|
Por
ANTONIO INÁCIO ANDRIOLI
Doutorando
em Ciências Sociais na Universidade de Osnabrück -
Alemanha
|
|
As
políticas educacionais no contexto do neoliberalismo
A
conjuntura das políticas educacionais no Brasil ainda demonstra
sua centralidade na hegemonia das idéias liberais sobre a sociedade,
como reflexo do forte avanço do capital sobre a organização
dos trabalhadores na década de 90. A intervenção de mecanismos
internacionais como o FMI e o Banco Mundial, aliada à subserviência
do governo brasileiro à economia mundial, repercute de maneira
decisiva sobre a educação. Em contrapartida, a crise do capitalismo
em nível mundial, em especial do pensamento neoliberal, revela,
cada vez mais, as contradições e limites da estrutura dominante.
A estratégia liberal continua a mesma: colocar a educação como
prioridade, apresentando-a como alternativa de “ascensão social”
e de “democratização das oportunidades”.
Por outro lado, a escola continua sendo um espaço com
grande potencial de reflexão crítica da realidade, com incidência
sobre a cultura das pessoas. O ato educativo contribui na acumulação
subjetiva de forças contrárias à dominação, apesar da exclusão
social, característica do descaso com as políticas públicas
na maioria dos governos.
O
propósito do presente texto é apresentar, em síntese, as principais
características da educação no contexto neoliberal do Brasil,
numa tentativa de contribuir com o debate de conjuntura acerca
das políticas educacionais. Neste sentido, iniciamos a discussão
com uma breve reflexão sobre a ideologia na educação, para,
em seguida, apresentar a dimensão da crise do capitalismo e
do pensamento liberal, concluindo com as principais políticas
oficiais que vêm sendo propostas para a educação.
1.
A ideologia e a educação
A
relação da ideologia com a educação foi bastante polêmica ao
longo da história. Embora o termo tenha sido primeiramente utilizado
em 1801
[2]
, é com o advento do marxismo que a ideologia
assume uma maior importância para o pensamento humano. Conforme
Marilena Chauí, o marxismo entende a ideologia como “um instrumento
de dominação de classe e, como tal, sua origem é a existência
da divisão da sociedade em classes contraditórias e em luta”
[3]
. Além disso,
a utilização do termo confunde-se com o significado de crenças
e ilusões que se incorporam no senso comum das pessoas. “A ideologia
é ilusão, isto é, abstração e inversão da realidade, ela permanece
sempre no plano imediato do aparecer social. (...)
A aparência social não é algo falso e errado, mas é o
modo como o processo social aparece para a consciência direta
dos homens”
[4]
.
Diferente
da maioria dos marxistas, para os quais a ideologia consiste
na expressão de interesses de uma classe social, para Karl Manheim
o que define a ideologia é o seu poder de persuasão, sua “capacidade
de controlar e dirigir o comportamento
dos homens”
[5]
. Nicola Abagnano, reforça a teoria de Manheim
dizendo que “o que transforma uma crença em ideologia não é
sua validade ou falta de validade, mas unicamente sua capacidade
de controlar os comportamentos em determinada situação”
[6]
.
A
compreensão de ideologia como expressão de interesses e “falsificação
da realidade” com vistas ao controle social, permite a conclusão,
do ponto de vista marxista, de que a estrutura social dominante
constitui “aparelhos ideológicos” em forma de superestrutura,
mantendo a opressão. Segundo Louís Althusser a escola é o principal
aparelho ideológico da sociedade e, em seu entendimento, como
a estrutura determina a superestrutura, não é possível qualquer
mudança social a partir da educação. Moacir Gadotti
considera a posição de Althusser bastante equivocada
do ponto de vista da emancipação humana, pois gera uma situação
de passividade e impotência, o que revela um caráter ideológico
de sua própria teoria, já que “a subserviência da omissão interessa
mais à dominação do que o combate a favor dela”. Para Gadotti,
“se aceitarmos a análise de Althusser, certamente a educação
enquanto sistema ou subsistema é um aparelho ideológico em qualquer
sistema político. Mas se aceitarmos que ela é também ato, práxis,
então as coisas se complicam. Não podemos reduzir a educação,
a complexidade do fenômeno educativo apenas às suas ligações
com o sistema”
[7]
.
