CELIA LINHARES
Entrevista: Por Renato Deccache

 

Uma proposta para a busca do saber com o sabor do prazer

Entrevista com Célia Linhares

Por Renato Deccache*


A escola brasileira teria tudo para ser um símbolo de pluralidade. Não bastasse a diversidade cultural, que por si só serviria de justificativa para o estabelecimento de diferentes formas de organização do processo de ensino-aprendizagem, temos uma importante produção de pesquisas acadêmicas apontando caminhos variados para um melhor aproveitamento do potencial do aluno em sala.

Embora seja possível registrar movimentos que vêm colaborando para uma escola mais participativa, o ensino brasileiro, em sua maior parte, vem se prendendo a uma lógica padronizada e reprodutora do conhecimento. É o que afirma Célia Linhares, professora titular Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisadora do CNPq. Ela joga com palavras e conceitos abstratos para dizer que a escola se realiza quando propicia ao aluno um “saber com sabor”.

“Por que a escola, em muitos casos, frustra esta esperança do aprender? Porque ela carrega em si problemas que vão desde as desigualdades sociais até formas de impedir a participação de professores e alunos. Se o aluno entra em sala só para receber informações, adota uma atitude passiva. Na medida em que ele é mero reprodutor, isso diminui, em muito, o que chamo de saber com sabor”, analisa a professora.

Célia Linhares, que na última sexta-feira, dia 26, lançou, juntamente com a professora Maria Cristina Leal e outros professores, doutorandos, mestre e mestranda que foram alunos das duas em um curso regular da Pós-Graduação em Educação da UFF, o livro Formação de Professores, uma crítica à razão e política hegemônicas, considera que, apesar das dificuldades, a escola brasileira tem hoje experiências que caminham rumo a uma lógica mais inclusiva. Nesta entrevista, ela também sobre a relação professor/aluno, história da escola, pesquisa em educação, entre outros temas.

 

Folha Dirigida — Por que estudar a formação de professores?

Célia Linhares — A formação de professores é um tema muito importante, que vem sendo muito discutido e pesquisado dentro e fora do país. Isto porque, no momento atual, em que a escola está redefinindo seu lugar, suas funções, há uma pergunta sobre para onde ela estaria se deslocando. Muitas vezes, ao não se entender os problemas da escola — que tem uma produção política, cultural e econômica — lança-se uma culpa indevida nos professores. Portanto, o tema é importante não pelo fato de os professores serem culpados pela situação da escola, mas porque esse deslocamento, essa reinvenção que ela está processando precisa de profissionais com uma formação complexa, atilados, conectados com a vida, com as forças sociais e políticas e com as teorias científicas que avançam numa direção mais colaborativa.

Folha Dirigida — Em seu livro,também se aborda uma razão e política hegemônicas que interferem na formação do professor. Que razão e política são estas?

Célia Linhares — A razão e a política hegemônicas constituem uma forma de racionalizar, de pensar, de inteligir, de entender o mundo e de se colocar nele, e que privilegiam um tipo hierárquico de sociedade em que uns estão incluídos e outros excluídos. É uma razão que nos leva a sempre procurar o mais correto, o que sabe mais, o mais bonito; isto em contraposição ao que sabe menos, ao mais feio, ao menos verdadeiro. Então, a racionalidade se faz em um tipo de hierarquia, como um estado permanente e inquestionável. E ela é hegemônica porque todas as dimensões de nossa vida social estão atravessadas por essas divisões dicotômicas: o acerto e o erro, a realidade e a ficção, entre outras. É um modelo de verdade, um pensamento único, que alimenta as desigualdades e que não abre espaço para a pluralidade.

"Sabe por que a escola, na maior parte dos casos, frustra esta esperança do aprender? Porque, se o aluno entra em sala de aula apenas para receber informações, ele adota uma atitude passiva. O estudante tem interesse quando participa."

