,4
|
19,6
|
19,5
|
|
Massa real
de rendimentos
|
-5,2
|
3,7
|
-3,1
|
-2,0
|
-2,0
|
|
Desemprego
aberto 7 dias
|
7,6
|
7,1
|
6,2
|
7,5
|
8,6
|
|
Desemprego
aberto 30 dias
|
8,3
|
7,9
|
6,8
|
8,1
|
9,2
|
|
Inflação (%)
|
|
IPCA (IBGE)
|
8,9
|
6,0
|
7,7
|
12,6
|
10,5
|
|
IGP-M (FGV)
|
20,1
|
10,0
|
10,4
|
25,4
|
8,7
|
|
Setor Externo
(US $ bilhões)
|
|
Exportações
|
48,0
|
55,1
|
58,2
|
60,7
|
67,5
|
|
Importações
|
49,3
|
55,8
|
55,6
|
47,6
|
50,4
|
|
Balança comercial
|
-1,3
|
-0,7
|
2,6
|
13,1
|
17,1
|
|
Conta Corrente
|
-25,4
|
-24,6
|
-23,2
|
-8,4
|
-5,8
|
|
Conta de
Capital
|
17,4
|
19,9
|
27,9
|
9,5
|
5,8
|
|
Reservas líquidas intern.
|
36,3
|
33,0
|
35,9
|
35,0
|
35,0
|
|
Déficit Público
(% do PIB)
|
|
Nominal
|
10,0
|
4,5
|
5,2
|
9,5
|
5,2
|
|
Primário
|
-3,2
|
-3,5
|
-3,7
|
-3,9
|
-3,8
|
|
Juros Nominais
|
13,2
|
8,0
|
8,9
|
13,4
|
9,0
|
|
Câmbio e
juros (% ao ano)
|
|
Taxa de câmbio
(nominal)
|
1,7890
|
1,9554
|
2,3204
|
3,50
|
3,71
|
|
Juro nom./TBC
(Selic)
|
25,5
|
17,4
|
17,3
|
19,1
|
22,5
|
|
Juros reais
(deflat. IPCA)
|
15,7
|
11,5
|
9,0
|
5,8
|
8,9
|
|
Juros reais
em dólar
|
15,2
|
7,4
|
-1,1
|
-21,0
|
15,7
|
|
2000: estimativas;
2001: projeções (atualizadas em 27/12/2002)
|
|
Fonte: IBGE,
Consultoria Tendências (Conjuntura Semanal,
30/12/02 a 3/01/03)
|
|
|
|
|
|
|
|
Ainda na vertente econômica, poder-se-ía
agregar dados sobre a dívida externa (tanto a bruta quanto
a líquida, bem como dados relativos às amortizações do principal
e seu serviço, assim como sua relação com o PIB e as exportações),
mas uma avaliação objetiva desses dados do ponto de vista
da política econômica nem sempre é possível, uma vez que grande
parte dessa dívida, atualmente, é detida pelo setor privado
(e também por grandes companhias ainda sob controle do Estado),
que persegue sua própria estratégia de endividamento (em função
do diferencial de juros internos e externos), não necessariamente
compatível com políticas preferidas pelas autoridades econômicas.
O mesmo poderia ser dito do índice de poupança, sua taxa de
crescimento e relação ao PIB, com variáveis não controláveis
pelo governo. A dívida púb