De
certa forma, Gramsci é que dá um novo rumo ao conceito de ideologia
e, com isso, fornece valiosas contribuições para a construção
da educação voltada para a transformação social. Um dos conceitos
fundamentais adotados por Gramsci é o de hegemonia que, segundo
ele, se dá por consenso e/ou coerção. Na sociedade dividida
em classes, temos uma constante luta pela hegemonia política
e a ideologia assume o caráter de convencimento, o primeiro
recurso utilizado para a dominação. Do ponto de vista dos oprimidos,
o embate ideológico contra a hegemonia burguesa se dá em todos
os espaços em que esta se reproduz, como por exemplo, a escola.
Temos então, uma luta de posição na escola, colocando a política,
luta pelo poder, como o centro da ação pedagógica.
A
educação, portanto, é um espaço social de disputa da hegemonia;
é uma prática social construída a partir das relações sociais
que vão sendo estabelecidas; é uma “contra-ideologia”. Nesta
perspectiva, é importante situar a posição do educador na sociedade,
contribuindo para manter a opressão ou se colocando em contraposição
à ela. Se o educador é um trabalhador em educação,
parece coerente que este seja aliado das lutas dos trabalhadores
enquanto classe, visto que as suas conquistas sociais, aparentemente
mais imediatas, também dependem de vitórias maiores no campo
social. Nessa perspectiva, é coerente que a posição do educador
seja em favor dos oprimidos, não por uma questão de caridade,
mas de identidade de classe, já que a luta maior é a mesma.
Qual é a função do educador como intelectual comprometido com
a transformação social?
Gramsci
afirma que o povo sente, mas nem sempre compreende e sabe; o
intelectual sabe, mas nem sempre compreende e muito menos sente.
Por isso, o trabalho intelectual é similar a um cimento, a partir
do qual as pessoas se unem em grupos e constróem alternativas
de mudança. Mas isso não é nada fácil: assumir a condição de
intelectuais orgânicos dos trabalhadores significa lutar contra
o contexto dominante que se apresenta e visualizar perspectivas
de superação coletiva sem exclusão. Entender bem a realidade
parece ser o primeiro passo no desafio da construção de uma
nova pesrpectiva social. Que realidade é essa que se apresenta
para a educação?
2.
A crise do capitalismo e da ideologia liberal
O
atual contexto traz algumas novidades e um conjunto de elementos
já presentes há muito tempo no capitalismo, ambos tentando se
articular coerentemente, embora as contradições estejam cada
vez mais explícitas. Em termos de estrutura social, vigora a
manutenção da sociedade burguesa, com suas características básicas:
a) trabalho como mercadoria; b) propriedade privada; c) controle
do excedente econômico; d) mercado como centro da sociedade;
e) apartheid, exclusão da maioria; f) escola dividida para cada
tipo social. Porém, a novidade, em termos estruturais, é que
a ordem burguesa está sem alternativa, ou seja, o capitalismo
prova sua ineficácia generalizada e a crise apresentada revela
seu caráter endógeno, ou seja, o capitalismo demonstra explicitamente
ser o gerador de seus próprios problemas. Se o mercado é a causa
da crise e se boa parte das soluções apresentadas para enfrentar
esta crise prevê a ampliação do espaço do mercado na sociedade,
a tendência é que os problemas sejam agravados.
O
fracasso do capitalismo se comprova internamente, principalmente
nos países mais pobres. Além disso, o auge do neoliberalismo
da década de 90 mostra suas limitações e começa a
ser rejeitado em todo o mundo. Entretanto, os neoliberais,
embora a maioria
[8]
não se assuma como tal, usam a estratégia
de atacar quem se propõe a explicitar o que ficou evidente:
“Além do ataque à esquerda, como que responsabilizando os outros
pelo seu próprio fracasso, alguns liberais têm se manifestado
através de artigos na imprensa, afirmando que as pessoas ‘de
forma pobre e maniqueista culpam o neoliberalismo e o FMI pela
miséria brasileira’. Ora, será que a culpa seria do PT, da CUT,
do MST, da intelectualidade e do povo brasileiro?”
[9]
Nem
mesmo crescimento econômico, suposta virtude da qual os intelectuais
burgueses ainda se vangloriavam, o capitalismo consegue proporcionar.
Conforme o economista João Machado, a economia mundial que se
mantinha num crescimento de 4% na década de 60, chegou ao final
da década de 90 com apenas 1%.