Folha Dirigida — Critica-se muito a didática usada em sala de aula,em que o professor é aquele que possui o saber e o aluno aquele que apenas o recebe. Esta seria uma forma na qual esta hierarquização se manifesta na escola?

Célia Linhares — Essa palavra “receber” é muito boa e ajuda a nos aproximarmos desta discussão da escola. O professor supostamente deveria saber tudo e o aluno deveria estar disposto a receber o ensinamento. E esta relação, para usar uma expressão de Paulo Freire, ela “amolenga” o aluno. O problema é que essa hierarquização — que funciona também na sociedade— anula as melhores iscas para a aprendizagem. Sabe por que a escola, na maior parte dos casos, frustra esta esperança do aprender? Porque, se o aluno entra em sala de aula apenas para receber informações, ele adota uma atitude passiva. O estudante tem interesse quando participa. À medida que ele é um mero reprodutor, isso diminui, em muito, o que chamo de saber com sabor. Vai se comportar como um papagaio: receber e repetir. Mas, isso é aprender?

Folha Dirigida — E o que é aprender para a senhora?

Célia Linhares — Vale a pena pensar no que significa aprender, apreender. Essas palavras trazem um sentido de apropriação, como um processo de práticas sociais e históricas. Por isso mesmo, aprender, em uma época como a nossa, não tem o mesmo significado de outras. O que se exigia dos pais dos jovens de hoje, na escola primária daquele tempo, era, possivelmente, uma aprendizagem bem mais mimética, reprodutora. O que pedem para a geração de jovens atualmente é um tipo com maior liberdade e participação. Aprendizagem, segundo os pedagogos, é aquilo que nos ajuda a modificar nossa vida. É algo vital, que se espalha pelo corpo inteiro, pelo corpo social. Então, uma série de informações que um estudante ouve do professor mas que não tiveram repercussão na vida dele, não representam aprendizagem, e sim uma aquisição, uma transmissão reprodutiva. A escola vem se tornando uma instituição extremamente extensa, ampliada e quem está nela precisa de um número cada vez maior de anos compreender um mundo que é complexo. E isso não é um problema só do Brasil. Mas, para criarmos e sustentarmos um sistema educacional compreensivo é preciso romper com muitas desigualdades que se processaram por muitos séculos, dentro e fora do país.

Folha Dirigida — Quais foram as principais causas desta sistemática de ensino em que predomina esta hierarquização da relação professor/aluno?

Célia Linhares — Na Idade Média, o processo de formação humana era assistemático, informal. As crianças conviviam com os pais, com suas comunidades. Ao final da Idade Média, grandes acontecimentos irão demandar um outro tipo de instituição para a infância. Na época, a Igreja, que era uma grande força política, econômica e cultural, organizou um tipo de instituição em que pudesse exercer um controle social maior. Não podemos nos esquecer que grandes inventos abriram horizontes para a humanidade. Basta lembrar a revolução que a imprensa ajudou a realizar. Além disso, não só o movimento reformista religioso rachou a Igreja, estremecendo suas bases, como os mares passaram a ser explorados e um novo continente foi alvo de conquista. O comércio crescia, como emblemático de muitas trocas. Diante de saberes incontroláveis, que irrompiam, a Igreja tentou responder com instituições repressivas como o “Santo Ofício” e a Inquisição. É nesta onda que as escolas de ordens religiosas são formadas, recolhendo muito das heranças monasteriais. Essa foi uma das fundações da escola. Ela ensinava, mas era um saber sem sabor.

Folha Dirigida — É possível traçar um paralelo com os dias de hoje?

Célia Linhares — Estamos chegando lá. No final do século XVIII, ocorreu a Revolução Francesa. A partir daí, a escola passa a ter uma importância fundamental como um investimento político destinado a apoiar uma democracia, devendo combater os privilégios eclesiásticos e aristocráticos. Nesta fase, se consolidou a idéia de que o controle da escola não poderia ser da Igreja e sim do Estado, visando ao bem comum. Então, ao longo dos séculos, a escola esteve atrelada aos poderes da Igreja, em seguida aos do Estado, sempre numa relação em que um prevalecia sobre o outro. Atualmente, há uma grande tendência de um retrocesso rumo a uma privatização da escola que quer arrancar-lhe um projeto universalista para dela fazer uma instituição particularista que ora atende aos membros de uma religião, ora aos clientes que compram conhecimento.

