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Organizações alemãs exigem
desenvolvimento sustentável
“Quando
as corporações recebem licença para poluir e contaminar
estão recebendo licença para matar”
(Robert Bullar)
Organizações
alemãs de apoio ao desenvolvimento e à proteção ambiental
acabam de assumir
uma campanha conjunta. Elas exigem do governo alemão e da
sociedade internacional mais esforços no sentido de aplicar
as resoluções acordadas por ocasião da Conferência das Nações
Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, ocorrida no
Rio de Janeiro em 1992. Os participantes das respectivas
organizações avaliam que houveram poucos avanços desde a
ECO 92. Por isso, estão engajados em trazer os questionamentos
ambientais para a pauta da atual discussão política, em
especial por se tratar de um ano eleitoral e porque em setembro
vindouro estará acontecendo a Conferência “Rio + 10” (nova
Conferência da ONU, 10 anos após o evento no Rio de Janeiro),
em Joanesburgo, na África do Sul.
É claro que muito já foi conquistado desde a criação
dos movimentos ecológicos e ambientalistas. A agricultura
ecológica foi difundida como alternativa; as emissões de
CFC – clorofluorcarboneto – foram minimamente limitadas;
os alimentos transgênicos têm sido publicamente criticados
e na Europa são pouco comercializados; programas de combate
a condições de extrema pobreza foram construídos; contra
a globalização orientada apenas por
interesses econômicos foi desenvolvida uma resistência
internacional. Mas, embora se possa afirmar que a opinião
pública se manifesta mais interessada pelo meio ambiente
e que a “Agenda 21” se tornou mundialmente famosa, muito
do que há dez anos foi assumido como compromisso pelos governos
ainda não foi concretizado.
O desenvolvimento sustentável é tratado como mera utopia
e/ou simpático conceito para discursos; a
crise social e ecológica tem-se aprofundado em esfera
global com o super aquecimento do planeta, a destruição
da biodiversidade, a desertificação, o desmatamento, a contaminação
e a escassez de água potável, ínsitos ao crescimento do
abismo que separa ricos e pobres no mundo. Muitos recursos
biológicos são apropriados comercialmente e muitas espécies
vêm sendo extintas ou exterminadas em função da sua utilização
pela biotecnologia. Os programas de desenvolvimento situam-se
num dos mais baixos patamares da história. Também o governo
alemão, que conseguiu se adaptar às exigências ambientais
e reduziu a emissão de dióxido de carbono e CFC, não cumpriu
sua palavra no apoio aos programas de desenvolvimento. A
prometida ajuda estimada em 0,7% do Produto Interno Bruto
da Alemanha acabou reduzida para apenas 0,26%.
Entretanto, o livre mercado e a organização financeira
são colocados como prioridade acima de tudo, exatamente
como tem recomendado a Organização Mundial do Comércio,
edificada como poder mundial desde 1994. Os Estados Unidos,
o país mais poluidor do mundo, têm-se negado a assinar o
Protocolo de Kyoto que, entre outras resoluções, exige a
limitação de emissões de dióxido de carbono em 7%. Eles
sozinhos foram apresentados em 1990 como responsáveis por
36% da emissão de dióxido de carbono e em 1998 foi constatado
que, ao invés de serem reduzidas, as emissões nos EUA aumentaram
em 3,7%. Apesar da negativa diante dos acordos internacionais
e do aumento da poluição, o governo norte-americano não
sofreu nenhuma advertência por parte da “comunidade internacional”.
Esse é o maior problema: como obrigar um país tão poderoso
a seguir condições gerais se ele não respeita nenhuma recomendação
e a Organização das Nações Unidas, sediada nos Estados Unidos,
não toma nenhuma posição em relação a isso?
A pergunta é, evidentemente: como inserir sustentabilidade
e economia ecológica na atual globalização? Organizações
ambientais alemãs se esforçam em divulgar esta situação
e esperam que em Joanesburgo se consiga, pelo menos, constituir
uma Comissão Mundial para para a temática sustentabilidade
e globalização e que a discussão ambiental possa ser tornada
cada vez mais pública. O estilo de vida desperdiçador, possibilitado
pela economia capitalista, precisa ser modificado para que
pessoas não sejam exterminadas e para que nenhuma lei possa
servir como permissão para destruir a vida.