[10]
O custo social, por sua vez, é catastrófico:
a) a diferença entre países ricos e pobres têm aumentado em
110 vezes, desde a 2ª. Guerra Mundial até a década de 90
[11]
; b) aumenta consideravelmente a distância
entre ricos e pobres dentro dos países; c) a crise ecológica
vem sendo agravada, com a poluição das águas e diversos recursos
naturais essenciais à produção. Há uma clara incompatibilidade
entre a ordem burguesa e a noção de progresso civilizatório.
De
maneira mais conjuntural as principais características são as
seguintes: a) crise do trabalho assalariado, com acentuada precarização
nas relações de trabalho; b) mito da irreversibilidade da globalização,
com forte carga de fatalismo; c) mundo unitário sem identidade,
trazendo à tona a fragmentação, também no que se refere ao conhecimento;
d) retorno de “velhas utopias”, principalmente na política,
economia e religião; e) despolitização das relações sociais;
f) acento na competitividade com a perspectiva de que
alguns se salvam já que não dá para todos.
Nessa
realidade está inserida a educação, como um espaço de disputa
de projetos antagônicos: liberal X democrático-popular. Por
um lado, o caos da ditadura do mercado como regulador das relações
humanas e, por outro, a tentativa de manter a democracia como
valor universal e a solidariedade como base da utopia socialista.
3.
A educação neoliberal
Do
ponto de vista liberal, a educação ocupa um lugar central na
sociedade e, por isso, precisa ser incentivada. De acordo com
o Banco Mundial são duas as tarefas relevantes ao capital que
estão colocadas para a educação: a) ampliar o mercado consumidor,
apostando na educação como geradora de trabalho, consumo e cidadania
(incluir mais pessoas como consumidoras); b) gerar estabilidade
política nos países com a subordinação dos processos educativos
aos interesses da reprodução das relações sociais capitalistas
(garantir governabilidade).
Para
quem duvida da priorização da educação no países pobres, observe
o seguinte trecho do vice-presidente do Banco Mundial: “Para
nós, não há maior prioridade na América Latina do que a educação.
entre 1987 e 1992 nosso programa anual de empréstimos para a
educação na América Latina e o Caribe aumentou de 85 para 780
milhões de dólares, e antecipamos outro aumento para 1000 milhões
em 1994”.
[12]
Porém, não vamos nos iludir pensando que a
grande tarefa dos mecanismos internacionais a serviço do capital
é financiar a educação. Conforme análise de Sérgio Haddad, o
principal meio de intervenção é a pressão sobre países devedores
e a imposição de suas “assessorias”: “A contribuição mais importante
do Banco Mundial deve ser seu trabalho de assessoria, concebido
para ajudar os governos a desenvolver políticas educativas adequadas
às especificidades de seus países. (...) O Banco Mundial é a
principal fonte de assessoramento da política educativa, e outras
agências seguem cada vez mais sua liderança”.
[13]
É
evidente que a preocupação do capital não é gratuita. Existe
uma coerência do discurso liberal sobre a educação no sentido
de entendê-la como “definidora da competitividade entre as nações”
e por se constituir numa condição de empregabilidade em períodos
de crise econômica. Como para os liberais está dado o fato de
que todos não conseguirão “vencer”, importa então impregnar
a cultura do povo com a ideologia da competição e valorizar
os poucos que conseguem se adaptar à lógica excludente, o que
é considerado um “incentivo à livre iniciativa e ao desenvolvimento
da criatividade”. Mas, e o que fazer com os “perdedores”? Conforme o Prof. Roberto
Lehrer (UFRJ), o próprio Banco Mundial tem declarado explicitamente
que “as pessoas pobres precisam ser ajudadas, senão ficarão
zangadas”
[14]
. Essa
interpretação é precisa com o que o próprio Banco têm apresentado
oficialmente como preocupação nos países pobres: “a pobreza
urbana será o problema mais importante e mais explosivo do próximo
século do ponto de vista político”.
[15]
Os
reflexos diretos esperados pelo grande capital a partir de sua
intervenção nas políticas educacionais dos países pobres, em
linhas gerais, são os seguintes: a) garantir governabilidade
(condições para o desenvolvimento dos negócios) e segurança
nos países “perdedores”; b) quebrar a inércia que mantém o atraso
nos países do chamado “Terceiro Mundo”; c) construir um caráter
internacionalista das políticas públicas com a ação direta e
o controle dos Estados Unidos; d) estabelecer um corte significativo
na produção do conhecimento nesses países; e) incentivar a exclusão
de disciplinas científicas, priorizando o ensino elementar e
profissionalizante.