"Ameaças e perigos são destacados o tempo todo. Exemplos? Se você não aprender isto rápido, não vai passar no vestibular; não será aprovado no final do ano; não irá conseguir um emprego, cairá na delinqüência."

Folha Dirigida — Que conseqüências isto traria, na opinião da senhora?

Célia Linhares — Creio que é muito perigoso que, no espaço da escola, do conhecimento secular, exista um controle muito forte da Igreja. Porque há uma diferença enorme entre o conhecimento religioso, ao qual eu não nego seu valor, e o conhecimento secular, sempre discutível e aberto. É perigoso, é anti-democrático homogeneizar saberes. Isto significa que é fundamental distingui-los. Esta intromissão, para ampliar o espaço das igrejas dentro da escola, isso pode ser muito delicado e, até certo ponto prejudicial. Numa sociedade democrática importa preservarmos distinções e especificidades dos territórios sociais, embora sem perder as conexões entre eles. Mas a escola é um espaço específico de apropriação das formas culturais — principalmente, mas não exclusivamente — como a letrada. É um lugar do estudo sistemático delas.

Folha Dirigida — Pelo visto, a senhora é contrária ao ensino religioso...

Célia Linhares — Não sou contrária ao ensino religioso. Pelo contrário, entendo que os pais devem voltar a educar seus filhos, dando-lhes orientação para a vida, com palavras, ações. Se eles acreditam em Deus, nos ensinamentos de Buda, Maomé, por que não ensiná-los a seus filhos? Mas, daí a transferir todo este ensinamento para o espaço escolar é que percebo como problemático. Qual seria o lugar da dúvida, do debate, se, ao conhecimento secular, sobrepusermos o saber religioso e dogmático?

Folha Dirigida — E como mudar esta relação hierarquizada entre professores e alunos?

Célia Linhares — Esta hierarquização não pode ser resolvida, pontualmente, na escola. Ela está relacionada às práticas sociais. Isto não quer dizer que não tenhamos que ressignificar a escola. A disciplina escolar, por exemplo, urge por ser revista. Há outras concepções de disciplina. Não sou contra a hierarquia. Na vida, estamos sempre organizados de alguma maneira. O que sou contra é a uma hierarquia como algo imóvel em que os poderes ficam interditados em suas circulações. Eu, como professora, é natural que saiba mais de sobre educação que meu aluno. Mas, em outros assuntos, ele pode ter mais conhecimento. Então, em sala de aula, o professor deve ocupar seu lugar a partir da autoridade pedagógica que possui, de quem aprendeu construiu uma carreira. Mas também é um espaço de troca. O jovem tem muitas habilidades que minha geração não tem. E como conciliar isto? Organizando e articulando poderes de maneira que possamos alcançar a uma pluralização, sem chegarmos a uma anarquia. É preciso manter a autoridade do professor, mas sem deixar que ele caia no autoritarismo. E essa autoridade faz com que ele reconheça a autoridade que os alunos também trazem. Todos nós aprendemos melhor se o que é ensinado responde às suas curiosidades. A escola, em muitos casos, em vez de produzir a atenção, desencadeia e nutre processos de tensão. Ameaças e perigos são destacados o tempo todo. Exemplos? Se você não aprender isto rápido, não vai passar no vestibular; não será aprovado no final do ano; não irá conseguir um emprego, cairá na delinqüência.

Folha Dirigida — Então, como a escola pode despertar esta atenção do aluno?