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Doutorando em Ciências Sociais na Universidade de
Osnabrück - Alemanha
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Deutsche
Organisationen fordern nachhaltige Entwicklung
"Wenn die Konzerne eine Erlaubnis zum
Verschmutzen und Kontaminieren bekommen,
bekommen sie eine Erlaubnis zum Töten"(Robert
Bullar)
Deutsche Entwicklungs- und Umweltorganisationen haben eine gemeinsame
Kampagne vorgestellt. Sie verlangen von der deutschen Regierung
und von der internationalen Gemeinschaft mehr Umweltschutzanstrengungen
und die Umsetzung der Verpflichtungen, denen 1992 im Umweltgipfel
in Rio de Janeiro zugestimmt worden ist. Die Mitglieder
der Organisationen sind der Meinung, dass es wenige Fortschritte
gegeben hat seit 1992. Sie setzen sich dafür ein, die zentrale
Umweltfrage auf die innenpolitische Tagesordnung zu bringen,
besonders weil Wahljahr ist und weil in diesem Jahr ein
neuer Umweltgipfel, der im September in Johannesburg stattfindet,
durchgeführt wird.
Es ist klar, dass vieles schon erreicht wurde, seit die Umweltbewegungen
gegründet wurden. Die Ökologisierung der Landwirtschaft
ist als umweltfreundliche Alternative eingeführt worden;
die Treibhausgas-Emissionen wurden zu mindestens begrenzt;
Gen-Nahrungsmittel werden öffentlich kritisiert und
in Europa wenig gekauft; Aktionsprogramme zur Bekämpfung
der extremen Armut wurden aufgebaut; der Widerstand gegen
die an den wirtschaftlichen Interessen orientierte Globalisierung
hat sich weltweit entwickelt. Aber obwohl man sagen kann,
dass die öffentliche Meinung sich mehr um die Umwelt kümmert
und die Agenda 21 sehr bekannt geworden ist, ist vieles,
was seit zehn Jahren von den Regierungschefs als Kompromisse
angenommen wurde, noch nicht realisiert worden.
Die nachhaltige Entwicklung wurde nur als Utopie und „nettes Sprichwort“
behandelt; die globalen sozialen und ökologischen Krisen
nehmen zu mit der Erderwärmung, der Zerstörung der Artenvielfalt,
der Wüstenausdehnung, der Abholzung der Wälder, der Kontamination,
der Verknappung des Wassers und der wachsenden Kluft zwischen
Armen und Reichen in der Welt. Viele biologische Ressourcen
werden kommerzieller ausgebeutet, und viele Arten sterben
aus oder werden vernichtet durch den biotechnologischen
Gebrauch. Die Entwicklungshilfe ist auf einem historischen
Tiefstand angekommen. Auch die deutsche Regierung, die die
Kohlendioxid- und Treibhausgas-Emission reduzierte, hat
ihr Versprechen, die Entwicklungshilfe aufzustocken, nicht
gehalten. Die zugesagte Hilfe von 0,7% des Bruttoinlandsprodukts
wurde auf 0,26% gesenkt..
Demgegenüber wurden der Freihandel und die Finanzordnung als Priorität
über alles gesetzt genauso wie es die Welthandelsorganisation,
die seit 1994 zur Weltmacht gekommen ist, empfohlen hat.
Die USA, größter Verschmutzer der Welt, haben das Kyoto-Protokoll
abgelehnt und nichts passierte. Sie allein waren 1990
für 36% der Kohlendioxid Emission verantwortlich.
1998 haben die Emissionen um 3,7% zugenommen, obwohl sie
um 7% hätten limitiert werden sollen. Das ist das größte
Problem: wie kann man so ein mächtiges Land zu den Rahmenbedingungen
zwingen, wenn es keine Empfehlungen respektiert, und die
Organisation der Vereinten Nationen, die ihren Sitz in der
USA hat, nichts dagegen tut?
Die Frage ist natürlich, kann
man die aktuelle Globalisierung mit Nachhaltigkeit und Ökologisierung
der Weltwirtschaft verknüpfen? Deutsche Umweltorganisationen
bemühen sich darum, diese Situation bekannt zu machen und
hoffen, dass in Johannesburg mindestens erreicht wird, eine Weltkommission für
Nachhaltigkeit und Globalisierung einzurichten und diese
Umweltdiskussion immer öffentlicher zu machen. Der verschwenderische
Lebenstil, der mit der kapitalistische Wirtschaft möglich
wurde, müsste geändert werden, so dass
Menschen nicht vernichtet werden und kein Gesetz
die Zerstörung des Lebens erlaubt.
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