Mas,
é evidente que parte do resultado esperado por parte de quem
encaminha as políticas educacionais de forma global fica frustrada
por que sua eficácia depende muito da aceitação ou não de lideranças
políticas locais e, principalmente, dos educadores. A interferência
de oposições locais ao projeto neoliberal na educação é o que
de mais decisivo se possui na atual conjuntura em termos de
resistência e, se a crítica for consistente, este será um passo
significativo em direção à construção de um outro rumo, apesar
do “massacre ideológico” a que os trabalhadores têm sido submetidos
durante a última década.
Em
função dessa conjuntura política desfavorável, podemos afirmar
que, em termos genéricos, as maiores alterações que ultimamente
tem sido previstas estão chegando às escolas e, muitas vezes,
tem sido aceitas sem maiores discussões a seu respeito, impedindo
uma efetiva contraposição. Por isso, vamos apresentar, em grandes
eixos, o que mais claramente podemos apontar como conseqüências
do neoliberalismo na educação:
1-
Menos recursos, por dois motivos principais: a) diminuição da
arrecadação (através de isenções, incentivos, sonegação...);
b) não aplicação dos recursos e descumprimento de leis;
2-
Prioridade no Ensino Fundamental, como responsabilidade dos
Estados e Municípios (a Educação Infantil é delegada aos municípios);
3
- O rápido e barato é apresentado como critério de eficiência;
4
- Formação menos abrangente e mais profissionalizante;
5
– A maior marca da subordinação profissionalizante é a reforma
do ensino médio e profissionalizante;
6-
Privatização do ensino;
7-
Municipalização e “escolarização” do ensino, com o Estado repassando
adiante sua responsabilidade (os custos são repassados às prefeituras
e às próprias escolas);
8-
Aceleraração da aprovação para desocupar vagas, tendo o agravante
da menor qualidade;
9-
Aumento de matrículas, como jogo de marketing (são feitas apenas
mais inscrições, pois não há estrutura efetiva para novas vagas);
10-
A sociedade civil deve adotar os “órfãos” do Estado (por exemplo,
o programa “Amigos da Escola”). Se as pessoas não tiverem acesso
à escola a culpa é colocada na sociedade que “não se organizou”,
isentando, assim, o governo de sua responsabilidade com a educação;
11-
O Ensino Médio dividido entre educação regular e profissionalizante,
com a tendência de priorizar este último:
“mais ‘mão-de-obra’ e menos consciência crítica”;.
12-
A autonomia é apenas administrativa. As avaliações, livros didáticos,
currículos, programas, conteúdos, cursos de formação, critérios
de “controle” e fiscalização, continuam dirigidos e centralizados.
Mas, no que se refere à parte financeira (como infra-estrutura,
merenda, transporte), passa a ser descentralizada;
13-
Produtividade e eficiência empresarial (máximo resultado com
o menor custo): não interessa o conhecimento crítico;
14-
Nova linguagem, com a utilização de termos neoliberais na educação;
15
- Modismo da qualidade total (no estilo das empresas privadas)
na escola pública, a partir de 1980;
16-
Os PCNs (Parâmetros Curriculares Nacionais) são ambíguos (possuem
2 visões contraditórias), pois se, por um lado, aparece uma
preocupação com as questões sociais, com a presença dos temas
transversais como proposta pedagógica e a participação de intelectuais
progressistas, por outro, há todo um caráter de adequação ao
sistema de qualidade total e a retirada do Estado. É importante
recordar que os PCNs
surgiram já no início do 1º. mandato de FHC, quando foi reunido
um grupo de intelectuais da Espanha, Chile, Argentina, Bolívia
e outros países que já tinham realizado suas reformas neoliberais,
para iniciar esse processo no Brasil. A parte considerada progressista
não funciona, já que a proposta não vem acompanhada de políticas
que assegurem sua efetiva implantação, ficando na dependência
das instâncias da sociedade civil e dos próprios professores.
17-
Mudança do termo “igualdade social” para “eqüidade social”,
ou seja, não há mais a preocupação com a igualdade como direito
de todos, mas somente a “amenização” da desigualdade;
18
- Privatização das Universidades;
19
– Nova LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional)
determinando as competências da federação, transferindo responsabilidades
aos Estados e Municípios;
20
- Parcerias com a sociedade civil (empresas privadas e organizações
sociais).