Célia Linhares — Uma escola que não seja hierárquica, tende a ser includente. Mas includência não representa apenas colocar todo tipo de aluno na escola. Claro que esta é uma parte importante. A includência da escola também se endereça a um outro tipo de ensino e de aprendizagem e ensino, que respeitem mais o que o estudante tem a oferecer para seu próprio processo escolar. A escola, além de ser inclusiva para todo tipo de raça, de cultura, e mesmo para os deficientes, deve incluir também os próprios professores e estudantes — suas histórias de vida, com suas relações de poder que se articulam com sua classe social, preferências pessoais, entre tantas marcas. A inclusão de estudantes inteiros supõe atendê-los como um todo, com sentimentos e valores que estão sempre relacionados e são inseparáveis da história social de cada povo. É tão bom visitar escolas e encontrar aulas de dança, canto, desenho, pintura!

"Devemos nos aproximar e entender a escola que existe. Não adianta generalizar e dizer que a escola não presta. Até porque não é verdade."

Folha Dirigida — O meio acadêmico, há muito, ressalta a necessidade de o professor explorar,, em sala de aula, o que o aluno tem a oferecer. No entanto, na prática, estes mesmos teóricos argumentam que ocorre justamente o contrário. Por que?

Célia Linhares — Em primeiro lugar, há um perigo dos pesquisadores se distanciarem da escola e passarem a falar de uma escola idealizada, generalizada, artificial. Mas os professores trabalham numa escola real. Há um abismo entre uma e outra. E como vamos estabelecer uma ponte para fazer esse discurso ideal chegar no real e fazer esse real penetrar na pesquisa acadêmica? A pesquisa pedagógica, não apenas no Brasil, sofre de um pragmatismo, um utilitarismo, um empiricismo de um lado e, de outro, de um idealismo, de um abstracionismo. De modo geral, grande parte da pesquisa produzida no Brasil não chega a ser lida e discutida com professores da escola básica.

Folha Dirigida — E no que a pesquisa deve trabalhar, a seu ver?

Célia Linhares — Devemos nos aproximar e entender a escola que existe. Não adianta generalizar e dizer que a escola não presta. Até porque não é verdade. Há uma riqueza incrível de experiências escolares espalhadas em todo o Brasil. Experiências que escapam àqueles que estão mais interessados em profetizar que a escola não tem jeito. Por exemplo, quando foi divulgado o teste do PISA, que é um programa de avaliação internacional do qual nossos alunos participaram e foram mal classificados, o que disse o ministro? ‘Os professores brasileiros não sabem ensinar a ler’. Ora, é fácil dizer é que o professor não sabe ensinar. No entanto, e se perguntarmos se a escola tem biblioteca? Tem luz? Tem água? Tem condições de aprender e ensinar? Quais as condições de trabalho e existência de professores e alunos?.

Folha Dirigida — Mesmo com todas essas dificuldades, a senhora disse estar entusiasmada com o movimento que existe na escola. Que movimento é este?

Célia Linhares — O meu ponto de partida é: para a grande maioria das crianças que estão na escola brasileira pública e privada, a experiência escolar está muito longe de ser animadora se comparada às exigências da vida contemporânea. Mesmo dentro dessa realidade, é muito difícil visitar uma escola que não tenha um grupo professores tentando alguma coisa nova, no sentido de instituinte. Eles resistem a um processo de perda da autonomia. O Brasil tem muitos municípios progressistas. São várias experiências instituintes em que há um esforço para modificar a cultura escolar, tornando-a mais includente, menos hierarquizada, mais pluralizada.

Folha Dirigida — O que são experiências instituintes para a senhora?

Célia Linhares — O primeiro ponto a ser analisado é que nós vivemos numa época em que há uma grande compulsão pelo novo. Você vê as propagandas de escolas que apregoam ter métodos novos, ensino de informática, aulas de judô, de dança. Mas a escola insituinte não é uma novidadeira. Essas escolas não são do tipo consumista que vivem enxertando coisas novas. Pelo contrário, os movimentos instituintes nutrem suas forças das memórias de lutas éticas que, embora vencidas, não podem ser exterminadas pela imensa capacidade de reinvenção da história que carregam, pelos seus compromissos e sonhos de liberdade e sabedoria que nunca se extinguem. Instituinte, portanto, é aquilo que institui uma outra realidade, marcada pela includência de todos e de forma inteira. Chamamos uma experiência escolar de instituinte quando busca ressignificar, realinhar a escola, dando lugar à diferença, ao mesmo tempo em que luta contra as desigualdades.

