Pedagogia
revolucionária na globalização
Peter
McLarenRamin
Farahmandpur
120 páginas –
14 x 21 cm – R$14,00
Cerca
de três bilhões de pessoas (sub)vivendo com dois dólares
diários. Um número alarmante que pode chegar a cinco bilhões
em três décadas, levando-se em conta um crescimento populacional
estimado em 80 milhões de indivíduos/ano. Eis um dos retratos
da globalização. Considerado por muitos que o defendem
um meio irreversível e positivo de integração transnacional,
o fenômeno da globalização não tem como ocultar sua face
perversa de marginalização e sua nefasta política de contradições.
A máscara da integração não é capaz de cobrir a face desfigurada
da miséria e da segregação.
A
nova ordem mundial, orquestrada pelo capitalismo global
e pelo neoliberalismo, faz reféns de sua lógica autodestrutiva
trabalhadores urbanos e rurais, cada vez mais expropriados
e privados de direitos básicos. Já é lamentavelmente clássico
o exemplo da Nike, cujos tênis são produzidos por mão-de-obra
barata a um custo unitário de 70 a 80 centavos nas fábricas
da Indonésia e vendidos a 120 dólares nos Estados Unidos.
A situação se revela ainda mais cruel em relação às crianças:
calcula-se, hoje, haver pelo menos 250 milhões delas exercendo
algum tipo de trabalho.
Em
Pedagogia revolucionária na globalização, os autores
dissecam alguns dos mecanismos da globalização para, em
contraposição, engendrar uma "pedagogia da resistência".
Eles observam que a dinâmica da resistência continua ativa,
a despeito do colapso da maioria dos países comunistas.
Exemplos, locais e internacionais, não faltam: os zapatistas,
no México, o movimento Tupac Amaru, no Peru, as constantes
sublevações nos territórios ocupados da Palestina e as
lutas da classe trabalhadora na Coréia do Sul.
A
"pedagogia revolucionária" analisada neste livro
ressalta a participação ativa de trabalhadores e estudantes
em sua auto-educação e auto-realização cidadã. O objetivo
é adquirir controle do trabalho físico e intelectual,
por meio de redes alternativas de organização popular,
e promover um estado aguçado de consciência crítica. O
primeiro passo dessa longa caminhada é dizer não ao conformismo.
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Peter
McLaren é professor da Graduate School of Education
and Information Studies, Universidade da Califórnia, Los
Angeles – UCLA. McLaren tem atuado como ativista crítico-social
e se envolvido nas lutas locais, nacionais e internacionais
de reformas.
Ramin
Farahmandpur é doutorando da Graduate School of Education
and Information Studies na Universidade da Califórnia,
Los Angeles – UCLA. Trabalha para o Programa de Formação
de Docentes na UCLA.
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