Diante
da análise anterior, a atuação coerente e socialmente comprometida
na educação parece cada vez mais difícil, tendo em vista que
a causa dos problemas está longe e, ao mesmo tempo, dispersa
em ações locais. A tarefa de educar, em nosso tempo, implica
em conseguir pensar e agir localmente e globalmente, o que carece
da interação coletiva dos educadores e, segundo
Philippe Perrenoud, da Universidade de Genebra,
“o professor que não se preparar para intervir na discussão
global, não é um ator coletivo”
[16]
. Além disso, a produção teórica só tem sentido
se for feita sobre a prática, com vistas a transformá-la. Portanto,
para que haja condições efetivas de construir uma escola transformadora,
numa sociedade transformadora, é necessária a predisposição
dos educadores também pela transformação de sua ação educativa
e “a prática reflexiva deve deixar de ser um mero discurso ou
tema de seminário, ela objetiva a tomada de consciência e organização
da prática”
[17]
.
[1]
Mestre
em Educação nas Ciências pela UNIJUÍ – RS, Doutorando em Ciências
Sociais na Universidade de Osnabrück - Alemanha.
[2]
Conforme
ABAGNANO, Nicola. Dicionário
de Filosofia. 2. ª Ed. Tradução Alfredo Bosi. São Paulo:
Martins Fontes, 1998, p. 531.
[3]
CHAUÍ,
Marilena de Souza. O que
é ideologia. 38.ª ed. São Paulo: Brasiliense, 1994,
p. 102.
[5]
ABAGNANO,
Nicola. Dicionário de
Filosofia. 2. ª Ed. Tradução Alfredo Bosi. São Paulo:
Martins Fontes, 1998, p. 533.
[7]
GADOTTI,
Moacir. Educação e poder:
introdução à pedagogia do conflito. São Paulo: Cortez,
1983, p. 34.
[8]
Existem
exceções, como, por exemplo, o vice-presidente da República,
Marco Maciel, que, já em 1987, mostrava publicamente sua posição
em favor do neoliberalismo, considerando-o uma teoria moderna
para a gestão do Estado: “Em outras oportunidades tenho afirmado
que o Estado moderno, dentro das concepções contemporâneas do neoliberalismo, possui deveres
inalienáveis e impostergáveis com a igualdade democrática
para todos os cidadãos”. (grifos nossos). Conforme MACIEL,
Marco. Educação e liberalismo. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1987,
p. 86. A afirmação do neoliberalismo
tem sido divulgada como “invenção da esquerda”.
[9]
ANDRIOLI,
Antônio I. O que haveria
de positivo no neoliberalismo?
In: Correio da Cidadania, São Paulo, 13 a 20 de novembro
de 1999, p. 08.
[10]
Dados
de sua exposição no II Fórum da Solidariedade, 22/10/99 em
Porto Alegre.
[11]
Conforme
José Paulo Netto (PUC-SP), em conferência realizada na 22ª.
Reunião Anual da ANPED, em Caxambu – MG,
28/09/99.
[12]
Apresentação
de Mr. Shahid Husain, vice-presidente do Banco Mundial para
a América Latina e Caribe, na 5ª. Reunião do Comitê Regional
Intergovernamental do Projeto Principal de Educação para a
América Latina e o Caribe, realizada em Santiago do Chile
entre 8 e 11 de junho de 1993.
[13]
Citado
em CORRAGIO, José Luís. Propostas do Banco Mundial para a educação: sentido oculto ou problemas
de concepção? In: TOMASI. Lívia de Tommasi et alli. São
Paulo: Cortez, 1998, p.
75.
[14]
Referente
sua apresentação de trabalho na ANPED:
Para fazer frente ao apartheid educacional imposto pelo Banco
Mundial: notas para uma leitura da temática trabalho-educação.
Caxambu – MG, 27/09/99.
[15]
Banco Mundial. Política Urbana y desarollo económico:
un programa para el decenio de 1990. Washington, 1991, p. 05
[16]
Referente
sua exposição realizada na 22166. Reunião Anual da ANPED,
em Caxambu – MG, em 27/09/99.
ANTONIO
INÁCIO ANDRIOLI
|