"Afinal, o melhor do paraíso é buscá-lo com esperança e, no Brasil, as dificuldades são enormes e, em parte se derivam de políticas autoritárias — que querem manter as classes populares subalternizadas, humilhadas, sem iniciativa própria."

Folha Dirigida — Como essas escolas têm feito isso?

Célia Linhares — Além de recolhermos um infinidade de experiências instituintes que vêm irrompendo em inúmeras escolas que visitamos, estudamos, sistematicamente, três sistemas de escolas públicas: a Escola Plural, de Belo Horizonte; a Escola Cidadã, de Porto Alegre; e a Escola Cabana, de Belém. O que percebemos foi que todas elas trabalham com uma cultura escolar aberta, que tanto procura captar os movimentos sociais mais instigantes e participativos das ciências, como também busca sintonizar-se com as forças sociais mais emancipatórias. Estamos plenamente convencidas de que se a escola continuar fechada, monolítica, os jovens não agüentam. E como é que vem sendo construída essa escola instituinte? Como uma escola de saber com sabor, em que se aprende de uma forma participativa e auto-criadora.

Folha Dirigida — Em suas observações de experiências instituintes,o que a senhora percebeu de comum entre elas?

Célia Linhares — Algo que me pareceu muito importante foi que esse tipo de escola antigo e reprodutor vem sendo confrontado com outras experiências escolares. Uma das primeiras características que destaquei ao estudar os sistemas escolares instituintes foi a maneira com que se procura trabalhar respeitando o professorado. A instituição se organiza a partir de conselhos formados por docentes. E toda orientação é debatida pelo grupo. Isso é uma modificação que se contrapõe a uma atuação tarefeira do professor, que cumpre programas isoladamente.

Folha Dirigida — E entre os alunos, como estimular cooperação?

Célia Linhares — Sair de uma sociedade competitiva, guerreira, e entrar em uma baseada na colaboração é uma travessia de altos e baixos, cheia de conflitos, com avanços e recuos. Entre estudantes, também observei a prática e a procura de convivência mais solidária. É como é frutífero para a aprendizagem escolar e para a vida esta busca de ajudar os alunos a conviverem a lidar com conflitos, a aprenderem ajudando uns aos outros. Quero ser honesta: esses sistemas que analisei não são o paraíso perdido. Há mudanças sérias, nem sempre feitas da melhor forma possível. Há erros também da administração e há dificuldades dos professores. Mas estas escolas conseguem deslocar um pouco aquele autoritarismo do professor, bem como lutam para encaminhar muitos outros problemas que entraram na escola pela porta das injustiças sociais do país. Assim, por exemplo, em vez de investimento em poder, investe-se em saber. Afinal, o melhor do paraíso é buscá-lo com esperança e, no Brasil, as dificuldades são enormes e, em parte se derivam de políticas autoritárias — que querem manter as classes populares subalternizadas, humilhadas, sem iniciativa própria.

Folha Dirigida — Qual o papel do professor nessa busca do saber com sabor?

Célia Linhares — Os professores estão se organizando cooperativamente, explorando suas curiosidades e interesses de modo a respeitar os compromissos que a escola tem com a sociedade brasileira, principalmente com o setor mais oprimido, aqueles a quem o Brasil tem negado condições justas de vida. Os professores desejam construir uma outra escola que contribua com uma outra sociedade mais justa, menos hierárquica e, portanto, mais solidária. Eles mostram que uma outra escola é possível.

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* Fonte: Folha Dirigida: http://www.folhadirigida.com.br

     

 


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